segunda-feira, 17 de junho de 2013

TEM ALGO ERRADO: LUIS GUSTAVO FOI O MELHOR E NEYMAR RAZOÁVEL

Sejamos criteriosos em nossas críticas. O bom menino, ex-Joia santista, candidato a ídolo no Barcelona, mereceu análises favoráveis à sua atuação contra o Japão pelo belo gol que marcou. E só. Não foi nada de tão espetacular como os críticos das grandes redes de televisão querem nos enfiar goela abaixo. Neymar foi superior alguns pontos com relação às atuações anteriores no escrete. Apenas isso.
Essa atuação foi o suficiente pra entusiasmar a turma do gargarejo do jovem atacante. Mas falta muito pra ele ser aquele Neymar sensacional, moleque, driblador do Santos. O esquema camisa de força de Scolari não lhe permite isso.
Tal submissão de Neymar ao esquema tático tem parte de culpa dele próprio. Não busca os espaços, e fica isolado lá na esquerda. Saí de quando em vez e muda pra direita, onde fica mais esquecido ainda. Lá só reina Daniel Alves: ponta, armador e lateral. Vários repetecos da atuação da Espanha no primeiro tempo diante do Uruguai fariam bem a Neymar, Fred, Oscar, Paulinho, Hulk e outros desacostumados a não aplicar no jogo os dois toques que treinam todo dia.
Não tenho dúvida em apontar Luis Gustavo o melhor do jogo. Foi tranquilo, desarmou bem, sem falta,e não errou passes. Direis: é lento! Conversa fiada, lento seria o passe e ele não segura a bola.Se jogasse no Barcelona seria perfeito cabeça de área dublê de zagueiro. O Japão não exigiu tanto, mas Júlio César andou inseguro em determinados lances.
David Luis é outro inseguro. Thiago Silva mil vezes superior a ele. Se a defesa ficou vulnerável, culpem Paulinho que se manda muito e não cobre Marcelo, exigindo a saída de um zagueiro. Fred um poste. Jô outra vez foi superior e premiou-se com o gol, talvez a única jogada de Oscar.
As mudanças de Felipão vieram tarde: Lucas no lugar de Neymar, Hernandes no de Hulk e Jô no de Fred, esta já aos 30m do segundo tempo. Ainda assim, o novo time foi capaz de marcar os 3 a 0 finais, com Jô. Me pareceu uma equipe então mais coletiva e leve.

ITALIANOS DE SEMPRE

A vitória da Azurra por 2 a 1 sobre o México mostrou que os italianos, na sua filosofia de jogo, não mudou nada. Por mais que Edinho, comentarista do Sportv e que, como jogador, tenha vivido cinco anos na Itália, tentasse provar ao contrário, não vi nenhuma mudança. Futebol de cascavel, pronto pro bote e esperando o erro do adversário. Um belo gol de Pirlo na cobrança de falta e outro decisivo do antipático Baloteli, trombador igual aos muitos que temos por aqui. Até nossa imprensa quer fazer dele um craque! Céus!

POR QUE MEDO DO MEXICO?

Também não vejo motivo pra se temer tanto o velho freguês mexicano. Perdemos algumas decisivas pra eles nos últimos confrontos. Agora a coisa é diferente. Treinamos mais e estamos em casa. O México tem uma boa equipe, com destaque pro Geovani dos Santos, brasileiro naturalizado mexicano. Bom futebol coletivo e forte contra-ataque. Só.
O goleiro Corona facilitou as coisas pros italianos. Foi no chute de Pirlo e recolheu os braços no momento da defesa. Credo! Em Minas Gerais, ele pagaria caro, seria chamado de vendido, se num clássico Atlético x Cruzeiro agisse daquela forma.

SÓ UM TEMPO

Ficou a dúvida: por ser final de temporada, com o calor do Rio de Janeiro, a Espanha parou ou quis apenas treinar no segundo tempo, diante da fraqueza do Uruguai no primeiro tempo? O certo é que bastou a aula de futebol do primeiro tempo pra Fúria enfiar 2 a 0 na Celeste Olímpica.
No segundo tempo, tentou brincar de gato e rato, mas a raça uruguaia falou mais alto. E tome porrada! Luiz Soares marcou aquele belo tento de falta aos 46m e fixou a derrota em 2 a 1.
No ritmo do primeiro tempo, a goleada espanhola seria inevitável. Iniesta, Xavi e seus companheiros faziam a bola correr solenemente, em dois toques e envolviam os uruguaios. Azar de Lugano no chute de Pedro, desviou do goleiro e marcou 1 a 0, aos 20m. O domínio espanhol, no entanto, era total. Aos 32m, Fabregas assistiu Soldado e o veio o segundo gol.
A bola rodava de pé em pé e os uruguaios não a viam. A seleção campeã do mundo mostrou-se séria candidato, realmente, ao título da Copa das Confederações, que ela nunca venceu. Na fase final, o jogo ficou chato, sem graça e violento.

