domingo, 30 de junho de 2013

O CAMPEÃO VOLTOU: BRASIL É TETRA DA COPA DAS CONFEDERAÇÕES


Foi bom demais. Até consegui buscar na memória aquela lembrança encostada num canto da minha infância, quando ouvi meus irmãos mais velhos e seus amigos cantando "eu fui às touradas de Madrid", após a Seleção golear a Espanha por 6 a 1 na Copa de 50. Eu tinha sete anos e não curti mais do que isso. Nem me lembro se entrei no bloco deles rua afora em Caratinga.
A conquista e a vitória deste domingo, com direito à marchinha carnavalesca de Carlos Alberto Ferreira Braga, compositor também conhecido como João de Barro ou  Braguinha, não tiveram o peso de uma Copa do Mundo. Foi apenas o tetracampeonato de um torneio de seleções campeãs promovido pela Fifa.
Porém, os espanhóis, papadores de todos os títulos importantes nos últimos dois anos, não ganharam este torneio nem uma vez sequer. Contavam com isso agora. Acreditaram no ranking da Fifa - e em nós, pessimistas,eternos puxadores de coro das potências estrangeiras - e souberam de um Brasil em 12º lugar.
Ou seja, os descobridores da arte no futebol acabaram. Tanto que seus atletas diziam nas entrevistas: "somos agora, o que o Brasil era no passado".
O povo que tá nas ruas a fim de mudar o Brasil de anteontem encheu, também, os estádios e cantou o Hino Nacional com a Seleção Brasileira. Acreditou nela, enquanto a mídia enchia a bola da Espanha, como grande favorita. Eu estava no meio desta turma descrente e passei a acreditar quando goleamos a Itália (4 a 2) e o povo empurrou das cadeiras no estádio o time à vitória.

HONRA LAVADA

O país acordou de novo pro futebol. A Pátria de Chuteiras, pediam os comerciais governistas, no intuito de desviar o foco das massas nas ruas. De qualquer forma, sinto-me de honra lavada. Já não aguentava mais a posição de inferioridade que vivíamos no futebol.
Não quero afirmar que a conquista da Copa das Confederações, a quebra da longa invencibilidade da Espanha e a goleada por 3 a 0 nos tornaram de novo os melhores do mundo e a Espanha ruiu como castelo de cartas de baralho. Nada disso. Cada qual continua no seu quadrado, mas o Brasil agora está, de novo, respeitado. A camisa canarinho voltou ao topo do pódio.

BASTILHA DA FÚRIA

A marcha de Braguinha poderá servir de hino à tomada da Bastilha espanhola. A Fúria caiu no Maracanã, sem choro nem vela. A Seleção não venceu uma equipe qualquer, e nem venceu por acaso. Jogou muito.
Falava-se que a Espanha dança conforme a música que o jogo exige, mas quem ditou o ritmo fomos nós. Demos aos espanhóis o veneno que aplicam nos adversários: toque de bola, marcação forte e jogo pra frente.,
Então pra quem não sabe a letra da marcha que tanto sucesso fez na Copa de 1950, antes do Maracanazzo contra os uruguaios, a Trincheira informa embaixo:

Touradas de Madri

Eu fui às touradas em Madri
E quase não volto mais aqui
Pra ver Peri beijar Ceci.
Eu conheci uma espanhola
Natural da Catalunha;
Queria que eu tocasse castanhola
E pegasse touro à unha.
Caramba! Caracoles! Sou do samba,
Não me amoles.
Pro Brasil eu vou fugir!
Isto é conversa mole para boi dormir!

GRANDES HERÓIS

Nessa vitória de domingo, você pode escolher os heróis ou o seu herói preferido. Comece pelo gol, onde Júlio César esteve impecável. Os dois laterais Daniel Alves e Marcelo jogaram muito, principalmente o segundo. Os dois zagueiros, Thiago Silva e David Luis, extrapolaram. Juntos com Luiz Gustavo fecharam o meio da área brasileira.Um gigante o Luiz Gustavo! Não perdeu nenhuma disputa e não errou um passe sequer.
Paulinho andou dispersivo por causa do sua mania de artilheiro. Porém, Oscar e Hulk ocuparam bem seu espaço. Hulk quase morreu de tanto correr e evitar o apoio do ótimo lateral esquerdo espanhol, Jordi Alba, que nem viu a cor da bola.
Oscar fez sua melhor partida na seleção e ajudou bastante o ataque que esteve fatal. Neymar e Fred (2) fizeram os gols e perderam outros que poderiam aumentar nossa goleada. A rigor, a Espanha teve aquele lance que David Luis salvou em cima da linha e o pênalti de Piquê bateu pra fora. Tudo no segundo tempo. No primeiro, a Fúria foi engolida pelo Canarinho Brasileiro.


MEDALHA PRA FELIPÃO

O dinossauro brasileiro, Luiz Felipe Scolari, deu verdadeiro nó tático no dinossauro espanhol, Vicente Del Bosque. O time brasileiro esteve imbatível dentro de suas limitações individuais. O próprio Felipão destacou que bom caminho foi andado, mas que falta outro bem maior até a Copa de 2014. Concordo, contudo feliz. (Foto agência Reuters)

BUFFON PEGA PÊNALTIS E ITÁLIA VENCE URUGUAI


Durante a partida, o experiente Buffon, um dos melhores goleiros do mundo, repetiu o que fez durante a Copa das Confederações: alternou bons e maus momentos. Falhou num dos gols de Cavani - marcou os dois da Celeste - na cobrança de falta. Porém, defendeu três pênaltis nas cobranças alternadas. Verdade que não foram bem batidos, porém o goleiro fica sempre com o mérito.
No tempo normal, empate em 2 a 2, numa partida equilibrada e interessante.
Nenhuma das seleções fez corpo mole por tratar-se da disputa do terceiro lugar. A Itália queria o resultado positivo e o Uruguai, também. Aos 23m, Diamanti cobrou falta, a bola acertou a trave, rebateu nas costas do goleiro Muslera e, ia pro gol, quando foi empurrada pras redes pelo zagueiro Astori. A arbitragem chegou a dar o gol a Diamanti, mas voltou atrás, após consultar o sistema eletrônico, e deu o o gol pro zagueiro.
O empate aconteceu no segundo tempo.Gargano puxou o contra-ataque e lançou na esquerda. pra Cavani bater cruzado, aos 12m, e fazer 1 a 1. A Itália voltou a liderar o placar, com um gol de Diamanti, de novo numa falta, aos 30m.
A vantagem cinco minutos depois, Cavani voltou a igualar o marcador, em mais uma cobrança de falta. Buffon saltou com atraso e não conseguiu evitar o segundo gol uruguaio, que levou o duelo para a prorrogação.
Pela segunda vez seguida, os italianos foram pra prorrogação. Apenas seguraram os uruguaios e contaram com a decisão por pênaltis. Venceram então por 3 a 2, graças ao goleiro Buffon que pegou as defesas de Forlan, Cáceres e Gargano.
Os italianos fizeram festa com as medalhas no peito e levaram junto a boa torcida que compareceu à Fonte Nova pra ver a disputa entre Itália e Uruguai. 




