terça-feira, 29 de abril de 2014

HISTÓRIA MOSTRA CRUZEIRO SEMPRE FORTE EM ASSUNÇÃO

Quem veste a camisa azul do Cruzeiro como segunda pele e a veste, também, pra agasalhar a alma a fim de se apegar até à história do clube tem outro motivo forte pra confiar que o time chegará às quartas de final da Copa Libertadores, com uma vitória nesta quarta-feira sobre o Cerro Porteño, no Estádio La Ola, em Assunção: jamais, em tempo algum, os azuis perderam pra qualquer time paraguaio, mesmo no campo dele.

Não acredito nessa história de números, místicas e tabus. Mas creio na forma espiritual do ser humano capaz de fazê-lo dobrar montanhas e mais, ainda, na capacidade técnica dos rapazes de Marcelo Pacote Oliveira, como aconteceu em Santiago do Chile, contra o Universidad. Basta querer e os santos do futebol darem um empurrãozinho pras oportunidades criadas sejam transformadas em gol, o que não tem acontecido.

Em todos os demais jogos que fez em terras guaranis, a Raposa venceu e com resultados suficientes pra classificá-la agora. Foram cinco jogos, como quatro vitórias e um empate em 2 a 2, resta, também, um placar interessante pro time de Everton Ribeiro e amigos.

Geovanni e Jairzinho Furacão são os artilheiros cruzeirenses em confrontos contra paraguaios fora de casa, ambos com dois gols. Para se classificar às quartas de final da Libertadores, o Cruzeiro precisa de uma vitória simples ou empate com mais de dois gols. Igualdade por 0 a 0 dá a vaga ao Cerro, e por 1 a 1 leva a decisão aos pênaltis.

Os jogos do Cruzeiro no Paraguai pela Libertadores:

1976
 – Luqueño 1 x 3 Cruzeiro
Gols de Roberto Batata, Nelinho e Jairzinho
1976 – Olimpia 2 x 2 Cruzeiro
Gols de Jairzinho e Darci
2001 – Olimpia 3 x 4 Cruzeiro
Gols de Geovanni (2), Jorge Wagner e Alessandro
2008 – Cerro Porteño 2 x 3 Cruzeiro
Gols de Thiago Heleno, Marcelo Moreno e Ramires
2011 – Guarani 0 x 2 Cruzeiro
Gols de Thiago Ribeiro e Ortigoza

TABU TAMBÉM NO GALO

Futebol sem a crença dos tabus, das macumbas, dos santos protetores, dos números estatísticos, sem as discussões de botecos, e os 80 milhões de técnicos brasileiros, seria missa de primeira comunhão. A moçada do Atlético foi informada que cinco times brasileiros já conquistaram o título da Libertadores após mudança de treinador.

Pronto, baixou espírito de renovação na moçada. O Galo trocou Paulo Autuori por Levir Culpi que fará contra o Atlético Nacional de Medellín, nesta quinta-feira, no Estádio Independência sua estréia como treinador atleticano na importante competição. Querem que a torcida esqueça a estreia de Levir Culpi em Porto Alegre, na derrota pro Grêmio ( 2 a 1) e confie na volta por cima no Horto.
  
À guisa de informação - que coisa chique, gente! - a Trincheira que acredita até em Papai Noel, volta ao assunto de abertura deste tópico. Já foram campeões da Libertadores, após a troca de treinadores,, num caso mais recente. o Santos, em 2011. Trocou Adilson Batista por Muricy Ramalho.

Um ano antes, Celso Roth assumiu o Inter após saída de Jorge Fossati, e foi campeão. No entanto, a maior curiosidade está com Paulo Autuori, demitido agora pelo Atlético. Autuori foi campeão duas vezes da Libertadores depois de assumir o cargo de alguém, no correr do torneio. Primeiro, no Cruzeiro, em 1997. Oscar Bernardi começou o trabalho, tropeçou e caiu. Em 2005, Autuori substituiu Emerson Leão, no São Paulo.

Em 1981, o Flamengo conquistou o título com Paulo César Carpegiani, que entrou no lugar de Dino Sani. Não é, contudo, feito exclusivo de brasileiro, conforme informa o Superesportes: o último estrangeiro a ganhar a Libertadores, por exemplo, também mudou de técnico. Leonardo Astrada deu lugar a Alejandro Sabella, no Estudiantes, da Argentina, na campanha de 2009.

LEVIR MUDA UM

No último e único treino tático e coletivo que Levir trabalhou no Atlético ele promoveu uma das mudanças anunciadas: Marion no lugar de Tardelli. Pro jogo desta quinta-feira, no Horto, o Galo terá Victor, Alex Silva, Leonardo Silva, Otamendi e Emerson da Conceição; Pierre, Leandro Donizete, Marion, Ronaldinho e Fernandinho; Jô. Confesso que não gostei e a torcida, pelas mensagens que recebi, também não. Queríamos Guilherme no lugar de Fernandinho que, também, não tem rendido nada.
E o Galo precisa vencer o Atlético Nacional, da Colômbia, por dois gols de diferença, no Independência, para uma classificação direta. E é importante, também, que não leve gol.  O jogo de ida, em Medellín, terminou em 1 a 0 para o mandante.

SHOW DOS MERENGUES
  

Quem podia imaginar que tal fato aconteceria, também. O Real Madrid, depois de vencer o primeiro jogo no Estádio Santiago Bernarbeu pelo magro 1 a 0 fosse golear com tanta facilidade o poderoso Bayer de Pep Guardiola lá em Munich. E goleou. Liquidou a partida em 19 minutos.

Não vi a partida, porque cuidava de outros problemas necessários. Vou me apegar ao vídeo-tape. Por isso, deixo a Globoesportes.com contar a hitória do jogo pra Trincheira: '

"Não foi fácil, mas o Real Madrid fez parecer ser. Com um baile tático e físico, o time espanhol, de Cristiano Ronaldo e companhia, mostrou frieza diante do "inferno" prometido pelo adversário e fez o Bayern de Munique comer poeira. Os comandados de Guardiola foram inferiores durante toda a partida, e não conseguiram frear os merengues, que aplicaram uma histórica goleada por 4 a 0, na Allianz Arena, e vão à final da Liga dos Campeões da Europa pela primeira vez após 12 anos, em busca do sonhado décimo título da competição."

"O clima de inferno, prometido pela torcida e diretoria do Bayern, estava lá, desde o começo. Foram 67.500 vozes gritando a plenos pulmões para apoiar o time alemão. Mas foram necessários apenas 19 minutos para três homens aparecerem com um gigantesco balde de água fria, apagarem o fogo e calarem o estádio. Os três algozes do Bayern foram Sergio Ramos, que marcou de cabeça os dois primeiros gols da partida e se vingou do goleiro Neuer, após ter sido zombado pelo alemão, quando perdeu um pênalti na eliminação de dois anos atrás; o técnico Carlo Ancelotti, destruidor no duelo tático com Guardiola; e, claro, Cristiano Ronaldo. 

