domingo, 15 de setembro de 2013

FALTOU SÓ UM GOLZINHO NO JOGO DA VILA BELMIRO

 

A vitória do Atlético sobre o Grêmio,(1 a 0, gol de Fernandinho) na Arena de Porto Alegre, foi ótima pro próprio time, em plena reação no Campeonato Brasileiro, antecipando o segundo turno bem diferente do primeiro, quando a equipe campeã sul-americana foi parar na zona do rebaixamento.

Foi excelente, também, pro Cruzeiro que viu o Grêmio afastar-se de seus calcanhares de líder do Brasileiro. A rodada só não foi melhor porque o Botafogo bateu o Santos (2 a 1) na Vila Belmiro e ratificou sua condição de perseguidor implacável dos azuis.

O Peixe chegou a levar 2 a 0 e reagiu a partir dos 25m do segundo tempo. Faltou, entretanto, aquele golzinho de empate que seria mamão com açúcar pros celestes. E botaria mais lenha, ainda,  na fogueira do confronto da próxima quarta-feira, no Mineirão, quando o Cruzeiro recebe o Botafogo.

 PRIMEIRO PASSO

 O primeiro passo pra se manter na liderança distante dos concorrentes diretos o Cruzeiro deu no sábado, com enorme dificuldade, ao vencer o Atlético Paranaense pelo placar de 1 a 0, gol de Nilton, escorando de pé direito uma bola de escanteio cobrado por William.

Podia ter sido com placar melhor não fosse a interferência da arbitragem: com apoio da assistente que corria embaixo das cadeiras da torcida cruzeirense, o árbitro anulou gol legítimo de Ricardo Goulart, sob alegação de impedimento. Com certeza, a diretoria celeste gravou o lance e vai apresentá-lo à Comissão de Arbitragem pra que puna a dupla de trapalhões.

Fábio foi privilegiado expectador da partida, apesar do Atlético Paranaense, ainda no G-4, em quarto lugar, ter passado a impressão que dominava a partida em certos momentos. Que nada! Apenas rodava a bola e não passava por Lucas Silva e Nilton, os melhores da equipe.

TIME BEM MARCADO

Bem marcado, Everton Ribeiro apareceu pouco. Maike, também, pareceu nervoso na marcação de Ederson, o artilheiro do campeonato. Egídio outra vez errou passes demais e marcou mal.

A dupla da zaga esteve firme, com Dedé ainda em alguns lances meio atrapalhado. Mas um dos lances mais bonitos de contra-ataque foi com ele. Arrancou pela direita e colocou Ricardo Goulart na cara do gol. Este atrapalhou-se todo e perdeu o lance. Bruno Rodrigo foi muito bom. William outro destaque, secundado por Ricardo Goulart, porém Borges não me agradou. Alisson e Júlio Baptista que entraram aos 20m do segundo tempo melhoraram o time que teve boas oportunidades desperdiçadas na cara do goleiro adversário.

A vitória foi de pequeno placar, porém importante e encheu de esperança o excelente público que compareceu ao Mineirão. Pelo visto, contra o Botafogo, nesta quarta-feira, o Mineirão ficará lotado e a venda antecipada já está correndo.

 LUTA PELO TÍTULO ESQUENTA

 Falta jogo pra encardir! Foi cumprida apenas a 21ª rodada, ou a primeira do returno. Serão disputadas, ainda, 18 rodadas, ou seja,54 pontos. Os mestres do assunto de previsão jogam pela projeção dos números.

A Trincheira sabe apenas que a coisa esquenta e que o Cruzeiro, desacreditado por muitos, inclusive por este filho do Sodico, é franco favorito.

A vitória frente ao Atlético Furacão colocou o time de Pacote bem à frente, com 46 pontos, em 21 jogos; são 14 vitórias e saldo de 26 gols. Uma invejável campanha.

O Botafogo não permitiu que ele se distanciasse mais e derrotou o Santos, na Vila Belmiro, por 2 a 1. Fez 42 pontos em 21 partidas, 12 vitórias e saldo de 13 gols.

O Grêmio não conseguiu subir, porque o Galo não deixou. Ficou com 37 pontos, em 21 jogos, 11 vitórias e saldo de 8 gols.

Ainda no G-4, o Atlético Furacão tem 36 pontos, em 21 jogos, 9 vitórias e saldo de 9 gols.  No quinto lugar, está o Internacional, com 34 pontos, 21 jogos, 8 vitórias e saldo de 6 gols.

