terça-feira, 18 de junho de 2013

TROPEIRO VOLTOU AO MINEIRÃO. MAS COM NOME DIFERENTE

Eu imaginava que o assunto fora varrido pra debaixo do tapete, como é costume das coisas erradas neste País. No entanto, o jornalista Bruno Furtado veio despertá-lo de novo e agora com a boa notícia: Não é mais "tropeiro do Mineirão". Nada pode ser rotulado assim em Beagá. Agora ele é “tropeiro da Fifa”, e começou a ser vendido durante a partida Taiti e Nigéria, pela Copa das Confederações.
Segundo Bruno, recebeu mais elogios do que críticas do exigente consumidor mineiro. O outro era considerado seco demais. Vou republicar a matéria que Bruno Furtado postou no site Superesportes: "a iguaria é composta por feijão tropeiro, arroz, couve, bife de lombo, torresmo e ovo. Nem o preço mais salgado foi levado tanto em conta na hora de dar uma nota alta ao prato. Enquanto em jogos dos clubes de Belo Horizonte ele custa R$ 10, no evento promovido pela Fifa ele foi comercializado a R$ 12".
Bruno Furtado, pra compor sua matéria, ouviu opiniões de contumazes frequentadores do Mineirão e apreciadores do tropeiro, hoje, da Fifa.
O preço é justo num evento que é internacional. Além disso, você nota que o tropeiro foi feito com higiene. Você sente uma segurança maior de consumir. Não tenho nada a reclamar. Está bom, muito bom”, disse o administrador Renato Oliveira, frequentador assíduo do Mineirão e acostumado a consumir o tropeiro.
O advogado Rafael Oliveira, irmão de Renato, também gostou do tropeiro vendido no jogo da Copa das Confederações, mas fez pequenas ressalvas. “O tropeiro antigo tinha um charme, era mais sujo (risos). Aquela sujeirinha de Mineirão era o tempero. Era um tropeiro com mais gordura, vinha com um bifão, bem maior que o atual, mas não posso deixar de dizer que esse também está gostoso. Está aprovado. Não tenho mais do que reclamar”.
"Daniel Rabelo, servidor público, foi abordado pela reportagem enquanto consumia com prazer o conteúdo do seu prato. Como já era esperado, ele deu nota 10. “Não comi outros tropeiros no Mineirão, acho que esse é o meu primeiro, mas está gostoso. Não tenho motivo para reclamar. Estou com fome, mas ele está gostoso, farto. O preço também considero justo”.

BIFE SEQUINHO

Em outro ponto do estádio, uma consumidora mais exigente fez algumas críticas, digamos, construtivas ao tropeiro fornecido pela Fifa. Moema Raad, funcionária pública, é do time que gostava mais do prato original, vendido nos bares do velho Mineirão. “Aquele tropeiro, vendido até 2010, tinha um bife de pernil mais suculento e ele deixava o prato mais apetitoso, mais molhadinho. Esse bife aqui é de lombo, que já é sequinho, e o feijão também está mais seco. Sem contar a couve, que está crua. Mas não posso dizer que está ruim. Está gostoso”.
O companheiro de Moema, Geraldo Silva, protético, gostou da “versão light”. “Desde que o Mineirão foi reaberto, o tropeiro recebeu muitas críticas. Por isso, este está melhor que a expectativa. O tropeiro está bem servido, tem todos os ingredientes e achei muito gostoso”.
"O que pouca gente sabia é que o tropeiro servido na partida entre Taiti e Nigéria “estreou” no Mineirão. A empresa Bon Gourmet foi contratada pela Fifa sem jamais ter vendido o prato antes no estádio. “Estamos acostumados a fazer eventos empresariais, mas fornecer o tropeiro no Mineirão foi a primeira vez”, disse ao Superesportes um dos funcionários, que pediu para não ser identificado por falar sem autorização dos proprietários.
A Fifa autorizou a venda do Tropeiro exclusivamente na esplanada, assim como fez com o acarajé na Arena Fonte Nova, em Salvador. Os bares do estádio comercializaram apenas produtos dos patrocinadores. Estranhamente, os pontos de venda posicionados antes das catracas foram abertos depois de 15h. Já os localizados depois das catracas forneceram a refeição desde o meio-dia."


Aí, Bruno, é que a porca torce o rabo. Por que tal discriminação? Talvez porque exista algo podre no "tropeiro da Fiat". Os usuários comem e vão usar os sanitários. Eles são pagos? Será que o Blatter deixaria que este filho do Sodico defecasse no Mineirão, após comer seu tropeiro, sem pagar nada? Duvido.

É O QUE DIZEM...

José Antônio Mendes - BH - "Caro Flávio, excelente sua análise em todos os tópicos. Quem sabe, sabe. Sugiro duas correções. Primeira= Giovani dos Santos, não é brasileiro naturalizado mexicano. Ele é filho de brasileiro e nasceu em Monterrey em 11 de maio de 1989; portanto, é mexicano legítimo. Segunda- sobre a Itália, o jogo foi em Pernambuco, na Grande Recife e não no Rio de Janeiro".
Resposta: na primeira, foi traído pela informação de certo site. Na segunda, pura caduquice mesmo. Grato amigo.
Professor Alcindo Ribeiro _ BH - "Gostei, Flávio Anselmo, dos comentários de seus patrícios:  do irmão "mais velho"  que você "tem que respeitar" e do diplomata (de fato e literalmente), com análise ponderada e bem realista a respeito do brasileiro.
Uma questão a propósito do choro de seu irmão, com as bombas de gás: vi aqui na internet uma matéria  com o seguinte título: " PM ignora riscos e usa gás lacrimogêneo vencido contra manifestantes em São Paulo".
A  matéria diz que " a reportagem encontrou duas cápsulas do artefato com data de validade fixada em dezembro de 2010 com aviso de que a arma é prejudicial à saúde, se usada fora do prazo de validade"
É isso, compadre. Como diria o motorista romano de Caio César, "estamos em manus callangui ".    
Celso (celsoempequim@yahoo.com.br) - Brasília - (enviado ao Zé com cópia pra Trincheira) - "Zé vc tem razão ao dizer que foi "uma beleza, uma festa só". Nenhuma surpresa aí. Afinal, o Brasil é o país do carnaval, sabemos fazer festa,  como poucos. Mas precisamos aprender a nos preparar melhor pros eventos. preparação não é nossa melhor tradição. Somos o país do improviso, da última hora, da véspera do prazo ....  tanto no microuniverso individual ( por exemplo: declarar o imposto de renda no ultimo dia)  quanto no plano coletivo, preparar as cidades para a copa da FIFA. Um estagio de três meses no Japão para todo administrador público não faria mal, e o convívio com brasileiros por três meses faria bem aos japoneses também. Abs a todos!

POLITICAGEM
                           &
                             BOTEQUIM


Aos poucos descubro que a presidenta Dilma, em quem votei a pedido de Lula, não tem mesmo queda pra cadeira. Porque tomou aqueles 30 segundos de vaia no Mané Garrincha queimou o fusível e decidiu não voltar mais a qualquer estádio brasileiro durante a Copa das Confederações. Só na final, mesmo assim se o Brasil estiver nela. Pra minha maior surpresa, enquanto o País é incendiado por justas manifestações contra a roubalheira na construção dos estádios da Copa, nos juros altos, na falta de dinheiro, na permanência do redutor nos benefícios dos aposentados, ela vai pro Japão. Ou seja, larga o navio à deriva e se manda. Só me resta um pedido de socorro: Lula, salve o Brasil de novo, companheiro!

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