segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

MAXS PORTES TAMBÉM SE FOI NESTE CHOCANTE FIM DE SEMANA

















Na foto, na Casa da Cultura, em Caratinga, estou junto com Juarez, Edra e Maxs, no lançamento do meu livro Marias Chuteiras. 

Pudesse eu arrancar do calendário as folhinhas deste final de semana, eu o faria. Gente conhecida, amiga ou não, partiu fora da hora aprazada e subiu pro andar de cima. Eusébio, que entrevistei em Lisboa, muito simpático, nada estrela; Nelson Ned que vi arrancando na carreira nos tempos de TV Itacolomi; Orvy de Oliveira, irmão do amigo Vanjosa, e dos bons tempos dos embates políticos na Terrinha entre PSD e UDN.
Mas, principalmente, de Max Portes, ou Maxs como ele assinava sua obras. Crescemos juntos em Caratinga - ele de 14 de outubro de 1944 e eu de 18 de outubro de 1943. Estudamos juntos no Princesa Isabel e depois no Grupo Escolar Sinfrônio Fernandes, sob as ordens de sua tia, Maria Figueiredo, e da diretora, uma santa, Glorinha Rocha Abelha.
Depois de longo tempo cada um pro seu lado, fora de Caratinga, reencontrei Max em Beagá. Foi editor de dois livros meus - Profetas do Acontecido e Marias Chuteiras. Após alguns arranhões normais entre pessoas de personalidades fortes, nos desencontramos. Até a manhã desta segunda-feira quando fui acordado pelo amigo Nelson Sena com a notícia da morte de Maxs Portes, levado por um maldito câncer.
Esta é uma coluna de futebol. Uma trincheira em defesa dos bons costumes, da seriedade e da honestidade no esporte. Nos últimos dias, como estou, ainda, no gozo de merecidas festas, o espaço, lamentavelmente, tornou-se um necrológio. Peço desculpas, porém não posso deixar de notificar tais perdas.
Por isso defendo tanto a palavra brasileira SAUDADE. É bom sentir saudade.
Só deixa saudade quem, em vida, construiu uma obra capaz de contribuir pelo bem da humanidade. Como escritor e poeta, Maxs Portes construiu essa obra. Portanto, contra o inevitável da doença, mudou de plano mais cedo. Mas, ainda bem, que deixará SAUDADE, iremos sempre lembrar, de uma forma ou de outra, que ele esteve por aqui e nos acrescentou bastante.
Abaixo, apresento um resumo sobre Maxs Portes e de suas premiações, que consegui através do Google:
Maximiano de Figueiredo Portes (Caratinga14 de outubro de 1944),que assina Maxs Portes, é jornalistapoetadesigner gráficopublicitário e escritor brasileiro. Cursou artes gráficas em Paris, onde residiu por dois anos. Foi diagramador do Suplemento Literário do Minas Gerais, do Ars Media (Fundação Palácio das Artes), da Revista Poesia, do jornal O Lutador e editor institucional da Emater-MG. Concluiu o bacharelado em produção editorial no Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH)., onde se pós-graduou em Mídia Eletrônica: Rádio e TV.É colaborador de vários jornais e revistas nacionais, com publicações esparsas em diversos países. É assessor técnico de Cultura e Patrimônio (Prefeitura de Caratinga).
Jamais esquecendo de sua cidade, publicou Memórias da Casa de Dentro, uma prosa poética narrando trechos de sua vida e de alguns caratinguenses com os quais conviveu. Tal livro foi uma edição comemorativa dos 21 anos em que afastou-se de Caratinga para caminhar pelo mundo; tendo recebido o Prêmio Cecília Meireles, da Academia Brasiliense de Letras, apoio Ministério da Educação, ao melhor livro de poesia publicado em 1982, e recebido em 1983, em Brasília. É membro da Academia Caratinguense de Letras.
É detentor de 54 outros prêmios literários.
Prêmios
Prêmio Cecília Meireles, da Academia Brasiliense de Letras
Melhor livro de poesia Memórias da casa de dentro, 1982, pelo Ministério da Educação.
Prêmio Nacional Ferreira Goulart de Poesia , com o livro Bendições, 1979.
Prêmio Nacional Fritz Teixeira de Salles, com o livro Liberdade, 1981.
Prêmio III Bienal Nestlé de Literatura Brasileira, com o livro Maruim, 1986.
Prêmio Guimarães Rosa, com o livro Guiri, 1986, pelo governo do Estado de Minas Gerais.
Prêmio I Bienal do Livros de Belo Horizonte


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