O português fechou a goleada: no primeiro tempo, marcou em rápido contra-ataque e celebrou mais um recorde em sua carreira com a alegria de uma criança que acabava de ganhar um presente que buscava há muito tempo. Dançando com as mãos espalmadas e movendo uma delas, para somar 15,


Ronaldo gritou ao mundo que é o maior artilheiro da história em uma só edição da Liga dos Campeões, superando o rival argentino Messi, do Barcelona, e o brasileiro Mazzola, autores de 14. Aos 44 minutos da etapa final, brilhou de novo e aumentou a marca: em uma cobrança de falta genial, bateu por baixo da barreira, à la Ronaldinho Gaúcho e definiu a goleada. São 16 gols em 10 jogos nesta temporada da Champions".

segunda-feira, 28 de abril de 2014

LEVIR ACOSTUMOU-SE DEMAIS COM JAPÃO, ONDE TUDO É IGUAL E DIZ QUE RG-10 NÃO É DIFERENTE DE NENHUM OUTRO JOGADOR

                        Levir acostumou com o Japão e vê todo jogador aqui igual. Até o genial RG-10
                         (fotos Vinicius Costa - Ag.Previw/Estadão)


No palco das operações táticas, como gostam de afirmar generais e comandantes militares durante uma guerra, tomando por base o jogo Grêmio 2 x Atlético 1, na Arena de Porto Alegre - lembrando que os adversários gaúchos eram cadetes, enquanto o Galo jogava com a maioria oficiais e praças experientes - o marechal (figura apagada atualmente na hierarquia militar) Levir Culpi estarreceu-se com as atuações de dois dos seus principais coronéis: Ronaldinho Gaúcho e Diego Tardelli.
Não existe novidade alguma nesse aspecto. Paulo Autuori, também, estava estarrecido e, segundo soube este filho de Dona Geralda, numa de suas idas ao Mercado Central pra comprar goiabinhas vermelhas, se dispunha a sacá-los da equipe. A primeira reação teria sido de RG-10, que estrilou via seu irmão Assis. A turma do marketing, também, chiou face aos contratos já assinados, e que exigem RG-10 titular, exceto em caso de contusão.

De Belo Horizonte, logo após a derrota com aquela atuação vergonhosa, o presidente Alexandre Kalil prevendo água no motor do trator atleticano, tratou logo de recomendar ao diretor Eduardo Maluf que dispensasse, por lá mesmo, o técnico. Levir Culpi chegou com o respaldo de Kalil, observou bem o time na derrota pro Grêmio e mandou seu recado: " titular que não fizer dever de casa e tirar nota ruim nos treinos e nos jogos, independentemente da fama, vai pro banco". Recado dirigido diretamente pra RG-10 e Tardelli.

No caso dos dois, Levir contemporizou ao afirmar que ambos estão fora de suas condições físicas, em razão de problemas médicos. As chances de titularidade aumentaram para Guilherme e Marion. Também nada de anormal ou surpreendente nessa possibilidade dos meninos assumirem as posições das estrelas. Nos jogos em que Guilherme e Marion entraram com a bola em jogo, substituindo as feras combalidas, o Atlético cresceu em campo. Não foi assim em Porto Alegre e o time chegou a fazer seu gol e quase marcou o de empate?

Surpreendentes são os acontecimentos. Autuori caiu, segundo as más línguas, porque queria barrar Ronaldinho e Tardelli, apoiando-se num coro dos torcedores. Entretanto, Levir Culpi - e tem enorme cartaz com a torcida e com a cartolagem do Galo, especificamente com Urso Bravo - já anunciou a possibilidade da troca de duplas - RG-10 e Tardelli por Guilherme e Marion - e o rio continuou no seu curso normal, águas cristalinas e mansas.

NÚMEROS NÃO JOGAM

Se o númerologista e treinador Levir Culpi nos permite especular que as estrelas correm risco de virarem bancários, sem consideração ao passado, fama e cartaz que tenham com a Massa, poderá liberar-nos, também, pra não concordar com a bobagem de que o escaute pessoal de cada atleta é que define sua condição de titular.

Disse ele aos meus coleguinhas setoristas: "“Tirar o Ronaldinho para mim é como tirar qualquer jogador. Fiz uma palestra rápida com eles e falei que jogador é número. Quantos chutes, passes, gols, assistências... O melhor jogador está dentro da estatística". Que Levir perdoe a ousadia deste ex-beque de espera do EC Caratinga, Rodoviário e América FC: conversa fiada.

Vivo no futebol há 60 anos, tempo suficiente pra aprender que nenhum jogador é igual ao outro. Estatísticas existem pra turma dos operários da bola. Outros treinadores, em épocas mais difíceis, chegaram, também, a falar essa coisa: tirar Pelé, Tostão, Garrincha, Reinaldo, Dirceu Lopes, Ronaldo Fenômeno, Romário, do time é como tirar qualquer jogador".

O período de Levir Culpi no Japão não foi, então, legal pra ele. Lá sim,  tudo é igual. Não tem aquela máxima: "é tudo japonês..." Aqui não. O que se tem de fazer é dar motivação ao genial Ronaldinho Gaúcho, eleito em outras situações o melhor jogador do mundo; recuperar sua alegria de jogar e sua autoestima, em cima daquela manifestação espetacular do povo de Medellín outra dia mesmo, cercando o craque de carinho e atenção.

RG-10 não é número, p. nenhuma, Sr. Levir. É um cracaço; bem ou mal, é um cracaço. O que acontece na cabeça dos treinadores é que gostam de times marcadores, com o gênio dando carrinho no meio-campo. Quando sugeri aqui, o time do meio-campo pra frente com apenas um volante - que seja o brucutu Pierre - ao lado de Guilherme e Tardelli, mais RG-10 livre, e saindo pelos lados, com Jô na frente, não foram números que me orientam. É a vivência.

Direis: onde está a marcação, com apenas um volante? Numa outra linha de combate, mas que saiba jogar bola - Marcos Rocha pelo lado direito e Dátolo pelo lado esquerdo ( confesso que não gostei do jeitão do Emerson Conceição). Uma linha de três beques: Otamendi, Rever e Léo Silva.

Direis outra vez: tá muito ofensivo. Venha com esse time contra o meu, em 10 partidas, que venço todas elas. Conversa fiada! Esta equipe terá os três beques, mais o volante único e os dois falsos laterais pra cobrirem o meio e a entrada da área, além de fechar os lados do campo. Some-se a isso que será uma equipe veloz (como na boa fase de Cuca), de bom toque de bola, com capacidade de chutes à média distância e sem nenhum "poste" no meio dos beques adversários.

Segundo o professor Levir Culpi, "quem acompanha o basquete americano, por exemplo, sabe que o melhor jogador deles é o que mais cesta, dá mais assistência". Esqueceu-se dos que pegam rebotes, armam contra-ataques e marcam bem. Basquete ao contrário do futebol é marcação. Mentalidade que não coaduna com o futebol de time grande.

