domingo, 28 de julho de 2013

CRUZEIRO DESTRINCHOU GALETO COM ATUAÇÕES ESPECIAIS DOS MENINOS RIBEIRO E GOULART

                Ricardo Goulart o goleador do clássico na foto de Juarez Rodrigues - DA Press/ EM

Os atleticanos contavam com novo milagre pra completar a semana de festa pela conquista da Taça Libertadores: uma vitória do seu time B - ou alternativo, ou Galinho, ou Galeto - diante do arquirrival completo e cheio de dor de cotovelo.
De ressaca e desgastado emocional e fisicamente, o Atlético entrou com apenas dois titulares - Marcos Rocha e Richarlyson - enquanto o Cruzeiro usou a equipe que tem brigado pela liderança do Brasileiro e tem o ataque mais positivo da competição.
No ar, aquela velha questão gerada por situações como essa: se o Cruzeiro vence, não fez mais que a obrigação. Se perde, torna-se personagem de uma página histórica.
A moçada azul não quis correr nenhum risco, a não ser o que levou antes dos 20m do primeiro tempo ao levar o gol atleticano, nova bobeira de Dedé.
Fez pênalti em Marcos Rocha ao tomar um drible desconcertante na área. Alecsandro bateu bem, forte. no alto da meta de Fábio. Galo, 1 a 0.
Em maioria no Mineirão, os azuis ficaram ressabiados. Aos 14m, já haviam lamentado a saída de Mike por causa de dura entrada de Richarlyson. O fôlego do garoto foi substituído pela experiência e falta de ritmo de Ceará. Que, no entanto, apesar de tanto tempo parado, não comprometeu. Esta cobrança de Alecsandro foi o primeiro chute do Galo ao gol de Fábio. O Cruzeiro era bem melhor.

VIRADA E DOMÍNIO

Ainda no primeiro tempo, o time de Marcelo Pacote Oliveira tratou de virar o jogo. Aos 31m, Luan ganhou a disputa de Gilberto Silva pela direita da defesa atleticana e da linha de fundo botou a bola no meio. Bela jogada de Vinicius Araújo que fez o corta-luz e abriu o espaço pra Everton Ribeiro dominar, ajeitar o corpo e bater cruzado: Cruzeiro 1 x 1 Atlético.
Jogo movimentado. O Atlético fez o que pode, porém não bastou. O domínio de bola era do adversário, com atuações excelentes de Everton Ribeiro e Ricardo Goulart, no meio-campo, bem sustentados por Souza e Nilton. Pela esquerda Luan fugia da marcação de seu xará atleticano e ajudava Egídio no esquema defensivo.
Geovani salvou a virada aos 30m, após outra boa jogada de Everton Ribeiro, pela ponta direita, e o chute de Vinícius Araújo da marca do pênalti. Porém, minutos depois não pode evitar o desempate. Vinicius Araújo bateu forte e Ricardo Goulart desviou pras redes marcando seu primeiro gol. Cruzeiro 2 x 1 Atlético.

CUCA MEXE MAIS

No segundo tempo, Cuca mexeu mais ainda. Já no intervalo tirou Rosinei e Richarlyson pra entrada de Leleu e Jemerson. Então o domínio passou a ser total. Aos 9m, surgiu o terceiro gol: falta cobrada da esquerda por Egídio e Nilton entrou pelo meio pra tocar de bico antes da chegada de Geovani: Cruzeiro 3 x 1 Atlético.
Mais cinco minutos, e Ricardo Goulart marcaria o segundo gol dele e o quarto dos cruzeirenses. Puxeta de Everton Ribeiro que achou Goulart pela ponta-direita correndo com Emerson. Não deu pro zagueiro. Chute forte de Ricardo Goulart entre a trave e Geovani. Cruzeiro 4 x 1 Atlético.
Então Marcelo Pacote fez as médias de sempre: tirou Luan e colocou Martinuccio. Tirou mais uma vez o menino Vinicius Araújo pra colocar o novato William que mal chegou à Toca da Raposa. Céus!
Aos 39m, Ricardo Goulart, impedido, girou no ar, deu uma bicicleta e marcou belo gol. Claro que não valeu, mas poderia ser a chave de ouro pra trancar a porta do jogo.

FAVORITISMO CONFIRMADO

O Cruzeiro dominou por completo o jogo, e com a goleada, que poderia ser maior, estabeleceu a diferença exigida. O Atlético entrou com time alternativo, mas, em compensação, tomou outra goleada do rival no Mineirão.
Números pra estatística. O Cruzeiro fez 12 jogos após a reinauguração do Mineirão e venceu todos. Neste clássico, teve 19 finalizações contra apenas seis do adversário.
Na quarta-feira, o Cruzeiro será visitante na casa do Fluminense, o Maracanã. Enquanto o Galo recebe o seu xará do Paraná, no Independência. Aí a conversa muda e voltam os titulares campeões da Libertadores.
Direis: e os que jogaram no clássico não são campeões, também, da Libertadores? Não receberam faixas e medalhas e gorda premiação?

