segunda-feira, 21 de abril de 2014

TIPO DE DÚVIDA ONDE FALTA PLANEJAMENTO

A dúvida do técnico Marcelo Pacote Oliveira quanto ao time que joga contra o São Paulo, domingo, no Parque do Sabiá, em Uberlândia, gera dúvida, também, em mim. A Comissão Técnica do Cruzeiro não elaborou um planejamento global a ser seguido, ferro e fogo, no Campeonato Brasileiro e na Copa Libertadores?

 

Caso não tenha feito ou criou apenas um programa maleável, errou. Esta história de colocar o time principal contra o São Paulo pra manter ritmo, mas ter receio de que ocorra alguma lesão séria que tire jogador importante da partida de volta contra o Cerro Portenho, em Assunção, é dúvida de quem não planejou nada. Jogador de futebol treina pra fazer duas partidas por semana e gosta que seja assim. Se algum dele se contundir, o que fazer? O elenco celeste não é bom o suficiente pra cobrir qualquer lacuna?

 

Pelo menos passa essa impressão. Pegou o EC Bahia, supermotivado com a conquista do título baiano em cima do arquirrival, com apenas o goleiro Fábio de titular e venceu lá na Fonte Nova. No entusiasmo da vitória na estreia do Brasileiro, Pacote, ainda, lembrou que a equipe estava bem desentrosada. Periga tal fato! Mas é bom lembrar que os caras treinam juntos, lado a lado, todos os dias. E como tem me agradado o tal time reserva dos azuis!

 

Veja Paulo Autuori, mais experiente, com duas Copas Libertadores no currículo. Botou os titulares, com exceção de Jô, contra o Corinthians, somou um ponto no empate de 0 a 0 e viajou logo em seguida pra Medellín a fim de fazer o jogo de ida contra o Atlético Nacional  nas oitavas de final, consciente de trilhar o caminho traçado antes.

O Galo, com certeza, sabe até qual é o resultado mais interessante nessa partida - que marque gol - e como jogar a decisão no Horto, onde quem cai lá tá morto. Autuori não tem dúvida, a não ser entre Guilherme e Fernandinho. Da parte aqui deste filho do Sodico, escalaria o Guilherme. Daria mais qualidade ao meio-campo, junto com RG-10 e a velocidade seria mantida com Jô. Penso que Guilherme passou a ser fundamental no esquema do Galo.

 

É O QUE DISSERAM...

 

Raul Plassmann ( no Facebook) - "O jogador de futebol tem prazo de validade, o cidadão não! Por isso me preocupo mais com os meninos que chegam a Toca da Raposa na questão estudo. Temos um colégio lá dentro, onde é obrigatório a frequência. Se não der jogador, sai com o conhecimento. Vitória conquistada! Está em primeiro lugar no meu conceito, mas para alguns......não. Querem somente o Boleiro!"

 

É 0 A 0 DEMAIS

 

O repórter do Globoesporte.com, Thales Soares, fez um levantamento interessante:

além da baixa média de 1,6 gol por partida, a rodada de abertura do Campeonato Brasileiro de 2014 teve mais uma marca negativa. Desde 1994, a principal competição do país não tinha início com tantos empates sem gols.

Foram três 0 a 0 desta vez: Chapecoense x Coritiba, Atlético-MG x Corinthians e Flamengo x Goiás. Na competição de 20 anos atrás aconteceram quatro igualdades sem que os times balançassem a rede na primeira rodada

No ano passado - como comparação -, apenas a partida entre Santos e Flamengo terminou sem gols na rodada inaugural. Curiosamente, este confronto marcou a despedida de Neymar do Peixe. O Corinthians, na época treinado por Tite, terminou a competição em 2013 com dez empates sem gols. Ou seja, em 26,3% de seus jogos não houve alteração no placar

De 1994 para cá, apenas seis edições do Brasileiro tiveram início (primeira rodada) com gols em todas as partidas. Isso aconteceu nos seguintes anos: 1998, 2002, 2005, 2007, 2009 e 2011. (Globoesporte.com)

Trincheira: Penso diferente do rapaz do Globoesporte.com - Apenas três jogos em 10 terminarem sem gols não é um fato marcante. Os resultados num torneio com tamanha igualdade de forças não é extraordinária. Estranha é a força dada ao fato de que desde 1994 a primeira rodada não terminava "com tantos empates de 0 a 0". Com tantos? A média de gols, realmente, de 1,6 foi baixa. Apenas dois resultados de 3 a 0. O Galo, por exemplo, perdeu gols às pencas, por falta de seu artilheiro Jô.

 

POÇO SEM FUNDO

 

Rapaz, tenho de socorrer-me ao amigo e ex-colega de internato no Ginásio São Francisco, em Pará de Minas, jornalista Lucas Mendes, pra entender as contas e empréstimos que o Corinthians vê-se obrigado a fazer pra terminar o tal Itaquerão a tempo de promover o jogo de abertura da Copa do Mundo. O ex-presidente do Timão, Andrés Sanchez, responsável pelo empreendimento, disse durante a última semana, segundo consta do Globoesporte.com,  que os custos da Arena do clube teriam aumentado dos R$ 820 milhões iniciais para até R$ 990 milhões.

 

Mas as projeções atuais de custo já são maiores: R$ 1,150 bilhão. O valor foi revelado por um importante membro do Conselho Deliberativo do Corinthians ao site. Andrés Sanchez, inclusive, está em viagem e não foi encontrado para confirmar o valor. 

 

No próximo sábado, na própria Arena, ocorrerão duas reuniões: uma do Conselho de Orientação (Cori) e outra do próprio Conselho Deliberativo. Com a presença de Andrés, que está nos Emirados Árabes Unidos negociando a venda dos naming rights,( céus) - me ajuda aí Dr. Lucas Mendes -  as contas serão colocadas à mesa para aprovação e assinatura de um aditivo de contrato.

Segundo o Globoesporte.com, o Conselho deve aprovar um novo "empréstimo-ponte" no valor de até R$ 350 milhões com um banco comercial para os pagamentos mais emergenciais. Um empréstimo-ponte é um tipo de empréstimo de curto prazo destinado a preencher a lacuna entre dois empréstimos de longo prazo de financiamento. Vale lembrar que dois empréstimos-ponte foram tomados no valor total de R$ 250 milhões, já quitados. (De onde veio este dinheiro da quitação, minha gente?)

A necessidade de dinheiro em caixa se dá por dois problemas: a falta de um acordo de naming rights, que teria evitado os empréstimos-ponte, e o fato de que o clube só poderá negociar os CIDs da Prefeitura, no valor de R$ 420 milhões, após realizar a abertura da Copa do Mundo.

O encarecimento da obra ocorreu pelo pagamento das estruturas provisórias do estádio (R$ 60 milhões), pela elevação dos mais variados custos durante a obra e pelos juros de cerca de R$ 100 milhões que a Odebrecht assumiu com o seu próprio capital. O novo empréstimo deve ser tomado pela construtora, mas tendo Corinthians e Arena Fundo como corresponsáveis.

Até o momento, o único dinheiro que entrou nos cofres do fundo foram os R$ 260 milhões de repasse do BNDES - ainda faltam R$ 140 milhões. Esse empréstimo tem pagamento previsto para 13 anos, após dois de carência. A assessoria de imprensa do Corinthians confirmou as reuniões e o provável novo empréstimo, mas - por conta do feriado de Tiradentes - não soube informar se a nova projeção de gasto é de R$ 1,150 bilhão. 

 

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