quinta-feira, 27 de junho de 2013

ESPANHA LEVA NOS PENAIS

O sufoco que os italianos deram nos espanhóis, melhores do mundo, deu enorme esperança a nossa gente. Vamos decidir com eles o título da Copa das Confederações,  domingo, no Maracanã. Estão desgastados e não conseguem mais o tique-taque sob forte pressão. Os italianos marcaram bem e levaram a decisão até os pênaltis. Os dois times foram perfeitos na primeira cobrança e nas alternadas acertaram as primeiras cobranças. Na segunda, o becão italiano chutou nas nuvens e o espanhol Jesus Nava converteu.
Melhor assim pra nós. A fama de melhor do mundo da Fúria mantém-se viva, mas o time cansado. O jogo às sete da noite não terá o calor que Uruguai e Itália sofrerão na Fonte Nova, às 13h, na disputa do terceiro lugar. Céus, que maldade!

DENTRO DO ESTÁDIO


(De Fábio Paceli Anselmo (foto), correspondente da Trincheira) - Que joguinho meia boca,apesar da nossa vitória. Muito ruim. Eficiente foi o trabalho da polícia em facilitar o acesso e impedir que a manifestação chegasse ao estádio e à sua periferia. Não se ouviu nem o que acontecia na Av. Antônio Carlos. Na ida para Pampulha e na volta para o aeroporto de Confins, de onde saíram ônibus gratuitos para quem tinha ingresso para o jogo, não se viu nada de manifestação nem seus barulhos.
A única confusão foi a de informação na saída do jogo. Ninguém informava direito de onde sairiam os ônibus que levariam os torcedores de volta ao aeroporto. Como o pau quebrava na Antônio Carlos e proximidades, a polícia impediu o acesso à Rua das Palmeiras, onde os ônibus pararam e esperavam os torcedores para viagem de volta.
A informação que era fornecida dava conta que os ônibus sairiam da Avenida Carlos Luz (ainda prefiro Catalão) na altura da saída da Escola de Veterinária, mas de lá só havia transporte para outras regiões do Belo Horizonte e da Grande BH. Depois de andar uns 10 quilômetros fomos informados que os ônibus nos esperavam mesmo na Rua das Palmeiras, cujo acesso já estava liberado.
Com essa confusão muita gente deve ter perdido o voo de volta. Para evitar a Antônio Carlos, os ônibus que seguiam para Confins contornavam toda Lagoa da Pampulha, no sentido da igrejinha famosa e aquela toca malcheirosa. Como fede a margem da lagoa na altura da Toca da Raposa! No nosso caso, para piorar e deixar angustiados aqueles que tinham voo marcado, o motorista se perdeu no caminho, atrasando ainda mais a viagem. Do jeito que coisa vai, ganharemos facilmente os campeonatos mundiais da desinformação e da imobilidade. 
 
                                        ( Fábio Paceli e o filho Rodrigo - atleticanos na Seleção)
Na minha modesta opinião, o Mineirão ficou mais funcional para o torcedor comum que o Mané Garrincha, este mais bonito por fora, aquele mais fácil de entrar e sair. Comparando o que vi na primeira vez que estive no Mineirão, os banheiros e os corredores não estavam alagados, mas também não houve chuva. Da outra vez não consegui comer o tropeiro famoso por problemas burocráticos dos bares com o fisco; desta vez, durante o intervalo do jogo, tentei mas desisti por causa das imensas filas. Tive que optar, ou comia tropeiro, ou perdia parte do jogo. O Rodrigo deve ter visto pouca coisa do jogo por causa das 4 ou 5 cervejas que saiu para comprar; dos três gols, dois ele viu na TV. Eu também deveria ter tomado a primeira opção, face a fama do produto e a ruindade do primeiro tempo do jogo. Como sou otimista, preferi o jogo. Quebrei a cara, o jogo continuou horroroso, melhorando um pouco com entrada do menino Bernard. Com a ruindade da seleção e da partida a torcida - a parcela atleticana, claro, e talvez alguns de outras torcidas que não a do Cruzeiro, certamente - gritava ora por Bernard, ora por Jô. Em resposta, alguns torcedores vaiavam. Com certeza eram torcedores conhecidos como "marias".

 Na impossibilidade de postular a presença de jogadores de seu bando, pois nenhum deles está na seleção vaiavam os atleticanos. Vaiavam Bernard toda vez que ele pegava na bola. Coisa feia com um garoto bom de bola que não merece isso.   
Outra coisa que não entendo: por que tanta preocupação da torcida com a atividade sexual do Galvão Bueno, mandando ele fazer algo que parece não ser do gosto dele. É dar muita importância a quem não merece tanta atenção. 
Pra finalizar, com esse jogo fora dos padrões tradicionais dos canarinhos dos bons tempos, a nossa seleção corre grande risco de levar uma tamancada da seleção espanhola, se esta comprovar seu favoritismo contra a Itália. Mas, como se diz há tempos, jogo é jogado, amor é roubado, nos resta a esperança.


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