terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

TESTE PRA TIME GRANDE: RAPOSÃO ESTREIA NA LIBERTADORES NO PERU A 3.300 METROS ACIMA DO MAR.
É ESTRATÉGIA QUE RESTA AO REAL GARCILASO

Conheço bem o problema de altitude. Vivi isso em La Paz, no Aeroporto de La Paz. Também, em Quito, em Bogotá. Não conheço Cuzco, nem Huancayo, onde o Cruzeiro joga nesta quarta contra o Real Garcilaso.
Sei que a altitude afeta o rendimento do atleta, principalmente pelo temor e pela fama.
Não afeta, contudo, atletas destemidos ou os que ignoraram tal malefício.
Como pode a ciência explicar isso, não sei.
Sei do testemunho do saudoso Nilton Santos, a enciclopédia  do futebol, atleta exemplar, que quase morreu por falta de ar num amistoso do Botafogo em La Paz.
Não passou mal porque tinha categoria suficiente pra jogar parado e anular o ponta direita veloz e assanhado do time adversário.
Entretanto, ficou pasmado com a vontade de jogo do seu compadre, Mané Garrincha, a quem havia alertado pra tomar cuidado com a altitude.
Garrincha correu com a bola o tempo todo atrás de um becão de dois metros, pra aplicar-lhe  sucessão de dribles que o deixou sentado no gramado.
Por fim, era o beque grandão que corria de Garrincha. A gente sabe: Mané não era nenhum exemplo de atleta. Fenômeno com a bola nos pés. E com uma garrafa de pinga nas mãos, além de invejável apetite sexual.
Terminado o jogo, alegre feito passarinho, Garrincha procurou Nilton e regozijou:
"Viu, cumpadre, acabei com o becão Altitude deles!"

EXPERIÊNCIA PESSOAL

Em minha experiência pessoal, lembro-me da partida LDU (em Quito) x Cruzeiro, pela Libertadores de 1976. Estádio Atahualpa lotado e assustado com a velocidade e os dribles do ponta-esquerda Joãozinho, tão travesso quanto o Mané.
O lateral equatoriano, no fim do primeiro tempo, pediu substituição. Joãozinho estava inteiro. Por ele, o Cruzeiro fez 3 a 1 e no segundo tempo poupou-se.
Mesmo assim, enquanto seus companheiros corriam à beirada de campo em busca de oxigênio, Joãozinho brincava com o novo lateral, pra desespero do técnico Zezé Moreira.
Tive outro exemplo, na mesma Libertadores, com o próprio Joãozinho arrebentando o Alianza, em Lima, e marcando o quatro gol, da goleada de 4 a 1, numa pintura de lance. Pediu a bola ao Raul, na entrada da grande área e foi embora driblando quem estivesse pela frente. Na entrada da área adversária, cortou pra dentro e de pé direito jogou por cima do goleiro.
Finalmente, vou contar o lance de Reinaldo, com a camisa da Seleção, em La Paz. O Brasil venceu por 1 a 0, gol dele, do meio-campo, após drible de pivô no seu marcador e o chute de pé esquerdo, no ângulo.
Pra esses caras, nunca houve altitude. Espero que não haja, também, pra Everton Ribeiro, Ricardo Goulart e Lucas Silva.

MOACIR NO AMERICA

Ainda que eu tenha dito, corroborado pelo colega Paulo Azeredo, que o problema do América não estava no treinador e sim no elenco, elogio a diretoria do clube que agiu rápido:  contratou o jovem Moacir Júnior, que estava no Tombense.
É a primeira chance dada ao Moacir pra trabalhar num clube estruturado, mesmo com alguns defeitos administrativos, da Capital. Carecia desta chance.
Moacir Júnior, 47 anos, destacou-se em vários trabalhos feitos em times do interior, como o Tupi. Neste campeonato, mandava bem no Tombense que ocupa o 5º lugar com cinco pontos.
Não estreia contra a URT nesta quarta-feira. O time será comandado pelo auxiliar Cláudio Prates, da Comissão Técnica fixa do América.

 TÕ NA GALERA

Sou um dos defensores de Moacir Júnior na imprensa mineira. Trata-se da renovação no nosso futebol, como Marcelo Pacote, Ney Franco e outros.
Moacir terá desafio enorme pela frente, em razão da falta de paciência da pequena e participante torcida do Coelho. E da diretoria, também.
Mas contará com forte torcida a seu favor na imprensa. Tô na galera.
No momento, Moacir Júnior terá de melhorar o desempenho do time no Estadual, sair da zona de rebaixamento e buscar vaga na fase semifinal.

PITACO DO GEGÊ

Lá ia este filho do Sodico na sua caminhada do entardecer, pela rua Teixeira de Freitas, uma das retas do Santo Antônio, quando trombou com o amigo e líder comunitário Gegê Angelino e seus famosos dois cãezinhos, ou cachorrinhas?, nunca sei.
De cara me perguntou: "Leu a mensagem que te mandei?" - "Ainda não" respondi.
"Então leia e publique", mandou. - Como sou bem mandado, li e publico.
Diz ele: "O América não toma jeito mesmo".
"Contrata, dispensa; chama, manda embora; nomeia, distrata,  uma roda viva dos cambau.  Isso cansa demais, não é, meu jornalista do chapéu panamá  mais simpático da zona sul?
Ainda sou a favor daquela corrente   (e viva!!!) sugerida pelos amigos americanos José Lucio, Fábio, Marcos, Viola, Claret, que acham mais plausível dedicar-se efetivamente aos esportes especiais, voltando a ser forte na natação,  vôlei, basquete, como em priscas eras  e partir para futsal,  tênis, tênis de mesa, boxe, judô, e sendo fomentador forte de novos atletas para o mundo da bola".
"Neste caso, disputaria, segundo estes meus amigos alviverdes,  somente a segundona mineira, sem pretensões, mas com os pés fincados numa determinação. Além do mais, fazer da Toca do Coelho, um espaço de treinamentos internacionais, para equipes, seleções de menores habilidades com a redonda. Dá grana!"
"Quando disse que o Boa será a terceira força, não previ nada: é um fato a curto prazo".
Trincheira: Céus, Gegê, vc quer que o América mergulhe numa aventura de fracasso? O esporte especializado não dá dinheiro no Brasil. O futebol gasta, mas gera qualquer coisa. Além do mais, o Boa Esporte é apenas um time de empresários. Não é clube.

Meu chefe na TV Horizonte, Orlando Augusto, cobra-me que antecipou a dispensa de Silas no América: "Flavão,  vc só esqueceu de colocar na sua coluna que eu cantei a pedra hoje no Jogada de Classe sobre o técnico do Coelhinho....heheheh".

Trincheira: Verdade, OA. Só não adivinhamos que o seu substituto seria o Moacir.

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