quarta-feira, 9 de abril de 2014

SIMEONE NO ATLÉTICO E GUARDIOLA NO BAYERN, SHOW À PARTE.

É sensacional acompanhar os jogos da Liga de Campeões da Europa. Bons estádios, torcidas presentes, arbitragens neutras, gramados verdadeiros tapetes por onde desfilam os maiores craques do mundo. Espetáculo dentro e fora de campo, como a gente viu nas duas partidas desta quarta-feira à tarde: Diego Simeone no comando do Atlético de Madrid e Pep Guardiola, no Bayern de Munich, responderam todas as nossas expectativas sobre o futebol mundial do momento e a sorte de nossa Seleção na Copa do Mundo do Brasil.


Bom Jesus do Galho! Na base do grito da torcida que lotou o estádio Vicente Calderon e sob comando de Diego Simeone, dublê de maestro na regência do coro de 40 mil vozes, e de técnico na armação tática do Atlético de Madrid, o time colchonero amedrontou o Barcelona de Lionel Messi, Iniesta e Neymar, dominou a partida, venceu por 1 a 0 e chegou às semifinais da Liga dos Campeões da Europa.

Não vou correr o risco de dizer que nunca vi coisa igual na minha vida de cronista esportiva, porque minha história é longa e o Mineirão vi páginas memoráveis antes  que ele fosse cortado pela metade, com as torcidas de Atlético e Cruzeiro.  Sem o ídolo brasileiro/espanhol Diego Costa, lesionado, o Diego do banco foi fundamental na vitória; não parou de gritar com o time e convocar a torcida como 12º jogador.

Time e torcida do Atlético de Madrid não sentiram falta do principal jogador de seu time (Diego Costa) e os dois deram brilhante exibição de sintonia. Juntos eliminaram o poderoso Barcelona da Liga dos Campeões da Europa, com a vitória por 1 a 0. Foi um espetáculo de esporte coletivo, que independe da força individual.

Há 40 anos o Atlético de Madrid não chegava às semifinais do torneio mais importante da Europa.  Vai cruzar bigodes com Real Madrid, Bayern de Munich e Chelsea de Londres.

OUTRO JOGAÇO

´Guardiola e o seu Bayern: os melhores do mundo, imbatíveis

O jogo era do Bayern de Munich que tinha maior posse de bola, mas esbarrava na defesa do Manchester United. O gol era questão de instante, imaginava Pep Guardiola. Só não gostava da saída da bola pelo lado direito, tanto que colocou o brasileiro Rafinha pra encostar em Arjen Robben, o grande nome da partida.
Nesse período foi que Guardiola levou o maior susto: o United abriu a contagem com um golaço de Evra.Durou apenas um minuto a alegria dos ingleses. Robben cruzou da esquerda e Mandzukic empatou de cabeça.

Sem Schweinsteiger, Martinez , Thiago Alcântara e Shaqiri, o Bayern estava sem aquela força. Até a entrada de Rafinha no lugar de Mario Goethe levantou dúvidas. Porém, o Bayern acertou o pé e marcou 2 a 1 com Muller, jogada de Robben pela direita e do próprio Robben, naquele lance característico de trazer a bola da direita pro meio e mandar ver. No canto esquerdo baixo do goleiro inglês - Bayern classificado.

Um suspiro, caras fechadas e uma comemoração efusiva da minoria. O golaço de Evra para o Manchester United colocou em xeque o trabalho perfeccionista de Pep Guardiola no Bayern de Munique. Apenas por um minuto. Foi o tempo que o time bávaro levou para balançar a cabeça e reagir, como se fosse um ato ironicamente combinado. Mario Mandzukic empatou, Thomas Müller virou, Arjen Robben ampliou.

O Bayern conhecerá o seu adversário nas semifinais já nesta sexta-feira. Um sorteio em Nyon, na sede da Uefa, colocará Real Madrid, Chelsea ou o Atlético de Madrid no caminho dos atuais campeões. Os colchoneros são a grande surpresa do torneio até aqui, principalmente depois de eliminar o Barcelona, com vitória por 1 a 0 também nesta quarta, em Madri.

Felipão e Murtosa acompanharam a partida e o prestígio de Rafinha cresceu bastante. Com certeza, Maycon corre grande risco de não ser chamado e Rafinha apareça na lateral direita.

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