sábado, 29 de junho de 2013

CRUZEIRO É CAMPEÃO NOS EUA, MAS CONTUSÃO DE DEDÉ PREOCUPA


Tá certo que era jogo amistoso, de intertemporada, e Marcelo Oliveira precisava de botar a turma que levou na excursão aos Estados Unidos pra se movimentar.  O time mexicano Monarcas  Morélia é bem melhor que o adversário anterior, que o Cruzeiro goleou por 4 a 0, então o técnico celeste devia caprichar mais.
Manteve a escalação errada da equipe, com  Anselmo Ramon no ataque . Nova decepção no primeiro tempo. Os azuis dominaram e Ramon desperdiçou as melhores oportunidades ,e, ainda, levou cartão amarelo ao revidar uma entrada mais dura do zagueiro.(foto Divulgação)
No intervalo enfim, conforme havia anunciado antes, Marcelo colocou Vinicius Araújo no lugar de A.Ramon.
Mal começou o segundo tempo e Vinicius Araújo mandava a bola nas redes. É verdade que ela entrou antes, numa cabeçada de Bruno Rodrigo e a arbitragem já havia dado o gol. O menino não comemorou, mas estava lá, presente na área. Se o juiz não desse o gol de Bruno Rodrigo, teria de dar o de Vinicius Araújo.
Por volta de 20m, Egídio entrou driblando pela esquerda e cruzou. Meio torto, Vinicius Araújo deu na bola de perna esquerda e fez Cruzeiro 2 a 0. Aí comemorou pacas.
Nos 30m, o juiz deu pênalti maroto de Paulão, que entrara no lugar de Dedé, e o expulsou. Já tinha cartão amarelo. Mancilla cobrou e fez o placar final de 2 a 1 Cruzeiro.

IMBRÓGLIO DE PACOTE

Treinador brasileiro, já disse aqui e vou repetir, tem essa mania de recompor a defesa quando é expulso algum zagueiro. Aí tira um atacante e mete um beque e chama o time adversário todo pra cima ele. O Cruzeiro podia se arrumar sem trocar Nilton por Léo. Já tinha um monte de gente no meio-campo. Depois tirou Elber que havia entrado no lugar de Diego Souza pra colocar Leandro Guerreiro. Errado de novo. Devia sacar Lucca que entrou muito mal no lugar de Everton Ribeiro.
Depois era só se esquematizar e deixar Vinicius, com Elber e Martinucci,  na frente pros contra-ataques. Tomou uma pressão sem sentido.
A contusão de Dedé será melhor avaliada no Brasil. Porém, existe a possibilidade de que ele não tenha condições de atuar contra a Portuguesa, no Canindé.

PM DEVE EXPLICAÇÕES

O comandante da Polícia Militar em Uberlândia deve explicações à torcida do América. Vetou a realização do amistoso, semana passada, entre o Coelho e o Vasco, no Parque do Sabiá, sob alegação de que com a confusão de passeatas na cidade não havia como garantir a segurança do amistoso. No entanto, garantiu a realização do amistoso Flamengo x São Paulo, neste sábado. Em Uberlândia, o pau que dá em chico, não dá em francisco. Estranho, né?



sexta-feira, 28 de junho de 2013

BRASIL TEM 78% DE APROVEITAMENTO NO MARACANÃ. FELIPÃO CONFIA NESSES DADOS.















Felipão tá confiante que o retrospecto brasileiro no Maracanã será ponto positivo pra sua Seleção. 

História serve como informação apenas. Coisa boa de se ler e contar pros mais novos. No caso do futebol, vale mesmo é o momento. E o nosso momento é bom. Chegamos à final da Copa das Confederações com 100% de aproveitamento. Não quer dizer que isso garanta, junto com o fato histórico do excelente aproveitamento da Seleção Brasileira no Maracanã, nossa vitória sobre a excelente Seleção da Espanha, campeã do mundo e de tudo nos últimos anos.
Só que a Fúria me pareceu cansada, enjoada e estressada de futebol. São 29 jogos, quase três anos de invencibilidade. Passou perto de perder esse troféu diante da Itália, na semifinal, mas seguiu em frente nas penalidades.
Se quiserem saber, eu digo: tudo conspira a nosso favor. O Maracanã, a torcida apaixonada, o time de Felipão que melhorou muito e uma Espanha cansada. Estou esperançoso. Em outros tempos eu garantia que a gente iria ganhar a Copa das Confederações pela quarta vez. Agora tenho esperanças. Boas, enormes.
Segundo matéria do Globo.com, de Leandro Canônico e Márcio Iannacca  "não é comum a seleção brasileira atuar no Maracanã. Nos últimos 23 anos, o seu retrospecto no "Maior do Mundo" é mais do que favorável. Foram 104 jogos oficiais contra seleções de outros países e apenas sete derrotas.
Dos sete tropeços, dois foram em competições oficiais. Em ambas, a Seleção perdeu para rivais sul-americanos, pelo mesmo placar de 2 a 1. A primeira vez foi diante do Uruguai, no jogo final da Copa do Mundo de 1950, em derrota tão doída que ganhou nome: "Maracanazo". Quase uma década depois, em 1957, caiu diante da Argentina, pela extinta Copa Roca, em jogo que marcou a estreia de Pelé com a amarelinha.
Mas não são apenas as sete derrotas que impressionam no cômputo geral. No Maracanã, o Brasil venceu 74 partidas e empatou 23 (aproveitamento de 78%). Dos últimos oito jogos no estádio, o Brasil obteve três vitórias, quatro empates e uma derrota apenas. A igualdade por 2 a 2 com a Inglaterra, no dia 2 de junho de 2013, foi o último compromisso oficial da Seleção no estádio. Na ocasião, na reabertura oficial da arena, Paulinho e Fred fizeram os gols do time de Felipão.