Este recado que Levir mandou pro Ronaldinho de que ele  tá sujeito à mesma cobrança que demais jogadores do elenco, faz-me rir. Lógico que do jeito que tem jogado é que não pode ser. Cabe, conforme falei, a Levir recuperá-lo numa função tática que explore o talento dele, e não o obrigue ser igual aos outros. Porque isso ele não é mesmo!


Eis o ridículo recado: “Então é isso: tem que ficar num número alto de aproveitamento. Se não, não fica no time. Não importa se é o Ronaldinho ou menino do júnior. O jogador tem que ter um número considerável de números favoráveis para se manter no time, e isso serve para qualquer um”. Então, meu caro Kalil, ofereça ao RG-10 o que ganha um menino do júnior. 

domingo, 27 de abril de 2014

QUE SAUDADE DO VIOLÃO DO CÍCERO!

Você se lembra do saudoso Cícero Lopes, além de "Solidão Maior", num solo maravilhoso de violão, feito Toquinho, cantando "Onde anda Você", de Vinicius de Morais? Me pergunta Angelina Pires, prima do Dr. Antônio - outro saudoso e imortal Tonico de Ibirité - e que rodava os barzinhos de Belo Horizonte, como eu fazia, atrás do Cícero. -"Olha, o Cícero não canta mais aqui". "Aonde ele está?" "Acho que num barzinho na Contorno, Floresta, ao lado do Cine Odeon, só não sei o nome do bar/restaurante". Saímos todos rodando a região até achar o Cícero e avisar pra turma.
Numa semana, tava cheio. Daí a pouco, sumia de novo. Até sumir em definitivo numa pescaria no Rio São Francisco. Coisa, realmente, de artista, poeta, descompromissado com a vida. Atado de mãos e pés apenas no amor. Ainda vou contar muitas histórias do Cícero, que era atração do programa Show Fatos, que eu produzia e Dirceu Pereira apresentava na antiga TV Alterosa. Quero descobrir de quem é "Solidão Maior", uma peça maravilhosa que Cícero tocava e cantava e não revelava o autor. Pra mim, é dele. Mas vamos à letra de "Onde Anda Você", que meu saudoso Cícero tentou ensinar pro meu saudoso Tonico a tirá-la no violão. Não houve tempo pra ele.
ONDE ANDA VOCÊ
Autor: Vinicius de Morais
E por falar em saudade
Onde anda você
Onde andam os seus olhos
Que a gente não vê
Onde anda esse corpo
Que me deixou morto
De tanto prazer
E por falar em beleza
Onde anda a canção
Que se ouvia na noite
Dos bares de então
Onde a gente ficava
Onde a gente se amava
Em total solidão
Hoje eu saio na noite vazia
Numa boemia sem razão de ser
Na rotina dos bares
Que apesar dos pesares
Me trazem você
E por falar em paixão
Em razão de viver
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares
Na noite, nos bares
Onde anda você

GALO PERDE DOS RESERVAS DO GRÊMIO E PRA VARIAR CRUZEIRO LEVA EMPATE DE FALTA NOS ACRÉSCIMOS -

 Não vou queimar fosfato na busca de justificativas pela derrota do Atlético em Porto Alegre, por 2 a 1, diante do time reserva do Grêmio. Não o farei porque seria injusto com Levir Culpi que assumiu no meio da semana e ainda teve coragem de corrigir algumas besteiras na equipe que herdou do ex-técnico Paulo Autuori. Até porque não há justificativa pro time titular do Atlético ser derrotado e engolido pelos meninos reservas gremistas, conjunto de qualidade mediana.
Também, não pretendo criar outras justificativas pro empate do Cruzeiro, aos 47m do segundo tempo, após segurar praticamente o tempo todo a vitória por 1 a 0 sobre o Uberlândia.  Não é a primeira vez que isso acontece e nem será a última. Ratifico tão-somente as criticas que tenho feito à dupla de zaga celeste: ótima no ataque, péssima na defesa.

Na bola que saiu da falta cobrada pelo São Paulo e direcionada à cabeça do zagueiro dele Antônio Carlos - bem mais baixo que Dedé e Bruno - houve ligeiro desvio, porque o cruzeirense que o marcava, um dos beques, fingiu que pulou. O suficiente apenas pra se passar uma lâmina de Gillete debaixo de suas chuteiras. Vale lembrar que este empate por 1 a 1 aconteceu na casa do Cruzeiro.

No Atlético, um fato se repetiu: com Tardelli e Ronaldinho Gaúcho em campo, a equipe não jogou nada. Teve falso domínio da bola, mas não suportou o jogo forte, marcado e veloz do Grêmio. Tudo bem que os dois gols foram em erros: o primeiro coletivo e o segundo individual. Ao fazer 1 a 0, num chute fortíssimo do meia Alan Ruiz, por sinal excelente jogador, a barreira abriu antes da hora e entregou o goleiro Victor. 1 a 0, aos 6m. No segundo, um presente de Alex Silva ao atacante Lucas Coelho, que driblou Victor e marcou 2 a 0, aos 21m.
Apenas na fase final, após passar por vário sufoco, o Galo marcou seu gol, aos 39m, com Fernandinho. O Grêmio teve o zagueiro Bressan expulso, aos 41m, tempo insuficiente pro empate. As presenças de Marion e Guilherme, nos lugares de Tardelli e RG-10, melhoraram bastante o desempenho do Atlético no segundo tempo.

EU ACREDITO

Esta semana, a dor de cabeça de Levir Culpi aumentará, com certeza. Terá de arrumar uma equipe, sem a paixão de marketing, ou pressão de empresários, pra encorpar  o Galo e colocá-lo em condição de fazer uma diferença de dois gols sobre o Atlético Nacional de Medellín, no Independência. Este filme eu já vi e sei que não é impossível assisti-lo outra vez no Horto, onde os adversários caem e são mortos. Esta é a mística que precisa ser mantida, como ano passado. A presença da torcida, evidentemente, acreditando ou não, é importante.

SP ENGROSSA DE NOVO

Na verdade, o São Paulo é uma trava na garganta celeste. Há tempos o time azul não consegue vencer o pessoal do Morumbi aqui em casa. Até porque joga com medo. O primeiro tempo em Uberlândia foi sonolento. Apenas duas jogadas ficaram marcadas.

O gol perdido por Ricardo Goulart, numa bola cruzada por Everton Ribeiro; e um contra-ataque dos paulistas que Maicon cruzou e Pato furou na cabeçada.

No segundo tempo, nova impressão. Aos 4 minutos, Dedé fez excelente jogada e lançou Willian na entrada da área. Ele foi derrubado,e, na cobrança da falta, Júlio Baptista colocou por cima da barreira pra fazer 1 a 0 para o Cruzeiro. O São Paulo saiu da defesa e deu campo pro contra-ataque do Cruzeiro, mas o ataque, de novo, finalizava mal.

