domingo, 13 de outubro de 2013

DERROTA PRO GALO DEIXA LÍDER CRUZEIRO EM ALERTA

 Perder clássico por 1 a 0, com gol anotado aos 47m do segundo tempo, ainda que dominado o tempo todo não é coisa anormal.
Não é a primeira vez que isso acontece ao Cruzeiro e nem será a última.
O que precisa, realmente, ser discutido na Toca da Raposa II entre o técnico Marcelo Pacote Oliveira e os atletas é o motivo da queda brusca da equipe nas duas derrotas seguidas. A primeira diante do São Paulo (2 a 0) na quarta-feira passada.

VITÓRIA E EMPATE

No mínimo o que a diretoria e a Comissão Técnica celeste, creio, calculava nessas duas partidas,  seria a conquista de mais quatro pontos: três sobre os são-paulinos e num provável empate com o Galo, no Horto.
Marcelo trabalhou por esse ponto de empate, por causa do tropeço do Grêmio contra o Fluminense (1 a 1), por medo do time de Cuca.
Sabia que mesmo sem Rever, Jô, Victor e Ronaldinho Gaúcho, o Galo é quase imbatível, no Horto.
Na prática esse receio foi visto. O Cruzeiro acovardou-se. Já havia sido dominada na quarta-feira pelo São Paulo, quando perdeu a invencibilidade de 12 jogos.
A dose foi repetida em maior intensidade diante do desfalcado time de Cuca.
Como no caso do duelo com Murici, do São Paulo, Marcelo Pacote, também, tomou nó tático do Cuca. Nenhuma reação dele conseguiu tirar o time da armadilha do arquirrival.

PRECE AOS DEUSES

E que o Cruzeiro, além do goleiro Fábio e dos zagueiros Léo e Bruno, agradeça, ainda, aos deuses do futebol - em que pese passar a impressão de ter perdido o apoio deles - por ter apanhado apenas de 1 a 0.
Fábio trabalhou muito e evitou placar maior. Geovani, reserva de Victor, que está na Seleção, só interveio num lance, com Ricardo Goulart no início do segundo tempo.

PALMAS AO VENCEDOR

O Atlético merece todos os méritos na vitória. Marcou bem, usou com acerto seus dois alas, apoiados por Pierre, Josué e Luan, que, além disso, ganharam disparado a disputa do meio-campo, anulando o forte setor azul.
A zaga atleticana - Leó e Emerson-  esteve perfeita. Fernandinho e Tardelli, no mesmo nível, sobraram no jogo.
No Cruzeiro, salvou-se Fábio e Bruno Rodrigo, ainda que o zagueiro tivesse participação ativa no gol atleticano, ao tomar aquela meia-lua de Fernandinho.
As estrelas Everton Ribeiro, Ricardo Goulart, William , Borges, Nilton e Lucas Silva foram apagadas. Jogaram um futebol pífio.
Difícil até destacar o pior deles e o menos interessado na partida. Dagoberto entrou quase no final com visível má-vontade. Henrique e Alisson apenas correram em campo.
Ou seja, as mexidas de Pacote, mais uma vez ignorando a mocidade de Vinicius Araújo e Maike, em favor da experiência e do cansaço dos velhinhos Ceará e Egídio, não deram resultado.
Como de costume, Ceará voltou a ser uma avenida pelo lado direito, onde Fernandinho deitou e rolou e Egídio não acertou um passe sequer, não tomou a bola de ninguém.
Enfim, ambos, mais que os outros, foram um zero à esquerda.

É DE SE PERGUNTAR...

Existe convicta impressão dos analistas de futebol que apenas a regularidade coletiva consegue o título no Brasileiro.
Mas que nenhuma equipe consegue manter durante 36 rodadas o ritmo superior. O Cruzeiro esteve até a 26ª rodada com o ritmo de campeão.
Colocou naquela altura 11 pontos de frente sobre o segundo colocado. Tivesse vencido o São Paulo a vantagem seria maior.
Atualmente tem 10 pontos sobre o Grêmio e o Botafogo - 59 a 49. É uma gordura excelente, pois afinal faltam 10 rodadas.

OUTRAS PERGUNTAS.

