domingo, 27 de outubro de 2013

ATÉ TU, BOB?




 Penso que o narrador do Sportv, Luiz Carlos Júnior, menino bom, educado, com o qual tive excelente convivência por cinco anos, ou até quando me tolerou a arrogância do marmota do Manduca, filho do saudoso poeta da bola, Armando Nogueira, queira criar na emissora uma só linha de conceito: a sua.  
Ele não era assim. Fiz  centenas de jornadas como seu comentarista e não captei nele nenhum porte de soberba, que me levasse a emitir opiniões iguais às suas, como faz agora atrás daqueles sorrisos forçados que demonstra atualmente.
Talvez porque naquela época ele estivesse, ainda, em início da carreira, vindo de Brasília. Bem longe do deslumbramento e do estrelismo de quem se acha a cara do Sportv.

CAMINHO ERRADO

Tenho o maior respeito por opiniões diferentes das minhas. Só não aguento o cinismo. No jogo contra o Criciúma, Luiz Carlos, como faz com Lédio Carmona, induziu Bob Faria - outro menino que prezo bastante, porque fui amigo de seu  pai e o vi crescer na imprensa como excelente comentarista-  a cometer erros de opiniões parciais.
Como não deixa ninguém falar, Luiz Carlos Júnior tece, feito perigosa aranha, uma teia de opiniões contrárias ao sucedido e induz o comentarista a acompanhá-lo.
Resultado: ele e Bob formaram impressionante dupla de secadores do Cruzeiro.

TIRO NÁGUA

A desnecessária tentativa de comprometer a arbitragem como responsável pela virada de 5 a 3 do Cruzeiro sobre o Criciúma foi tiro nágua.O Cruzeiro venceu por 5 a 3, sem ajuda da arbitragem como os dois sugeriram o tempo todo.
Além disso, porque os deuses estão com os azuis, uma nova combinação favorável de resultados,  abriu  a vantagem de 12 pontos sobre o Botafogo, novo vice-líder, que derrotou o Galo, no Maracanã, por 1 a 0.
O Fogão passou o Grêmio, goleado pelo Coritiba,  no Couto Pereira (4 a 0) no saldo de gols, ambos com 53 pontos. Com os mesmos 53, o Atlético Furacão, que empatou (1 a 1) com o Bahia, em Salvador, e ocupa o quarto lugar, com o Goiás nos calcanhares.
Ou seja, por mais que os secadores gritem, esbravejem, não adianta. Os próprios adversários querem que o Cruzeiro seja tricampeão brasileiro, antecipado.

VIRADA NO CORAÇÃO

No que o Cruzeiro abriu 2 a 0, antes dos 10m, imaginei goleada pra espantar os maus fluídos de vez. Só que veio a reação dos barrigas verdes e a virada pra 3 a 2, em apenas 20 minutos.  
Me lembro de ter xingado às alturas o técnico Marcelo Pacote Oliveira pelas escalações de Ceará, Léo e Egídio.
Os três gols relâmpagos do Criciúma nasceram em cima deles. E de Fábio foi atrasado no gol de falta. Só que este tem crédito de sobra e pode falhar até o final do torneio.
Não é por falta de aviso: há tempos tenho dito que é absurdo Maike na reserva do Ceará e Egídio como titular. Só que do lado de Egídio, elenco não tem outro.
No caso de Léo, tem o menino Wallace, de estilo mais próximo ao de Bruno Rodrigo.
Se Marcelo não tivesse tanto receio de lançar gente nova, o ideal seria formar a defesa com três zagueiros - Dedé, Caveirão e Wallace.
Na volta de Bruno, tira o Caveirão e mantém os outros. Com Wallace na vaga de Egídio.

TURMA DO CHINELINHO

A reação do Cruzeiro no segundo tempo passou pela união do grupo e pela bronca nos vestiários.
Os 40 mil torcedores, decepcionados com o primeiro tempo, provocaram alguma mudança de postura dos chamados veteranos.
A turma do chinelinho sentiu que a hora exigia responsabilidade. Colocaram o coração na ponta das chuteiras. Chegava o momento de preparar a equipe da fotografia do título e da festa final do caneco. Não poderiam ficar de fora.

