segunda-feira, 1 de julho de 2013

FÚRIA PROMETE TROCO NO MUNDIAL DO BRASIL

                               
                      Vicente Del Bosque garantiu que a Fúria voltará mais forte em 2014.(foto Estadão)
"Volveremos", este é o recado que a Seleção Espanhola mandou aos brasileiros, através da imprensa local. Que aprenda mais, ainda, e venha nos ensinar. Sem arrogância contudo, própria dos que se consideram imbatíveis. A Espanha ensinou muita coisa ao futebol do mundo. Inclusive que nenhuma invencibilidade é eterna.  Porém, no instante em que se autoafirmou ser hoje o Brasil de ontem, lascou-se. Por melhor que fosse - e ainda é - a Fúria espanhola jamais, em tempo algum , chegará aos pés das nossas seleções, inclusive a de 82, na Copa lá de Madrid, estupidamente eliminada pela Itália.

NEM DA ERA DUNGA

A Fúria espanhola de hoje não pode ser comparada nem a Seleção de 94, campeã com Carlos Alberto Parreira, nos Estados Unidos e que nós mesmos rotulamos de a "pior de todas", esquecendo-nos de Taffarel, Aldair, Dunga - sobre o qual recaiu o pesado fardo de representar aquela geração - Romário, Raí, Ronaldinho, Bebeto e outros nomes importantes. Só porque venceu uma quebrada Itália na decisão por pênaltis e não de goleada,  esta Seleção não deveria, como querem alguns, ocupar o pódio de outros pentacampeões.
Deixa disso, nego véio! Tirante André Iniesta e Xavi, sem dúvida grandes craques, ninguém mais do atual time da Fúria espanhola jogaria na Seleção de Parreira. Em 1962, os espanhóis, também, armaram uma Seleção espetacular. Tinha Di Stéfano, já veterano, Gento, Puskas - húngaro naturalizado - Del Bosque, Santamaria, enfim, uma turma de respeito. Caiu diante do Brasil sem merecer.
Tomou uma virada quase no final, quando nos despachava por 1 a 0. Quase chegou aos 2 a 0, numa penalidade não marcada, porque a Enciclopédia Newton Santos deu um passo à frente, saiu da área e driblou o árbitro da partida. Depois, Amarildo - substituto de Pelé, com estiramento muscular sofrido na primeira partida - marcou duas vezes. Ficamos e mandamos a Fúria embora do Chile.

RECADO DE FELIPÃO

                                        Um time de guerreiros como Fred comandou no Fluminense
Tenho que repetir o que escrevi na Trincheira de ontem: a conquista da Copa das Confederações, com a consequente vitória por goleada sobre a Espanha, não nos faz de novo o melhor futebol do mundo. Nem transforma a Fúria num touro da raça Angus, sem chifres, lá do Nordeste da Escócia, próprio apenas pra corte. A Fúria continua a mesma. A melhor seleção do mundo. Apenas tropeçou no Brasil que após quatro vitórias na competição, chegou à final com sangue nos olhos e espírito de samurai.

COISA DO SOBRENATURAL

Estivesse vivo o fantástico Nelson Rodrigues teria escrito, com certeza, sobre esta conquista brasileira: "O Sobrenatural de Almeida jogou com o nosso escrete canarinho". Pênalti chutado por eles pra fora, gol salvo em cima da linha por David Luiz.
Confesso que, também, jamais vi a nossa Seleção jogar com tamanha garra, espírito sobrenatural, e com preparo de maratonista. Ninguém, nem mesmo a melhor seleção do mundo, nos venceria naquela partida.
O recado que Luiz Felipe Scolari, o dinossauro Felipão, deixou pra todos nós após a conquista eu absorvi e passo à frente. O nosso time, ainda, terá que caminhar bastante pra Copa de 2014. Agora vieram oito Seleções, na Copa virão quatro vezes mais e times bem fortes, preparados, como a Alemanha.
Scolari antecipou que, na sua cabeça, 80% do elenco tá aí entre esses rapazes de agora.
Outros virão, com certeza, dentre alguns veteranos dispostos e jovens da Seleção sub-20. Segundo ele, recado direto pra Kaká e Ronaldinho Gaúcho, a porta estará aberta àqueles que queiram servir à Seleção, abdicando as vantagens pessoais.

MESTRE DO AJUNTAMENTO

Nesse aspecto, Felipão é mestre. Juntou-se a Carlos Alberto Parreira, professor e grande estudioso da parte tática. Foi o seu lado consciente. Se os cartolas não atrapalharem, serão 365 dias pra se preparar física e mentalmente a Seleção do hexa. De uma coisa já estamos convictos: o povo continuará ao lado da Pátria de chuteiras.