É O QUE DISSERAM...
Silvacer Pacheco - Contagem - "É meu comandante. Tive o prazer de transmitir Brasil X Uruguai, o jogo foi pauleira mesmo. Do tipo que o narrador gosta. Verdade que o começo foi bravo, mas depois da defesa do Julio Cesar a coisa mudou a cara. Disputado, emocionante, catimbado, mas sem aquela deslealdade.
Gol de desempate e da classificação aos 42 do segundo tempo a explosão do estádio lotado e o grito de gol junto com o barulhão da galera. De arrepiar.  Jogo duro.  Bom pra amadurecimento dessa Seleção.
Jogadores milionários, mas que sabem que a camisa amarela pesa e pesa muito. Têm que ter respeito por ela. Notei que os jogadores até aprenderam a cantar o Hino brasileiro. Todos cantam abraçados.
É moçada, o povão brasileiro fica na cola. E tá aprendendo a reclamar de outras "coisinhas" né. Não só do futebol. Mostra nas ruas que não concorda e tá querendo dar um basta na corrupção, descaso com a educação, saúde, transporte, farra com a grana pública, enfim,  com a situação vergonhosa de um País que poderia e pode ser sensacional.
Esse povo no  estádio apoia a Camisa Amarela e causa arrepios nos mais experientes profissionais da imprensa quando o Hino Brasileiro(o mais lindo do Mundo) ecoa num estádio num coro de 60 mil vozes. 
Brasil na final contra a Espanha.
Torço muito para que nossa seleção dê uma "lenhada" na  Espanha e acabe com esse joguinho enjoado e chato dos espanhóis. Trezentos toques na bola..bola prá lá..bola prá cá... pra resolver o que fazer.
 Por isso vibrei com a vitoria do Bayer em cima do Barcelona com 80% da seleção da Espanha. Muito mais objetivo: quatro ou cinco toques em direção ao gol e "destruíram". Duas vezes. E trem bão sô!
OBS: 1) Meu comandante, olha:  quanto às bancadas de transmissão para a imprensa creio que agora estão num "padrão Fifa"(KKK), mais espaçosas e melhores (pelo menos com espaço pra dois)  e na linha do meio do gramado. Não na linha fundo como as antigas da Minas Arena! Que não inventem moda e voltem com as antigas!
2) Mas nada que se compare às cabines individuais do saudoso GIGANTE DA PAMPULHA!
Trincheira: estas daí, Capitão Silvacer, só na próxima encarnação.

José Antônio _ BH -  Caro Flávio, li atentamente os seus comentários, coerentes como sempre, e dando exemplos concretos de acontecimentos e constrangimentos ocorridos no sábado do jogo Brasil x Uruguai. Entretanto, não podemos esquecer que o que é combinado não é caro. Expressão que desde que aprendi a ouvir, ouço.
Já tem algumas décadas que o Pelé, travestido de embaixador do Brasil para a copa, tentava, arduamente, trazer a copa para o Brasil, a Fifa, longe de querer defendê-la, nunca convidou o Brasil para sediar a copa. O representante do povo brasileiro foi que se humilhou e aceitou todas as exigências da Fifa.
Penso, que se a Fifa, resolver não respeitar o que está escrito e assinado, não trará nenhum prejuízo para o povo brasileiro, até porque, esta copa não é para o povo brasileiro. 
Outro ponto. Ouço muito na crônica esportiva  que o OSCAR, não rende o que se esperava, porque está cansado, pois veio de uma temporada muito desgastante. Ai pergunto:No próximo ano os jogadores que jogam na Europa, inclusive o OSCAR, vão disputar os mesmos campeonatos que disputaram em 2013, e ai? Vão dizer a mesma coisa? Ou vão solicitar ao Chelsea, para poupar o OSCAR, porque ele não pode chegar cansado para a COPA. Quem não tem competência, que não se estabeleça.
Trincheira: Todas as seleções chegarão cansadas com o final das temporadas antes da Copa no Rio. Isso é praxe.

Leopoldo José de Oliveira - Jornal HOJE EM DIA-  Prezado e conceituado jornalista Flávio Anselmo.Começo assim não por ouvir dizer, mas por conhecê-lo há quase cinquenta anos nesta profissão e posso atestar isto em qualquer instância.Meu filho Alexandre comprou um ingresso com mais de 15 dias de antecedência para o tal jogo.Queria brindar o filho Gabriel de quatro anos com o jogo.
Equipou- se todo e levou algumas maçãs e uma garrafa de água mineral.Na entrada do Mineirão foi obrigado pelos mesmos fiscais da Fifa a jogar tudo no lixo e pagar dentro do campo seis reais por uma garrafinha de água dentro do padrão Fifa.Durante o jogo o menino teve febre.Alexandre procurou o posto de saúde do Mineirão e uma médica brasileira muito atenciosa o atendeu.
Mas disse-lhe que nada podia fazer pela criança porque não tinha ali um termômetro para medir-lhe a febre obrigando-o a sair antes do final do jogo para procurar outros recursos que não os da Fifa.
A informação que lhe deram na entrada era de que ninguém podia entrar no estádio com alimentos ou qualquer tipo de água.E o estádio foi construído com o nosso dinheiro... Estamos sob intervenção estrangeira e não percebemos.
Trincheira: Por isso, Léo, o povo tá nas ruas. Grita contra a entrega financeira, administrativa e moral do Brasil à Fifa de Blatter. Céus!


quinta-feira, 27 de junho de 2013

ESPANHA LEVA NOS PENAIS

O sufoco que os italianos deram nos espanhóis, melhores do mundo, deu enorme esperança a nossa gente. Vamos decidir com eles o título da Copa das Confederações,  domingo, no Maracanã. Estão desgastados e não conseguem mais o tique-taque sob forte pressão. Os italianos marcaram bem e levaram a decisão até os pênaltis. Os dois times foram perfeitos na primeira cobrança e nas alternadas acertaram as primeiras cobranças. Na segunda, o becão italiano chutou nas nuvens e o espanhol Jesus Nava converteu.
Melhor assim pra nós. A fama de melhor do mundo da Fúria mantém-se viva, mas o time cansado. O jogo às sete da noite não terá o calor que Uruguai e Itália sofrerão na Fonte Nova, às 13h, na disputa do terceiro lugar. Céus, que maldade!

