terça-feira, 3 de setembro de 2013

CARIOCAS TIRAM DO FOCO A GOLEADA AZUL SOBRE O VASCÃO DELES.

Esses cariocas, além de morarem na Cidade Maravilhosa, de terem as mulheres mais charmosas do País, e o futebol mais mentiroso do mundo, conseguem exercer o poder do bom marketing com sucesso que impressiona.
Talvez  seja por causa da boa vontade de sua filha principal, a Rede Globo, ou talvez pela simpatia que atrai o Brasil inteiro, às raízes do samba, ou com o charme de capital cultural brasileira, ou, simplesmente, como dizem seus súditos: " porque o Rio é Rio, e isso basta".
E, na realidade, basta mesmo! Fora de lá, nem todos se dizem flamenguistas, mas já torceram por ele anos passados. Nem todos gostam da Mangueira, mas já cantaram os sambas dela, enlevados, embriagados de paixão. A grande maioria adora os carnavais e se fantasia nos  sonhos dele ao visitar o Rio em qualquer época do ano. A passeio ou a negócio. Por que? Porque o Rio de Janeiro é o Rio de Janeiro, isso basta!

GOL DE LUCAS SILVA

Vejam este exemplo: Cruzeiro e Vasco da Gama fizeram uma partida fantástica, de impressionante velocidade, marcação e saídas rápidas. De gols belíssimos - aos menos 4 deles na chuva de 5 a 3 em favor dos azuis. O Cruzeiro mostrou toda alternância de sua força atual, de um tempo pra outro.
E o Vasco, no mesmo período, criou novas esperanças pra torcida com a velocidade e a pontaria de seus meninos e, notadamente, de Willie, 20 anos.
Adiantou alguma coisa toda a beleza daquele primeiro tempo empatado em 3 a 3? Que nada! A mídia carioca preferiu focar o choro dos vascaínos pra falta de flerplei do craque celeste, William, e mesmo assim inexistente.
Foi assim, lembram-se? O volante Abuda, do Vasco, caiu, sentindo algo. A bola lançada ao ataque do Vasco, porque o juiz deu sequência ao lance, saiu pela linha de lado. Ou seja, o Vasco não havia perdido a posse da bola com a queda de Abuda.
O juiz mandou cobrar o lateral e William recebeu a bola. O que fez? agiu com flerplei. Tocou a bola pra lateral. Apressado, Fagner retomou a bola antes que ela saísse e começou jogada de contra-ataque. William o pressionou e roubou-lhe a bola.
Na sequência, William entrou pela área e pra fazer o gol, porém foi travado pelo próprio Fagner. O lance seguiu do outro lado do gramado, ao contrário de onde a jogada anterior se desenvolvera.

AÍ, 43s DEPOIS...

Lucas Silva pegou o rebote e lançou Ricardo Goulart. Este tabelou com Egídio. Nessa altura, 43 segundos depois, Lucas Silva já havia se colocado à meia-esquerda, ao lado de Egídio. Recebeu a bola, driblou o adversário e mandou o petardo. No ângulo, golaço. O chorão Dorival Júnior reclamou, porque reclama de tudo. Falou até que William fora sacana naquele lance lá de trás, 43 segundos antes. Juninho Pernambucano condenou-o como "malandro do futebol".
Os cruzeirenses riem até hoje. Antes de alegria, hoje de deboche. Coisas de cariocas. Até no Jornal da Globo, Luiz Roberto apresentou o lance, com importância capital, como se discutisse um lance importante no resultado final do jogo. Coisa própria da Globo quando quer fazer favor a algum amigo. Do Rio de Janeiro, claro!

INTERESSANTE MESMO

É que a Rede Globo, nos seus programas esportivos de rede, não tenha se interessado em valorizar os belos gols desta partida, a mais sensacional do Brasileiro. Só Lucas Silva marcou dois, sendo o segundo uma pintura de chute de fora da área. Lucas tem apenas 20 anos. O menino Willie, 19 anos, infernizou a vida dos zagueiros cruzeirenses e marcou, também, duas vezes. O primeiro deles, um lindo petardo da intermediária, no ângulo do goleiro Fábio.
E a falta cobrada por Júlio Baptista? Imaginem que ele estivesse com a camisa do Vasco, na feitura daquele belo gol, no ângulo. Como seria destacado o lance? Superaria o casa do flerplei? Não creio, porque a Globo estava focada em desmoralizar o rapaz cruzeirense, que chegou há alguns dias de fora, e tem mandado bem no ataque do Cruzeiro. Só posso imaginar assim.

