quarta-feira, 11 de setembro de 2013

CURTIR NADAL É MUITO BOM


Pra desopilar o fígado, cansado de jogos ruins, de cabeças de bagre valorizados como craques, de falsos jogos coletivos, de fracassos individuais, de atletas sem reação, sem amor ao que fazem, nada melhor do que assistir uma partida de tênis.
Como a decisão do US Open, entre os dois gênios atuais do elitizado esporte: Rafael Nadal e Novak Djokovic. Um espetáculo que nenhum dinheiro paga.
Minto de novo: pelo qual o amante do esporte paga preço equivalente a três vezes o ingresso mais caro do futebol. Mas vale a pena!

TEMPORADA IMPECÁVEL












Rafael Nadal, atual número 2 do ranking da ATP, venceu o número 1,  Novak Djokovic, por  3 sets a um. Novak apareceu de repente no circuito do tênis desbancando as feras que dominavam o espaço, como o suíço Roger Federer.
Sua subida ao topo era prevista pra qualquer instante e aconteceu em 2012, num período em que Nadal sofria reveses dentro e fora das quadras, abatido por sérios problemas médicos e Federer estava cansado, disposto a aposentar.
Rafael Nadal agora bicampeão do US Open (2010 e 2013), na final em Flushing Meadows, Nova York, coroou uma temporada brilhante.
Havia ficado fora das grandes conquistas, caiu no ranking e após dois anos regressa melhor do antes. Mais maduro, menos aventureiro e mais consistente na ação de sua fulminante esquerda.  

REI DO SAIBRO E DA QUADRA DURA


Antes apenas rei do saibro, o Touro Miúra, como toda a Espanha o louva, após encerrada a partida deitou na quadra dura, que o aterrorizava antes nas decisões importantes, e chorou bastante.
Tamanha emoção fez a Rainha Sofia, que a Nova Iorque acompanhar a decisão, chorar também, contudo, disfarçadamente.
O que encanta numa partida de tênis, além da apurada técnica individual de cada atleta de ponta, é que ele é um solitário na quadra.  As decisões que tiver de tomar em algum instante da partida cabem apenas a ele.
Não há sopro ou indicação do técnico, impedido até de chegar à beira da quadra. Não há radinho de comunicação nem nos intervalos.
Eles, os dois adversários, são combatentes isolados. Podem quando antecipar as raquetadas alheias, num jogo de adivinhação que parte no balanceio do corpo do adversário.

NOVO SONHO

Depois de realizar o sonho de trabalhar numa Copa do Mundo - participei de três mais o Mundialito - e de varar o mundo de um lado a outro lado, onde aqui é dia,  no Japão é noite, sonho agora ver Rafael Nadal.
Assistir o Miúra espanhol, ao vivo, em outra decisão tipo US Open. Contra adversário da mesma categoria que Novak Djokovic, ou Roger Federer.
Sua temporada atual é pra lá de expressiva. São quatro títulos na quadra dura - já , já também o rei das quadras duras - (Masters 1.000 de Indian Wells, de Montreal e de Cincinnati e o US Open).
A invencibilidade dele neste ano chegou a 22 partidas. Além dessa façanha, ele foi campeão de seis torneios no saibro: Aberto do Brasil, ATP de Acapulco, ATP de Barcelona, Masters 1.000 de Madri e de Roma e Roland Garros, completando 10 títulos em 2013.
O triunfo no US Open significou o 60º título de simples da carreira de Nadal. É também o 13º Grand Slam conquistado pelo espanhol.
Ele se distanciou de Roy Emerson e é o terceiro tenista masculino com mais títulos entre os quatro torneios mais importantes do circuito (Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open).
O Touro Miúra só é superado por dois outros gênios impagáveis:  Roger Federer (17) e Pete Sampras (14).

CAMPEONATO BRASILEIRO


Na próxima coluna falo do jogo Goiás x Cruzeiro, no Serra Dourada, e da partida que o Atlético fará nesta quinta-feira, no Horto, contra o Coxa do Alex Talento, confirmadíssimo, pro duelo espetacular com Ronaldinho Gaúcho. Não pude suportar a alegria do tênis e se abri pequeno espaço pra Seleção Brasileira é porque, também, não suportei a alegria de ver a resposta de Neymar aos brucutus portugueses. Azar deles se Cristiano Ronaldo não jogou. 

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