     Uma joia rara tem de andar de carro forte, disse o presidente Gilvan. Julio Baptista chega ao gramado          do Mineirão e recebe o afeto da torcida azul - foto de Rodrigo Clemente - DA Press/ EM

JULIO BAPTISTA VIU TUDO

Acompanhado da diretoria e do presidente Gilvan Tavares, o reforço cruzeirense, Júlio Baptista, acompanhou a goleada do seu novo clube e gostou do que viu. Pediu três semanas pra entrar no ritmo ideal e sabe que terá de jogar muito mais do que Everton Ribeiro se pretende assumir a camisa 10 - ou seja de armador e ídolo da torcidas. Everton arrebentou com a partida e aos poucos volta à sua fase de Coritiba.

É O QUE DIZEM...

Aluisio Motta Palhares - Caratinga - Querido Amigo Flávio Anselmo! Se há alguém que antes de todos disse com toda convicção "eu acredito", "esse cara é Você", excelente capacidade de interpretar aquilo que ainda vai acontecer, ou seria profetizar...
Caro amigo, para nós que temos o privilégio de receber diariamente a Trincheira e somos Atleticanos, saiba que serviu para continuarmos acreditando nos momentos mais improváveis de se reverter. 
Como Católico e Carismático acredito em um só Deus, mas esta sua intimidade com os deuses do futebol me levou a crer que este esporte tem algo que lhe é próprio e nos faz apaixonar.
Grande abraço amigo que muito me orgulha de ser Caratinguense. Desejo-lhe muita saúde e muita paz! Receba a gratidão de um membro da Massa Atleticana que depois de tantos chegar perto, precisava todos os dias ler alguém predizendo o que vimos vibrantes, com alegria que não cabia no peito, acontecer.  
Trincheira:  Obrigado pelos elogios, Aluisio. Vc é vivido e sabe que isso não é premonição e os deuses do futebol são invencionices do colunista. Na realidade, fui um apostador  e acreditei - ou tive certeza -  que o Galo era melhor e não perderia esta parada. Falei isso depois daquela defesa do Victor contra o Tijuana e me baseei na experiência de 52 anos de crônica.
Como naquela história de quem não faz leva. O Galo passou a ter mais confiança, trabalhar mais e teve excelente dose de sorte. No futebol, competência e sorte têm de andar juntas., Uma sem a outra não adianta.ÀS vezes o melhor não vence por falta de sorte.Quando Victor passou a se destacar, aí me veio na intuição a tal sorte de campeão. Apostei e ganhei. Abs

José Carlos de Souza Jardim - BH -  Flávio,espero e creio pelo seu caráter,que você realmente tenha tido uma premonição,mas,sobretudo no jogo final,ficaram algumas suspeitas marcantes.
Repudio com veemência essas "teorias da conspiração",no entanto, aquele lance no qual o centroavante paraguaio dribla o Vítor e,com o gol vazio, escorrega, as substituições do treinador tirando os melhores jogadores e colocando zagueiros,a passividade e a displicência dos atletas do Olímpia nas cobranças de pênaltis, me deixam dúvidas se realmente o Atlético Mineiro perderia aquela decisão.
É evidente que a qualidade técnica atleticana  é superior,mas a supremacia financeira do C.A.M.(ou seria do BMG?)é inquestionável e, será que" além das estrelas" também não havia a certeza da vitória dentro dos gramados? Podem ser apenas suspeitas infundadas de um cruzeirense frustrado que sonhava ver o Kalil pagando com a mesma moeda,a exposição ridícula de um vídeo no telão do Mineirão,mostrando os gols do Estudiantes na final de 2009,no dia seguinte ao jogo,durante a partida entre galo e São Paulo,porém,fica o questionamento.
Trincheira: Não creio que vc esteja, com a afirmação "que você, realmente, tenha tido uma premonição" me incluindo numa conspiração. Ou seja, por saber antes da existência dela. Já respondi sobre isso a um amigo acima. Não existe premonição. Apostei no óbvio, que vcs não veem pq torcedor não consegue enxergar o óbvio no time adversário, Não creio em conspiração.
Estaria, também, acreditando que o Brasil "vendeu" em Paris o título mundial pra França, conforme falaram, ou que a Espanha "vendeu" a Copa das Confederações pro Brasil.  
Não pretendia nem abrir discussão a respeito disso. Só o faço por absoluto respeito a vc e seu irmão Xingu, duas figuras da maior estatura. Abs


Val Brito - BH - Poucos colunistas tem a ousadia de palpitar um vencedor. Aliás até onde vi você foi o único colunista que acreditou neste título. Sou atleticana ferida com tantas desilusões do futebol. Por mais que torcia pelo título, desconfiava.
Enfim a sorte resolveu aparecer do outro lado da lagoa. Porque competência e time, por muitas vezes o Galo teve, e não revertia em título.
Da próxima vez que fizer previsões, por favor, avisa que vai ser sofrido!Rs
Trincheira: Falô, Val. Obrigado pelo prestígio constante.

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