terça-feira, 2 de abril de 2013

GALO TESTA NOVO QUARTETO SEM BERNARD NO HORTO CONTRA ARSENAL. Boa oportunidade de se avaliar, num jogo importante, como se porta o time sem um de seus ídolos.


Este time armado por Cuca tem vários jogadores fundamentais no aspecto tático. Pode-se começar por Ronaldinho Gaúcho que se encaixou, perfeitamente, na história do novo Atlético. É seu maior valor atualmente. Que se vá de um extremo a outro pra falar de Pierre, tido como o brucutu do meio-campo. Porém, o pilar que sustenta as liberdades de RG-10, Bernard e Tardelli. Ah, bom, ele não seria o que é se Cuca não tivesse indicado Leandro Donizete, acreditando nele e no seu futebol pragmático. Quando chegou, ocupou o lugar de Felipe Souto, hoje no Vasco e na reserva.
Cuca tava certo na escolha do forasteiro.
O esquema tático defensivo do Galo concentra-se na capacidade de absorção desses dois atletas e na cobertura que dão às saídas dos laterais. Por que não dizer das torres gêmeas da área? Ali reside outra força. Rever atravessa uma fase espetacular e já se especula que a vaga de Dedé, do Vasco, na Seleção tá ameaçada pelo zagueiro artilheiro atleticano.
Bom até agora, a Trincheira passa a ideia de que nenhum dos nomes citados pode ficar fora do time sem prejuízo ao esquema tático.
Por exemplo, não era Bernard quem dava suporte ao esquema passado, quando a bola saía da defesa, numa ligação direita sempre acertada, o garoto partia em direção ao gol adversário ou à linha de fundo pra criar as principais situações ofensivas do time? Era. Mas não é mais.
Cuca criou novas situações, além dessa e das bolas paradas, nas cobranças de RG-10, com as presenças de Réver e Léo Silva na área. A presença de Tardelli reforçou o esquema. Seu estilo rápido, pelos flancos ou pelo interior, tabelas e passes certos com RG-10, aumentou a qualidade do ataque.
O treinador atleticano testou contra o bom time do Tupi, no segundo tempo, formação diferente e que funcionou bem. Guilherme no lugar de RG-10 – sem qualquer comparação individual, por favor – e Alecsandro no de Tardelli – idem, idem, com a mesma data. O jogo não mudou de ritmo e o Atlético continuou criando várias chances. Pena que não tenha convertido nenhuma delas. Sorte do Tupi.
 Neste mesmo jogo, o treinador alvinegro teve oportunidade em razão da fatalidade que atingiu Bernard de tentar descobrir substituto pra ele, numa eventualidade como essa. Mão seria possível o quarteto funcionar com dois homens de área – Alecsandro e Jô – que ocupam o mesmo espaço. Isso vale em outro momento, quando a coisa apertar e o time precisar de mais gente na área. Luan tem um pouco do espírito exigido pela presença de Bernard.
Jamais, em tempo algum, diga, no entanto, que se trata de um substituto à altura do baixinho titular. Apenas especule – e pode fazer isso – que o esquema tático sofre menos com a presença de Luan na ausência de Bernard. Qualquer outra fórmula tentada antes não funcionaria: Araújo, Berola, e etc. Ou seja, Cuca acertou de novo ao indicar Luan pro Atlético. 
Querem outro exemplo de como o negócio funciona? Cuca que já conhecia Josué, pois fora seu treinador no Goiás. Com certeza soube que o volante de 33 anos, após tantos anos na Alemanha, rico e feliz, queria voltar ao Brasil. Eureka? Encaixava como luva no elenco onde se destacava apenas Pierre como primeiro volante. Josué chegou, marcou gol e será ótimo reserva de Donizete e Pierre.
Algumas bocas azedas, que reclamam de tudo, cobram ainda de Alexandre Kalil e de Eduardo Maluf reservas pro goleiro Victor, porque não gostam de Geovani; pra Marcos Rocha, ou mesmo até pra ser titular, pois contestam a excelente capacidade da prata da casa; e pra lateral esquerda, visto que nem Richarlyson, nem Junio César os agradam.
Que diabo, como agradar então esse pessoal de mal com a vida? Tudo bem que o argumento deles é que até agora, nem na Libertadores, nem no Campeonato Mineiro, o Atlético enfrentou qualquer força considerada, além daquela que o derrotou na primeira rodada e na reabertura do Mineirão, seu arquirrival. Não é verdade. O Galo tem 100% de aproveitamento na Copa Libertadores e saiu vitorioso onde outros times grandes da América do Sul, normalmente, fracassam.
Contra o Arsenal de Sarandi nesta quarta-feira - o Galo goleou lá na Argentina por 5 a 2 no primeiro turno – o problema maior é que, enquanto o Galo tá classificado, os hermanos têm olho gordo numa vaga. Tem o Atlético atravessado na garganta. Não será  adversário qualquer no Estádio Independência. A Massa fará boa diferença na história. A ausência de Bernard, também. Mas confio na força de vontade e no entusiasmo do moço que veio da Ponte Preta. Este baixinho é outro bem esperto.
Que venha o Arsenal e seu apetite intenso. Não dizem que “caiu no Horto, tá morto”?
Não é apenas o time do Atlético que tem batido este bolão todo! Particularmente quero destacar o seu diretor jurídico, doutor Lásaro Cunha, nas horas de folga, que são raras, cuida da minha ação contra o INSS. Me ligou pra dizer que o Juiz na Primeira Estância nos deu ganho de causa. De cabo a rabo. Também, com um RG-10 desse, eu iria perder de quem? Do INSS que não acerta uma sequer?,,,

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