Aí vieram aquelas substituições que não se entende: Maike no lugar de Ceará, quando na realidade o titular deveria ser ele, aí evitava-se de queimar uma substituição. Nilton no lugar de William pra segurar o placar e depois o Borges, insosso e fora de forma, no lugar de Júlio Baptista. O Cruzeiro pra justificar o empate reclamou da arbitragem. O Juiz Wagner Nascimento teria invertido a falta que originou o gol de Antônio Carlos e do empate aos 46m. 

Que se preparem os cruzeirenses pro sofrimento da próxima quarta-feira caso Marcelo Oliveira mantenha essa mentalidade defensiva e esta defesa constante de jogadores chamados experientes e completamente fora de forma. Ganhar do Cerro Porteño em Assunção não é impossível, mesmo no seu curralzinho. Ou até mesmo empatar por 2 a 2 ou mais.
Mas é preciso jogar como aconteceu contra a Universidad de Chile, em Santiago. Jogar com espírito de Libertadores, de bicampeão do torneio.

AMÉRICA GOLEIA CEARÁ EM HOMENAGEM AO GENIAL AFO, OUTRO DE SEUS IMORTAIS TORCEDORES


Não cheguei a trabalhar com Afo nos Diários Associados. Quando ele chegou, em 84, eu já tinha ido pra Rádio Capital em 82. Convivi,entretanto, nas nossas correrias, momentos raros e deliciosos com ele e suas tiras, que eu me informara eram criadas numa rapidez incrível. Tornei-me tiete de Afo e me sosseguei apenas quando o conheci pessoalmente no Mineirão. Gente fina demais!

No entanto, a minha homenagem a este grande jornalista, que, como tantos outros dos meus saudosos tempos, mudaram pra andar de cima prematuramente, peço permissão pra fazer meu o texto do obituário dele, publicado no Superesportes e assinado por Renan Damasceno, do Estado de Minas:

"Se viver é desenhar sem borracha, como definiu Millôr Fernandes, o mineiro Afonso Celso Duarte, o Afo, soube como poucos traduzir a vida e os pormenores do cotidiano em traços precisos. Chargista diário do caderno Superesportes do Estado de Minas há 30 anos, conhecido pelo humor inteligente e ácido – mas sempre respeitoso e cordial –, ele faleceu ontem, aos 72 anos, de síndrome hepatorrenal, em decorrência de hepatite C. O sepultamento ocorreu no cemitério Parque da Colina, na Região Oeste da capital. Afo deixou dois filhos: Guilherme, de 34 anos, e Leonardo, de 38".

"Nascido em Araguari, no Triângulo Mineiro, em 3 de agosto de 1942, Afo se dedicava diariamente ao ofício. Acordava cedo e lia todo o jornal em busca de inspiração para a próxima tirinha, em seu home-office, no Bairro Cidade Nova, Região Nordeste da capital. "Era uma dedicação religiosa", lembra o filho Guilherme, que define o pai como uma pessoa espirituosa, inteligente e de conversa agradável". 
     
"Talentoso e perspicaz, Afo não completou o ensino médio e especializou-se como publicitário e designer pela experiência em gráficas e redações de jornais. O primeiro emprego em periódicos foi em O Diário, no fim da década de 1960, e, em seguida, foi para o Diário de Minas. Nos anos 1970, ao lado de chargistas como Lor e Aroeira, foi colaborador do Humordaz, que começou nas páginas do Estado de Minas e se tornou um dos almanaques de humor de maior sucesso da época".

"A primeira charge em Esportes foi publicada em 25/7/1984, às vésperas de um Cruzeiro e Atlético. Nas três décadas seguintes publicou, diária e religiosamente, a tirinha que tratava do esporte mineiro, sobretudo do dia a dia de Atlético, Cruzeiro e América – seu time do coração. Atletas e até alguns dirigentes – como o ex-presidente do Atlético Ziza Valadares – eram colecionadores da obra do cartunista. Não faltavam também homenagens e lembranças aos repórteres e amigos. Ao chegar à redação, sempre saudava todos com a tradicional pergunta: "E como está o vestiário da alegria?".

"Por volta de 2000, em exame de rotina, descobriu que portava hepatite C, contraída em transfusão de sangue, quando tratava de pneumonia no pulmão direito. A última década foi de cuidados médicos e, nos últimos anos, rarearam-se as visitas à redação. Há três semanas, deixou de se dedicar às tirinhas para cuidar da saúde. Faleceu, às vésperas de completar 30 anos na função e de sua oitava Copa do Mundo como chargista do Superesportes".

sexta-feira, 25 de abril de 2014

GALO E RAPOSA, DE NOVO, FORA DO MINEIRÃO - UM NO SUL E OUTRO NO TRIÂNGULO. EM CASA, SÓ O COELHO.


Preferido da torcida, bom de papo, chorão linha de frente, agora mais rico e bem elegante, Levir Culpi está entre os quatro treinadores que mais dirigiram o Atlético. O seu novo capítulo dessa história vitoriosa, escrita  até aqui, começa com certeza neste domingo, numa parada indigesta, contra o Grêmio, em Porto Alegre. Aliás, outra vez, a Capital ficará um domingo sem futebol. O Cruzeiro joga no Triângulo Mineiro, contra o São Paulo, punido pela CBF, e o Coelho recebe o Ceará, neste sábado às nove da noite, no Horto.


Levir Culpi tem história no Atlético, ah isso tem! E tem história comigo, também. A primeira grande briga que tive na televisão foi com ele. Na Band. Pediu-me espaço pra rebater um comentário meu e eu o concedi, democraticamente. Não vou repetir os acontecimentos. O pau quebrou a ponto do diretor de programação descer de sua sala e ir para o estúdio. No final, saímos conversando amigavelmente e nos tornamos afetuosos inimigos. Até porque ele gostava muito do meu filho Flávio Júnior, repórter global na época.

Eu chamo o Alexandre Kalil de Urso Bravo e ele me rotulou de Cachorro Zangado. Ele, no entanto, é que gosta de ofertar-me de mão beijada bons assuntos pras minhas zangas. Por exemplo,  quando ele trouxe de volta o Bebeto de Freitas, sabia que eu tivera com este senhor um entrevero ao vivo bem perto daquele que tive com Levir.

Que fez Kalil? Marcou uma reunião comigo e expôs sua intenção de voltar com Bebeto e pediu meu apoio via paz no reduto. Foi o que lhe prometi, mas antes pedi que ele avisasse ao Bebeto que eu não aceitaria aulas dele sobre como fazer o trabalho de imprensa esportiva, assunto que motivara nossa desavença. Houve paz.

Com Levir é diferente. Apesar das chatices dele, tipo aquelas do Telê Santana, com quem duelei bastante, também, é bom no que faz e a gente respeita. Eu criei numa das passagens dele por aqui o Troféu Bebê Chorão em sua homenagem. Reclamava de tudo. Clone de Telê, sem dúvida.

Agora sou do tipo caseiro, com duas passagens apenas semanalmente na tevê, no programa Jogada de Classe, com Orlando Augusto, na TV Horizonte. Topo briga mais não.