DENTRO DO ESTÁDIO


(De Fábio Paceli Anselmo (foto), correspondente da Trincheira) - Que joguinho meia boca,apesar da nossa vitória. Muito ruim. Eficiente foi o trabalho da polícia em facilitar o acesso e impedir que a manifestação chegasse ao estádio e à sua periferia. Não se ouviu nem o que acontecia na Av. Antônio Carlos. Na ida para Pampulha e na volta para o aeroporto de Confins, de onde saíram ônibus gratuitos para quem tinha ingresso para o jogo, não se viu nada de manifestação nem seus barulhos.
A única confusão foi a de informação na saída do jogo. Ninguém informava direito de onde sairiam os ônibus que levariam os torcedores de volta ao aeroporto. Como o pau quebrava na Antônio Carlos e proximidades, a polícia impediu o acesso à Rua das Palmeiras, onde os ônibus pararam e esperavam os torcedores para viagem de volta.
A informação que era fornecida dava conta que os ônibus sairiam da Avenida Carlos Luz (ainda prefiro Catalão) na altura da saída da Escola de Veterinária, mas de lá só havia transporte para outras regiões do Belo Horizonte e da Grande BH. Depois de andar uns 10 quilômetros fomos informados que os ônibus nos esperavam mesmo na Rua das Palmeiras, cujo acesso já estava liberado.
Com essa confusão muita gente deve ter perdido o voo de volta. Para evitar a Antônio Carlos, os ônibus que seguiam para Confins contornavam toda Lagoa da Pampulha, no sentido da igrejinha famosa e aquela toca malcheirosa. Como fede a margem da lagoa na altura da Toca da Raposa! No nosso caso, para piorar e deixar angustiados aqueles que tinham voo marcado, o motorista se perdeu no caminho, atrasando ainda mais a viagem. Do jeito que coisa vai, ganharemos facilmente os campeonatos mundiais da desinformação e da imobilidade. 
 
                                        ( Fábio Paceli e o filho Rodrigo - atleticanos na Seleção)
Na minha modesta opinião, o Mineirão ficou mais funcional para o torcedor comum que o Mané Garrincha, este mais bonito por fora, aquele mais fácil de entrar e sair. Comparando o que vi na primeira vez que estive no Mineirão, os banheiros e os corredores não estavam alagados, mas também não houve chuva. Da outra vez não consegui comer o tropeiro famoso por problemas burocráticos dos bares com o fisco; desta vez, durante o intervalo do jogo, tentei mas desisti por causa das imensas filas. Tive que optar, ou comia tropeiro, ou perdia parte do jogo. O Rodrigo deve ter visto pouca coisa do jogo por causa das 4 ou 5 cervejas que saiu para comprar; dos três gols, dois ele viu na TV. Eu também deveria ter tomado a primeira opção, face a fama do produto e a ruindade do primeiro tempo do jogo. Como sou otimista, preferi o jogo. Quebrei a cara, o jogo continuou horroroso, melhorando um pouco com entrada do menino Bernard. Com a ruindade da seleção e da partida a torcida - a parcela atleticana, claro, e talvez alguns de outras torcidas que não a do Cruzeiro, certamente - gritava ora por Bernard, ora por Jô. Em resposta, alguns torcedores vaiavam. Com certeza eram torcedores conhecidos como "marias".

 Na impossibilidade de postular a presença de jogadores de seu bando, pois nenhum deles está na seleção vaiavam os atleticanos. Vaiavam Bernard toda vez que ele pegava na bola. Coisa feia com um garoto bom de bola que não merece isso.   
Outra coisa que não entendo: por que tanta preocupação da torcida com a atividade sexual do Galvão Bueno, mandando ele fazer algo que parece não ser do gosto dele. É dar muita importância a quem não merece tanta atenção. 
Pra finalizar, com esse jogo fora dos padrões tradicionais dos canarinhos dos bons tempos, a nossa seleção corre grande risco de levar uma tamancada da seleção espanhola, se esta comprovar seu favoritismo contra a Itália. Mas, como se diz há tempos, jogo é jogado, amor é roubado, nos resta a esperança.


PROBLEMAS DO MINEIRÃO NÃO ACABAM

Brasil x Uruguai foi o grande teste do Mineirão nesta Copa das Confederações. O duelo que levou a Seleção à final do torneio foi o terceiro jogo da competição no estádio de Belo Horizonte. Com o maior público, mais problemas foram encontrados. Torcedores reclamaram principalmente da cerveja quente, de alguns pontos cegos e de falta de informação principalmente para os que não eram da cidade.
A cerveja, normalmente proibida nos estádios brasileiros, mas liberada para os torneios da Fifa (Copa das Confederações e Copa do Mundo), foi a principal vilã da tarde. Em muitos bares do estádio, ela acabou antes mesmo do fim do primeiro tempo. E quando foi reposta, pouco antes da etapa inicial começar, chegou quente, o que revoltou muitos torcedores, que faziam longas filas.
O clima ficou tenso. Algumas pessoas chegaram a bater nas divisórias de madeira em protesto, outras arremessaram copos vazios em funcionários – que mostravam-se assustados diante da cobrança insistente por algo que não estava mais disponível. (Sportv)


quarta-feira, 26 de junho de 2013

BRASIL SUOU, SUOU, MAS A TORCIDA MINEIRA NÃO DEIXOU A PETECA CAIR

                                        Julio César pega pênalti e ajuda o Brasil (Foto APF)
Espetacular a participação das 60 mil pessoas que foram ao Mineirão. Jogaram com a Seleção o tempo todo. Desde  a capela no Hino Nacional, após a paralisação do som. Empurraram o time pra frente e enervaram os uruguaios nos momentos mais difíceis pra gente, que, por sinal, foram muitos. E finalmente,  festejaram o gol de Paulinho, aos 40m do segundo tempo, e respiraram o clima de festa com  o placar em 2 a 1 que classificou o Brasil pra grande final da Copa das Confederações no Maracanã, no próximo domingo.

