domingo, 19 de janeiro de 2014

CRUZEIRO QUER QUE MINAS ARENA ENTREGUE CADEIRAS VAZIAS QUE ENFEIAM JOGOS NO MINEIRÃO

Se o presidente do Cruzeiro Gilvan Tavares insistir em apenas reunir-se com a turma da Minas Arena atrás daquelas cinco mil cadeiras especiais, de frente às cabines de televisão e que sempre aparecerem vazias nas transmissões, vai perder tempo.
Não existe nenhuma política de boa vizinha dos paulistas da Minas Arena, a não ser quando enfrentam Alexandre Kalil, do Atlético, que já chega chutando o pé da mesa e com apoio do Governador Anast-azia. Aí consegue tudo, até isenção total.
Gilvan, moço educado, leva uma proposta decente e até boa demais pros gringos da Minas Arena: administrar as cadeiras do setor corporativo em parceria.
Esses assentos são os mais vistos, porque ficam de frente pra tribuna de imprensa e na tela, desse jeito, fica a impressão que o Mineirão está vazio, ou com público pequeno.

PREÇOS ALTOS

Aquele é o melhor setor do estádio e entrou no acordo entre as partes como de posse da Minas Arena. Fica vazio por causa da goela larga da empresa que cobra os olhos da cara pelo ingresso ali.
A intenção dos azuis é criar um tipo de sócio-torcedor só pra preencher aquelas cadeiras. E dividir o lucro com os caras de São Paulo. Tá bom!
Gilvan do Pinho Tavares explicou sua posição na entrevista concedida ao "Superesportes":
"Vamos ver se conseguimos acordo com a Minas Arena pelas cadeiras que ficam vazias. São cinco mil cadeiras que ficam vazias. As câmeras de TV mostram um estádio vazio, mesmo com 45 mil pessoas no estádio, porque aquelas cadeiras estão desocupadas".
"Se conseguirmos um acordo com Minas Arena, vamos criar categorias de sócios para esse setor. Caso haja acordo, daremos percentual de arrecadação para a Minas Arena. Teremos reunião em mais alguns dias”.
E, perdeu um pouco da tradicional fleuma, pra sentar a pua na Minas Arena:
" Penso que foi por “teimosia” - eu diria por sacanagem, mesmo - da Minas Arena o fato de não ter conseguido concretizar este acordo no ano passado. Avalio como teimosia da Minas Arena. É teimosia pura"
E falou mais:  "Eles ficam sempre imaginando que venderão aquelas cadeiras. Isso só acontece em jogos entre Cruzeiro e Atlético. E, normalmente, quem é sócio vai ao jogo e ocupa os lugares”.

ESTÁDIOS PRÓPRIOS

Este filho de Dona Geralda tem visão diferente deste rolo:
 a) sou inteiramente favorável à posição de Kalil em não colocar o Atlético pra jogar no Mineirão, a não ser em situações especiais, que exijam isso.
b) Apoio sua pretensão atual de entregar o Atlético com projeto de construção de um estádio próprio pra 40 ou 50 mil pessoas.
c) Foi uma das boas coisas que Alvimar Perrela quase impôs ao Cruzeiro. Prometeu, prometeu e caiu no mato.
d) ou então que assuma um governador corajoso que rescinda o contrato com a Minas Arena e entregue a administração do estádio ao Atlético e ao Cruzeiro, vai consórcio formado por eles.
e) do jeito que vai serão duas partes distintas: uma gastando rios de dinheiro pra fazer um grande time e botá-lo a jogar sob taxas absurdas e contratos leoninos no Mineirão. A outra parte, enchendo as burras de grana, com um serviço de péssima qualidade.