Nas três anteriores que dirigiu o Galo, Levir inscreveu seu nome entre os técnicos que mais jogos comandaram o time. Foram 175 partidas. Só perde pra Telê Santana (434), Procópio Cardoso (328) e Barbatana (227). A primeira passagem de Levir foi entre 1994 e 1995, a chegou a semifinalista do Brasileiro, em 1994. Foi eliminado pelo Corinthians e campeão mineiro no ano seguinte.

Voltou ao clube em 2001, e colocou o Atlético em duas semifinais: de novo no Brasileiro e caiu diante do incrível São Caetano; na outra, foi na Copa do Brasil e a zebra funcionou de novo. O Galo caiu frente ao Brasiliense. Na terceira passagem, em 2006, veio pra tirar o Atlético da Segunda Divisão. Assumiu com o time na 14ª posição e o trouxe de volta à Elite.

Em 2007, levou o Galo a mais um título do Mineiro, e antes de levantar o troféu já havia anunciado sua transferência pro Cerezo Osaka, do Japão, onde encheu as malas de dólares. Ficou por lá até o fim do ano passado. Eis o resumo do Levir no Galo: 175 jogos - 93 vitórias, 38 empates, 44 derrotas - Aproveitamento de 60,38%

CAMISAS DE FORÇA AZUIS

Santa Maria do Céu, mande logo uma camisa de força pra gente empacotar o diretor de futebol do Cruzeiro, Alexandre Mattos, que revelou ter rejeitado uma proposta de R$ 50 milhões pelo zagueiro Dedé. Isso se for ele mesmo quem manda. Caso contrário, mande duas: outra pro presidente Gilvan Tavares.
Com este dinheiro todo, o Cruzeiro acertaria mais ainda suas contas e abriria espaço pro excelente Wallace, zagueiro moderno, estilo Rafa Marques, do Leon do México, antes do Barcelona, assumir aquela estropiada zaga.

Segundo Mattos, além dessa fortuna, o Cruzeiro rejeitou outra excelente proposta, cujo valor não quis revelar, de um fundo de investimentos inglês pelo meia Everton Ribeiro. Outra bobagem, caso a proposta seja tão boa quanto garantiu. Alisson e Marlone estão ali na boca, esperando vez. E são ótimos. Disse ele: "Na proposta oficial, tivemos uma situação do Zenit de 16 milhões de euros pelo Dedé e de um fundo de investimentos pelo Everton Ribeiro. O Cruzeiro não aceitou nenhuma delas. Isso foi já tem um tempo, dois, três meses atrás".

Olhem bem quanto ganharia o Cruzeiro nessas transações: desembolsou R$ 14 milhões pra comprar 45% dos direitos de Dedé, que até agora foi apenas sombra do Mito do Vasco da Gama. Na sigilosa questão de Everton Ribeiro, sei apenas que o clube investiu R$ 4 milhões e detém 60% dos direitos econômicos do jogador.

Jogador de casa, novo, que não custou nada, ou de fora que ainda não tenha cartaz lá fora, eu não negociaria, como foi feito com Vinicius Araújo. Mattos revelou que teve sondagens por Lucas Silva, Ricardo Goulart, Nilton e Mayke Porém, nenhum contato oficial foi feito.

"Houve procura de empresário (pelo Nilton). Não houve procura da Inter de Milão. Empresários ligados não só a Inter, mas a um clube da Espanha, de outro clube da Itália. E não só pelo Nilton, como também pelo Lucas Silva, Everton Ribeiro, Ricardo Goulart e Mayke. Isso é corriqueiro, mas não existe proposta oficial. O que eu chamo de proposta oficial: papel timbrado bonitinho. Isso a gente não teve. São conversas de empresários" revelou Alexandre Mattos, quase devidamente encamisado e internado no Raul Soares.

DOENÇA MALDITA

Com apenas 45 anos, o ex-técnico do Barcelona Tito Vilanova, durante anos auxiliar de Pep Guardiola, morreu nesta sexta-feira, após submetido a uma cirurgia de urgência na garganta na última noite. Ele lutava contra um câncer na glândula parótida desde 2011, razão pela qual deixou o comando do clube catalão em julho de 2013. Doença filha da puta que não respeita nem os jovens.

LUSA NO PERIGO

O STJD  aprovou o pedido de exclusão da Portuguesa da Série B, por conta do abandono do campo na partida contra o Joinville, há uma semana. De acordo com o procurador-geral da entidade, Paulo Schmitt, a decisão foi tomada após investigação do órgão.
Enquanto isso, mostrando bem a maré que vive a Lusa, a Polícia de São Paulo deteve nove pessoas acusadas de participar de jogo de azar dentro do estádio da Portuguesa, no bairro do Canindé, zona leste da capital paulista, nesta quinta-feira. No momento do flagrante, havia seis jogadores, uma crupiê, um garçom e o organizador do jogo.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

KALIL NÃO DEIXOU A PETECA PULAR A REDE. GALO JÁ TEM NOVO TREINADOR, LEVIR CULPI ESTÁ DE VOLTA.


De novo vou explorar o portal Uai onde foi o primeiro lugar que tomei conhecimento da volta de Levir Culpi ao Atlético, pra vaga de Paulo Autuori. Alexandre Kalil pegou o avião e foi a Curitiba acertar com o técnico.
(Superesportes) - Levir Culpi é o substituto de Paulo Autuori no comando do Atlético. Uma reunião do presidente Alexandre Kalil com o técnico sacramentou a contratação, em Curitiba, nesta quinta-feira. Aos 61 anos, ele estava sem clube desde que deixou o Cerezo Osaka, do Japão, no fim ano passado.

De olho no decisivo duelo da próxima quinta-feira, contra o Nacional de Medellín, no Independência, Levir já assume o comando da equipe alvinegra de forma imediata. Ele comandará o treino desta sexta-feira, em Porto Alegre. A reestreia do comandante será no domingo, às 18h30, contra o Grêmio, pelo 
Campeonato Brasileiro.

Será a quarta passagem do técnico pelo Galo. Ele tem 175 jogos, com 93 
vitórias, 38 empates e 44 derrotas. Rendimento equivalente a 60,38% dos pontos. Três títulos foram conquistados, os estaduais de 1995 e 2007, além da Série B do Brasileirão de 2006.

Desde que deixou o Atlético em 2007, Levir trabalhou no Cerezo Osaka, do Japão. Mas, em setembro do ano passado, ele já não descartava um retorno ao futebol 
brasileiro.

"Absolutamente não descarto um retorno. Acho inclusive que está na hora de eu voltar. Quero ficar mais próximo da minha família. São 24 horas de viagem daqui ao 
Brasil, fico muito longe da família. Claro que depende do projeto também. Preciso saber onde eu vou trabalhar, com quem, conhecer o projeto do clube. Fiquei um pouco mais exigente também. Tudo está em aberto, mas tem que ser com antecedência", disse, na ocasião, em entrevista ao Superesportes.

