domingo, 18 de agosto de 2013

DE NOVO CRUZEIRO SOBE À LIDERANÇA NO SÁBADO E CAI NO DOMINGO.

Depois de quase uma semana apenas por conta das emoções pela inauguração do Memorial em meu nome, no Casarão das Artes, em Caratinga; do carinho dos conterrâneos, e do lançamento de meu livro, fatos já comentados e ilustrados com fotos nesse pedaço, retomo o futebol.
Acompanhei a goleada do Cruzeiro (5 a 1) sobre o Vitória e o empate dramático do Atlético com o Internacional, lá em Novo Hamburgo. Duas situações diferentes e cheias de nuanças interessantes. Como, também, tá interessante a briga entre Cruzeiro e Botafogo pela liderança do Campeonato Brasileiro e que já dura algumas rodadas.
Nesta décima quinta rodada outra vez o Cruzeiro dormiu líder no sábado, com 28 pontos, dois acima do Botafogo, porém os cariocas, sob o comando em campo de Clemence Seedorf bateu a Portuguesa, no Canindé (3 a 1) e recuperou o primeiro lugar.
Até quando essa batalha vai durar, não sei? Todavia me preocupa o fato de que Grêmio (terceiro colocado) e Corinthians ( quarto, entrou no G-4 nessa rodada, graças ao apito amigo) vêm a galope atrás dos dois ponteiros, ambos com 25 pontos.  A situação do Cruzeiro seria ótima caso melhorasse seu rendimento fora de casa, onde tem ido mal.

LUCAS SILVA

Dizer que Lucas Silva soube aproveitar a chance que Marcelo Pacote Oliveira lhe deu é desconhecer a verdade. Aquela camisa titular nunca devia ser do Souza. Quando ele foi contratado, eu critiquei aqui e somei minha opinião à de Serginho no Jogada de Classe. Fomos dois grandes defensores deste menino e do atacante Vinicius Araújo. 
Só espero que Pacote não tenha uma recaída e resolva tirá-lo do time já contra o Flamengo, na quarta-feira, pela Copa do Brasil. Como fez com Vinicius que passou duas partidas sem marcar gol, porém com excelente participação tática, e Pacote buscou logo Borges de volta. O poste se plantou no meio do ataque cruzeirense.

SEGUNDO TEMPO ÓTIMO

O segundo tempo do Cruzeiro contra o Vitória mostrou uma equipe leve e solta. Os meninos corresponderam. O ataque funcionou em movimentação após a entrada de Elber e de Vinicius Araújo. Outro que continua bem é  Ricardo Goulart, sem falar, claro, no garoto Maike, autor de um dos gols. Não aceito nem mesmo o sacrifício de Lucas Silva pra entrada de Júlio Baptista, que, a meu ver, fará a equipe ficar pesada.
Léo foi melhor que Dedé, além do gol que fez, - o primeiro da goleada - esteve mais seguro. Dedé está com um problema qualquer. Não é zagueiro tão trapalhão como demonstra. Aquele pênalti em favor do Vitória, convertido por Dinei, foi coisa de beque da roça. A ação ofensiva de Egídio cresce com Lucas Silva, ótimo na cobertura dos laterais. Mas é preciso repensar o posicionamento de Nilton.
Quanto a Everton Ribeiro tem-se perdido no andamento do jogo. Dono de forte chute de canhota, não bate de fora da área. Abusa do individualismo.
Pelo que sinto, sua posição tá seriamente ameaçada por Júlio Baptista. Ainda mais com Lucas Silva entrando bem no time. Cheguei a imaginar um meio-campo com Nilton, Júlio Baptista, Everton Ribeiro e Ricardo Goulart. Na frente, Vinicius Araújo e Dagoberto.
Não acredito! A coragem de Marcelo Pacote pelo que tenho visto não chegaria a tanto de usar Júlio Baptista como segundo volante, posição que atuou bom tempo no São Paulo.  
De qualquer forma, o Cruzeiro tem mais prateleiras de elogios que de críticas. Ou melhor: não direi críticas, mas alertas.

