quarta-feira, 11 de setembro de 2013

CRUZEIRO QUEBRA ESCRITA DO GOIÁS NO SERRA DOURADA E SOBE MAIS NA LIDERANÇA

Foi difícil a virada no Serra Dourada. Fábio fez uma defesa impossível num chute de Hugo e tomou duas bolas na trave; as substituições de Marcelo Pacote Oliveira resultaram em nada - Dagoberto e Anselmo Ramon foram zero à esquerda - mas uma delas funcionou: Maike no lugar de Ceará.
Num contra-ataque, Maike foi ao fundo e voltou pra William fazer o seu segundo gol e o da vitória por 2 a 1. O time conseguiu vencer e subir mais na liderança, agora com 43 pontos, porque tá iluminado e tem bons valores. Mas a teimosia de Pacote quase põe tudo a perder.
O técnico inventou uma formação tática com um monte de gente no meio-campo e William se movimentando na frente. Alisson, a surpresa, estava bem e foi sacado no intervalo pra entrada de Anselmo Ramon, outra surpresa no banco, no lugar de Vinícius Araújo que caiu em desgraça (?) com o técnico celeste.
Ninguém entendeu nada: nem a substituição, nem a presença de Anselmo Ramon e nem a ausência de Vinicius.

GOLS DO PRIMEIRO TEMPO

O Goiás fez 1 a 0.  Bobeira geral dos grandões da defesa azul. Hugo lançou por cima a Ramon, que livre, cabeceou pra Renan Oliveira, também livre, vencer Fábio. Os gigantes  apenas olharam a manobra do Goiás.
A melhor jogada do Cruzeiro foi a troca de passes rápida entre Everton Ribeiro, Ricardo Goulart e Alisson que deixou William livre na cara do goleiro Renan pra empatar, aos 38m.

APERTO E VIRADA

No segundo tempo, aos 15m, o bicho comichão baixou de novo no treinador cruzeirense que botou Dagoberto no lugar de Ricardo Goulart. Que besteira!
O Goiás passou a mandar na partida e a sorte de Fábio apareceu: tabela entre Hugo e Renan Oliveira, com Hugo acertando a trave esquerda.
Lucas Silva, principalmente, era o destaque do meio-campo e nem assim anima Marcelo a lançar os outros garotos.
Anselmo Ramon foi o pior dos piores centroavantes que Pacote usou. Ele sabe disso, porque teve experiências anteriores, mas insiste em proteger o atacante. Como protege Ceará.
Aliás, foi na saída do titular que o Cruzeiro, então dominado pelo Goiás, virou o jogo. Num contra-ataque, Maike foi ao fundo e voltou pra William fazer 2 a 1, aos 27m. Faltava, ainda, muito tempo. O Goiás ficou meio nocauteado em pé e o Cruzeiro teve chances perdidas com William e Dagoberto.
Porém, de novo foi salvo pela trave. Falta boba de Nilton na entrada da área e Davi chutou na trave de Fábio.
O bom número de torcedores azuis gritou logo: pode acabar, Sr. Juiz, que bola ali não entra mais. E não entrou.

SÁVIO DE OLHO NA ARENA

Tenho em mãos o jornal informativo das atividades do deputado Sávio Souza Cruz. Não o conheço a não ser por meio dos elogios às suas posições oposicionistas e nas denúncias das mentiras que os ocupantes da Cidade Administrativa e do Palácio da Liberdade.
Sávio combate a situação que nos últimos anos, insiste em propagandear nos órgãos de comunicação serviços e obras de papel apenas.
O deputado, coberto de razão, entende que "as verbas publicitárias querem apenas calar a oposição em Minas ". E obtém sucesso, conforme sustenta Sávio Souza Cruz, porque " a partir de 2003 foi implantado pelo Executivo estadual um sistema de marketing oficial irrigado por verbas poderosas."