QUADRO QUE FICOU

Eu poderia guardar na memória, pra sempre, aquele apetite com que Fred foi na bola cruzada por Hulk, junto com Neymar. Caiu, não se levantou e deitado botou a bola nas redes de Casilas. Soberbo, coisa de artilheiro nato. Ou a confissão de que ouviu de Parreira, num canto da concentração, o conselho pra se mexer mais. Sair pros lados, combater os zagueiros, participar mais da partida. Foi o que o ex-poste Fred fez.
Quem sabe eu poderia guardar o quadro do gol de Neymar. Entrou em impedimento. Saiu dele com dois passos pra trás e esperou a bola de Oscar. Este, também, agiu com inteligência porque pressentiu tudo isso. Passou a bola à Joia. A bomba de perna esquerda foi no ângulo e de tão forte, mais de 100 km por hora, levou junto a mão direita de Casilas.
Porém, prefiro ficar com o lance de um quase gol, protagonizado por David Luiz, cuja qualidade também era colocada em xeque. Aquele contra-ataque espanhol, dois contra dois, e a bola lançada pro canhoto Mata, pela direita. Júlio César tentou fechar o ângulo, porém o atacante tocou de lado. A bola ia em direção à meta e morreria nas redes. Foi não. Sangue puro, feito cavalo de raça, David Luiz apareceu no meio das pretensões espanholas e de perna esquerda desviou a bola por cima da meta. Foi-se aquele que seria o gol de empate da Fúria. Belo quadro! Um lindo gol de David Luiz. Fico com esse.

GALO NA ARGENTINA

Penso que o colunista de esportes deva escrever apenas sobre o fato consumado. Pra não se tornar engenheiro de obra pronta, como gosta de dizer o menino Chico Maia. Vou dizer o que de Newell`s Old Boys e Atlético nesta quarta-feira em Rosário? Vou dizer que o Newell`s tá com nada, tanto que perdeu no último sábado, por 1 a 0 pro Velez Sarsfield, na disputa da Super Copa deles? Ou que o Atlético tem problemas sérios, Pierre meia boca e sem a zaga titular? E o quarteto fantástico que tá afiado, com Bernard e Jô cheios de moral?
Torço pelo sucesso do Galo e acredito nele. Tanto que, pra acabar com essa história de perguntas sobre o sucesso do time de Alexandre Kalil na Taça Libertadores, já escrevi uma Trincheira sugerindo aos atletas alvinegros que já gastem por conta o bicho do título. (Foto de Rodrigo Clemente - DA Press/Superesportes)
Tenho sérias dúvidas se algum dos semifinalistas tem bala na agulha pra vencer o time de Cuca, numa decisão no Independência.

É O QUE DISSERAM...

Silvacer Pacheco - BH -  Meu Comandante, que Brasil heim! Espetáculo de futebol!..Não sei se existe uma equipe que jogue uma partida de futebol perfeita....com a Seleção do Brasil....vi uma quase perfeita! Futebol é isso.. marcar, tomar a bola, ir pro gol e fazer 1...2...3..!  Adorei os B,B,B's...Borussia (que detonou 20% da Seleção Espanhola), Bayer(que destruiu 80%) .... e BRASIL! Que  destruíu 100%  da chatice do futebol espanhol....!
Trincheira: e não é que vc tem razão no aspecto de chatice! Aquele tal de tique-taque, acabou levando um top-top do Brasil, né?
Mário Sérgio Carraro - Brasília/DF - Conterrâneo e mestre Flávio, coluna sensacional! A começar pelo título! Mas faltou dedicar mais linhas e elogios ao Fred! Aliás, tem faltado reconhecimento ao Fred por parte da torcida do Brasil! Mas tem problema não! Domingo ele volta pro Flu (espero!), e lá terá o devido reconhecimento!
Trincheira: Vc é injusto, Mário. O Maracanã gritou o nome de Fred e o Brasil todo saudou sua volta aos bons tempos. Ele só despertou no jogo contra a Itália.

DEU NA FOLHA/SP

Renato Gaúcho é o novo técnico do Grêmio. Dois anos e dois dias depois de deixar o comando tricolor em sua primeira passagem como treinador do seu clube do coração, o principal ídolo da história gremista acertou nesta segunda-feira seu retorno ao clube, após reuniu com seu empresário, Gerson Oldenburg e os dirigentes gremistas Rui Costa e Marcos Chitolina.
O contrato de Renato com o Tricolor vai até dezembro. Ele deve chegar a Porto Alegre nesta terça-feira e estrear no comando do time já no próximo sábado, na volta do Brasileirão, quando o Grêmio visita o Atlético-PR, em Curitiba. Curiosamente, o Furacão foi o último time que Renato treinou, no segundo semestre de 2011, logo após deixar o comando gremista.
Trincheira: Estou feliz, porque entendo que Renato Gaúcho mostrou qualidades em seus primeiros trabalhos como técnico. E não merecia ficar desempregado, por puro preconceito da mídia, enquanto outros menos qualificados trabalham em troca de grandes salários.


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