Sem contrato para 2014, Levir voltou a morar no Brasil. Agora, a primeira grande missão do treinador será conseguir a classificação para as quartas de final da Copa Libertadores. O Galo precisa reverter o confronto ate o Atlético Nacional, da Colômbia.

DECEPÇÃO EM MEDELLIN PROVOCA A DEMISSÃO DE AUTUORI


São Victor conseguiu salvar o Atlético de uma derrota mais feia em Medellín, com uma série de defesas impossíveis, só não conseguiu chegar a tempo na bola chutada por Cárdenas, no ângulo, aos 48m do segundo tempo, e, também, salvar o emprego do treinador Paulo Autuori dispensado nesta quinta-feira à tarde. O presidente Alexandre Kalil cuspia marimbondos ao determinar o diretor de futebol Eduardo Maluf que desse cartão vermelho pra Autuori. De todos os treinadores contratados por Kalil foi o que ficou menos tempo e não deixará saudade nos torcedores alvinegros.

( Superesportes) Paulo Autuori foi o sexto treinador contratado por Alexandre Kalil, no seu mandato como presidente do Atlético. O fraco rendimento apresentado dentro de campo pelo time no início de 2014 faz do agora ex-técnico alvinegro o menos longevo da "era Kalil".



Foram quatro meses e quatro dias desde o anúncio da contratação até esta quinta-feira. A passagem de Autuori foi mais curta até mesmo que a de Emerson Leão, em 2009. Curiosamente, ela acontece exatamente após a saída de Cuca, o mais longevo.



Autuori, inclusive, tem colecionado passagens breves por clubes brasileiros nos últimos anos. Só no ano passado, ele treinou Vasco e São Paulo. Em 2009, não durou muito no Grêmio, assim como aconteceu em 2007, pelo Cruzeiro.
Sinal de que não ocupa mais nenhuma prateleira das mais importantes do futebol brasileiro. Pode juntar as trouxas e voltar pra Arábia ou Japão onde sua bola ainda permanece cheia. 



A queda do Atlético se dá após a derrota para o Atlético de Medellín, pelas oitavas de final da Copa Libertadores. O jogo de volta acontecerá no dia 1º de maio, daqui uma semana, no Independência.

Os muros da Cidade do Galo e da sede administrativa amanheceram pichados e pedindo a saída do treinador. Cutucarem o presidente Alexandre Kalil com vara curta. Afinal, o Atlético estava invicto na Libertadores e perdeu fora de casa, mas jogando preguiçosamente, e com um gol aos 48m do segundo tempo.

Direis: poderia ter levado mais gols. Claro, não fosse a atuação espetacular de Victor. Mas ele não é pago pelo clube pra fazer exatamente o que faz?

O esquema tático do Atlético, variando com Autuori, estava realmente irritante. O time está diferente daquele de Cuca. Sem liderança e comando. Perdeu a velocidade e o toque de bola. Nas pichações pediram até a cabeça de Ronaldinho Gaúcho que não tem jogado nada. Cadê Tardelli e Jô da época de Cuca?  E a zaga imbatível e bem auxiliada pelo meio-campo de Pierre e Donizete? Acabou tudo isso. Eles esqueceram como se joga futebol?

Autuori, sem Marcos Rocha, não acreditou em Alex e inventou uma nova fórmula defensiva: três zagueiros - Otamendi, Réver - voltando após longo tempo de paralisação e o atrapalhado Léo Silva. Além disso prendeu o lateral esquerdo Emerson Conceição. Não colocou Guilherme na armação e deixou um buraco no meio-campo com apenas RG-10. Fernandinho um p.louca correu o tempo todo e não produziu nada. Jô ficou isolado na frente.

Por isso, o time contrário chutou 21 bolas na meta de Victor e o ataque do Atlético chutou apenas uma, mesmo assim após a entrada de Marion e Guilherme. Quase marcou. O goleiro Armani, também, operou um milagre.

Torcedores têm direito a seus receios e a pressão valeu a pena: já estava na hora de Paulo Autuori pegar o boné e se mandar.

 SOBRAM CRÍTICAS

Que o técnico Paulo Autuori do Atlético não fique de todo aborrecido com a dispensa. Do outro lado do mundo, o famoso Pep Guardiola, endeusado até outro dia, bastou o Bayern perder pro Real Madrid, por 1 a 0, pela Liga dos Campeões, pra chover críticas sobre ele. Até o famoso Franz Beckenbauer, ídolo eterno do Bayern, lascou brasa em Guardiola, e pediu sua cabeça.
Publicado pelo portal Uai, as diversas reações de torcedores e da imprensa alemã a Trincheira põe no pedaço. Leiam:
"A derrota do Bayern de Munique para o Real Madrid por 1 a 0 no Santiago Bernabéu pelo jogo de ida da semifinal da Liga dos Campeões não foi bem digerida por imprensa, torcida e ídolos na Alemanha. No dia seguinte ao revés, não faltaram críticas ao time bávaro, com o técnico Pep Guardiola e o meia-atacante Franck Ribery sendo eleitos como principais vilões.

O jornal Sport Bild, de maior circulação do segmento esportivo alemão, afirmou: "Uma besta que você não precisa temer", com a foto de Pep Guardiola como ilustração. O título é uma referência ao apelido do técnico na Espanha, onde ficou conhecido como "Besta Negra", devido à antiga invencibilidade do comandante no estádio do Real Madrid na época em que comandava o Barcelona. A marca chegou ao fim com a atual derrota.

Na capa do The Bild, Guardiola também foi crucificado. "Pep, assim você explode o sonho da tríplice", publicou o diário em referência às chances do clube alemão conquistar pelo segundo ano seguido a Liga dos Campeões, o Campeonato Alemão e a Copa da Alemanha. O estilo de jogo proposto por Guardiola no clube também foi severamente criticado. "Muita posse de bola, mas poucas ideias", escreveu o diário Kicker.

Além da imprensa, as críticas também vieram do presidente honorário e maior ídolo do Bayern, Franz Beckenbauer. "Posse de bola não significa nada quando o adversário cria tantas oportunidades de gol. Devemos estar felizes por só ter sofrido um gol até aqui", disse o ex-jogador, que já havia criticado o técnico espanhol anteriormente, durante o intervalo do jogo.

Já o meia Franck Ribery, tido como principal estrela do Bayern, foi discreto no duelo contra os merengues e acabou não sendo poupado. Em entrevista ao The Bild, o ex-goleiro Oliver Kahn, outro grande ídolo do clube, disse que o lado psicológico do atleta precisa ser melhor trabalhado".
"Franck é um jogador sensível. Ele é muito dependente de motivação emocional. Você precisa trabalhar muito isso, conversando com ele, tirando tudo que ele pode. É sempre descobrir o que o deixa deprimido. Ele é um dos poucos que podem fazer a diferença dentro de uma equipe", disse Kahn.

É O DISSERAM...

Duas opiniões bem pesadas a respeito da derrota em Medellín. Uma vez de Caratinga, meu amigo Serginho, e outra de Lagoa Santa, do meu primo e contumaz colaborador, Iraq Rodrigues.