Perguntas que o clube  terá de responder imediatamente pra tranquilidade dos torcedores assustados com a queda do time nos dois últimos jogos:  
A) Os jogadores estão deslumbrados com os elogios a ponto de fazer o Cruzeiro despencar nessa reta final?
B) O assédio atual aos principais jogadores do time tiraram deles o foco da disputa do título?
C) Marcelo será capaz de recuperar a equipe e levá-la à recuperação daqui pra frente?
D) O Cruzeiro queimou-se numa fogueira de vaidades e, por isso, o jogo coletivo, seu forte, tornou-se passarela escorregadia de desfile pra Everton Ribeiro, Ricardo Goulart, William e outros menos votados?

SURRA COREANA

Que sina esta do garoto Neymar! Na Europa, alguns treinadores, entre eles o pélassaco José Moutinho, o rotularam de fingido e cai-cai. Enquanto isso, os brucutus europeus estão liberados pra baterem impunemente no rapaz santista.
Na Seleção Brasileira, Neymar mal foi apresentado ao torcedor sul-coreano, como o camisa 10 da família Felipão e apanhou feito cachorro doido no gramado.
Marcou um golaço de falta, foi aplaudido pelos 66 mil expectadores presentes ao World Cup Stadium (recorde de público) porém deixou o gramado todo esfolado e machucado.

BRASIL X ZÃMBIA

Nesta terça-feira, Neymar vai apanhar de novo contra Zâmbia, em Pequim, na China.
O Brasil bateu fácil na Coreia por 2 a 0 e pode esperar amistoso mais difícil contra a africana Zâmbia, único dos adversários da Seleção nessa série de amistosos que não disputará a Copa de 2014, no território tupiniquim.
Scolari está a quatro jogos de indicar os 23 nomes que comporão a lista da Copa do Mundo. Após Zâmbia, o nosso escrete enfrentará Honduras, dia 16 de novembro, em Miami; Rússia, dia 19 de novembro, em Toronto; e África do Sul, dia cinco de março de 2014 em Johanesburgo.

CR-7 PENSA NA REPESCAGEM

Depois de ter recebido o cartão amarelo que o deixará fora do último jogo do Grupo F das eliminatórias da Europa para a Copa do Mundo, contra Luxemburgo, Cristiano Ronaldo disse em Madri que sua cabeça está na provável repescagem de novembro.
Será a repescagem que Portugal terá de disputar, talvez contra a França, pra ocupar uma vaga nas eliminatórias europeias da Copa do Brasil, em 2014.
O camisa 7 de Portugal afirmou, após o empate de 1 a 1 com Israel, que teme um possível duelo com a França no mata-mata decisivo.
- Teoricamente, a seleção mais forte é a França. Pode haver muitos interesses por trás desse jogo e por isso é um encontro que eu descarto completamente. Não vou dizer nada porque posso ser castigado, mas por vários motivos, a França é a única seleção que eu gostaria de evitar - afirmou CR7, em tom irônico.

LENHA NA FOGUEIRA

Do jeito que ele gosta, Kleber Gladiador botou mais lenha na fogueira depois do empate (1 a 1) entre Fluminense x Grêmio, no Maracanã. O atacante gremista acusou o árbitro mineiro Alicio Pena Júnior pelo empate.
Quando o Grêmio já vencia por 1 a 0, Kleber recebeu um lançamento longo, partiu do seu próprio campo, no entanto Alicio parou o jogo, atendendo ao seu assistente paulista que vira impedimento na jogada.
Marcou errado, claro, mas Alicio não tem culpa no lance, que é da visão do bandeirinha.
Na realidade, ficou evidente que a pretensão de Kleber foi de criar polêmica pelo fato da comissão de arbitragem ter escolhido um árbitro mineiro pra apitar partida do Grêmio, vice líder do campeonato, em disputa direta com o Cruzeiro pelo título. Kleber sonha.



2 comentários:

  1. Olá, Flavio!
    Uma derrota pra “filósofo” nenhum colocar defeito. Apesar de “existirem” aqueles que no auge de seus pensamentos conseguem desdenhar a prática de tal maneira que mais parece um estado de “fossa” à procura de consolo.

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    1. Realmente, Fábio, o Galo deu um chocolate no Cruzeiro. o placar de 1 a 0 foi até pouco, graças ao goleiro Fábio

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