segunda-feira, 2 de setembro de 2013

LUCAS SILVA APOIA, MARCA E FAZ DOIS GOLS, PRA TIRAR QUALQUER DÚVIDA DE PACOTE

  Lucas Silva, o melhor do jogo, comemora um dos seus dois gols. (Foto Alexandre Guzanshe -DA Press/EM)

Como se não bastassem as atuações seguras nas partidas anteriores, Lucas Silva resolveu oferecer outras surpresas ao treinador Marcelo Pacote Oliveira, no jogo contra o Vasco. Pra ver se acaba de vez com essa história de que o titular é Souza, amigo pessoal do treinador.
Exibiu toda sua personalidade, como nos tempos da Seleção Brasileira sub-20, capitão da equipe, e arriscou dois chutes de fora da área. Foram dois golaços que tiraram o Cruzeiro de tremendo sufoco.
A formação tática do Cruzeiro no primeiro tempo,  se era aquela sonhada por Pacote, preocupou a torcida no Mineirão.O gol de William, aos 30 segundos, abalou o Vasco só no momento.
A equipe de Pacote tinha buracos demais na defesa, pelos lados, e os cariocas deitaram e rolaram com Fagner e Willie, nas costas de Egídio. Um lado pra ser assistido por William ou Júlio Baptista. Nenhum fez seu dever.
Willie empatou. aos 18m, chutando de fora da área, no ângulo de Fábio. Belo gol, sem defesa.  E quase passou à frente, após uma confusão na área, com Fábio saindo mal e perdido no meio do bolo. Dedé salvou em cima da linha.

GOLS ÁS PENCAS

Everton Ribeiro, de novo omisso, marcou aos 25m, num rebote de chute de Júlio Baptista, porém o gol foi anulado por impedimento. Lucas Silva mostrou sua cara de chutador e artilheiro aos 32m, mandando ver de fora da área, no canto baixo do goleiro Diogo: 2 a 1, Cruzeiro. O placar não passava nenhuma confiança.
Mesmo com o gol de Julio Baptista, aos 38m, cobrando bem a falta sofrida por Everton Ribeiro, e fazendo 3 a 1, eu ainda me sentia inquieto.
A razão veio no minuto seguinte após o gol de Julio Baptista: boa jogada de Fagner, pela direita, em cima de Egídio e o Cruzamento pra área. No lance, André foi de peixinho e antes da chegada de Bruno Rodrigo tirou a bola do alcance de Fábio.
Aliás, o excelente goleiro azul tava meio inseguro no jogo. Novo empate aconteceu aos 43m, com o chute cruzado de Willie. A bola bateu na trave direita antes de entrar. 3 a 3, só no primeiro tempo. Jogaço no primeiro tempo.

CONTINUOU BOM

Faltava algo pra tornar mais compacto o time celeste. Lucas Silva marcava, tocava e fazia gol, mas praticamente sozinho. Marcelo Oliveira optou por Henrique como outro volante e mais adiantado. Não deu certo. Henrique não cobriu ninguém e deixava a zaga entregue à fúria vascaína.
Júlio Baptista cumpria uma atuação meia boca. Pesadão, tornava pesado o time cruzeirense e não entrava como centroavante. Faltava, também, este homem ao time. Ricardo Goulart sentia-se peixe fora dágua, como centroavante.
Como sempre faz, Pacote não mexeu no time no intervalo e resolveu manter aquele que considerava o ideal. A coisa apertou e a torcida resolveu cobrar. Gritou o nome de Dagoberto e foi atendida. Aos 13m, entrou Dagoberto e - eu diria - mudou bem o estilo do jogo.
Atuou pelo lado esquerdo, prendeu Fagner e deixou Willie sem assistência. Lucas Silva foi adiantado pra segundo volante e Henrique caiu pela direita. Fechou aquele setor.
Tava complicado, também, porque os dois volantes haviam levado cartões. Aos 16m, veio luz à cabeça de Pacote, ainda que com atraso, e ele colocou Vinícius Araújo.  Não demorou muito e agora pela meia direita, Lucas Silva soltou outro petardo, no ângulo esquerdo, novamente sem defesa pro goleiro vascaíno. 4 a 3, Cruzeiro.
Depois, o Cruzeiro recuou, enquanto o Vasco enchia seu time de atacantes. Aos 40m, belo contra-ataque pela direita, Ceará lança Ricardo Goulart, na entrada da área, e ele toca de lado pra Vinicius Araújo marcar 5 a 3 e aliviar a vida de Marcelo Oliveira. Entusiasmado, então, com a meninada, Pacote resolveu até colocar mais um em campo: botou Alisson e sacou William.

