quinta-feira, 17 de abril de 2014

NOVO EMPATE DO CRUZEIRO NO MINEIRÃO MOSTRA QUE TIME PRECISA URGENTE DE ALGUÉM QUE BOTE BOLAS NAS REDES INIMIGAS

Outra vez o Cruzeiro teve maior posse de bola, chutou bola na trave, fez o nome do goleiro adversário, mas quase perdeu o jogo. Afora o ataque que não bota a bola nas redes, do meio-campo que não chuta de meia distância e tem marcado mal, a dupla de zaga tá lenta, atabalhoada e sempre vencida na velocidade expondo o goleiro Fábio, além de colocá-lo sob forte tensão, o tempo todo, com receio dos contra-ataques adversários.

O empate em 1 a 1 com o Cerro Portenho, no Mineirão, nesta quarta-feira, serve de quadro perfeitamente pintado da atuação tática do Cruzeiro no momento.  A entrada de Henrique desconsertou Lucas Silva, abriu a marcação por dentro e as limitações de Dedé e Bruno apareceram. Se a dupla ensaia e aplica bem os lances de bolas paradas no ataque, e as transforma em gols, na defesa é desastrosa. Não sai do chão, como no lance do gol do Cerro.

Além disso, meu Bom, convém somar a tais defeitos os erros de avaliação de Marcelo Pacote Oliveira. Deu azar com a contusão de Elber, ainda no primeiro tempo. Apesar de que, o menino era sério candidato a sair no intervalo porque não jogava bem.  Na hora de fazer a troca, Pacote avaliou mal e apostou de novo no veterano Borges, sem ritmo e sem a força do antigo matador. Puxou Júlio Baptista pra fora da área e ele melhorou consideravelmente sua atuação, inclusive chutando da entrada da área.

FÁBIO PRESSIONADO

O goleiro Fábio pouco trabalhou no primeiro tempo, enquanto o bom Fernandes, filho do famoso Gato Fernandes, ex-goleiro da Seleçao Paraguaia, fazia milagres do outro lado. Aí que a coisa se explica: enquanto um goleiro tá ligado na partida, o outro tá ligado nos erros de sua defesa e nos possíveis contra-ataques. O gol paraguaio surgiu assim, de uma série de erros.

Errou a arbitragem marcando escanteio num lance claro de tiro de meta. A bola veio alta, e os dois zagueirões cruzeirenses marcando um só homem, Cardoso, não subiram. A cabeçada saiu fraca e Fábio, receoso, com a bola molhada, mas defensável, espalmou pro lado. Carujo pegou livre e Júlio Baptista, no lance, apenas olhou. O chute saiu cruzado e Oscar Romero, livre no área, desviou pras redes. Cerro 1 a 0, aos 31m.

Aosn35, num contra-ataque organizado pelos irmãos gêmeos Romero, a bola sobrou pra Oscar que entrou livre e não fez 2 a 0 porque Fábio praticou milagre. Num lance seguinte, outro ataque perigoso que Romero chutou de fora da área e Fábio, de novo, preferiu não segurar e apenas espalmar para o lado.

EMPATE NO FINALZINHO

Os quase 40 mil torcedores presentes ao Mineirão, 99% de cruzeirenses, não arredaram o pé e apoiaram o time até o final, certos de que o empate viria. Quase veio num lance com Júlio Baptista que tirou do goleiro Fernandes, mas a bola foi na trave. Ele estava em posição legal. Porém, Everton Ribeiro que correu junto estava impedido. Empurrou a bola pra dentro da meta, e o lance foi invalidado corretamente.

Quatro minutos de acréscimo dados pelo árbitro salvaram o Cruzeiro da primeira derrota para um time paraguaio. Aos 48m, na última bola, falta pelo lado direito. Everton Ribeiro cobrou por cima, Dedé e Bruno embolaram-se com o goleiro e a zaga deles. No rebote, o paraguaio do Cruzeiro, Samúdio, chutou no meio do bolo, de pé direito, que  não é o bom e empatou a partida- 1 a1. Resultado salvador. Agora o Cruzeiro joga em Assunção pela vitória simples ou pelo empate com mais de um gol. O sofrimento continua vivo e intenso.

MARATONA DO GALO

O Atlético não jogou neste meio de semana, mas em compensação terá verdadeira maratona a enfrentar semana que vem. Domingo joga em Uberlândia, contra o Corinthians, na primeira rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo será no Parque do Sabiá e o mando é do Galo.De lá, o Atlético segue direto pra Medellin, na Colômbia, onde enfrenta o Atlético Nacional pelas oitavas de final da Copa Libertadores da América. E não volta à Beagá. De Medellin segue pra Porto Alegre onde enfrenta o Grêmio pelo Brasileiro. Céus!

BOTA PEGA MANCINI

A experiência com Eduardo Húngaro não deu certo e o Botafogo contratou alguém mais experiente e acostumado ao futebol brasileiro: Wagner Mancini, ex-treinador do Cruzeiro e de mil outros times tupiniquins. Só deu certo no Paulista de Jundiaí, onde começou e foi campeão da Copa do Brasil. Tomara que ajude a mudar a mentalidade do futebol carioca acostumada com aqueles velhos trapalhões e boleiros.

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