Não menos espetacular foi a participação de cerca de 60 mil pessoas na caminhada pacífica da Praça 7 até a fronteira limitada pela Fifa, a dois km do Mineirão. Seria um dia inesquecível se aquela turma de bandidos costumeira, infiltrada, não tivesse desobedecido os limites e atirado pedra nos policiais.
Pior, incendiaram três concessionárias de automóveis na região da Pampulha. A Força de Segurança, PM e Guarda Nacional, reagiu sem evitar os estragos e os prejuízos.

JOGO EMOCIONANTE

Tudo que se espera de um clássico entre Brasil x Uruguai esteve no gramado do Mineirão, Pouca técnica, mas emoção, garra e catimba de sobra. A suposição de que a nossa seleção fosse sair em cima logo no início não se confirmou. Os uruguaios com forte sistema de marcação, nos flancos e no meio, apertou o Brasil no início.
A partida era disputada com sangue nos olhos dos dois lado. Muitas faltas. A marcação sobre Neymar se revezava e a pancadaria, também. O Brasil dava o troco em Cavani, Forlan e Luiz Soares, o perigoso trio de frente. O escrete canarinho só foi dar o primeiro chute ao gol da Celeste aos 16m com Oscar. E longe da meta de Muslera.
Nós voltamos a ter maior posse de bola, animados com a defesa de Júlio César no pênalti.
Aconteceu assim: David Luis fez pênalti em Lugano, aos 13m. Num desses lances em que o pessoal se abraça na área, na cobrança de corner, e nenhum juiz apita pênalti. O chileno Enrique Osses deu. Diego Forlan, excelente cobrador, foi o encarregado da cobrança.
Ele e Júlio César se conhecem bem, pois jogaram juntos na Internazionale de Milão. Forlan, provocado pelo goleiro brasileiro, deu até um sorrisinho maroto antes de correr pra bola. Chutou no canto baixo esquerdo, forte, e não é que Júlio César deu uma adiantadinha e pegou.
Então, os uruguaios passaram a jogar atrás da linha da bola. Nosso ataque produzia pouco. Só funcionou no lançamento de Paulinho - o melhor em campo - lá da intermediária e que pegou Neymar entrando pela esquerda. O Joia tentou o lençol em Muslera, mas o goleiro uruguaio rebateu. Fred vinha por dentro e de sem-pulo, ou de canela, sei lá, botou a bola nas redes adversárias. Brasil 1 x 0 Uruguai, aos 42m.

DEFESA  FACILITA

Levamos a vantagem pro vestiário, porém ela durou apenas até a primeira volta do cronômetro no segundo tempo. Bola na área, David Luiz e Luiz Gustavo batem cabeça, um chuta em cima do outro e , pra terminar, Thiago Silva rola a bola pra Cavani chutar no canto direito de Júlio César: Brasil 1 x 1 Uruguai.
Este gol tirou o Brasil do esquadro. Exceto a torcida que manteve o incentivo. Aos 16m, Felipão sacou Hulk que atuava mal e deu oportunidade a Bernard. Segundo o treinador, o menino do Galo tem alegria nas pernas. E ele entrou bem, liberado e como se fosse titular da Seleção há tempos. Tocou a bola, saiu do meio do bolo e tentou entrar pelos flancos.
A Celeste Olímpica aos poucos cansou-se de tanto correr e distribuir pontapés. Aos 21m. entrou Hernandes no lugar de Oscar e ficamos mais fortes, ainda, no meio-campo. O Uruguai foi encurralado.
 Porém, o gol da vitória só saiu aos 40m, numa cobrança de escanteio e que Neymar acertou a cabeça de Paulinho, na área. O corintiano subiu bem alto e testou por cima do goleiro Muslera. Brasil 2 a 1 e o passaporte carimbado pra final no Maracanã.
Felipão fez a última substituição aos 45m pra tirar Neymar irritado com os uruguaios e colocou o zagueiro Dante.
 Antes da cobrança do escanteio que originou no gol de Paulinho, o lateral Gonzalez que passou toda partida derrubando Neymar, passou por ele na bandeira de corner e disse-lhe qualquer desaforo. Ao olhar pra trás, de viés, pra ver a reação do craque brasileiro, Neymar fez biquinho e jogou-lhe um beijo. Sinal de amadurecimento da Joia do Barcelona.

NOSSO ADVERSÁRIO: ESPANHA OU ITÁLIA

Vamos saber nesta quinta-feira quando a Espanha, considerada a melhor Seleção do Mundo, e também com aproveitamento 100% na Copa das Confederações, enfrenta a Itália, em Fortaleza, no mesmo horário em que foi o jogo do Brasil. Terrível pros europeus que têm sofrido com o calor escaldante do Nordeste brasileiro. Azar deles. Que venha a Espanha ou a Itália pra nos enfrentar no calor do Rio de Janeiro e da torcida carioca que ama a Seleção Brasileira.

                              A garoto Bernard cresce no conceito de Felipão cada vez mais

terça-feira, 25 de junho de 2013

FIFA TÁ DE OLHO NAS MANIFESTAÇÕES DAS RUAS BRASILEIRAS

Os organizadores anônimos das passeatas de protestos, pela internet, convocaram uma manifestação monstro pra esta quarta-feira em todo o País, especialmente em Belo Horizonte, antes do jogo Brasil x Uruguai, no Mineirão. É de arrepiar os cabelinhos dos braços e dos sovacos de muita gente.
Os manifestantes prometem ir, porém temem a ação nefasta dos vândalos. Estes não fogem da guerra mesmo avisados de que a Polícia reforçará o contingente, até com a possível presença de forças militares e da Polícia Federal.
As autoridades temem que o desgaste possa ser definitivo e que a Copa de 14 saia do Brasil. Joseph Blatter, franco-atirador, com Plano B articulado, esfrega as mãos, maquiavelicamente.
Qual será a sua posição? Se você tem protestado contra o estado de coisas nesse País infestado de corruptos e corrupção, sem infraestrutura, com seu parco dinheiro escorrendo pelo ralo da Copa do Mundo, meus parabéns. Continue. Vá em frente.
Porém, seja manifestante consciente e não atrapalhe a vida alheia, de quem não tem nada com isso. É direito dele, também. E, enfim, denuncie, também, o prejuízo que os vândalos dão ao dinheiro público. São tão corruptores quanto aqueles que você denuncia. Dedo duro neles!

