quarta-feira, 26 de junho de 2013

BRASIL SUOU, SUOU, MAS A TORCIDA MINEIRA NÃO DEIXOU A PETECA CAIR

                                        Julio César pega pênalti e ajuda o Brasil (Foto APF)
Espetacular a participação das 60 mil pessoas que foram ao Mineirão. Jogaram com a Seleção o tempo todo. Desde  a capela no Hino Nacional, após a paralisação do som. Empurraram o time pra frente e enervaram os uruguaios nos momentos mais difíceis pra gente, que, por sinal, foram muitos. E finalmente,  festejaram o gol de Paulinho, aos 40m do segundo tempo, e respiraram o clima de festa com  o placar em 2 a 1 que classificou o Brasil pra grande final da Copa das Confederações no Maracanã, no próximo domingo.

Não menos espetacular foi a participação de cerca de 60 mil pessoas na caminhada pacífica da Praça 7 até a fronteira limitada pela Fifa, a dois km do Mineirão. Seria um dia inesquecível se aquela turma de bandidos costumeira, infiltrada, não tivesse desobedecido os limites e atirado pedra nos policiais.
Pior, incendiaram três concessionárias de automóveis na região da Pampulha. A Força de Segurança, PM e Guarda Nacional, reagiu sem evitar os estragos e os prejuízos.

JOGO EMOCIONANTE

Tudo que se espera de um clássico entre Brasil x Uruguai esteve no gramado do Mineirão, Pouca técnica, mas emoção, garra e catimba de sobra. A suposição de que a nossa seleção fosse sair em cima logo no início não se confirmou. Os uruguaios com forte sistema de marcação, nos flancos e no meio, apertou o Brasil no início.
A partida era disputada com sangue nos olhos dos dois lado. Muitas faltas. A marcação sobre Neymar se revezava e a pancadaria, também. O Brasil dava o troco em Cavani, Forlan e Luiz Soares, o perigoso trio de frente. O escrete canarinho só foi dar o primeiro chute ao gol da Celeste aos 16m com Oscar. E longe da meta de Muslera.
Nós voltamos a ter maior posse de bola, animados com a defesa de Júlio César no pênalti.
Aconteceu assim: David Luis fez pênalti em Lugano, aos 13m. Num desses lances em que o pessoal se abraça na área, na cobrança de corner, e nenhum juiz apita pênalti. O chileno Enrique Osses deu. Diego Forlan, excelente cobrador, foi o encarregado da cobrança.
Ele e Júlio César se conhecem bem, pois jogaram juntos na Internazionale de Milão. Forlan, provocado pelo goleiro brasileiro, deu até um sorrisinho maroto antes de correr pra bola. Chutou no canto baixo esquerdo, forte, e não é que Júlio César deu uma adiantadinha e pegou.
Então, os uruguaios passaram a jogar atrás da linha da bola. Nosso ataque produzia pouco. Só funcionou no lançamento de Paulinho - o melhor em campo - lá da intermediária e que pegou Neymar entrando pela esquerda. O Joia tentou o lençol em Muslera, mas o goleiro uruguaio rebateu. Fred vinha por dentro e de sem-pulo, ou de canela, sei lá, botou a bola nas redes adversárias. Brasil 1 x 0 Uruguai, aos 42m.

DEFESA  FACILITA

Levamos a vantagem pro vestiário, porém ela durou apenas até a primeira volta do cronômetro no segundo tempo. Bola na área, David Luiz e Luiz Gustavo batem cabeça, um chuta em cima do outro e , pra terminar, Thiago Silva rola a bola pra Cavani chutar no canto direito de Júlio César: Brasil 1 x 1 Uruguai.
Este gol tirou o Brasil do esquadro. Exceto a torcida que manteve o incentivo. Aos 16m, Felipão sacou Hulk que atuava mal e deu oportunidade a Bernard. Segundo o treinador, o menino do Galo tem alegria nas pernas. E ele entrou bem, liberado e como se fosse titular da Seleção há tempos. Tocou a bola, saiu do meio do bolo e tentou entrar pelos flancos.
A Celeste Olímpica aos poucos cansou-se de tanto correr e distribuir pontapés. Aos 21m. entrou Hernandes no lugar de Oscar e ficamos mais fortes, ainda, no meio-campo. O Uruguai foi encurralado.
 Porém, o gol da vitória só saiu aos 40m, numa cobrança de escanteio e que Neymar acertou a cabeça de Paulinho, na área. O corintiano subiu bem alto e testou por cima do goleiro Muslera. Brasil 2 a 1 e o passaporte carimbado pra final no Maracanã.
Felipão fez a última substituição aos 45m pra tirar Neymar irritado com os uruguaios e colocou o zagueiro Dante.
 Antes da cobrança do escanteio que originou no gol de Paulinho, o lateral Gonzalez que passou toda partida derrubando Neymar, passou por ele na bandeira de corner e disse-lhe qualquer desaforo. Ao olhar pra trás, de viés, pra ver a reação do craque brasileiro, Neymar fez biquinho e jogou-lhe um beijo. Sinal de amadurecimento da Joia do Barcelona.

NOSSO ADVERSÁRIO: ESPANHA OU ITÁLIA

Vamos saber nesta quinta-feira quando a Espanha, considerada a melhor Seleção do Mundo, e também com aproveitamento 100% na Copa das Confederações, enfrenta a Itália, em Fortaleza, no mesmo horário em que foi o jogo do Brasil. Terrível pros europeus que têm sofrido com o calor escaldante do Nordeste brasileiro. Azar deles. Que venha a Espanha ou a Itália pra nos enfrentar no calor do Rio de Janeiro e da torcida carioca que ama a Seleção Brasileira.

                              A garoto Bernard cresce no conceito de Felipão cada vez mais

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