Não concordo, nem discordo das duas opiniões. Eu as respeito.





Iraq Rodrigues - Lagoa Santa - "Fernandinho já não faz nada há tempos. Neste ano, em todos os juntos somados, não fez mais que três jogadas. 
Réver não ganhou uma pelo alto. Banco nele  até pegar embalo novamente. Alex SIlva teria se dado melhor que Otamendi na lateral direita".  

"Acho que o Kalil deveria tentar contratrar o Cárdenas, revelação do Nacional. Muito bom de bola. Tem tudo para ser ídolo o Galo.  Fernandinho, repito, não está fazendo nada e Guilherme deveria ser titular... Marion e Guilherme juntos, em um minuto quase viraram o jogo para nós".

"PA deveria ter sido demitido no vestiário. Será que não viu o passeio que o meio de campo estava levando ? Fazer uma substituição aos 35 minutos do segundo tempo ? Ele não joga prá ganhar... Kalil, chame outro, esse PA não sabe nada de bola. Ou detesta o Galo. Uassalã."

Sergio Ferreira@serginhofminas
A bola pune...o Atlético abdicou do futebol...Não é nem sombra do time do ano passado...Não entendo como o Autuori é sempre cobiçado por times...o cara não tem frutos pra apresentar.

CRUZEIRO USA FORÇA MÁXIMO CONTRA SÃO PAULO NO PARQUE DO SABIÁ -

O campeão brasileiro só não terá força máxima no Parque do Sabiá, domingo,  em Uberlândia, porque os médicos vetaram Dagoberto. Em compensação, liberaram Ricardo Goulart pra enfrentar o São Paulo. Esta decisão do técnico Marcelo Pacote Oliveira bate com meu pensamento, visto que o time principal precisa ritmo e não pode ficar parado 14 dias antes de fazer a partida decisiva na Copa Libertadores, contra o Cerro Porteño, dia 30, quarta-feira, em Assunção.

Existe outro problema que pode tirar o calmo sorriso do rosto de Pacote: William ainda depende dos médicos pro Cruzeiro ter seus 12 titulares, como gosta de dizer o treinador, à disposição. Contudo, existe a mesma dose de otimismo pelo aproveitamento de William. O lugar de Dagoberto será ocupado por Ricardo Goulart.

Outra preocupação quanto a William está na sala do presidente Gilvan Tavares. Até o dia 30 de maio ele poderá jogar pelo Cruzeiro; aí encerra-se seu empréstimo e o Metalist da Rússia insiste em receber R$ 13 milhões por seus direitos econômicos, e o Cruzeiro não tem isso em caixa e nem parceiros à vista. O Corinthians já entrou no páreo pra ficar com o jogador.

Segundo Marcelo Oliveira, a Comissão Técnica analisou bem a situação dos atletas da equipe titular, e achou que ele já descansaram um bom tempo. Aquilo que escrevi acima: seria prejudicial ficar 14 dias parado antes de jogar contra o Cerro lá em Assunção, a partida decisiva da Libertadores.

Marcelo entende que o jogo contra o São Paulo é fundamental no Campeonato Brasileiro, porque apesar de ser em Uberlândia, o Cruzeiro é o mandante. Além disso, dará, também, o parâmetro que ele precisa pra montar a equipe que joga na outra quarta-feira pela Libertadores.

DERROTA DO GALO

Se sua ideia era colocar em campo um esquema ofensivo, Paulo Autuori caiu do cavalo. O Atlético foi amplamente dominado em Medellin pelo Atlético Nacional e perdeu apenas por 1 a 0 por causa dos milagres de São Victor. Conseguiu levar o empate de 0 a 0, que seria bom resultado, até aos 48m do segundo tempo, quando Cárdenas acertou o chute de fora da área e venceu São Victor. O esquema de quatro zagueiros - Otamendi, Rever, Léo Silva e Emerson Conceição - não funcionou.

O meio-campo Pierre e Donizete ficou sobrecarregado, conforme eu previa, apesar de Ronaldinho Gaúcho ter feito sua melhor partida do ano. Nada de extraordinária, apenas a melhor. Fernandinho não jogou nada e Jô ficou isolado na frente.  Quando colocou tarde Guilherme e Marion, Autuori criou chance de o Atlético fazer seu primeiro chute a gol, aos 32m do segundo tempo, num belo chute de Marion e bela defesa do goleiro Armani.
Até os 26m do segundo tempo, o Atlético tinha chutado uma bola ao gol enquanto os locais mandaram 21 e várias extremamente perigosas. Victor cansou-se de dar bronca nos seus companheiro.

O Galo perdeu uma invencibilidade de 17 jogos e sua defesa que havia passado quatro jogos sem levar gol tomou este de Cárdenas, 22 anos, baixinho bom de bola, aos 48m. Agora o Galo precisa fazer uma diferença de dois gols na quinta-feira que vem, no Horto, contra o Atlético Nacional. Segue a trilha do ano passado
  
ACERTO DE CONTAS

Meu mano Fábio Paceli, após um giro pelas terras espanholas, em companhia do amigo Godofredo, me manda mensagem com uma recomendação:
"Flageraldo, sobre o que escreveu no seu blog sobre o Luciano do Vale é bom vc se acertar com nosso amigo Chico Maia. Veja o que ele postou no blog dele: "Tive a honra de participar do projeto dele, o "Bandeirantes, o canal do esporte!". Valorizava os companheiros das emissoras da Band e afiliadas de fora de São Paulo; nos punha no ar, antes, durante e depois dos jogos. Havia debates, muitas vezes acalorados entre paulistas, mineiros, cariocas, gaúchos, baianos, pernambucanos e o Brasil conhecia a integração da mídia televisiva através do esporte, futebol principalmente, mas tinha também boxe e principalmente o vôlei, alavancado como segunda maior preferência nacional graças à aposta do Luciano do Vale no segmento.


Grande figura humana, sempre que nos encontrávamos, perguntava pelos antigos companheiros da Band Minas. "Como está o Flávio Anselmo? O Carvalho continua doidão daquele mesmo jeito? Cadê o Mauro Neto?. . ."
Descanse em paz Luciano, obrigado por tudo e parabéns pelo seu trabalho".

Paceli, participei de vários programas importantes da Band, como o do Jota Silvestre, mas a convite da direção de programação. Entrei algumas vezes com a Simone Melo e o Elias Júnior no programa dominical. Flávio Carvalho e Chico Maia, mais o Carvalho, tiveram boa amizade com ele.
Pena que comigo não tenha demonstrado o mesmo carinho a meu respeito que mostrou com o Chico. Não pense, entretanto, que não lamento sua morte.
Lamento sim. Um jovem de 66 anos, grande profissional, grande empresário, grande perda da tevê esportiva e do esporte brasileiro, em geral.