GALO VINGADOR DE VOLTA

 Vencer o Grêmio em Porto Alegre, em qualquer circunstância não é tarefa das mais fáceis. Quem tinha dúvida, após aquele primeiro tempo do jogo contra o Coritiba (3 a 0), com certeza já não duvida tanto que o Galo Vingador tenha  reencontrado sua inspiração perdida, momentaneamente, após o título da Libertadores.

Não importa se passou por sufoco diante do Grêmio ou se Victor foi a melhor figura em campo, com defesas espetaculares. Importa é que o Galo trouxe três pontos de Porto Alegre e botou a crista outra vez pro alto.

Exatamente como a Trincheira recomendou há dias. Que a Comissão Técnica e a diretoria fizessem um trabalho junto aos atletas e à torcida no sentido de convocá-los à empreitada do mundial. Que todos focassem os jogos do Brasileiro como treinos de luxo. Isso mesmo: treinos de luxo! Sem nenhuma arrogância.

DOIS TIMES EM UM

Que nas viagens longas e cansativas, viajaria uma equipe sem a base principal. Nos jogos em Beagá, o time entraria completo pra manter a pegada, o ritmo e a consciência vencedora. Todavia, com a cabeça sempre virada pra Marrocos.

Passou aquela necessidade de tirar o Atlético lá do fundo, de reativar as esperanças na torcida e de aumentar a autoestima dos atletas.

Não existe mais dúvida de que nenhum tempo foi perdido, e que a ressaca do título já passou. A torcida voltou ao "eu acredito", e que Bernard, grande ídolo, tornou-se dolorida página virada.

O tempo agora é de Fernandinho, autor do gol contra o Grêmio e das mais importantes jogadas contra o Coxa.

DECISÃO NO MINEIRÃO

 Não sou eu quem disse. Foi o Seedorf, logo após a vitória sobre o Santos (2 a 1), na Vila Belmiro e respondendo uma pergunta sobre o duelo desta quarta-feira:

"Quarta-feira será uma final. Mas temos que ter em mente que teremos outros 17 jogos depois no campeonato. Hoje (domingo) fizemos os gols nos momentos certos. Precisamos, a cada jogo, seguir tentando o máximo possível".

Ainda bem que ele fez questão de frisar que o vencedor, qualquer que seja ele, terá na frente ainda mais 17 jogos pra cumprir na tabela. De qualquer forma, Seedorf tá certo: o jogo cheira a decisão.

 

 

 

Flávio Anselmo - 15-9-13

 

A vitória do Atlético sobre o Grêmio,(1 a 0, gol de Fernandinho) na Arena de Porto Alegre, foi ótima pro próprio time, em plena reação no Campeonato Brasileiro, antecipando o segundo turno bem diferente do primeiro, quando a equipe campeã sul-americana foi parar na zona do rebaixamento.

Foi excelente, também, pro Cruzeiro que viu o Grêmio afastar-se de seus calcanhares de líder do Brasileiro. A rodada só não foi melhor porque o Botafogo bateu o Santos (2 a 1) na Vila Belmiro e ratificou sua condição de perseguidor implacável dos azuis.

O Peixe chegou a levar 2 a 0 e reagiu a partir dos 25m do segundo tempo. Faltou, entretanto, aquele golzinho de empate que seria mamão com açúcar pros celestes. E botaria mais lenha, ainda,  na fogueira do confronto da próxima quarta-feira, no Mineirão, quando o Cruzeiro recebe o Botafogo.

 

PRIMEIRO PASSO

 

O primeiro passo pra se manter na liderança distante dos concorrentes diretos o Cruzeiro deu no sábado, com enorme dificuldade, ao vencer o Atlético Paranaense pelo placar de 1 a 0, gol de Nilton, escorando de pé direito uma bola de escanteio cobrado por William.

Podia ter sido com placar melhor não fosse a interferência da arbitragem: com apoio da assistente que corria embaixo das cadeiras da torcida cruzeirense, o árbitro anulou gol legítimo de Ricardo Goulart, sob alegação de impedimento. Com certeza, a diretoria celeste gravou o lance e vai apresentá-lo à Comissão de Arbitragem pra que puna a dupla de trapalhões.

Fábio foi privilegiado expectador da partida, apesar do Atlético Paranaense, ainda no G-4, em quarto lugar, ter passado a impressão que dominava a partida em certos momentos. Que nada! Apenas rodava a bola e não passava por Lucas Silva e Nilton, os melhores da equipe.

 

TIME BEM MARCADO

 

Bem marcado, Everton Ribeiro apareceu pouco. Maike, também, pareceu nervoso na marcação de Ederson, o artilheiro do campeonato. Egídio outra vez errou passes demais e marcou mal.

