sexta-feira, 5 de abril de 2013

PM PODE TRABALHAR EM PAZ NOS JOGOS DESTE DOMINGO. NÃO TERÃO ARGENTINOS


Como era esperado, a imprensa argentina criou tremendo salseiro pra cima da Polícia Militar mineira. Abriu espaço para as declarações da gente do Arsenal, ouviram apenas as versões deles, e ignoraram os fatos reais, estampados em fotos e vídeos que enfiaram na gaveta ou em outro lugar apropriado. Prefiro dar basta nas lembranças de tais fatos, porque os vândalos, anarquistas e agressores argentinos foram punidos e tiveram que se desculpar publicamente.

O Juizado Especial Criminal de Belo Horizonte fez sua parte. Julgou rapidamente o processo, como recomenda a lei, achou os culpados: Marconi que agrediu a coronel Cláudia Romualdo, e os arruaceiros Nerva, Perez, Ortiz e Celiz. Todos tiveram que se retratar em público. Os atingidos receberam, também, indenização tirada da fiança de 38 mil, arbitrada pela Juíza Patrícia Froes. Exceto a coronel, que aceitou as desculpas e abriu mão dos danos morais.

Enquanto os jornais de Buenos Aires atacavam duramente, reproduzindo pesadas declarações de Julito Gordona, presidente do Arsenal e filho do cartola-mor da AFA, aqui em Beagá dois argentinos Horácio Dileo, técnico de vôlei do Minas TC, e o ponteiro da mesma equipe, Rodrigo Quiroga, diziam-se envergonhados.

"Estas situações não podem mais acontecer. É preciso mudar a cultura do futebol argentino", afirmou Dileo.

Quiroga foi mais enfático: "não acompanho mais times argentinos, apenas a seleção que se preocupa apenas em jogar futebol".

Pois é, quem assistiu os episódios aqui pode opinar com total imparcialidade. Lá em Buenos Aires, deixam, inclusive, perceber que os incidentes foram propositais e armados pelo Atlético, porque brasileiro não gosta de argentino.

Esta última declaração é verdadeira. Não gostamos mesmo não. Porém o resto é fantasia. Nada foi programado e foram eles que aprontaram toda confusão. Mais ainda, tiveram total assistência do Atlético: Adriane Branco, diretora de Relações Externas, e Eduardo Maluf ficaram até de madrugada ao lado dos caras.

Ah, mais ainda: não tiveram dinheiro pra pagar a fiança. Nem  consulado tinha. O presidente Alexandre Kalil emprestou a grana pra liberar os presos. Caso não tivesse feito isso, o Arsenal só sairia de Belo Horizonte junto com os corintianos presos em La Paz. Heheheh

 




Flávio Anselmo
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