domingo, 27 de abril de 2014

GALO PERDE DOS RESERVAS DO GRÊMIO E PRA VARIAR CRUZEIRO LEVA EMPATE DE FALTA NOS ACRÉSCIMOS -

 Não vou queimar fosfato na busca de justificativas pela derrota do Atlético em Porto Alegre, por 2 a 1, diante do time reserva do Grêmio. Não o farei porque seria injusto com Levir Culpi que assumiu no meio da semana e ainda teve coragem de corrigir algumas besteiras na equipe que herdou do ex-técnico Paulo Autuori. Até porque não há justificativa pro time titular do Atlético ser derrotado e engolido pelos meninos reservas gremistas, conjunto de qualidade mediana.
Também, não pretendo criar outras justificativas pro empate do Cruzeiro, aos 47m do segundo tempo, após segurar praticamente o tempo todo a vitória por 1 a 0 sobre o Uberlândia.  Não é a primeira vez que isso acontece e nem será a última. Ratifico tão-somente as criticas que tenho feito à dupla de zaga celeste: ótima no ataque, péssima na defesa.

Na bola que saiu da falta cobrada pelo São Paulo e direcionada à cabeça do zagueiro dele Antônio Carlos - bem mais baixo que Dedé e Bruno - houve ligeiro desvio, porque o cruzeirense que o marcava, um dos beques, fingiu que pulou. O suficiente apenas pra se passar uma lâmina de Gillete debaixo de suas chuteiras. Vale lembrar que este empate por 1 a 1 aconteceu na casa do Cruzeiro.

No Atlético, um fato se repetiu: com Tardelli e Ronaldinho Gaúcho em campo, a equipe não jogou nada. Teve falso domínio da bola, mas não suportou o jogo forte, marcado e veloz do Grêmio. Tudo bem que os dois gols foram em erros: o primeiro coletivo e o segundo individual. Ao fazer 1 a 0, num chute fortíssimo do meia Alan Ruiz, por sinal excelente jogador, a barreira abriu antes da hora e entregou o goleiro Victor. 1 a 0, aos 6m. No segundo, um presente de Alex Silva ao atacante Lucas Coelho, que driblou Victor e marcou 2 a 0, aos 21m.
Apenas na fase final, após passar por vário sufoco, o Galo marcou seu gol, aos 39m, com Fernandinho. O Grêmio teve o zagueiro Bressan expulso, aos 41m, tempo insuficiente pro empate. As presenças de Marion e Guilherme, nos lugares de Tardelli e RG-10, melhoraram bastante o desempenho do Atlético no segundo tempo.

EU ACREDITO

Esta semana, a dor de cabeça de Levir Culpi aumentará, com certeza. Terá de arrumar uma equipe, sem a paixão de marketing, ou pressão de empresários, pra encorpar  o Galo e colocá-lo em condição de fazer uma diferença de dois gols sobre o Atlético Nacional de Medellín, no Independência. Este filme eu já vi e sei que não é impossível assisti-lo outra vez no Horto, onde os adversários caem e são mortos. Esta é a mística que precisa ser mantida, como ano passado. A presença da torcida, evidentemente, acreditando ou não, é importante.

SP ENGROSSA DE NOVO

Na verdade, o São Paulo é uma trava na garganta celeste. Há tempos o time azul não consegue vencer o pessoal do Morumbi aqui em casa. Até porque joga com medo. O primeiro tempo em Uberlândia foi sonolento. Apenas duas jogadas ficaram marcadas.

O gol perdido por Ricardo Goulart, numa bola cruzada por Everton Ribeiro; e um contra-ataque dos paulistas que Maicon cruzou e Pato furou na cabeçada.

No segundo tempo, nova impressão. Aos 4 minutos, Dedé fez excelente jogada e lançou Willian na entrada da área. Ele foi derrubado,e, na cobrança da falta, Júlio Baptista colocou por cima da barreira pra fazer 1 a 0 para o Cruzeiro. O São Paulo saiu da defesa e deu campo pro contra-ataque do Cruzeiro, mas o ataque, de novo, finalizava mal.

Aí vieram aquelas substituições que não se entende: Maike no lugar de Ceará, quando na realidade o titular deveria ser ele, aí evitava-se de queimar uma substituição. Nilton no lugar de William pra segurar o placar e depois o Borges, insosso e fora de forma, no lugar de Júlio Baptista. O Cruzeiro pra justificar o empate reclamou da arbitragem. O Juiz Wagner Nascimento teria invertido a falta que originou o gol de Antônio Carlos e do empate aos 46m. 

Que se preparem os cruzeirenses pro sofrimento da próxima quarta-feira caso Marcelo Oliveira mantenha essa mentalidade defensiva e esta defesa constante de jogadores chamados experientes e completamente fora de forma. Ganhar do Cerro Porteño em Assunção não é impossível, mesmo no seu curralzinho. Ou até mesmo empatar por 2 a 2 ou mais.
Mas é preciso jogar como aconteceu contra a Universidad de Chile, em Santiago. Jogar com espírito de Libertadores, de bicampeão do torneio.

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