É O QUE DIZEM...

Leopoldo José de Oliveira - BH - Meu caro Flavio: como sempre, o bom jornalismo que você sempre fez e faz. Os dois lados da questão.Fique o leitor de sua coluna, e que são muitos e fieis, com o lado que pretender. A coluna de hoje está perfeita.
Dr. Antônio P. de Souza (Tonico de Ibirité) "Os dois, Fábio e Zé, podem ser correspondentes, aprovadíssimos os dois!!! Opiniões diferentes por serem cada um, um modo de ver as coisas...
Gracinha Chaves - BH (via Facebook) "Lindo Zé, tem-se falado muito a respeito do tal complexo de vira latas, Nelson Rodrigues tinha razão."
Rodrigo Marquez - Brasília : "O Zé do não falou da confusão onde ele passou apertado devido a truculência e despreparo da policia, que para abafar o protesto agrediu a vários torcedores, Cadê o estatuto?"

DISCUSSÃO CONTINUA

"Hahaha, diplomata enrola mesmo. É claro que a manifestação era contra a organização da Copa", de Fábio Paceli em resposta a José Gilberto Scandiucci
"Sim, mas a confusão não foi causada pela organização, pelo amor de Deus! Aí foi um problema dos manifestantes e da polícia, não sei quem teve razão. Mas nada a ver com o evento, que não é responsável pela segurança pública" de José Gilberto na réplica ao sogro Fábio.
Da Trincheira: apesar de ser da família, não me meto em briga de família. hahahahah!

CALOR DEMAIS

 Camarote do Maracanã, por ocasião do jogo México 1 x Itália 2, com 71.527 presentes, e confusão do lado de fora, com filas, manifestações estudantis, bombas, tiros de balas de borracha, prisões, o presidente Joseph Blatter vestia-se a rigor, junto com o resto da cartolagem convidada pela Fifa.
Ao seu lado, distribuindo beijos, o simpático governador do Rio, Sérgio Cabral, estava como o clima exige: camisa de mangas curtas, e sem paletó. Quebrou o protocolo dos velhinhos da Fifa e manteve a dignidade carioca. Aqui é assim, no estádio de futebol, e pronto!

NÚMEROS EXATOS

Não tenho o patrocínio da IBM, portanto não preciso publicar seus números mentirosos. Anote aí, meu querido Milton Neves, os percentuais corretos das atuações dos atletas escolhidos pela IBM no jogo Brasil 3 x 0 Japão - 1) Luiz Gustavo, 67%; 2) Paulinho, 65%; 3) Hulk, 64%; 4) Neymar, 63%. Fred teve o menor índice de participação no jogo: 35%.

HORA DO JÔ


Cavalo vence a corrida, sorte. Cavalo vence nova prova, olho no cavalo. Cavalo vence a terceira prova, aposte no cavalo. Este provérbio árabe cabe direitinho na história de Jô na Seleção. Tá na hora de apostar nele.



PITO SAIU PELA CULATRA

Acostumado a ditar normas de imediato aceitas pelas autoridades brasileiras, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, ao anunciar a palavra da presidenta Dilma e ouvir a sonora vaia, cismou de passar um pito na torcida que lotava o Mané Garrincha. Levou a segunda vaia. A primeira foi ao ser anunciado. Ainda teria a torcida.

DILMA VENDEU SOFÁ


Após levar as vaias de 60 mil pessoas em Brasília, a presidenta Dilma escolheu o caminho mais fácil. Não comparecerá em mais nenhum jogo da Copa das Confederações, exceto a final, se o Brasil estiver nela. Pior ainda: Dilma largará o Brasil debaixo dessas manifestações por todos os cantos e se esconderá no Japão. Não é bem isso que me disseram dela...

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