sexta-feira, 25 de abril de 2014

GALO E RAPOSA, DE NOVO, FORA DO MINEIRÃO - UM NO SUL E OUTRO NO TRIÂNGULO. EM CASA, SÓ O COELHO.


Preferido da torcida, bom de papo, chorão linha de frente, agora mais rico e bem elegante, Levir Culpi está entre os quatro treinadores que mais dirigiram o Atlético. O seu novo capítulo dessa história vitoriosa, escrita  até aqui, começa com certeza neste domingo, numa parada indigesta, contra o Grêmio, em Porto Alegre. Aliás, outra vez, a Capital ficará um domingo sem futebol. O Cruzeiro joga no Triângulo Mineiro, contra o São Paulo, punido pela CBF, e o Coelho recebe o Ceará, neste sábado às nove da noite, no Horto.


Levir Culpi tem história no Atlético, ah isso tem! E tem história comigo, também. A primeira grande briga que tive na televisão foi com ele. Na Band. Pediu-me espaço pra rebater um comentário meu e eu o concedi, democraticamente. Não vou repetir os acontecimentos. O pau quebrou a ponto do diretor de programação descer de sua sala e ir para o estúdio. No final, saímos conversando amigavelmente e nos tornamos afetuosos inimigos. Até porque ele gostava muito do meu filho Flávio Júnior, repórter global na época.

Eu chamo o Alexandre Kalil de Urso Bravo e ele me rotulou de Cachorro Zangado. Ele, no entanto, é que gosta de ofertar-me de mão beijada bons assuntos pras minhas zangas. Por exemplo,  quando ele trouxe de volta o Bebeto de Freitas, sabia que eu tivera com este senhor um entrevero ao vivo bem perto daquele que tive com Levir.

Que fez Kalil? Marcou uma reunião comigo e expôs sua intenção de voltar com Bebeto e pediu meu apoio via paz no reduto. Foi o que lhe prometi, mas antes pedi que ele avisasse ao Bebeto que eu não aceitaria aulas dele sobre como fazer o trabalho de imprensa esportiva, assunto que motivara nossa desavença. Houve paz.

Com Levir é diferente. Apesar das chatices dele, tipo aquelas do Telê Santana, com quem duelei bastante, também, é bom no que faz e a gente respeita. Eu criei numa das passagens dele por aqui o Troféu Bebê Chorão em sua homenagem. Reclamava de tudo. Clone de Telê, sem dúvida.

Agora sou do tipo caseiro, com duas passagens apenas semanalmente na tevê, no programa Jogada de Classe, com Orlando Augusto, na TV Horizonte. Topo briga mais não.

Nas três anteriores que dirigiu o Galo, Levir inscreveu seu nome entre os técnicos que mais jogos comandaram o time. Foram 175 partidas. Só perde pra Telê Santana (434), Procópio Cardoso (328) e Barbatana (227). A primeira passagem de Levir foi entre 1994 e 1995, a chegou a semifinalista do Brasileiro, em 1994. Foi eliminado pelo Corinthians e campeão mineiro no ano seguinte.

Voltou ao clube em 2001, e colocou o Atlético em duas semifinais: de novo no Brasileiro e caiu diante do incrível São Caetano; na outra, foi na Copa do Brasil e a zebra funcionou de novo. O Galo caiu frente ao Brasiliense. Na terceira passagem, em 2006, veio pra tirar o Atlético da Segunda Divisão. Assumiu com o time na 14ª posição e o trouxe de volta à Elite.

Em 2007, levou o Galo a mais um título do Mineiro, e antes de levantar o troféu já havia anunciado sua transferência pro Cerezo Osaka, do Japão, onde encheu as malas de dólares. Ficou por lá até o fim do ano passado. Eis o resumo do Levir no Galo: 175 jogos - 93 vitórias, 38 empates, 44 derrotas - Aproveitamento de 60,38%

CAMISAS DE FORÇA AZUIS

Santa Maria do Céu, mande logo uma camisa de força pra gente empacotar o diretor de futebol do Cruzeiro, Alexandre Mattos, que revelou ter rejeitado uma proposta de R$ 50 milhões pelo zagueiro Dedé. Isso se for ele mesmo quem manda. Caso contrário, mande duas: outra pro presidente Gilvan Tavares.
Com este dinheiro todo, o Cruzeiro acertaria mais ainda suas contas e abriria espaço pro excelente Wallace, zagueiro moderno, estilo Rafa Marques, do Leon do México, antes do Barcelona, assumir aquela estropiada zaga.

Segundo Mattos, além dessa fortuna, o Cruzeiro rejeitou outra excelente proposta, cujo valor não quis revelar, de um fundo de investimentos inglês pelo meia Everton Ribeiro. Outra bobagem, caso a proposta seja tão boa quanto garantiu. Alisson e Marlone estão ali na boca, esperando vez. E são ótimos. Disse ele: "Na proposta oficial, tivemos uma situação do Zenit de 16 milhões de euros pelo Dedé e de um fundo de investimentos pelo Everton Ribeiro. O Cruzeiro não aceitou nenhuma delas. Isso foi já tem um tempo, dois, três meses atrás".

Olhem bem quanto ganharia o Cruzeiro nessas transações: desembolsou R$ 14 milhões pra comprar 45% dos direitos de Dedé, que até agora foi apenas sombra do Mito do Vasco da Gama. Na sigilosa questão de Everton Ribeiro, sei apenas que o clube investiu R$ 4 milhões e detém 60% dos direitos econômicos do jogador.

Jogador de casa, novo, que não custou nada, ou de fora que ainda não tenha cartaz lá fora, eu não negociaria, como foi feito com Vinicius Araújo. Mattos revelou que teve sondagens por Lucas Silva, Ricardo Goulart, Nilton e Mayke Porém, nenhum contato oficial foi feito.

"Houve procura de empresário (pelo Nilton). Não houve procura da Inter de Milão. Empresários ligados não só a Inter, mas a um clube da Espanha, de outro clube da Itália. E não só pelo Nilton, como também pelo Lucas Silva, Everton Ribeiro, Ricardo Goulart e Mayke. Isso é corriqueiro, mas não existe proposta oficial. O que eu chamo de proposta oficial: papel timbrado bonitinho. Isso a gente não teve. São conversas de empresários" revelou Alexandre Mattos, quase devidamente encamisado e internado no Raul Soares.

DOENÇA MALDITA

Com apenas 45 anos, o ex-técnico do Barcelona Tito Vilanova, durante anos auxiliar de Pep Guardiola, morreu nesta sexta-feira, após submetido a uma cirurgia de urgência na garganta na última noite. Ele lutava contra um câncer na glândula parótida desde 2011, razão pela qual deixou o comando do clube catalão em julho de 2013. Doença filha da puta que não respeita nem os jovens.

LUSA NO PERIGO

O STJD  aprovou o pedido de exclusão da Portuguesa da Série B, por conta do abandono do campo na partida contra o Joinville, há uma semana. De acordo com o procurador-geral da entidade, Paulo Schmitt, a decisão foi tomada após investigação do órgão.
Enquanto isso, mostrando bem a maré que vive a Lusa, a Polícia de São Paulo deteve nove pessoas acusadas de participar de jogo de azar dentro do estádio da Portuguesa, no bairro do Canindé, zona leste da capital paulista, nesta quinta-feira. No momento do flagrante, havia seis jogadores, uma crupiê, um garçom e o organizador do jogo.

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