PERDAS NA SELEÇÃO

A turma da balada, que gosta mais da noite do que de treinar, onde Fred tem cadeira cativa, perde espaço na Seleção Brasileira de Felipe Scolari. O atacante tricolor foi cortado da convocação pro jogo de sábado e da outra terça-feira. Voltou a calçar seus chinelinhos na concentração do Fluminense.
Alexandre Pato foi chamado pro lugar dele. É outro que não merece muita confiança nesse aspecto físico.
Nesta terça-feira, mais dois cortes foram anunciados: Daniel Alves e Hulk. O primeiro com tendinite, mas jogou pelo Barcelona no último final de semana. Hulk, com dores musculares, não joga desde 17 de agosto. Será que Felipão e sua turma não sabiam disso, em plena era da internet? Céus!

ETERNAS COBRANÇAS

Enquanto o Galo ficar se cobrando, ou sendo cobrado, de desempenho no Campeonato Brasileiro idêntico ao da Copa Libertadores não vai conseguir nada na vida. São duas situações diferentes, na qual uma delas destaca como a vitória empurra pra debaixo do tapete as imagens ruins.
Ou ninguém mais se lembra do sufoco que o Atlético passou nos jogos contra o Tijuana, Newell's e Olímpia, no Horto, pra chegar ao título?
Não foi nada maravilhoso, como parece agora. A fase de ouro foi a primeira, com a classificação sem problema e de sobra na conquista dos jogos decisivos em casa. Por causa disso, o título veio, com a ajuda dos deuses do futebol e de São Victor, e da estrela de Guilherme. O time teve péssimas atuações no Horto.

COMO TÁ AGORA

O que se vê agora é uma sequência de tudo aquilo, porém envelopado pelo título que sempre é citado pra esconder a verdade. O Galo não tá nem na preparação pra Copa do Mundo inter Clubes, em Marrocos, no final do ano. O ambiente atual é de derrota pelos constantes insucessos no Brasileiro.
Ou o Atlético desde já blinda o time contra o Brasileiro e busca pontos, sem nenhuma fantasia - já tem a Libertadores de 2014 garantida e não chegará nunca à disputa do título nacional desde ano - e encara logo a disputa do mundial, que passaria a ser a maior conquista de sua sala de troféus. Ou perderá tudo.
Do jeito que vai não ganhará o mundial, corre o risco de não permanecer na série.
Até o narrador da Globo cansa a gente de tanto falar no "campeão continental" em qualquer lance de jogo, banalizando o título do Galo. Ou é estratégia pra desmontar a autoestima do time, tipo "campeão da Libertadores desclassificado pelo Goiás na Copa do Brasil", ou é chatice mesmo. Precisa criar ambiente próprio de vitórias, de bom astral.
Por exemplo: Bernard foi embora, porém Fernandinho chegou com futebol tão rápido e insinuante quanto o ex-ídolo. Ronaldinho Gaúcho tem feito boas partidas, apesar do time não vir bem. Recuperar logo Donizete e botá-lo pra jogar a fim de que ganhe ritmo de jogo antes do Mundial. Promover o reencontro de Jô com o gol. No Brasileiro, o artilheiro do Atlético não marcou um gol sequer.

OS GOLS SUMIRAM

Na sua trajetória vencedora no torneio continental, o Galo fez 14 jogos e marcou 29 gols, média de 2,07 por partida. No Brasileiro, perto da zona de rebaixamento, o Atlético fez 16 partidas e marcou 15 gols, ou seja, média de 0,93. Redução de 50%, destaca o Superesportes, entre uma competição e outra.
A lista de goleadores do Galo, no Brasileiro, apresenta um setor bem diferente daquele da Libertadores. O armador Ronaldinho Gaúcho, tido como excelente garçom, é o artilheiro com apenas três gols. Alecsandro, reserva, tem o mesmo número de gols. Tardelli e Rosinei, com dois, seguem abaixo. Depois vêm Leleu, Luan, Leonardo Silva, Dátolo, e até Bernard. Quédi o Jô? Não está na lista, não.

PIORES ATAQUES

Este é o resumo do comentário que odiei fazer e que gostaria de evitar até o fim do ano. Resume, também, a tese do que escrevi sobre a falta de autoestima. O pior ataque do Brasileiro é o do Náutico, com apenas nove gols. Depois, Atlético e São Paulo, com 15, são os piores. Os três clubes têm jogos a menos pra cumprir. São Paulo e Náutico estão no buraco negro. E o Galo cisca ali por perto.  


Um comentário:

  1. Olá, Flavio!
    Não canso de descer a lenha nesse atual, mentiroso, futebol carioca. Sempre faço singelas homenagens a eles lá no meu blog, www.assuntodofutebol.com.br

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