QUALIDADES ESCONDIDAS

Negar as qualidades individuais de Dagoberto e Borges é mijar no túmulo da sabedoria.
Quando os dois sentiram que a vaca ia pro brejo, com chifre e tudo,  e que a derrota pro Criciúma daria imenso prejuízo ao Cruzeiro decidiram jogar.
E como jogaram! Cada qual no seu papel tático. Borges, atacante fundo de campo, foi pra perto da meta adversária e marcar dois gols de oportunismo.
Dagoberto entrou na função de ajudar na marcação e puxar contra-ataques pela esquerda.
E, claro, de excelente finalizador de fora da área: marcou o gol desta forma e fechou sua atuação com a outra qualidade que lhe sobra: cobrar bem penalidades máximas.
Apenas Everton Ribeiro não precisou ser despertado. Já vinha de primeiro tempo muito bom, com gol e assistência.

VOLTEMOS AO SPORTV

Ah, voltemos os meus dois amigos do Sportv. Me desviei do assunto: sugestionado por  Luiz Carlos Junior, o comentarista Bob Faria achou injusta a expulsão de Sueliton, lateral do Criciúma, fator preponderante na virada cruzeirense. Errado.
A expulsão foi justa; ele mereceu o cartão amarelo por derrubar o cruzeirense que saia em contra-ataque, e como era o segundo amarelo recebeu o vermelho.
O juiz Hilton sei lá o quê Sampaio é ruim de fazer gosto, concordo. Mas não agiu premeditadamente, como deixaram entender. A falta existiu, sim senhores!
A expulsão do atleta do Criciúma não foi fundamental coisa alguma na virada cruzeirense. Contou, realmente, a voracidade e a vontade de vencer demonstradas pela equipe no segundo tempo.
As mesmas que teve  no início do jogo e que, por soberba, tirou-as do foco, permitindo a reação dos catarinenses por 20m, suficientes pra fazer 3 a 2.

CARA DE GOLEADA

Convém lembrar que após fazer 2 a 0, o Cruzeiro esteve perto dos 3 ou dos 4. Aí afrouxou a marcação, descuidou-se e levou três.
Voltou aceso, com Dagoberto e Borges, mais Everton Ribeiro jogando muito e despachou o Criciúma por 5 a 3.
Se estivesse com 11, levaria a goleada, também. E mais:  o pênalti do quinto gol existiu e antes não houve falta alguma de Júlio Baptista.
O Cruzeiro do segundo tempo, comandado desde o início por Everton Ribeiro, com Maike na direita, Lucas Silva multiplicando-se sozinho no meio, e Júlio Baptista (se Ricardo Goulart ficar de fora).
É o que a torcida gostaria de ver nos três jogos - Santos (fora), Grêmio (casa) e Vitória (fora) nos três jogos que separam a equipe do título de 2013
Agrade ou não, a dupla de secadores do Sportv.

PACOTE VIU JOGO

Tá bom, Pacote escalou mal o time com a insistência de Egídio, Léo e Ceará. Foi bem nas alterações durante a partida e na conversa rápida do vestiário.
Jogou a responsabilidade nas costas deles. Manteve Borges até o fim, porque foi bom psicólogo e sabia que o goleador estava pra explodir, forçado pelas pressões externas. Falou no ouvido dele: "Nós vamos virar esta partida e você tem tudo pra ser nosso herói. Agora é o momento de você e Dagoberto usarem suas experiências". Não deu outra!
Cada próximo jogo pro técnico Marcelo Oliveira será a decisão do título. São partidas complicadas e muito difíceis: o Santos na Vila Belmiro, o Grêmio humilhado pela goleada sofrida diante do Coritiba e o Vitória em busca de vaga no G-4 cheio de moral após derrotar o Fluminense ( 3 a 2) no Maracanã.

GALO DERROTADO

Treino de luxo. É assim que o Atlético tem de encarar a sua participação no restante do campeonato brasileiro. A derrota (1 a 0) pro Botafogo tem que ser encarada desta forma.
O jogo foi ruim, os cariocas tinham objetivo e o Galo apenas o cumprimento de tabela. Seu negócio mesmo até dezembro é a preparação pro Mundial. Neste próximo final de semana o Atlético recebe o Náutico, no Independência. Outro treino de luxo!









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