terça-feira, 25 de março de 2014

CONVÉM CRUZEIRO MANDAR RECADO ASSUSTADOR PRA LA U QUE JÁ COM A CLASSIFICAÇÃO NA PRÓXIMA QUINTA-FEIRA

O melhor pra se mandar aos falastrões de La Universidad do Chile e aplicar goleada histórica no jogo de volta contra o Boa Esporte, seja como time titular, seja com o mistão ou seja com os reservas. Nesse mundo globalizado, não demora o placar da goleada aqui, nas semifinais do Campeonato Mineiro, a cair no colo da imprensa, torcida e elenco do time chileno.

Eles se baseiam no fato de que os azuis não venceram nenhuma partida fora de casa nessa fase da Libertadores e ainda deixaram dois pontos escaparem contra o Defensor Sporting, do Uruguai, em casa, naquele gol feito no finalzinho da partida terminada em 2 a 2.
Mas se esquecem que o Cruzeiro jamais perdeu prum time chileno na competição. Essa é ótima, não meu Bom?
Nos cálculos dos chilenos, o fator mando de campo terá grande peso na classificação antecipadamente de La U, no Grupo 5. Apenas o empate diante do Cruzeiro será suficiente pra garantir a La U na fase do mata-mata.
O Cruzeiro com quatro pontos e seis em disputa precisa mesmo é de vencer.
Melhor se ganhar e o Defensor "trupicar" no Real Garcilaso. Mamão com mel. Então ele pegaria o Garcilaso aqui em Beagá e tentaria fazer a goleada pra ficar mais tranquilo.
Tá com cheiro de conto de fadas. Apertos, apertos, e depois o príncipe e a plebeia saem de mãos dadas porque a Fada Madrinha resolveu tudo.
No caso do futebol, nunca esteve descartada a possibilidade dos deuses do Olimpo darem uma ajudazinha. Pra que isso aconteça, seria de bom alvitre que a turminha lá da Toca, principalmente a cartolagem, descesse do tamborete da arrogância, pelo menos até o final desta fase de classificação.

MENINO AINDA

Alexandre Kalil completou ( foto assinando a ficha de inscrição do partido de Eduardo Campos) 55 anos nesta terça-feira, 5. Dia, também, do aniversário do Atlético, 106. Atormentado pelos números que a Fazenda Nacional bloqueou na conta do clube, trazendo enormes problemas no ajustamento do orçamento e pagamento de dívidas, Kalil meteu-se numa Toca.
Não é da Raposa, é claro. É a costumeira Toca de Urso Bravo quando está p. da vida. Nem o telefone celular de congratulações tem atendido. E olha que é um número especial que, segundo ele, só os amigos têm.  Vanja vai, vanja vem, como diria a flor dos Ponte Pretas, aí o humor aflora bom e Kalil atende alguém chegado. Como atendeu a turma da Rádio Band News, sobre a qual fui informado que o mocinho neto dos Saad havia, também, tirado do ar, e deu interessante declaração, sobre a sua saída no final do ano do cargo de presidente. Pô, não tá longe pacas? Isso é assunto pra depois da Copa o assunto agora é decisão do Mineirão e a boa fase do Galo na Libertadores.
Porém, para surpresa minha, que ando de facho arriado com ele, talvez por causa das críticas contra o seu treinador atual, Alexandre Kalil respondeu: "Dá um friozinho no coração". Não ouvi, apenas li no Superesportes. Espero que a declaração não esteja cercada pelo tom imaginário que essas palavras podem e devem produzir.  Com certeza, com aquela rouquidão característica, Alexandre Kalil tenha dito: " dá um puta frio no coração, meu chapa".
Na verdade, tirando a brincadeira de lado, Kalil falou que "o coração fica pequenininho. Largar a presidência do Atlético, largar um cargo tão importante, que me deu talvez a maior alegria de minha vida. Isso tirando o nascimento de filho, claro, porque isso todo mundo tem. Mas ganhar uma Copa Libertadores pouca gente ganhou. Nós atleticanos sabemos o que é isso. E eu deixo para trás o cargo que me deu a maior alegria de minha vida".
Trincheira: isso mesmo, Alexandre, falou grosso e bonito. Mas lembro que tal fato só se dará no final do ano. Até lá...

JÚLIO OU MORENO?


Borges se lesionou na coxa direita, em 3 de fevereiro, o técnico Marcelo Oliveira testou alguns jogadores na função de centroavante no Cruzeiro, sem encontrar um substituto. Bem feito pra ele, que permitiu a saída de Vinícius Araújo por uma ninharia que não deu pra cobrir nem a folha de pagamento.

Veio Marcelo Moreno como solução. Jogador caro, entrou em campo 11 vezes, sendo quatro como suplente. Ricardo Goulart também chegou a exercer o papel em alguns jogos, prejudicando seu rendimento. A bola da vez agora é Júlio Baptista, e os puxassacos tão que tão enchendo a bola do rapaz. Mas ele não é do ramo, é pesadão. Joga improvisado como homem de área.
Na Europa, JB saiu de primeiro volante que era no São Paulo e virou meia atacante. Deu certo. Como Mancini deu na Roma, deixando a lateral direita pra jogar como falso ponta-esquerda, assistente do lateral.Fez gols às pencas.  JB, também, fez muitos gols por onde passou.
Aí então vai meu pitaco: pra jogar com ele ali na frente tem que fazer o time se mexer mais do que tem mexido. Rodar com Dagoberto ou William, com Everton Ribeiro - menos individualista - e com Ricardo Goulart - mais ligado na partida. Ou então, sacrifiquem Ricardo Goulart, que caiu de produção, e coloquem JB com Moreno no meio dos beques. Este seria o pior esquema. Não existe mais essa ideia de centroavante fixo; tem que fazer que nem o Jô faz: sair pelos lados e abrir espaços. Jô sai pra direita, abre espaço e acaba marcando gols pelo lado que está. Este é o homem que conhece bem sua função.

FALTAM OS GOLS

Na estatística apresentada pelo Superesportes, JB marcou quatro gols e deu uma assistência como homem de área. Os gols foram contra o Boa, pela fase de classificação; o Tombense, Defensor do Uruguai e novamente Boa, nas semifinais.
Não vejo como uma média excelente: Tchô, do América, em seis jogos marcou seis gols e atua na mesma posição de JB. A assistência foi pra Willian marcar contra o Guarani, no Mineirão.

Marcelo Moreno jogou contra URT, Caldense, Villa Nova, Real Garcilaso, Atlético, Boa Esporte, Universidade de Chile, Minas Boca, Tupi, Defensor do Uruguai e Boa de novo - 613 minutos em campo e quatro gols marcados - diante do Villa Nova, Boa Esporte (duas vezes) e Tupi. Média de um gol pra cada 153 minutos. Santa Maria do Céu! (matéria de Gilmar Laignier-Superesportes).

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