BRASIL X URUGUAI

Não me sinto tranquilo, nem confiante em excesso. Esses caras já me pregaram peças o suficiente pra merecerem meu respeito. Não vou nessa conversa de que a atual Seleção Olímpica, que fez excelente Mundial em 2010, terminando em quarto lugar, é verdade que não estão bem nas eliminatórias pra 2014. Não quer dizer nada. Têm bons jogadores e bom treinador.
A Seleção de Felipão surpreendeu até agora na Copa das Confederações. Até o jogo contra a Itália não havia nem levado gol. Tem 100% de aproveitamento com atuações que variam de boas pra ótimas. Quem sabe Neymar não esteja numa daquelas suas tardes brilhantes.

 









BRASIL PADRÃO FIFA

Recebi o vídeo da reportagem de Guilherme Guimarães para o Tempo. Sensacional. Não posso privá-los dela. Leia na íntegra o texto do Gui Gui:
A tarde de sábado não foi nada feliz para três torcedores que estiveram no Mineirão no dia da partida entre Japão e México, jogo válido pelo fechamento do grupo A da Copa das Confederações. 
Vestindo camisas brancas com frases de protesto, os servidores públicos Ivan Campos, 30, e Lívia Pacheco, 26, além da professora aposentada Rosalina Braga, 62, foram impedidos de ultrapassar os portões que dão acesso às arquibancadas do Mineirão, mesmo portando ingressos.
Cada torcedor tinha em sua vestimenta uma dessas frases: “Queremos SUS padrão Fifa”, "Queremos educação padrão Fifa” e “Queremos metrô padrão Fifa”, e, inicialmente, tiveram a entrada travada pelos “Stewards”, funcionários da Fifa que cuidam da segurança. Depois a Polícia Militar foi acionada para resolver o problema.
Ivan Campos, primeiro a ser impedido de entrar ao Mineirão, questionou a atitude da polícia e da Fifa, considerando o ato como "censura total".
Tentei entrar no estádio e disseram que, com a camisa que eu vestia, não estava autorizado o meu acesso. Pedi uma explicação oficial, um documento que confirmasse tal proibição, mas não nos mostraram nada. Apenas nos encaminharam à delegacia. Isso é censura”, reclamou Ivan à reportagem de O Tempo.
A explicação, até então oficial, era única: "Nossa chefia informou que a proibição,  inclui o impedimento da entrada de cartazes e faixas. Orientação da Fifa", disse um dos Stewards à reportagem.
Na delegacia
A reportagem de O Tempo acompanhou os torcedores até o posto policial do Mineirão e viu o delegado explicar a situação, informando que a entrada de qualquer cartaz ou camiseta com protestos estava barrada pela Fifa.
Também presente na conversa, a juíza que trabalhava no momento da confusão, disse que nada poderia fazer, pois a presidente da República havia assinado um termo entregando os estádios brasileiros à Fifa.
“A juíza nos falou que no Mineirão não vale a lei brasileira, vale a lei da Fifa, e essa lei não aceita nenhum escrito. Você pode fazer propaganda comercial, de time, qualquer propaganda, desde que não divulgue ideias diferentes do pensamento da Fifa”, disparou Rosalina.
Sem registrar boletim de ocorrência, os torcedores, que não tinham outra camisa para vestir, foram orientados a virar suas vestimentas ao avesso, pois só assim entrariam no Mineirão.
Para não perderem o jogo e o ingresso da partida, os três decidiram acatar a sugestão do delegado e entraram sem problemas no estádio. No entanto, o acesso só aconteceu após mais 30 minutos do início do primeiro tempo.
Policiais solidários
Ainda na delegacia, alguns policiais, que se solidarizam aos torcedores, indicaram que, já dentro do estádio, eles vestissem suas camisas do lado certo. No entanto, a juíza voltou a dizer, já caminhando em direção à saída do posto policial: “Se virarem (a camisa) lá dentro e alguém ver, vão voltar para cá (delegacia)”.
Faixas e cartazes também proibidos
O grupo de Ivan não foi o único a passar pelo constrangimento de ser impedido de entrar no Mineirão com algum tipo de protesto. Quem tentou passar pela segurança com faixas e cartazes precisou jogar os objetos no lixo.
"É uma falta de respeito com o Brasileiro essa proibição. Tiram da gente o nosso direito de expressão, nos censuram em uma manifestação pacífica pelo basta na corrupção", reclamou a estudante Paula Maciel. 
Trincheira: Por aí, nessa matéria de grande jornalismo, vocês podem ver a quem está entregue o nosso País. Ou nós votamos no Blatter, num desses Stewards, ou na PM?Parte superior do formulário



segunda-feira, 24 de junho de 2013

DEPENDE DESTA QUARTA: SE HOUVER CONFUSÃO FIFA TIRA COPA DO MUNDO DO BRASIL

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, ja manobra pra tirar a Copa de 2014 do Brasil. Se as forças de segurança deste nosso estado, comandadas pelo omisso professor Anast-azia, e as forças nacionais sob o comando da quase parada Presidenta Dilma não sabem, a Trincheira faz questão de avisar: as manifestações monstros previstas pra esta quarta-feira em Belo Horizonte, já convocadas via internet, arrepiam a cartolagem da Fifa. E serão a gota d'água que falta pra tirar o Mundial de 14 do Brasil.
BlATTER CONSPIRA

Especulações, ou boatos, ou verdades, chamem lá como quiserem garantem o seguinte:
O presidente Joseph Blatter que fugiu semana passada, no seu jatinho, rumo à Turquia, aonde supostamente foi pra abertura do Mundial Sub-20, segundo informações e especulações chegadas à esta Trincheira, também, teria aproveitado a viagem pra sondar o governo inglês sobre a possibilidade dele sediar a Copa de 2014.
O ambiente tumultuado e a falta de pulso dos governos federal e estadual pra colocar um basta na desordem provocada pelos vândalos e desocupados, simultaneamente às manifestações aceitas ( por enquanto), podem tirar o Mundial do Brasil apesar de todo papelório assinado.
A Fifa tem por norma não obedecer papel algum, nem com a sua assinatura, se ao menos imaginar que alguma cláusula foi quebrada.

FALTA DE SEGURANÇA

Já alegou o temor das seleções com a falta de segurança, apesar de nenhuma delas ter reclamado. Pelo contrário, a maioria aprovou as manifestações populares.
Agora, alega, também, que todos os estádios da Copa das Confederações têm gramados abaixo do nível exigido e terão de passar por reforma até a Copa. Outras provocações virão até Jerome Valcke, o poderoso Secretário Geral, cumprir o que anunciou: "dar um chute na bunda dos brasileiros".

