sábado, 8 de fevereiro de 2014

NA RAIZ DO PROBLEMA E NA SEMENTE DO MENSALÃO

Penso ser exagerada a sugestão do Procurador Geral da República de 22 anos de prisão para o deputado Eduardo Azeredo, por seu suposto envolvimento no agora rotulado de Mensalão Mineiro. A daneira toda é que tem uma forte corrente na política interessada nesta condenação. Até de alguns chamados aliados partidários de Azeredo, que, no entanto, só olham para os próprios umbigos.
O processo de 84 páginas começa a ser julgado no Supremo Tribunal Federal nesse primeiro semestre de 2014. Nas alegações finais do processo o procurador Rodrigo Janot denuncia Azeredo pelo crime de peculato e lavagem de dinheiro. (foto Brizza Cavalcante-Agência Câmara)
A imprensa tem chamado este escândalo, de valerioduto tucano, em razão do envolvimento de Marcos Valério e sua gang como no outro mais famoso Mensalão, de  nível federal. Nele a oposição atacou o PT. Agora o PT pretende dar o troco, pra respingar em no senador e candidato Aécio Neves.
Janot recomenda, ainda, como punição ao parlamentar, a multa de 623 dias-multas de cinco salários mínimos cada dia - o valor é calculado com base no salário da época em que o crime foi cometido; em R$ 1998, era de R$ 130. A quantia estimada é de R$ 404.950 que passarão por correção monetária caso o STF atenda o pedido da Procuradoria.
Eduardo Azeredo, em nota oficial, diz que tem total confiança no Supremo Tribunal Federal, que decidirá ouvindo também as alegações da defesa. Manifesta estranheza com a contradição entre o relatório da Procuradoria e as provas apresentadas ao processo. Azeredo reitera sua inocência com relação às acusações e espera que as questões sejam esclarecidas o quanto antes.
No documento, Janot reforça a denúncia assinada em 2007 pelo então procurador Antonio Fernando Barros e Silva, que destacou que o mensalão mineiro foi "a origem e o laboratório dos fatos" do mensalão do PT.
Enquanto Aécio Neves declara ser adequado acelerar os depois dos envolvidos e das testemunhas, o presidente do STF, Joaquim Barbosa, determina que todos sejam ouvidos em 40 dias.

Em Minas, a estimativa é de R$ 3,5 milhões desviados - R$ 9,3 milhões em valores atualizados. Segundo o procurador, quem operava o esquema em Minas também era Marcos Valério, com ajuda de Cristiano Paz e Ramon Hollerbach. A denúncia inicialmente envolvia 15 pessoas, porém as acusações pesam sobre Azeredo e o senador biônico Clésio Andrade do PMDB, que pressiona o Governo Federal, em busca de apoio, ameaçando tirar seu partido da base de apoio no Congresso. Clésio será julgado em ação separada. Neste caso, podem esperar, vem chumbo grosso por aí. 

Um comentário:

  1. Sr. Blogueiro Tucano,
    Nesse puteiro não tem nenhuma virgem. Quer seja no PSDB, PT ou qualquer outra Organização criminosa partidária!
    Já está sobrando faixa-etária no Senhor, e está ai a defender esses cães gulosos, voraz e insaciáveis.

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