quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

GALO DOIDO TÁ DE VOLTA - E MATA SANTA FÉ NO HORTO COMO A MASSA GOSTA - NOS ÚLTIMOS MINUTOS.


  Foto Rodrigo Clemente - Superesportes, DA Press e EM

- Flávio Anselmo - 27-2-14, às 3h45m da madrugada

A pedido dos atletas não houve manifestação hostil - nem gritos de "burro, burro" -ao técnico Paulo Autuori no jogo do Horto, contra o Independiente Santa Fé.
Seria, também, enorme injustiça - confessa Capistrano Alvinegro - de radinho na Itatiaia, sentado no costumeiro lugar, aquele ali considerado "ponto cego", ícone da moderna engenharia brasileira na reforma dos estádios.
Quando não cai uma parte deles, um dos setores só serve pra cego, surdo e mudo.
Mas escrevia este filho do Sodico - seria enorme injustiça, visto que os artífices da virada atleticana por 2 a 1 sobre o Santa Fé - que deu a liderança ao Galo no Grupo 4, com aproveitamento total em dois jogos - saíram do banco de reservas.
Convém contar - antes do final do primeiro tempo, o Santa Fé teve Medina expulso por dura entrada no argentino Otamendi - dos bons do jogo.
Na fase final, mesmo com 10, os colombianos começaram a ganhar as bolas no meio-campo. Autuori agiu rápido e colocou o pé de coelho Guilherme no lugar do volante Josué.
Ainda assim os colombianos do Santa Fé fizeram 1 a 0, gol de Omar Perez, nome de empresário de Juiz de Fora, enrolado no Rio de Janeiro.
A alegria durou pouco: minuto e meio depois, Guilherme meteu uma bola de 30 metros, por trás da zaga e numa ginga de corpo de sambista da Mangueira, Jô da Seleção bateu de pé direito no canto do paredão goleiro Vargas.
Em seguida, Autuori tirou um coringa da manga e botou em campo. Era liso e velocista Neto Berola, que aos 41m, fez um gol de Bebeto - de voleio iluminado, por baixo de Vargas. Galo, 2 a 1.

COMO NOS BONS TEMPOS, SOFRIDO

Guilherme ( foto de Rodrigo Clemente) é o pé de coelho do Galo. Entrou pra botar sua genialidade de garção especial de Jô. 
Foi tão sofrido quanto a primeira vitória na Venezuela, em cima da hora, por 1 a 0, gol de Jô. E em alguns jogos da sofrida a conquista do título da Libertadores, ano passado. De heróis com pedestais como Victor, Guilherme, Jô, Tardelli e RG-10, além de Cuca.
O desafogo e desabafo da Massa vieram no coro de uma só voz entoando o Hino do Galo Vingador, enquanto outro lado, discretamente ainda, saudava o treinador Paulo Autuori.
Portanto, seria dispensável  justificativa dele: -  Nossa equipe cresce. As pessoas esquecem que vamos completar no fim de semana 30 dias de trabalho, o décimo jogo. É impossível querer chegar de cara e fazer as coisas certinhas. Foi feito porque o Atlético tem uma equipe pronta”.
Autuori devia apenas elogiar a entrada de Guilherme, cujo gol de empate teve 50% dele e 5O% do Jô Seleção. Na virada definitiva, teve 50% de Neto Berola e o restante do time que jogou com inteligência e sufocando.
Como naquele lance do primeiro tempo, no qual Otamendi obrigou Vargas a defesa milagrosa, numa bomba de cabeceio cara-a-cara.
Ou na virada de Jô Seleção, de perna esquerda, de fora da área, escolhendo o canto e acertando a trave.
Como toda vitória do Galo Doido é pra endoidecer a Massa que deixou o Independência em passeata e fez buzinaço pela Capital. Como nos jogos do título, ano passado.

MENGÃO VENCE NO ADEUS DE HERNANI

O Flamengo fez valer o fator casa e venceu por 3 a 1 o Emelec, nesta quarta-feira, no Maracanã. A partida marcou a possível despedida do atacante Hernane, autor de um dos gols. Deve se transferir pro mercador comprador do momento: o futebol chinês.
Só se espera que quando voltar não venha rotulado: "Made in China".
Os rubro-negros conquistaram seus primeiros pontos na Libertadores e estão na vice-liderança do grupo 7.
 O interessante esteve fora de campo, nos camarotes: o ator Vinícius Romão, preso por engano durante 16 dias, acusado de ter roubado uma copeira no bairro do Méier, no Rio, foi solto antes da partida, e não perdeu tempo: partiu para o Maracanã pra ver o jogo do time do coração, o Flamengo.

FOGÃO SAFA-SE NO FIM

O Botafogo escapou de perder - ou de ganhar, meu bom - em Santiago. Mandou na partida, mas foi o Unión Española  que marcou primeiro com Martinez. Salvou-o o gringo Ferreyra, em mortífera cabeçada, já no fim da partida.
Engana-se, porém, quem pensa que o técnico Eduardo Húngaro ficou satisfeito. O comandante acha que o Glorioso tinha condições de conseguir algo melhor que a igualdade por 1 a 1, que manteve o time na liderança do Grupo 2 da Libertadores.

Trincheira: repeteco do que eu afirmei antes dele. Fogão teve maior volume de jogo.

Um comentário:

  1. Foi bem verdade que dessa vez não precisou daquele gole de “água benta”, porque do banco de reservas viria a água necessária capaz de “batizar” o nosso placar, “lavando” assim a “alma” de todos os atleticanos. http://www.euvistoacamisadogalo.com.br/

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