JÁ ENCHEU O SACO

Sempre estive ao lado das manifestações e vou continuar. Porém, não aguento mais a pusilanimidade dos governos. Entregaram as administrações federal, estadual e municipal à Fifa e aos empreiteiros. Os bagunceiros, bandidos e aproveitadores de plantão juntam-se às passeatas.
As polícias pedem ajuda dos justos, mas como? Se ela com suas armas, tiros de borracha, bombas de gás lacrimogêneo não têm conseguido sucesso, como o pobre povo desarmado teria êxito?
Só há um caminho. Mudem a estratégia de manifestar sua indignação. Não usem mais gasolina da Petrobrás, não vamos mais encher os estádios até o final da Copa das Confederações. Fiquem em casa e ataquem os governos pela Internet, criem a consciência de cidadão indignado e votem em branco - se assim acharem melhor - ou nos candidatos dos pequenos partidos.
Já que os governos não agem e a Polícia só age em favor da Fifa ( leia a reportagem abaixo do jornalista Guilherme Guimarães) denunciem todos os crimes de corrupção, violação de seus direitos de cidadão,e falem mal, muito mal, da nossa classe política atual.
Mas penso que chegou a hora de dar descanso e devolver o direito de ir-e-vir ao cidadão que apoia as manifestações, mas não tem pique pra se envolver nelas.
As bagunças nas manifestações existem, também, por causa de nossa omissão. Fechar estradas federais é o exemplo maior da incompetência dos governos e das forças de segurança. Caminhoneiros, trabalhadores, famílias inteiras, com crianças de colo, ficam horas e horas retidos, com fome e sede.

BANDIDOS À SOLTA

Sem falar no banditismo que passou a agir com assaltos violentos. Santo Deus, se a Fifa pretende nos trazer paz, tirando daqui a Copa de 2014, que tire. Só espero que isso não seja outro motivo pros cartolas da entidade engordarem suas contas nos paraísos fiscais como tem acontecido há vários anos.
CRUZEIRO JOGA EM RITMO DE TREINO E GOLEIA NOS ESTADOS UNIDOS


(Superesportes) - O Cruzeiro “passeou” no Lockhart Stadium, em Fort Lauderdale-EUA, na noite deste domingo, contra o Strikers. O time comandado pelo técnico Marcelo Oliveira não deu chances aos norte-americanos e goleou por 4 a 0, com gols de Luan, Bruno Rodrigo, Anselmo Ramon e Martinuccio.
A colônia brasileira em Orlando marcou presença e a torcida do Cruzeiro foi maioria entre os 5.700 torcedores no estádio. O próximo amistoso do time na terra do Tio Sam será no sábado, às 17h (de Brasília), em Brigeview, contra o Monarcas Morelia, do México. A delegação volta ao Brasil em 30 de junho, chegando em Belo Horizonte em 1º de julho.

TAITI GANHOU NA SIMPATIA
Se essa Copa valeu pra alguma coisa foi pra gente conhecer a Seleção e a delegação do Taiti. Todos amadores e que levam o futebol com a seriedade de profissionais. Foi um espetáculo à parte, deixará saudade. Foto da última partida no Recife, depois da goleada de 8 a 0 diante do Uruguai. Os jogadores voltaram ao gramado com uma faixa de agradecimento ao Brasil, que torceu por eles em todas as arenas., ( Foto de Aldo Carneiro/Pernambuco Press) 
A coletiva de imprensa do Uruguai começou com alguns minutos de atraso porque o técnico do Taiti, Eddy Etaeta, fez questão de apertar a mão, um por um, de todos os jornalistas que o entrevistaram após o último jogo da equipe da Oceania na Copa das Confederações. O treinador perdeu os três jogos do torneio, mas era só alegria e emoção na despedida dos gramados brasileiros. - Minha equipe jogou com sua alma e coração. Tenho orgulho do que minha seleção fez.- salientou.


domingo, 23 de junho de 2013

DEFINIDAS SEMIFINAIS: BRASIL NA 4ª CONTRA URUGUAI, NO MINEIRÃO. ESPANHA NA 5ª CONTRA ITÁLIA, NO CASTELÃO

O complemento da terceira rodada da fase de classificação da Copa das Confederações nada trouxe de novo nos jogos finais do Grupo B. A Espanha manteve 100% de aproveitamento e num ritmo de bolero - dois pra lá, dois pra cá - derrotou a Nigéria por 3 a 0.Dois gols de Jorge Alba e um de Fernando Torres, que agora tem cinco e é o artilheiro da competição.
Na outra partida, no Recife, pra não fugir da regra, a simpática equipe do Taiti, apesar de torcida dos presentes no estádio, costume aliás que se iniciou no Mineirão, tomou dos implacáveis uruguaios por 8 a 0, - a terceira goleada: 6 a 1 da Nigéria; 10 a 0 da Espanha.
Entretanto, deram de goleadas em todas as outras seleções nos quesitos simpatia, humildade e jogo limpo.

SEMIFINAIS DEFINIDAS

Por questão de respeito, a Fifa e a mídia não anteciparam oficialmente as semifinais. Brasil em primeiro e Itália, em segundo, sabia-se que enfrentariam Uruguai e Espanha, respectivamente. Seria impossível a Nigéria tirar a Espanha do primeiro lugar, mesmo sendo possível, como foi, o Uruguai golear Taiti por 8 a 0.
Azar da Itália que pega os espanhóis na quinta-feira, as quatro da tarde, no Castelão, em Fortaleza, numa das semifinais. A outra será na quarta-feira entre Brasil e Uruguai, no Mineirão, também às quatro horas. A final está marcada pra domingo, dia 29.
A Espanha do extraordinário André Iniesta não é derrotada há um porrilhão de jogos. Não gostaria que fosse a Itália a arrancá-la o selo. Que venha a Fúria na final contra o Brasil que espero não nos faça nenhuma surpresa desagradável aqui no Mineirão diante dos perigosos uruguaios.