A dupla da zaga esteve firme, com Dedé ainda em alguns lances meio atrapalhado. Mas um dos lances mais bonitos de contra-ataque foi com ele. Arrancou pela direita e colocou Ricardo Goulart na cara do gol. Este atrapalhou-se todo e perdeu o lance. Bruno Rodrigo foi muito bom. William outro destaque, secundado por Ricardo Goulart, porém Borges não me agradou. Alisson e Júlio Baptista que entraram aos 20m do segundo tempo melhoraram o time que teve boas oportunidades desperdiçadas na cara do goleiro adversário.

A vitória foi de pequeno placar, porém importante e encheu de esperança o excelente público que compareceu ao Mineirão. Pelo visto, contra o Botafogo, nesta quarta-feira, o Mineirão ficará lotado e a venda antecipada já está correndo.

 

LUTA PELO TÍTULO ESQUENTA

 

Falta jogo pra encardir! Foi cumprida apenas a 21ª rodada, ou a primeira do returno. Serão disputadas, ainda, 18 rodadas, ou seja,54 pontos. Os mestres do assunto de previsão jogam pela projeção dos números.

A Trincheira sabe apenas que a coisa esquenta e que o Cruzeiro, desacreditado por muitos, inclusive por este filho do Sodico, é franco favorito.

A vitória frente ao Atlético Furacão colocou o time de Pacote bem à frente, com 46 pontos, em 21 jogos; são 14 vitórias e saldo de 26 gols. Uma invejável campanha.

O Botafogo não permitiu que ele se distanciasse mais e derrotou o Santos, na Vila Belmiro, por 2 a 1. Fez 42 pontos em 21 partidas, 12 vitórias e saldo de 13 gols.

O Grêmio não conseguiu subir, porque o Galo não deixou. Ficou com 37 pontos, em 21 jogos, 11 vitórias e saldo de 8 gols.

Ainda no G-4, o Atlético Furacão tem 36 pontos, em 21 jogos, 9 vitórias e saldo de 9 gols.  No quinto lugar, está o Internacional, com 34 pontos, 21 jogos, 8 vitórias e saldo de 6 gols.

 

GALO VINGADOR DE VOLTA

 

Vencer o Grêmio em Porto Alegre, em qualquer circunstância não é tarefa das mais fáceis. Quem tinha dúvida, após aquele primeiro tempo do jogo contra o Coritiba (3 a 0), com certeza já não duvida tanto que o Galo Vingador tenha  reencontrado sua inspiração perdida, momentaneamente, após o título da Libertadores.

Não importa se passou por sufoco diante do Grêmio ou se Victor foi a melhor figura em campo, com defesas espetaculares. Importa é que o Galo trouxe três pontos de Porto Alegre e botou a crista outra vez pro alto.

Exatamente como a Trincheira recomendou há dias. Que a Comissão Técnica e a diretoria fizessem um trabalho junto aos atletas e à torcida no sentido de convocá-los à empreitada do mundial. Que todos focassem os jogos do Brasileiro como treinos de luxo. Isso mesmo: treinos de luxo! Sem nenhuma arrogância.

 

DOIS TIMES EM UM

 

Que nas viagens longas e cansativas, viajaria uma equipe sem a base principal. Nos jogos em Beagá, o time entraria completo pra manter a pegada, o ritmo e a consciência vencedora. Todavia, com a cabeça sempre virada pra Marrocos.

Passou aquela necessidade de tirar o Atlético lá do fundo, de reativar as esperanças na torcida e de aumentar a autoestima dos atletas.

Não existe mais dúvida de que nenhum tempo foi perdido, e que a ressaca do título já passou. A torcida voltou ao "eu acredito", e que Bernard, grande ídolo, tornou-se dolorida página virada.

O tempo agora é de Fernandinho, autor do gol contra o Grêmio e das mais importantes jogadas contra o Coxa.

 

DECISÃO NO MINEIRÃO

 

Não sou eu quem disse. Foi o Seedorf, logo após a vitória sobre o Santos (2 a 1), na Vila Belmiro e respondendo uma pergunta sobre o duelo desta quarta-feira:

"Quarta-feira será uma final. Mas temos que ter em mente que teremos outros 17 jogos depois no campeonato. Hoje (domingo) fizemos os gols nos momentos certos. Precisamos, a cada jogo, seguir tentando o máximo possível".

Ainda bem que ele fez questão de frisar que o vencedor, qualquer que seja ele, terá na frente ainda mais 17 jogos pra cumprir na tabela. De qualquer forma, Seedorf tá certo: o jogo cheira a decisão.

 

 


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