domingo, 3 de novembro de 2013

PARECIA VELÓRIO COM CARPIDEIRAS A TRANSMISSÃO DO HORTO

             (Foto de Alexandre Guzansche - DA Press, EM e Superesportes)

Não entendia bem. Afinal, o Galo goleava, jogava bem e marcava belos gols, um atrás do outro.E este emotivo filho de dona Geralda, ao ritmo da dramática narrativa dos locutores mineiros do Premiere Sportv, que acompanhava na internet, banhava o rosto em sentidas lágrimas.
Que pena! O Náutico Capibaribe, famoso Timbu, de tantas tradições e conquistas (segundo me informaram os narradores) caía pra Segunda Divisão.
Solucei, mais forte quando o narrador principal afirmou que "a grande torcida do Náutico não merecia aquilo"; e que "o lugar do Náutico é na primeira divisão".
Me esparramei na cama ao lado do computador. Era demais pra mim!
Nem me importei mais se o jogo corria solto, se Guilherme fazia seu primeiro gol no Brasileiro, ou se nos 4 a 0 Cuca pediu um gol pro Tardelli", estava eu envolvido na comovente narração.
Quando o craque atleticano atendeu o técnico, na cobrança de uma falta fora da área, com a maestria de RG-10 eu nem liguei.
É que pouco antes, os rapazes do microfone me chamaram a atenção pra outra coisa:  foi desastrosa a saída do Náutico do estádio dos Aflitos, seu curralzinho.
Optou pela Arena Pernambuco, que o governo construiu pra Copa do Mundo, e deu-se mal. Perdeu o apoio de sua imensa torcida! Caí no choro convulsivo.
Imaginei logo: tô vendo a partida por um site pernambucano!
O Atlético massacrando o adversário em novo treino de luxo pro Mundial Inter Clubes, no Marrocos, e os coleguinhas mineiros preocupados com o Náutico.
De grande mesmo o Náutico só tem o nome.A sua torcida é a terceira do Recife, atrás de Santa Cruz e Sport.  A presença dela até mesmo no estádio dos Aflitos sempre foi pífia.
Faz volume porque o estádio é pequeno.  Os torcedores são ricos e poderiam perfeitamente comparecer à Arena Pernambuco.
No entanto, como os americanos daqui, preferem outras diversões.
E chega, também já falei demais do Timbu do Recife. Mereceu cair. Está desde a 12ª rodada na lanterna. Já vai tarde!
Parei o chororô e voltei à alegria. Cinco a zero. Gols de belíssimas feituras. No primeiro, o passe de Tardelli foi genial. Fernandinho apareceu na cara do goleiro e deu um leve toque de cobra.
Aos 10m. o Galo já fazia 1 a 0. Estava encorpado, com as voltas de Réver e Guilherme.
O segundo gol veio aos 22m, com Marcos Rocha passando pra Fernandinho, lençol no zagueiro William e assistência pra Jô marcar 2 a 0. Arte pura no lance todo. Placar do primeiro tempo.
Fato negativo:  estava o estrelismo de Marcos Rocha. Isso é recaída, ele tinha parado com aquele negócio de se jogar e xingar a arbitragem. No Mundial, o bicho pega.
No segundo tempo, cobrança perfeita de Tardelli do escanteio, aos 12m, na cabeça de Jô, que desvia pra Guilherme. Este, também, de cabeça, anota seu primeiro gol no Brasileiro: 3 a 0.
Aos 19m, o repórter, que se esquecera momentaneamente do sofrido Náutico, informou: "Cuca disse aqui agora que quer ver o gol de Tardelli". E viu: aos 21m, Tardelli cobrou com categoria e classe a falta da intermediária - Galo 4 a 0.
Cuca mexeu aos 28m: colocou Luan no lugar de Josué e Alecsandro no de Jô. Na primeira participação dos dois, aos 29m, Luan cruzou da direita e o irmão de Rick fez 5 a 0 por dentro.
O Atlético não administrou o placar. Cuca mandou Berola pro lugar de Fernandinho e que o time fosse atrás do sexto gol. Não saiu, tudo bem.
Conformado, o pessoal do Sportv parou o chororô em homenagem ao tombo do Náutico.
O próximo jogo do Galo é em Salvador contra o Bahia que está na beira da zona do rebaixamento.
Outra vitória do Vasco, que venceu o Coritiba (2 a 1) em Macaé, o Bahia entra no Z-4.

Então que se prepare a equipe de carpideiras do Sportv pra transmissão da derrocada do Bahia, na Arena Fonte Nova. Céus.

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