OUTRAS SURPRESAS

Além daquele mundial de 50 que causou o Maracanazzo, a maior lembrança esportiva da nossa ex-província, os celestes pregaram-nos outras peças em torneios menores.
Eu estive presente numa dessas peças, em 1980, no Mundialito de Montevidéu, promovido pela Fifa pra comemorar os 30 anos da conquista da Copa pelo Uruguai, no Brasil. Eu era diretor de esportes da Rádio Capital e transmitimos o torneio pra todo País. O time nacional era comandado por Telê Santana. A Celeste Olímpica venceu-nos na final  por 2 a 1.
Em seguida fui a mais dois mundiais com Telê de treinador, em 82 e 86. O Brasil perdeu os dois. Certa vez me encontrei com Telê em Santos Dumont, eu viajava pro Rio e ele voltava de lá, e num rápido papo, brinquei: " É Mestre, vamos escolher entre nós dois aquele que é o grande pé frio da Seleção." Ele deu um sorriso, mas não gostou.

CALA A BOCA BELLETTI

Juliano Belletti, o vira-casaca, que começou nos juvenis do Cruzeiro e parou de jogar como atleticano, dá algumas escorregadas legais nas transmissões do Sportv. Gosta de afirmar sua amizade com o pessoal da Espanha onde atuou alguns anos pelo Barcelona. Por isso disse que "Iniesta é o maior jogador da Espanha no momento". Até aí tudo bem, até porque Lionel Messi é argentino.

Porém ao completar seu raciocínio com este disparate -" e um dos melhores na história do futebol" - mostrou que conhece pouco da verdadeira história do futebol mundial. Iniesta é um craque, sem dúvida. Mas na relação dos 200 melhores jogadores do mundo, em todos os tempos, ele estaria fora. Sem dúvida.

NEYMAR VIRA PRINCÍPE NA CATALUNHA ANTES DE JOGAR PELO BARÇA


O ex-Joia santista encontrou seu artesão na Seleção. Seja através da força motivadora do dinossauro Luiz Felipe Scolari - e nesse mister ele bom pacas - ou pela desvinculação das responsabilidades de carregar o time do Santos, sozinho, nas costas. Neymar com certeza mereceu algumas sessões de descarrego do truculento técnico do Brasil até se sentir leve, livre e solto no escrete.
Ganhou a camisa 10 e o respeito decisivo dos brasileiros e dos estrangeiros.
Contra a Itália, foi Neymar de armadura nova. Levando cacetadas, mas as distribuindo, também. Como o Rei Pelé fazia; não apanhava impunemente.
O agressor que esperasse o troco mais à frente. A inexperiência de Neymar, frango novo neste terreiro, levou-o a cometer três faltas fortes seguidas, e numa delas tirou o lateral Abate de campo, trocado por Maggio. Levou cartão amarelo.

DISPOSIÇÃO CONTAMINA

A exagerada disposição de Neymar contaminou o resto do time. A Itália já não tinha Pirlo e De Rossis e perdeu mais dois no primeiro tempo, vítimas da agressividade brasileira. Nosso time começou a 120 por hora, assustou os italianos, porém após os 10m passou a distribuir pancadas.
David Luiz foi amarelado antes de Neymar. Ali por volta dos 20m, o Brasil tinha nove faltas contra apenas três dos italianos.
O beque brasileiro, também, levou o seu e saiu do jogo. Entrou Dante, que teoricamente, seria melhor na cobertura das costas de Marcelo por ser, também, canhoto. Foi bom, entretanto, na área, pra fazer o primeiro gol, num lance de impedimento, aos 45m. Tanto Fred que cabeceou antes pra Buffon rebater a bola, quanto Dante estavam impedidos. Brasil 1 a 0.

ESQUENTA O JOGO

Na fase final, o jogo foi esquentado. Balotelli de um lado e Neymar do outro. O italiano se desentendia com Luiz Gustavo e quase saíram no tapa. Neymar topava Maggio e não afinava. Saíam faíscas. Aos 2m, pelas costas de Marcelo, sem cobertura, Giacherini recebeu um magistral passe de calcanhar de Balotelli - penso que foi sem querer! - e empatou em 1 a 1, com chute cruzado.
Amigos, vou lhes contar o que já sabem, porque o Brasil todo viu. Aos 10m, Neymar leva falta de Maggio e ele mesmo cobra com uma categoria que o levou às manchetes dos principais jornais da Catalunha. No ângulo, sem defesa pra Buffon. Brasil 2 a 1.
Foram geniais, também, o passe longo de Marcelo e a matada no peito de Fred, completando de perna esquerda, no terceiro gol, aos 21m. Brasil, 3 a 1. Dois minutos, por avaliar a Itália entregue e pra não correr risco do segundo cartão amarelo e da consequente expulsão, Felipão tirou Neymar e colocou Bernard.
Avaliação errada. Os italianos estavam vivos e com a ajuda do árbitro marcaram o segundo gol. Tudo igual, né? Afinal, no nosso primeiro gol Fred e Dante estavam impedidos, lembram-se? O juiz deu pênalti de Luiz Gustavo em Balotelli e a defesa brasileira parou. Ele mandou seguir e Chiellini chutou pras redes. Brasil, 3 a 2.

JORNAIS DA CATALUNHA


FINAL DRAMÁTICO

Seria difícil a Itália tirar da gente a classificação. O empate, caso ela chegasse lá, era bom pra nós, também. Eles mandaram uma bola na nossa trave. Porém, foi o Brasil quem marcou. Hernandes tomou a bola pela esquerda, passou pra Bernard. O atleticano apenas rolou pra Marcelo soltar a bomba. De novo, o considerado melhor goleiro do mundo soltou nos pés de Fred. O goleador não vacilou: Brasil 4 a 2.
Eis aí, em resumo, a história de um grande clássico entre os maiores ganhadores de Copa do Mundo. O Brasil é penta e a Itália tetra.
Ah, o último recado da partida. Quando Arnaldo César Coelho falar que o árbitro é bom, não acreditem. Este que apitou Brasil 4 x 2 Itália é simpático, sorridente, mas apita que nem o pessoal do quadro de árbitros da FMF.

SURPRESA GERAL

A maior surpresa desta rodada que finalizou o Grupo A foi o público do Mineirão. Numa partida sem nenhuma atrativo e rodeada pela já inconveniente manifestação popular, mais de 52 mil pessoas foram ao Gigante da Pampulha ver o México bater o Japão por 2 a l, com gols de Chicharito Hernandes. Depois, enfrentaram a ira dos vândalos e o saco cheio da PM.