quinta-feira, 24 de abril de 2014

CRUZEIRO USA FORÇA MÁXIMO CONTRA SÃO PAULO NO PARQUE DO SABIÁ -

O campeão brasileiro só não terá força máxima no Parque do Sabiá, domingo,  em Uberlândia, porque os médicos vetaram Dagoberto. Em compensação, liberaram Ricardo Goulart pra enfrentar o São Paulo. Esta decisão do técnico Marcelo Pacote Oliveira bate com meu pensamento, visto que o time principal precisa ritmo e não pode ficar parado 14 dias antes de fazer a partida decisiva na Copa Libertadores, contra o Cerro Porteño, dia 30, quarta-feira, em Assunção.

Existe outro problema que pode tirar o calmo sorriso do rosto de Pacote: William ainda depende dos médicos pro Cruzeiro ter seus 12 titulares, como gosta de dizer o treinador, à disposição. Contudo, existe a mesma dose de otimismo pelo aproveitamento de William. O lugar de Dagoberto será ocupado por Ricardo Goulart.

Outra preocupação quanto a William está na sala do presidente Gilvan Tavares. Até o dia 30 de maio ele poderá jogar pelo Cruzeiro; aí encerra-se seu empréstimo e o Metalist da Rússia insiste em receber R$ 13 milhões por seus direitos econômicos, e o Cruzeiro não tem isso em caixa e nem parceiros à vista. O Corinthians já entrou no páreo pra ficar com o jogador.

Segundo Marcelo Oliveira, a Comissão Técnica analisou bem a situação dos atletas da equipe titular, e achou que ele já descansaram um bom tempo. Aquilo que escrevi acima: seria prejudicial ficar 14 dias parado antes de jogar contra o Cerro lá em Assunção, a partida decisiva da Libertadores.

Marcelo entende que o jogo contra o São Paulo é fundamental no Campeonato Brasileiro, porque apesar de ser em Uberlândia, o Cruzeiro é o mandante. Além disso, dará, também, o parâmetro que ele precisa pra montar a equipe que joga na outra quarta-feira pela Libertadores.

DERROTA DO GALO

Se sua ideia era colocar em campo um esquema ofensivo, Paulo Autuori caiu do cavalo. O Atlético foi amplamente dominado em Medellin pelo Atlético Nacional e perdeu apenas por 1 a 0 por causa dos milagres de São Victor. Conseguiu levar o empate de 0 a 0, que seria bom resultado, até aos 48m do segundo tempo, quando Cárdenas acertou o chute de fora da área e venceu São Victor. O esquema de quatro zagueiros - Otamendi, Rever, Léo Silva e Emerson Conceição - não funcionou.

O meio-campo Pierre e Donizete ficou sobrecarregado, conforme eu previa, apesar de Ronaldinho Gaúcho ter feito sua melhor partida do ano. Nada de extraordinária, apenas a melhor. Fernandinho não jogou nada e Jô ficou isolado na frente.  Quando colocou tarde Guilherme e Marion, Autuori criou chance de o Atlético fazer seu primeiro chute a gol, aos 32m do segundo tempo, num belo chute de Marion e bela defesa do goleiro Armani.
Até os 26m do segundo tempo, o Atlético tinha chutado uma bola ao gol enquanto os locais mandaram 21 e várias extremamente perigosas. Victor cansou-se de dar bronca nos seus companheiro.

O Galo perdeu uma invencibilidade de 17 jogos e sua defesa que havia passado quatro jogos sem levar gol tomou este de Cárdenas, 22 anos, baixinho bom de bola, aos 48m. Agora o Galo precisa fazer uma diferença de dois gols na quinta-feira que vem, no Horto, contra o Atlético Nacional. Segue a trilha do ano passado
  
ACERTO DE CONTAS

Meu mano Fábio Paceli, após um giro pelas terras espanholas, em companhia do amigo Godofredo, me manda mensagem com uma recomendação:
"Flageraldo, sobre o que escreveu no seu blog sobre o Luciano do Vale é bom vc se acertar com nosso amigo Chico Maia. Veja o que ele postou no blog dele: "Tive a honra de participar do projeto dele, o "Bandeirantes, o canal do esporte!". Valorizava os companheiros das emissoras da Band e afiliadas de fora de São Paulo; nos punha no ar, antes, durante e depois dos jogos. Havia debates, muitas vezes acalorados entre paulistas, mineiros, cariocas, gaúchos, baianos, pernambucanos e o Brasil conhecia a integração da mídia televisiva através do esporte, futebol principalmente, mas tinha também boxe e principalmente o vôlei, alavancado como segunda maior preferência nacional graças à aposta do Luciano do Vale no segmento.


Grande figura humana, sempre que nos encontrávamos, perguntava pelos antigos companheiros da Band Minas. "Como está o Flávio Anselmo? O Carvalho continua doidão daquele mesmo jeito? Cadê o Mauro Neto?. . ."
Descanse em paz Luciano, obrigado por tudo e parabéns pelo seu trabalho".

Paceli, participei de vários programas importantes da Band, como o do Jota Silvestre, mas a convite da direção de programação. Entrei algumas vezes com a Simone Melo e o Elias Júnior no programa dominical. Flávio Carvalho e Chico Maia, mais o Carvalho, tiveram boa amizade com ele.
Pena que comigo não tenha demonstrado o mesmo carinho a meu respeito que mostrou com o Chico. Não pense, entretanto, que não lamento sua morte.
Lamento sim. Um jovem de 66 anos, grande profissional, grande empresário, grande perda da tevê esportiva e do esporte brasileiro, em geral.

GRANDE ENTREVISTA

Peço milhões de desculpas ao repórter que entrevistou Diego Tardelli num quadro da TV Alterosa. Mas nem seus companheiros de emissora deram-lhe o crédito e como não o conheço - peço desculpa de novo - passou batido. Mas o bate-papo informal valeu por uma entrevista espetacular. Girou em torno de possível desavença entre Tardelli e RG-10.

O repórter, direto e seco, como estabelece a boa entrevista, explica logo que quer saber sobre essa onda de que Tardelli e Ronaldinho são brigados, que um não passa a bola pro outro e coisas tantas. Tardelli sorriu e respondeu que a panela deles no Atlético é excelente, sai boas resenhas entre ele, André, Jô e uma turminha legal.

Informou que não é de frequentar o Condomínio Amendoeira, onde RG-10 mora - ao lado do meu, Condados da Lagoa - mas que acha Ronaldinho um cara bem legal, respeitado no mundo todo. Gosto de vê-lo em campo e jogar com ele, "afinal tô jogando com o Ronaldinho Gaúcho, quantos outros jogadores não querem isso?"

Diego Tardelli, no supremo da humildade, disse que tem até vergonha de chegar perto de Ronaldinho em campo, tamanho o respeito que tem por ele. De parte deste filho de dona Geralda, fico aqui imaginando como, ainda, tem uma pequena parcela de atleticanos que não enxerga isso. Vê RG-10 apenas como um notívago morcego, que sai à noite pra chupar sangue de belas mulheres e de dia tomar dinheiro do Atlético, fingindo que joga.

Só espero que isso não esteja ocorrendo de fato, porque o Atlético finge que lhe paga. Esta conversa já surgiu pelas ruas de Beagá e o Urso Bravo precisa de sair de sua caverna e soltar aqueles urros assustadores pra acabar com as ondas sobre a falta de grana no Galo.

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