quinta-feira, 2 de maio de 2013

CRUZEIRO DEIXA RESENDE VIR CONHECER O NOVO MINEIRÃO

Se foi fácil fazer 4 a 0 no Villa Nova e a torcida imaginou que o Cruzeiro repetiria o feito em Volta Redonda, contra o Resende, na Copa do Brasil, ficou evidente que os rapazes de Marcelo Oliveira não absorveram bem a lição de casa passada pelo treinador. Diego Souza voltou a ser o que era, apático, omisso, desinteressado; Borges foi aquele poste inútil no meio da rua, impedindo a passagem dos outros. Na lateral esquerda, Everton foi esquecido e o time jogou somente pelo lado direito, bem marcado e por onde Everton Ribeiro e Mike tiveram muitas dificuldades. O primeiro tempo, então, deu sono, apesar dos esforços de Dagoberto, Nilton e Guerreiro de levantar o ânimo de alguns companheiros.

Melhorou no segundo tempo. Pacote deve ser dado uns gritos (?)e acordou Diego Souza. Só por alguns instantes, contudo. Aos 12m, o Cruzeiro voltou a ser o Cruzeiro do jogo contra o Leão. Contra-ataque em alta velocidade: Everton Ribeiro recuperou uma bola na intermediária celeste, lançou longo pra Dagoberto. Que entrou pela esquerda chutou forte. A bola rebatida pela zaga caiu nos pés de Everton Ribeiro que fez 1 a 0. Parecia que a porteira do Resende escancaria: dois minutos depois, Nilton marcou o seu tão procurado primeiro gol com a camisa do Cruzeiro, num chute de perna esquerda, de fora da área: 2 a 0.

Aí Marcelo tirou Everton Ribeiro com torção no ombro e colocou Ricardo Goulart. Tirou Diego Souza e botou Elber. As mudanças não funcionaram como as do Resende. O treinador dele, Eduardo Allax, ex-goleiro do Galo, botou gente nova e ofensiva. Acabou marcado o gol que lhe deu o passaporte pra BH. Chute de Guto de fora da área, Fábio estava no lance pra fazer a defesa, mas a bola desviou-se em Léo e entrou no canto aposto. Final, Cruzeiro 2 a 1. Dia 22 tem o jogo de volta no Mineirão.

 

GOSTO AMARGO I

 

Após a partida, os jogadores e Marcelo Oliveira tiveram que explicar não a décima - primeira vitória seguida do time, mas se aquela vitória por 2 a 1 sobre o Resende tinha o gosto amargo da decepção. Tão bem que o Cruzeiro teve com o placar de 2 a 0 a seu favor, que evitaria a partida de volta. Uma fatalidade tirou-lhe o resultado. Porém, não fazia por merecê-lo. Copa do Brasil é isso, meu Bom!

O Flamengo foi a Campina Grande e às duas penas conseguiu de virada derrotar o Campinense também por 2 a 1 e terá partida de volta no Rio. Como aconteceu com o poderoso Internacional, quase tricampeão gaúcho, que empatou em 0 a 0 com o Santa Cruz, no Recife. Fará o jogo de volta em Porto Alegre. Até o nosso Betim serve de exemplo. Foi a Catalão jogar com o CRAC de maior tradicional e trouxe de lá o placar contrário de 3 a 2, que no entanto, lhe favorece em caso de vencer aqui na Arena do Jacaré por apenas 1 a 0.

 

GOSTO AMARGO II

 

Ficou na boca da torcida catalã acostumada a ver o Barcelona liquidar seus adversários em casa. Com Lionel Messi acompanhando tudo Gosto amargo mesmo do banco, o Barça passou pelo dissabor de nova derrota diante do forte time do Bayern de Munique por 3 a 0 no  Camp Nou. No placar agregado, os alemães enfiaram 7 a 0 no ex-poderoso Barcelona.

 

CRIS SEMPRE CRIS

 

Bem que Cris, aquele mesmo do Cruzeiro, tentou estragar o prazer dos gremistas na sua Arena de Porto Alegre, partida de ida, contra o Milionários de Santa Fé, Colômbia. Logo no início da partida, pegou pra valer um atacante colombiano, de costas pro gol gremista. Levou cartão amarelo e uma dura de seus companheiros mais experientes. O Grêmio vencia por 1 a 0, gol de Vargas, com imensa dificuldade, e Cris aprontou outra. Como boi bravo entrou no atacante Perez, fez o pênalti e ganhou o vermelho. Perez cobrou e empatou. Com um jogador a menos, o Grêmio suou sangue pra vencer em casa e levar a vantagem pra altitude. Aos 35m do segundo tempo, o volante Fernando acertou um tirambaço de fora da área e fez 2 a 1, placar final.

 

LA BOMBONERA INFERNAL

 

O Boca Juniors é o décimo - oitavo colocado no campeonato argentino, mas como previa Riquelme, que nem jogou, assim mesmo era o favorito contra o Corinthians. Tomou bola na trave, passou seus apertos, porém tirou a vantagem da panela de pressão que La Bombonera pra derrotar o Timão por l a 0, gol de Blanc. O lance foi meio estranho, porque passou a impressão de impedimento, não confirmado depois pelo tira-teima global. Houve sim, bobeira da defesa corintiana marcando em linha. O placar não é de todo ruim. No Pacaembu, jogo de volta, o Corinthians segue em frente na Libertadores se vencer por 2 a 0. Não é de todo ruim, mas eu já vi este filme várias vezes com o Boca feliz da vida no final.

 

É O QUE DIZEM...

 

Capitão Silvacer (silvacer.pacheco@dprf.gov.br) Ê Meu comandante, que saudades do "nosso" Mineirão: Acolhedor, mineiro, bom pra galera que chegava cedinho pras resenhas nas barracas, pro bate papo..em que nós da imprensa nós sentíamos acolhidos e respeitados por desenvolver nosso trabalho.
E o tropeiro  nem se fala. Bons tempos.

MURAL ÀS LAMAS

 

Quando falo que enterrei um sapo e fiz mil trabalhos de terreiro – claro que não acredito nessas coisas – é uma forma de protestar- como faz acima o nosso capitão Silvacer, grande narrador, contra a forma de tratamento da empresa que administra o Mineirão. Ela veio de fora e passou como um trator sobre a crônica mineira. Por exemplo, o mural que havia no hall de entrada do estádio com os nomes dos cronistas que deixaram seus suores e sangues naquela praça, desde sua pedra fundamental até sua inauguração foi simplesmente jogado no chão. Virou lama. Destruíram parte da memória do estádio e da imprensa esportiva mineira. Interessante que não li ou ouvi nenhuma manifestação de indignação da Associação Mineira de Cronistas Esportivos (AMCE) que tive a honra de presidir. Nessa época tão combativa e política.

 

MINHAS CONDOLÊNCIAS

 

Ao jornalista Leopoldo José de Oliveira que perdeu a esposa Leda na noite de quarta-feira, após heróica luta de 15 anos contra o câncer.

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