DAGOBERTO FAZ FEIO

Desde que entrou em campo, Dagoberto mostrou que estava esquentado. Participou de tudo e distribuiu pancadas a torto e a direito. Por fim. faltando poucos segundos pro término da partida, o experiente jogador cometeu erro infantil. Chutou Fagner por trás, com violência e recebeu cartão vermelho direto. 
O que é isso, Dagoberto? Ou ele estava ameaçado com dois cartões e tentou provocar o terceiro, mas errou na proporção, ou queria mesmo voltar à boa vida dos chinelinhos.

JOGO DE GOIÃNIA

Eu deveria comentar o jogo de sábado, Goiás 0 x 0 Atlético, neste blog, no domingo. Mas uma gripe danada me derrubou. Deixei pra hoje e o assunto fica bem superado, até porque vocês já leram e ouviram e viram diversos comentários sobre a partida.
Penso que o resultado foi ruim pro time de Cuca, em que pese a ausência de vários titulares. O jogo foi igual, chances dos dois lados.
O Atlético contou com a vantagem de 11 contra 10 a partir dos 27m do segundo tempo, quando o lateral Vitor foi expulso. Não soube tirar proveito da situação. Fernandinho foi bem ativo no primeiro tempo, criou boas jogadas pela esquerda, mas sumiu no segundo. Cansaço. O domínio do primeiro tempo foi atleticano, mas exagerou nos erros dos últimos passes.
O Goiás voltou na fase final assustando. Hugo, vaiado pela torcida, mandou uma bola na trave, de cabeça e depois obrigou a Victor praticar excelente defesa. Aos 18m, Cuca tirou Guilherme e entrou com Jô, dando um pouco mais de gás á equipe.
Não era dia do Galo: nem as entradas posteriores de Berola no lugar de Luan e Rosinei no de Pierre resolveram alguma coisa. 0 empate de 0 a 0 foi justo.

KAKÁ DE VOLTA


Kaká (foto)  tá de volta ao Milan, emprestado pelo Real Madrid, de graça, por duas temporadas. Esta decisão derrubou os sonhos de vários clubes brasileiros que esperavam contar com o craque ainda este ano. Kaká já se apresentou em Milão.
Os valores oficiais não foram divulgados.Kaká, contratado pelo Real Madrid em 2009 por 65 milhões de euros (R$ 205 milhões, nos valores atuais), foi liberado sem custos pelo clube espanhol. Ele foi emprestado por duas temporadas, e a equipe italiana pagará  os salários do jogador.
Kaká aceitou reduzir seus salários pra voltar à Itália – de dez milhões de euros (R$ 31,5 milhões) por temporada pra 4 milhões de euros (R$ 12,5 milhões) anuais. Qual clube teria condições de pagar isso aqui no Brasil?

 BALE NO REAL


Enquanto se livrava dos altos vencimentos de Kaká, o Real Madrid enfrentava outra frente de contratações e fechava com o meio-campista galês Gareth Bale, do Tottenham Hotspur, numa transação de 91 milhões de euros, cerca de R$ 285, 8 milhões. Bale estava na mira de vários clubes milionários da Europa, mas os merengues chegaram na frente. Inclusive do seu maior rival, Barcelona.

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