SORTE NÃO ABANDONA

Parece que aquela sorte do Atlético na Copa Libertadores apenas havia tirado férias. Esteve de volta, com direito a bolas na trave, defesas espetaculares de Victor (FOTO), e uma demonstração de garra no velho estilo. Também, com direito a choro, visto que foi garfado, de novo, no campeonato, por outro incompetente soprador de apito que não viu pênalti no lance claro de Alan puxando e derrubando Jô na área, no segundo tempo. 
Os deuses estiveram ao lado do Galo tanto que Victor foi expulso após o apito final. Chutou a bola em direção da torcida colorada que infernizou sua vida atrás da meta. O árbitro que já lhe aplicara um cartão amarelo durante a partida, não gostou da atitude do goleiro, foi atrás dele deu-lhe novo cartão amarelo.

A soma de amarelo + amarelo no futebol redunda em vermelho. Victor e Fernandinho não atuam contra a Portuguesa domingo que vem, no Horto.
O empate sem gols com o Internacional, em Novo Hamburgo, onde o Colorado manda suas partidas atualmente enquanto o Beira-Rio passa por reformas pra Copa do Mundo/14,  é bom exemplo de como buscar, pelo menos um ponto, numa situação completamente adversa. 

A EXPULSÃO

Aos 37m, do primeiro tempo, o Galo teve expulso o estreante Fernandinho, que não era nenhuma "brastemp" em campo, mas incomodava. Até porque Dunga "inventou" Jorge Henrique de lateral direito e Fernandinho, sempre lançado por RG-10, obrigava-o a sair pouco pro ataque.
Fernandinho foi bem expulso. Deu a cotovelada no rosto de Jorge Henrique. Este fez a sua parte: rolou gramado afora, uivou de dor e depois levantou-se pra ficar em campo. Sua cena custou-lhe, ainda, um cartão amarelo. E o mais interessante: o péssimo árbitro Luiz Flávio de Oliveira - bem pior que o irmão mais velho, Paulo César - deu falta do defensor sobre o atacante alvinegro.

CANSEIRA COM 10

Mesmo com um jogador a menos, o Galo deu tremenda canseira no colorado gaúcho. Já disse que levou enorme dose de sorte, no segundo tempo, mas botou o goleiro deles pra trabalhar, também. Dois lances marcaram bem a situação: aos 15m da fase final, Leandro Damião escapou livre e na frente de Victor tentou fazer um gol de estilo. Deu um lençol no goleiro atleticano, porém a bola bateu no travessão. Aos 48m, confusão na área, todo ataque gaúcho chuta, a bola vai na trave e volta pra Victor. Milagre puro!

OS DESTAQUES

Sem dúvida, o maior destaque foi o goleiro Victor, com defesas impossíveis. Ronaldinho Gaúcho, no entanto, jogou demais. chamou a partida pra si quando o time ficou com 10 em campo. Pierre e Josué foram outros destaques. Rosinei entrou bem no lugar de Luan. Fernandinho foi o fiasco da partida.

APITO AMIGO

Voltou a funcionar o apito amigo em favor do Corinthians - ou dos paulistas? - em grande estilo. O pênalti que o tal de Péricles Barsol (será isso mesmo?) deu contra o Coritiba e que originou no gol de Guerrero, foi uma vergonha. Ombro a ombro de Danilo e Lucas. Aquilo não foi pênalti nem aqui, nem na Coréia.
Resultado prático: o Timão já entrou no G-4.

CASTIGO PRO TRICOLOR

A soberba do São Paulo, que completou 12 jogos sem vitória, só é menor que a arrogância de Rogério Ceni. Como perdeu alguns pênaltis em rodadas passadas, negou-se a cobrar a penalidade inventada pelo soprador de apito mineiro, Ricardo Marques, em favor do São Paulo contra o Flamengo, em Brasília. Jadson cobrou e Felipe defendeu. Castigo anda de motocicleta atualmente.

GOL HISTÓRICO

O gol de pênalti que Paulo Baier marcou contra o Criciúma, o primeiro na virada de 2 a 1, foi o de número 95 na sua histórica carreira. Mais um entre aqueles que o tornam o maior goleador dos campeonatos brasileiros na era dos pontos corridos. Quem diria, hein?

OU VAI OU RACHA

Tá bem claro que o América não joga nada no Horto!  Ou pelo menos demonstra uma instabilidade incrível em seu estádio. Empatar com o América-RN (1 a 1) na tarde do último sábado foi o fim da picada. Como o Paraná tropeçou diante da Chapecoense era a chance do Coelho entrar no G-4. O que pode acontecer nesta terça-feira, caso vença a Chapecoense, na Arena Condá, em Santa Catarina. O técnico Paulo Comeli acredita. Eu, também!



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