quinta-feira, 11 de julho de 2013

TIME ABENÇOADO RUMO AO 1º TÍTULO DA LIBERTADORES

                                 Victor, de novo, um herói - foto de AP Photo Douglas Magno

Na virada em Tijuana (2 a 0 pra 2 a 2), no pênalti defendido por Victor no jogo de volta, no Horto, aos 48m do segundo tempo, que bloquearia a caminhada do Galo rumo ao inescapável e inédito título da Libertadores/13, até esse novo vira-vira, desta vez contra o Newell´s Old Boys, o que se viu foi um time, sobretudo, abençoado.
A nova tarefa tipo missão impossível de reverter o quadro triste pintado após a derrota em Rosário por 2 a 0 só foi realizada porque um dos deuses do futebol voltou a botar milagroso dedo na ferida, como fizera antes.  A situação parecia sobre controle quando Bernard fez 1 a 0 aos 4m do primeiro tempo.
 De repente houve uma acomodação geral. Nem o Newell´s  se arriscava, visto que o placar lhe era favorável pra passar à final da competição contra o Olímpia do Paraguai, classificado no dia anterior, diante do Santa Fé da Colômbia, nem o Galo pressionava como devia, na busca dos gols que o classificariam.

PENALTIS NÃO MARCADOS

Foi quando um desses ditos deuses do futebol cansado com a falta de vontade e determinação dos times resolveu brincar com eles..
Primeiro, obscureceu a inteligência do árbitro uruguaio Roberto Silvera a tal ponto que ele desconheceu as regras do futebol e não marcou dois pênaltis em favor do Atlético: um sobre Jô, cometido por Lopes, aos 49m do primeiro tempo, e outro sobre Tardelli, empurrão de Matteo, pelas costas, aos três minutos do segundo tempo.
Tão desastroso quanto a não marcação da penalidade sobre Jô foi o cartão amarelo pra Bernard que o tirou do primeiro jogo da final.
Se foi genial a enfiada de bola de Ronaldinho Gaúcho no gol de Bernard, traumática tornou-se a parada de oito minutos pra atender o goleiro Guzman atingido pela chuteira de Tardelli, involuntariamente. No lance, Matteo salvou o segundo gol atleticano.
Que diabo, o jogo estava de conforme: Bernard quase fez, Gusman defendeu;  Josué tentou livre, Gusman salvou.  Matteo fez quatro faltas seguidas em RG-10 e nada de cartão amarelo. É, senhor Roberto Silvera!!

PARA ESFRIA GALO

A parada esfriou o Galo. O Newell´s tocou a bola e levou o placar pro vestiário.  O deus continuou a brincar com a paciência da Massa, no segundo tempo. Aos 10m,  grande susto pros atleticanos: contra-ataque de cinco argentinos contra três brasileiros e Casco furou bisonhamente e perdeu a grande chance de fazer o gol sonhado pelo Newell´s.
Aos 32m, a coisa estava preta; a torcida alvinegra começava a perder as esperanças, porque o Newell´s estava melhor. Não ameaçava Victor, mas prendia a bola no meio-campo e anulava RG-10, Bernard e Tardelli. Então, o brincalhão do deus do futebol resolveu levantar o ânimo dos apaixonados torcedores.
Desligou um segmento de energia do Independência.
Desesperados, os jogadores atleticanos pediam a continuação do jogo, sob alegação de que a iluminação mantida era suficiente. Victor tentou convencer o árbitro. Ele foi irredutível e manteve a decisão de esperar 10m. Verão em seguida que a decisão do juiz foi ótima pro Atlético.

LOGO GUILHERME?
Na foto, Guilherme festeja: a torcida se assustou em princípio e depois gritou o nome do novo herói atleticano, autor do gol que colocou o time na decisão por pênaltis. 
Aí os refletores começaram, lentamente, a se acender. Após 11m, a iluminação estava pronta. A luz saiu dos refletores e entrou no espírito do time do Galo.
A torcida antes sufocada passou a paralisação num coro uníssono e afinado. "Eu acredito, eu acredito..." o Independência todo gritava. Aos 40m, Cuca foi iluminado, também. Contra qualquer análise lógica, fez duas alterações inimagináveis: sacou Tardelli e Bernard, duas estrelas da equipe, e colocou Guilherme - logo ele? Perguntaram alguns torcedores - e Alecsandro. Depois Cuca  justificou: os dois astros não conseguiam jogar por excesso de marcação e falta de espaço.
Então, Cuca imaginou que colocar dois atacantes menos conhecidos desviaria a atenção da defesa. Deu certo. De cara, Guilherme quase marcou. Depois, Alecsandro cabeceou rente à meta.
Finalmente, aos 40m, Guilherme recebeu uma rebatida mal feita por Matteo e acertou aquele petardo no canto esquerdo do goleiro Nuzman. Placar conveniente pro momento: Galo, 2 a 0. Decisão nos penais.

CUCA E GALO ILUMINADOS

Outro exemplo de como o Galo está iluminado na Libertadores, com campanha de campeão. Caso Matteo não tivesse rebatido a bola que caiu pra Guilherme, ela iria direto pras mãos de Guzman.
Com certeza, o goleiro do Newell´s  não conseguiu gritar "é minha", porque o deus do futebol, naquele momento da partida  jogando com o Galo, aplicou-lhe a mudez conveniente.
A cobrança dos pênaltis foi outro exercício de fé. O Atlético marcou seus dois primeiros, com Alecsandro e Guilherme. O Newell´s, também. O Galo desperdiçou o terceiro com Jô; a torcida assustada manteve o "Eu acredito". E soprou com força os 35 mil apitos distribuídos. Casco se apavorou e chutou pra fora. Tudo igual.
 Richarlyson provocou nova comoção ao chutar seu pênalti pra fora do estádio. Foi salvo pelo deus de plantão: Cruzado, bom meia dos argentinos, chutou pra fora, também.  

ÚLTIMO EPISÓDIO: SÃO VITOR

Então veio o último episódio da batalha: RG-10, com a categoria de sempre, converteu o seu pênalti em gol. 3 a 2. Em seguida, veio a cobrança de Max Rodrigues, experiente craque argentino.  Só que na metal atleticana, outro iluminado. Max bateu no canto baixo esquerdo e Victor salvou o Galo pela segunda vez numa cobrança de pênalti.
Só que agora, botou o time na final da Libertadores.
Tem gente, não. Como já escrevi aqui nesta Trincheira, após a classificação diante do Tijuana, os jogadores do Atlético já podem gastar o prêmio do título da Libertadores por conta. Esse não tem outro rumo: a sede de Lourdes. Agora, resta esperar a decisão e a Conmebol falar onde será a decisão. Alexandre Kalil garante que será no Horto, onde quem cai lá tá morto.

KALIL FORA DO HORTO


O Olímpia, segundo a Conmebol, poderá jogar no Estádio Defensores Del Chaco que tem lotação pra 33 mil espectadores. Mas, o Galo não poderia jogar no Independência que recebe no máximo 23 mil. Por que este privilégio? Claro, a Conmebol é presidida pelo paraguaio e torcedor do Olímpia, Nicolas Leoz. No entanto, o presidente do Atlético Alexandre Kalil exigiu o mesmo tratamento, mas Leoz disse que tá no regulamento. Portanto, o jogo da decisão será no Mineirão. Na foto, Kalil abraça e beija RG-10. (De Alexandre Guzanshe - EM DA Press)




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