MAIS DENÚNCIAS

Outras denúncias existem no jornalzinho do gabinete do deputado, todavia a que me chamou mais a atenção foi a que tem por título "Minas Arena complica situação do Mineirão".
Aleluia! Imaginei que eu ficaria malhando em ferro frio, sem qualquer eco nas camadas políticas. Tá aí. Um deputado atento aos desmandos da Minas Arena. Leiam o que o jornal do deputado Sávio Souza Cruz publica:
"Depois de dois anos e meio fechado para reforma,o Mineirão foi palco de uma estreia desastrosa dia 3 de fevereiro. Além disso, apresentava indícios de desrespeito às regras de licitação para escolha das construtoras, sinais de superfaturamento das obras, irregularidades na PPP com a Minas Arena e falta de transparência no contrato com o Cruzeiro.
A concessionária, contratada por meio de uma PPP pelo prazo de 27 anos, prorrogáveis por até 35 anos, conta com uma contrapartida inacreditável: tem a garantia de lucro líquido mensal de R$ 3,7 milhões ao mês. Se o estádio não gerar esse lucro, o Governo do Estado paga a conta.
Uma audiência pública realizada em 16 de abril na ALMG permitiu debater as violações ao Estatuto de Defesa do Torcedor e os inúmeros problemas registrados na reabertura do Mineirão".
Trincheira: se o deputado apertar, ou espremer mais ainda essa laranja podre, outras coisas feias aparecerão.

POBRE FORA DO MINEIRÃO

Na verdade, o torcedor comum, aquele que tirava do seu mísero salário os trocados que lhe permitiam ir ao Mineirão torcer por seu time do coração, tá fora do estádio.
Talvez não consiga nem passar pela praça sem árvores que planejaram no lugar do estacionamento.
Acabaram com as cabines de imprensa, derrubaram a parede que mantinha os nomes dos valorosos homens da crônica esportiva que lutaram durante anos pela construção e manutenção do Mineirão.
Acabaram com as gerais e o ingresso no valor de 10% do salário mínimo, previsto em lei estadual, acabou. Pobre tem que ficar na frente da televisão, só pros jogos de fora. Nos jogos daqui, terá que morrer no tal"pagar-pra-ver" que enche os cofres da Globo.Outra opção de rico, porque pobre não pode pagar o absurdo cobrado. Ou então vai prum boteco perto de casa, toma umas cervejas e vê seu time jogar.
A pretensão do governador Anast-azia e do seu tutor, Aécio Never, é acabar com o futebol brasileiro. Estão perto de conseguir seu objetivo.
Continue na luta, deputado Sávio Souza Cruz. Nem tudo tá perdido!

PROTEÇÃO AO EIXO

A CBF definiu as punições do Vasco e do Corinthians  pela briga de torcedores no confronto em Brasília, no dia 25 de agosto. Bem menos do que se esperava pela moralização do futebol.
O Vasco da Gama jogará em São Januário contra o Internacional e o Fluminense de portões fechados. O clube ainda espera a absolvição em recurso no STJD, sem data pra novo julgamento.
Vasco e Corinthians foram denunciados no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata de deixar de tomar providências capazes e prevenir ou reprimir desordens ou invasão do campo.
As penas variam de uma a dez partidas de punição, disputa dos jogos com portões fechados e multa de R$ 100 a R$ 100 mil. O Vasco, mandante do jogo, também respondeu ao artigo 191, por ter responsabilidade sobre a segurança dos torcedores. A pena, nesse caso, variava entre R$ 100 e R$ 100 mil.
No entanto os dois clubes ganharam efeito suspensivo parcial do STJD. As penas seriam quatro partidas com portões fechados, mais multa de R$ 50 mil. O STJD só concedeu a anulação parcial, que é automática quando a punição ultrapassa dois jogos.

E alguém esperava algo diferente contra o poderoso Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, e o xodó da TV Globo, Corinthians Paulista?

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