terça-feira, 28 de janeiro de 2014

MINAS BOCA E ATLÉTICO, ESTREIAS PRA SE CURTIR NA ARENA DO JACARÉ


Não é por falta de motivação que deixarei de ir à Arena do Jacaré nesta quarta-feira pra acompanhar as estreias do Minas Boca, comandado pelo técnico João Carlos – na última coluna o chamei de João Paulo, outra vítima da minha caduquice – e o Atlético, pela primeira vez comandado pelo treinador Paulo Autuori.  
Não vou porque estou fora das minhas melhores condições físicas.
Além das muitas atrações da bela Sete Lagoas, o jogo em si reserva ao torcedor várias atrações. No Minas Boca, que vem da Série B, e disputa o Mineiro pela primeira vez, suas atrações são o zagueiro Micão e o goleador Fábio Júnior, 37 anos, ambos ex-americanos.
Há uma promessa de Autuori a ser conferida nesta partida. Sem Ronaldinho Gaúcho, fora do confronto em virtude de uma discutível suspensão, o Galo de Autuori 4-3-2-1 uma formação que Cuca, também, aplicava e que o novo técnico pretende manter, por enquanto.
Na teoria dos nomes, como este time seria montado?
Os quatro zagueiros – Marcos Rocha, Réver, Léo Silva e Michel – dois apoiadores e um marcador – Pierre e Josué; e Guilherme; dois homens de ligação – Tardelli e Fernandinho; e um atleta enfiado, homem de referência na área, o artilheiro Jô.
Mas isso é conversa pra vaca falar no ouvido do boi, nos seus momentos íntimos.

ESQUEMA CUCA

Na realidade, caso use realmente o esquema de Cuca, Paulo Autuori, terá de exigir a marcação a partir da defesa adversária, com dois homens – Jô e Fernandinho. Quatro buscam a retomada ou a sequência de contra-ataque no meio – campo: Marcos Rocha, Josué, Tardelli e Guilherme, se o jogo sai pela direita.
Ou então quando está pela esquerda Michel, Pierre, Tardelli e Guilherme. Pierre cobre a saída de Marcos Rocha, pela direita, e Josué fica no espaço de Michel na esquerda.
Pelos próprios problemas de adaptação de Michel, que é destro, o Atlético deverá sair mais pela direita em cima de Marcos Rocha. Do outro lado, só quando Tardelli disparar livre nos contra-ataques.
Esta xaropada tática toda que descrevi acima é pra imitar o comentarista da ESPN que gosta de introduzir tais números e deslocamentos sobre uma tabuleta imitando o gramado e fala como se a coisa fosse acontecer exatamente como informa.
Na hora do vamos ver, os atletas improvisam nos dribles, nos deslocamentos, como são os casos de Guilherme e Tardelli.
Qualquer esquema funciona se o time vencer até por 1 a 0, gol de pênalti, mesmo que o adversário tenha, também, pênalti a seu favor e Victor defenda com os pés, repetindo sua memorável defesa na Libertadores.

DÁTOLO SURPRESA

Apesar de todo estudo promovido a bem do leitor que deseja ir ao estádio com o time decorado e o esquema do treinador na cabeça, na verdade algo me diz aqui dentro que Autuori irá usar Dátolo, em vez de Michel. São características diferentes: o primeiro é canhoto, apóia bem por ser armador, tem sangue nos olhos pra combater. Michel é destro e teria mil dificuldades contra uma defesa bem fechada.

MINAS SACODE SL

O Minas Esporte Clube teve uma ascensão rápida no futebol mineiro. Disputou a Segunda Divisão – na prática a terceira divisão – e ganhou o título. Subiu ao Módulo II, que dá acesso à Divisão de Elite – e ficou com a segunda vaga, como vice-campeão.
O empresário Geraldo Magela era o dono do time. Então fez uma negociação com o jornalista Edson Paredão, dono do jornal Boca do Povo, que pagou R$ 1 mi pelo time.
Mudou o nome para Minas Boca, por razões óbvias, e, também, para homenagear o Boca Juniors, da Argentina. Tanto que seu uniforme de jogo copia bem o estilo do famoso time de Buenos Aires.
Paredão é um dinâmico homem de negócios e desenvolve vários projetos na área de comunicação e agora, também, na área esportiva.
Eu acredito bastante no sucesso dessa nova empreitada do meu amigo Paredão.

CRUZEIRO MOSTRA A FORÇA

Marcelo Pacote Oliveira usou a equipe reserva – no meu tempo de craque em Caratinga, era chamada de equipe aspirante – num jogo-treino nesta terça-feira na Toca da Raposa II contra o ASA – Atlético Sportv Aviação, de Angola.
O time africano exigiu bastante dos titulares no coletivo de sexta-feira e perdeu por apenas 1 a 0. Não foi diferente contra os meninos, que tiveram os reforços de Henrique, Júlio Baptista, Léo e William. O coletivo terminou em 2 a 1, gols de Henrique e Elber; Alex, do próprio Cruzeiro, fez o gol do ASA cobrando pênalti.
Pra matar a curiosidade dos leitores sempre atento às novidades do Cruzeiro o time que começou o jogo-treino teve Rafael, Mayke, Léo, Wallace e Luan; Henrique, Rodrigo Souza, Marlone, Júlio Baptista e William; Vinicius Araújo.
Vinicius Araújo, Alisson e Wallace estavam na Seleção Sub-20 e participaram do amistoso o México, na Vila Belmiro. Empatou em 1 a l. Vinicius marcou o gol da seleção, cobrando pênalti.

MARLONE O DESTAQUE

O destaque do jogo-treino, no entanto, ficou com Marlone, cada dia chamando mais a atenção da torcida pro seu futebol.
O placar de 2 a 1 foi feito no primeiro tempo. No segundo, Marcelo Pacote tirou Wallace e colocou Alex na zaga. Rodrigo Souza entrou na vaga de Henrique; Eurico no de Júlio Baptista; Elber no de Marlone que voltou depois na vaga de William. O centro avante foi Marcelo Moreno e saiu Vinicius Carvalho.
Jogo-treino pra se cobrar ingresso. E mandar o dinheiro arrecadado, que seria em bom número, lá pra casa dos Idosos da Rua Abre Campo, no Santo Antônio.



2 comentários:

  1. Ainda bem que você está imitando o comentarista bom de memória da ESPN e não um dos paraquedistas (usando sua expressão) da Band, Globo ou Sportv.

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  2. Não entendi, mano. Não imito ninguém e sou inimitável. Pronto!

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