PRIMEIRA VITÓRIA

Marcelo Pacote Oliveira usou quase todo elenco no jogo-treino contra o Minas Boca de Sete Lagoas, na Toca da Raposa II. Gostou do que viu, o mesmo não posso afirmar porque não vi nada.
Foi por ouvir dizer e pelas informações dos coleguinhas atuantes na cobertura da equipe celeste que fiquei sabendo da ótima atuação de Ricardo Goulart, autor de dois gols, e de Everton Ribeiro, mesmo incomodado pelo falatório de seu empresário doido pra vendê-lo.
O time do esquentado Edson Paredão, treinado pelo ex-zagueiro cruzeirense, João Carlos, que havia vencido o América, na partida anterior, exigiu bastante do Cruzeiro. Seu gol foi anotado por Renato Maranhão.
Marcelo escalou no primeiro tempo um time com Fábio, Ceará, Dedé, Bruno Rodrigo e Egídio;Souza, Lucas Silva, Everton Ribeiro, Ricardo Goulart; Dagoberto e Borges.
No segundo tempo, Fábio ficou no gol; mas Marcelo trocou Ceará por Maike; Bruno Rodrigo por Léo; Souza por Rodrigo Souza; Lucas Silva por Henrique; Ricardo Goulart por Júlio Baptista; Dagoberto por William e Borges por Marcelo Moreno.
Se quiserem saber como treinaram Marlone e Samusio, recém contratados, liguem pra assessoria de imprensa do Cruzeiro e perguntem.
Eles ficaram mais escondidos do que cabeça de camarão.

FURACÃO E ESTREIA

O Cruzeiro faz outro jogo-treino com o Furacão (Atlético Paranaense) que guardará seu time principal pra Libertadores e disputará o estadual deles, como fez ano passado, com o time B.
A estreia oficial dos azuis na temporada está marcada pra domingo 26, às cinco da tarde, contra a URT de Patos, na primeira rodada do Campeonato Mineiro. Será no Mineirão.
Após, um teste de esperteza e sofrimento pros meninos e rapazes de Pacote. Viagem pra Huancayo, no Peru, a 3.200 ms de altitude, pra enfrentar o Real Garcilaso pela Libertadores, dia 12 de fevereiro.
Que os ventos dos deuses do futebol ainda estejam soprando pra cá!

GALINHO DE BRIGA

Após enfiar 5 a 1 goela abaixo, sem choro nem vela, no poderoso São Paulo, na Arena Barueri, o Galinho está na semifinal da Copa São Paulo de Futebol Júnior e tem outro osso duro de roer pela frente: o Santos. O Galinho briga pelo tetracampeonato na Copinha.
 Galinho do técnico Rogério Micale encantou os analistas paulistas que só elogiam times de fora caso eles se mostrem realmente muito bons. 
A meninada de Rogério Micale que arrebentou com o São Paulo é essa: Uilson; Alex, Gabriel, Donato e Igor; Eduardo (Yago), Gustavo e Dodô (Rodrigo Mucuri); Carlos, Marcos Vinícius e Matheus Nolasco (Lucas Kattah).

CAMPEONATO CARIOCA

No campeonato carioca apenas o Flamengo, entre os grandes, conseguiu vencer na primeira rodada e usando uma equipe mesclada. Bateu o Audax, no Maracanã, gol do zagueiro Wellington.
Antes do início da partida, os jogadores Elano, Everton, Léo, Erazo e Lucas Mugni, recentemente contratados,foram apresentados à torcida. O volante Feijão, no banco de reservas, e o atacante Alecsandro, ex-Galo, liberado, não participaram da solenidade.
O caído Vasco da Gama voltou a São Januário, onde não atuava há tempos, por interdição do estádio, e com pouco mais de 5 mil presentes empatou em 1 a 1 com o Bela Vista. Reginaldo fez o gol vascaíno e Cascata empatou. O time de Adilson Batista deixou o gramado sob vaia.
Pior foi o Fluminense de Mário César Carraro: tomou uma virada do Madureira, em Moça Bonita, na reestreia de Renato Gaúcho.
De volta ao Fluminense após dois anos e meio no futebol chinês, o argentino Dario Conca até que fez a diferença no primeiro tempo. Com lançamentos precisos, ele teve participação direta nos dois gols do time.
Assim como os companheiros, caiu de produção na etapa final e não conseguiu evitar a derrota de virada no segundo tempo.
O Botafogo foi outro grande que não venceu. Sem Seedorf, que estreou neste domingo como técnico do Milan, o Fogão empatou em 1 a 1 com o Resende.
Pra dizer a verdade, se a gente dissesse que nenhum time campeão carioca venceu nesta primeira rodada, exceto o Flamengo, teria que fazer, também, exceção ao Bangu que derrotou o Friburguense por 2 a l, em Friburgo.
Você se lembra quando o Bangu foi campeão com o ataque de Paulo Borges, Ladeira, Bianchini e Aladim? Parece que foi em 1966, naquele jogo melado pelo amalucado e falecido Almir Catimba. Faltou espaço: amanhã falo do campeonato paulista.


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