GRANDE ENTREVISTA

Peço milhões de desculpas ao repórter que entrevistou Diego Tardelli num quadro da TV Alterosa. Mas nem seus companheiros de emissora deram-lhe o crédito e como não o conheço - peço desculpa de novo - passou batido. Mas o bate-papo informal valeu por uma entrevista espetacular. Girou em torno de possível desavença entre Tardelli e RG-10.

O repórter, direto e seco, como estabelece a boa entrevista, explica logo que quer saber sobre essa onda de que Tardelli e Ronaldinho são brigados, que um não passa a bola pro outro e coisas tantas. Tardelli sorriu e respondeu que a panela deles no Atlético é excelente, sai boas resenhas entre ele, André, Jô e uma turminha legal.

Informou que não é de frequentar o Condomínio Amendoeira, onde RG-10 mora - ao lado do meu, Condados da Lagoa - mas que acha Ronaldinho um cara bem legal, respeitado no mundo todo. Gosto de vê-lo em campo e jogar com ele, "afinal tô jogando com o Ronaldinho Gaúcho, quantos outros jogadores não querem isso?"

Diego Tardelli, no supremo da humildade, disse que tem até vergonha de chegar perto de Ronaldinho em campo, tamanho o respeito que tem por ele. De parte deste filho de dona Geralda, fico aqui imaginando como, ainda, tem uma pequena parcela de atleticanos que não enxerga isso. Vê RG-10 apenas como um notívago morcego, que sai à noite pra chupar sangue de belas mulheres e de dia tomar dinheiro do Atlético, fingindo que joga.

Só espero que isso não esteja ocorrendo de fato, porque o Atlético finge que lhe paga. Esta conversa já surgiu pelas ruas de Beagá e o Urso Bravo precisa de sair de sua caverna e soltar aqueles urros assustadores pra acabar com as ondas sobre a falta de grana no Galo.

terça-feira, 22 de abril de 2014

GALO PEGA AZARÃO COLOMBIANO EM TERRITÓRIO ONDE RG-10 É REI.

Estádio da melhor qualidade, torcida dividida com a união dos simpatizantes dos demais times, encantados com a presença de Ronaldinho Gaúcho, adversário desfalcado de dois importantes jogadores, o treinador Paulo Autuori tem dúvida apenas quanto ao aproveitamento de Guilherme ou Fernandinho, o Galo leva ligeiro favoritismo na partida desta quarta-feira em Medellin, contra o Atlético Nacional, jogo de ida pelas oitavas de final.

Os colombianos não estão cotados entre aqueles times que vão longe na Copa Libertadores. Nem mesmo em casa, tem mostrado credencial suficiente pra ser favorito a nada. Suas mais recentes participações o descredenciam. Nos últimos 10 anos, o Atlético Nacional teve quatro participações na Libertadores. Seu retrospecto, segundo o Superesportes, contra brasileiros enche de entusiasmo o Atlético de cá.

A partida desta quarta-feira, às 10 horas da noite, no Estádio Atanásio Girardot, pode inclusive servir pro Atlético tirar a urucubaca que persegue seu atacante Diego Tardelli que não marca há nove jogos.  Já o time local, somando as edições de 2006, 2008, 2012 e 2014 fez 15 jogos em casa, com cinco vitórias, cinco empates e cinco derrotas. O número cinco pode entrar mais nesta história se o Galo vencer por 5 a 0. O desempenho dos locais é de 44,4%

Foram quatro entre esses 15 contra brasileiros. O time de Medellín não conseguiu vencer nenhuma partida. Perdeu para o Palmeiras (2006), Fluminense (2008) e Grêmio (2014). Houve ainda um empate contra o São Paulo (2008). Seu último título nacional foi em 1989 e de lá pra cá as dificuldades não deixam de crescer. Seu moral ficou alto apenas quando venceu recentemente o Newell's Old Boys, da Argentina.

Atlético Nacional em casa, e contra brasileiros, nos últimos 10 anos, pela Libertadores:

2006
Atlético Nacional 1 x 2 Palmeiras (primeira fase)
Desempenho em casa: 1 vitória, 1 empate, 2 derrotas
Eliminação: contra a LDU, nas oitavas de final

2008
Atlético Nacional 1 x 1 São Paulo (primeira fase)
Atlético Nacional 1 x 2 Fluminense (oitavas de final)
Desempenho em casa: 1 vitória, 2 empates, 1 derrota
Eliminação: contra o Fluminense, nas oitavas de final

2012
Desempenho em casa: 2 vitórias, 1 empate, 1 derrota
Eliminação: contra o Vélez, nas oitavas de final

2014
Atlético Nacional 0 x 2 Grêmio (primeira fase)
Desempenho em casa: 1 vitória, 1 empate, 1 der

Trincheira: é ou não é animador o jogo desta noite entre o Atlético Nacional x Atlético Mineiro em Medellín? Nos meus tempos de apostador eu dava três gols de vantagem e mais o empate.


REI DA COLÔMBIA

Foi assim em Marrocos, e em todos os países por onde o Atlético tem passado pela Copa Libertadores, desde que Ronaldinho Gaúcho chegou à Cidade do Galo. Em Medellín, RG-10 não teve sossego um minuto sequer, seja na hora do desembarque da delegação ou seja na saída pro treino de reconhecimento do gramado do local da partida.

Foi montado um esquema especial de segurança, inclusive com duas rotas de tráfego entre o aeroporto e o hotel para que a comitiva não ficasse retida no trânsito. O ônibus do Galo foi pela rota alternativa. Mesmo assim, na entrada do hotel, dezenas de torcedores concentraram à espera do craque, munidos de câmeras. Os fãs tentaram registrar a passagem do camisa 10 alvinegro. Um forte esquema de segurança isolou o hotel.

O técnico Juan Carlos Osório tem problema para escalar seu time. O zagueiro Sttefan Medina, titular absoluto, foi vetado pelos médicos. Ele se recupera de lesão no joelho e chegou a ter o seu retorno previsto.Outro titular que desfalca o Nacional é o meia Edwin Cardona, por suspensão.

SEGREDO DO TREINADOR

Bem no seu estilo, Paulo Autuori prefere não falar em estratégia pra surpreender seu oponente Juan Carlos Osório que disse à Imprensa conhecer bem o time aniversário e sua maneira de jogar. Caso escale Guilherme ao lado de Ronaldinho Gaúcho, o treinador atleticano usaria mais toque de bola e o homem da velocidade pelos lados do campo seria Diego Tardelli.
Com Fernandinho, e Tardelli mais recuado, o meio-campo usaria mais a força de marcação de Pierre e Donizete, mas seria bem mais ofensivo. Qualquer resultado com gols não está descartado, claro desde que não seja uma goleada contrária, porque o Galo jogará mesmo a classificação em casa, no Estádio Independência.

BOLÍVAR PASSOU

O Bolívar conseguiu grande feito ao passar pelas oitavas de final com dois empates diante do Leon do México. Empatou em 2 a 2 lá e estava sendo derrotado em casa, por 1 a 0, quando a altitude fez o seu papel e desmontou os mexicanos. O Bolívar fez 1 a 1 e garantiu sua passagem em frente.