quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

LÁ SE FOI OUTRO AMIGO PRO ANDAR DE CIMA

Geraldo Negocinho Antônio da Costa

Faço minhas as palavras de Chico Maia publicadas no seu blog de hoje: 
Não sem antes de chorar com a notícia, uma pausa nessa cobertura do Mundial no Marrocos para lamentar profundamente, a morte deste que foi um dos grandes empreendedores imobiliários de Belo Horizonte, nos anos 1970/80/90, com a “Lotaço Imóveis”, que era uma das grandes patrocinadoras de programas e jornadas esportivas das rádios da capital.
Nascido em berço humilde em Santana do Pirapama (a 70 Km de Sete Lagoas), chegou à capital do estado como a maioria dos interioranos, que sonha com dias melhores, e luta para ganhar a vida.
Com a inteligência privilegiada que tinha e muito trabalho tornou-se um dos grandes empresários mineiros.
Apaixonado por futebol, era amigo e foi sócio em loteamentos em Minas, Espírito Santo e Rio de Janeiro, de Telê Santana, Paulo Cury, Geraldinho Portela e tantos outros.
No início dos anos 1980, foi “convocado” pelo irmão mais novo, Álvaro Antônio da Costa, grande empresário também do ramo imobiliário da região de Sete Lagoas, dono da J A Imóveis, para ser presidente do Democrata.
A ideia foi minha ao Álvaro, já que eu nem conhecia pessoalmente o Geraldo, depois de uma visita que ele fez ao Gil Costa, na época, diretor da Rádio Capital, que havia me levado da Cultura de Sete Lagoas para lá naqueles tempos.
Surpreendentemente Geraldo topou na hora, montou um grande time e no mesmo ano conseguiu tirar o Jacaré do campeonato amador da cidade e retorná-lo à primeira divisão do futebol mineiro.
Mas o futebol é máquina de moer gente; ambiente complicado e nebuloso, como o Brasil está vendo neste estranho rebaixamento da Portuguesa, onde o que rola de dinheiro escuso, por debaixo dos panos, dá asas à imaginação de todos nós.
Geraldo passou a ser cercado por oportunistas de todo tipo, de olho no dinheiro dele, que de boa fé, acreditava em todo mundo.
Até que abriu os olhos e resolveu deixar a vida de dirigente de futebol e cuidar apenas dos seus negócios em Belo Horizonte, que lhe deram fortuna.
E ainda sofreu injustiças com inverdades ditas por “democratenses tradicionais”, que nunca se dispuseram a contribuir verdadeiramente com o clube, mas que se sentiam donos e morriam de ódio de quem se aproximava para ajudar de alguma forma.
Coisas de um passado tacanho, dos tempos de gente pequena, onde até as ideias são pequenas.


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