quinta-feira, 6 de junho de 2013

ARENA DO JACARÉ VIU CRUZEIRO JOVEM VENCEDOR


 O Cruzeiro que terminou o jogo contra o Corinthians, na Arena do Jacaré, é o que eu gostaria de ver mais vezes neste Brasileiro. Com algumas mudanças é claro. Mudaria a posição de Everton Ribeiro, que não se sente à vontade como armador; tiraria Anselmo Ramon, posto fixo no meio da zaga adversária e de pouca técnica; deixaria Elber no ataque, com Dagoberto e outro, que poderia ser Ricardo Goulart, Luan ou Lucca. Por enquanto, Luan saiu na frente. Manteria Mike na lateral direita, superior a Ceará.
Outra coisa que me incomoda é Diego Souza. Jogaria de quê? Talvez fosse ele o centroavante, como atuou certo período no Vasco, antes de ser negociado com o futebol árabe.
A solução pra chegar à vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians veio do banco. Luan entrou bem no lugar de Anselmo Ramon, aos 14m do segundo tempo. A segunda mexida de Marcelo Pacote sacudiu o time e botou fogo na Arena: Elber no lugar de Everton Ribeiro, aos 23m.
De cara ele anulou o esquema de marcação do Corinthians com rápida movimentação nas costas dos laterais. Perdeu gol feito aos 34m e sofreu o pênalti de Fábio Santos, aos 38m, que Dagoberto transformou em gol. Ou seja, cumpriu o que se esperava dele.
É importante destacar, contudo, que no primeiro tempo as coisas estiveram mal pros lados cruzeirenses, tanto que Fábio fez três defesas milagrosas. O Timão com Pato e Emerson Sheik deu tal canseira na defesa azul, que Dedé até durou num dos lances, com chance pra Pato abrir a contagem não fosse a defesa de "são" Fábio. Na fase final, a parte defensiva funcionou, com melhor marcação de Guerreiro e Nilton no meio, e com Egídio se prendendo mais. No entanto, este lado da defesa continua vulnerável. Bem que o intrépido Alexandre Matos poderia sair à cata de outro nome pra lateral esquerda.

SEM FERAS, GALO FICA COMUM

Só uma análise deve ser feita sobre a derrota do Atlético – sexto jogo sem vitória – por 2 a 0, gols do ex-cruzeirense Alisson, aos 30m e Abuda, aos 48m, ambos no segundo tempo: sem Ronaldinho Gaúcho, Tardelli, Rever e Bernard a força do time se exaure e ele cai na vala comum dos times médios. Pode parecer de uma obviedade patológica esta afirmação. Todavia não é. Afinal, nos acostumamos a afirmar que o Atlético tem elenco forte, pronto pra disputar duas competições importantes simultâneas: Libertadores e Brasileirão. O que se vê na prática é outra verdade!
O Vasco da Gama passa por processo de recuperação na vida financeira do clube com evidentes reflexos na equipe. A torcida não acredita no time, tanto que apenas 1.060 pessoas pagaram ingresso no jogo em Volta Redonda, com a mísera arrecadação de R$ 30 mil reais. Pagaram as despesas do jogo? Não creio. E terminada a partida, o zagueiro Léo Silva, um dos piores em campo, ainda me vem com essa: "Jogamos bem, eles é que deram mais sorte. Tiveram duas chances e marcaram". Bom Jesus do Galho!

JUIZ FRACO NÃO SAI DA FITA

Lembram-se daquele árbitros/estepe substituto de Luiz Flávio Oliveira – outro soprador de apito – no último clássico Cruzeiro x Atlético, no Campeonato Mineiro? Poisé, o senhor Pablo dos Santos fez muitas lambanças no jogo Criciúma 3 x 1 Santos em Santa Catarina, nesta última quarta-feira de nove jogos pelo Brasileirão. Foram tantos, junto com seus assistentes, que a arbitragem mereceu críticas de todo mundo. E esse cara não vai pra geladeira em definitivo!

PRESENTE DE GREGO

O Goiás do menino Enderson Moreira, ex-treinador das divisões de base na Toca da Raposa, reage bem no Brasileiro. Tomou de cinco a zero do Cruzeiro na primeira rodada, mas nesta quarta derrubou o líder São Paulo em pleno Morumbi. Interessante é que o Goiás fez seu gol numa cabeçada do zagueiro Rodrigo, ex-sãopaulino, no primeiro minuto do jogo e depois segurou o placar até o final, debaixo de tremendo sufoco. O São Paulo teve um gol anulado e isso provocou a ira de Luiz Fabiano. Por pouco não foi expulso de novo.
A torcida do São Paulo gritou "fora Juvenal", presidente do clube, e pediu em coro a contratação de Murici Ramalho. Este será o fantasma de vários treinadores, enquanto estiver desempregado.

MELHOR E PIOR

Sem dúvida o pior jogo da quarta rodada foi Vasco 2 x 0 Atlético. O melhor, pelas emoções proporcionadas, foi o de Campinas: Ponte Preta 3 x 4 Atlético Paranaense.

SUL MARAVILHA

O elevador do Brasileirão serviu também pro Grêmio e pro Vitória, em Caxias do Sul, onde os gremistas mandam suas partidas no momento. Uma bela cobrança de falta de Elano deu a vitória ao Grêmio por 1 a 0 e salvou a cabeça do arrogante Vanderlei Luxemburgo. O sul maravilha, também, não foi legal pro Flamengo que mandou seu jogo com o Náutico em Floripa, no Estádio Orlando Scarpelli, e tomou de 1 a 0.  De qualquer forma, o sul foi maravilha pro nordestino Náutico.

BRILHA O BAHIA

E não é que o humilde Cristovão, desempregado desde quando foi dispensado do Vasco, conseguiu botar ordem na casa do Bahia. Surpreendeu o Internacional, no Rio Grande, na terceira rodada e na quarta derrubou o Botafogo, invicto há 19 partidas, de virada. Fernandão foi o nome do jogo com dois golaços e Vitinho, a revelação do Botafogo, participou do lance bizarro do jogo. Chutou da intermediária e Marcelo Lomba, do Bahia, aceitou.
Clemence Seedorf desfilou sua categoria pelo gramado do estádio Batistão, em Aracaju, onde os baianos mandam seus jogos sem a Fonte Nova, além de dar uma lição de civilidade. Num certo lance, aplicou a famosa caneta entre as pernas de Fernandão, e quase marcou. Terminada a jogada, foi ao adversário e pediu desculpas pelo drible. É educação demais, gente!


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