domingo, 4 de maio de 2014

LEVIR MEXE DEMAIS, ENFRAQUECE GALO QUE NÃO VENCE GOIÁS NO HORTO

O novo treinador do Atlético, Levir Culpi, prometeu e cumpriu: tirou cinco jogadores dos titulares eliminados na Copa Libertadores, no meio da semana, e colocou contra o Goiás, no Independência, um time novo, desentrosado e apenas lutador. Não podia dar em outra coisa: o Galo teve sua segunda derrota no Brasileiro, foi dominado pelo esquema tático que o mineiro Ricardo Drubsky armou no Goiás e caiu morto no Horto, onde não perdia há uma longa data.

Não era mesmo noite do Galo Doido. Tudo deu errado. Além dos ausentes, afastados sob justificativas estranhas de problemas físicos e médicos, como lesões e dores musculares, o Atlético, ainda, perdeu Jô com menos de 10m de jogo, trocado por Dátolo, porque sentia desconforto no joelho. Cuidado justo, afinal Jô deve figurar na lista de Felipão.

No entanto, a entrada de Dátolo não se justifica com André na reserva. Dátolo foi jogar não sei onde e Guilherme saiu do meio, aonde vai bem e enfiado entre os beques adversários onde desaparece. André entrou no intervalo, por causa da caspa de Guilherme, novamente entregue ao DM.

Pra se ter uma ideia, o melhor lance do Galo no primeiro tempo foi uma bicicleta de Rever, aos 12 minutos, após cruzamento de Marion e da ajeitada de Jô, Réver mandou rente ao travessão. Três minutos depois, Jô saiu e Levir optou por um armador.

O Goiás, bem estruturado, jogou por uma bola e pelos erros do Atlético. O presente veio aos 23m do segundo tempo, com Rosinei - que entrou no lugar de Felipe Souto, rolou uma bola pro volante David, do Goiás, pegar firme de fora da área. Afirmei acima: não era a noite do Galo. A bola chutada por Davi resvalou em Otamendi - o melhor jogador do Atlético, vejam bem - e enganou o goleiro Victor, entrando no ângulo superior direito.

O Atlético ainda teve um bom momento, aos 28m. André recebeu, girou e o goleiro Renan salvou de pé direito. O time goiano criou chances nos contragolpes. Erik quase fez o segundo aos 38m e São Victor evitou.

No desespero, o Galo, por pouco, não empatou aos 45: Fernandinho carimbou a trave. Acabou assim: 1 a 0 e o que se viu foi o nó tático que Ricardo Drubsky outro treinador mineiro fazendo sucesso lá fora, deu em Levir Culpi. O Galo tá na ZR com apenas um ponto e domingo enfrenta o Cruzeiro, no Independência.

TIME B FAZ SUA PARTE

O time B do Cruzeiro segue invicto na temporada. Como visitante do Atlético Furacão venceu por 3 a 2, numa partida emocionante, disputada no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Mais parecia que os azuis estavam em casa, porque nos quase 13 mil torcedores presentes, 90% eram de cruzeirenses. O time de Marcelo Pacote Oliveira teve que fazer duas viradas: saiu perdendo por 1 a 0, empatou; tomou 2 a 1 e empatou de novo e, por fim, Marcelo Moreno fez o gol da vitória final.

O Cruzeiro, invicto, chegou aos 7 pontos no Brasileiro, assumiu a liderança do Brasileiro, ao lado do Corinthians, Internacional e Goiás; porém, como tem saldo de gols melhor, o Timão está na ponta da tabela. O Inter bateu no domingo o Sport, em Porto Alegre por 2 a 1 e o Corinthians venceu o Chapecoense, em Chapecó, por 1 a 0.

O time celeste  descansou os titulares pra guerra da Libertadores contra o San Lorenzo de Almagro. A primeira batalha será nesta próxima quarta-feira em Buenos Aires.

Em Brasília, os gols celestes foram marcados por Nilton, Souza- de pênalti -  e Marcelo Moreno. Éderson e Marcelo marcaram pro Furacão.

Na próxima rodada do Brasileirão, o Cruzeiro enfrenta o Galo, no domingo que vem, às quatro da tarde, no Independência. Porém, Marcelo Oliveira deve mandar a campo novamente o time reserva no clássico, já que na quarta-feira seguinte a equipe principal jogará, de novo, contra o San Lorenzo, em Beagá.

JOGO DA GLOBO

Enfim, a gente viu uma boa partida na transmissão direta da TV Globo. Flamengo 4 x 2 Palmeiras foi dentro dos padrões atuais do futebol brasileiro, porém bem movimentado. E com um fato interessante: o técnico Jaime de Almeida mudou o perfil do time no intervalo do jogo, quando perdia por 2 a 1.

Colocou o meia canhota Mugi, argentino, no lugar de Nixon, adiantou a marcação da defesa e engoliu o Verdão. com 16m já vencia por 3 a 2 e logo depois marcou o quarto gol em belo contra-ataque.

Sabem quem foi o nome da partida? Alecsandro. Jogou como nunca o fez no Atlético. No terceiro gol, buscou a bola na defesa, deu lençol no palmeirense, tocou pra Wallace e saiu em desabalada carreira. Foi lançado, driblou o zagueiro, chutou forte, o goleiro Bruno rebateu e Alecsandro, de cabeça, empurrou pras redes. Marcou dois gols e deu suas assistências.

COELHO TÁ IMPOSSÍVEL

O América voltou à liderança da Série B do Brasileiro. O Coelho, em jogadas de bola parada, venceu o confronto estadual contra o Boa Esporte, por 3 a 1,  sábado, em Varginha, valendo pela terceira rodada. O destaque foi o volante Andrei Girotto, com dois gols.

Todos os gols americanos saíram em jogadas de bola parada. Andrei Girotto abriu o placar aos 11m, numa cobrança de falta. O Boa empatou ainda na primeira etapa, com Marinho Donizete. Tchô, em grande estilo, cobrou falta e marcou o segundo do Coelho, aos 10 do segundo tempo. No fim de jogo, Girotto aproveitou cruzamento de Mancini, cobrando falta, e de cabeça, garantiu a vitória do time de Moacir Junior fora de casa: 3 a 1, Coelho. 

EXPECTATIVA DE POUCOS


Aqui em Minas, o goleiro Victor tem enorme expectativa, na mesma intensidade de Jô, de figurar na lista de convocação pra Seleção Brasileira. O técnico Luiz Felipe Scolari anuncia nesta quarta-feira quais 23 atletas pretende escalar pra Copa do Mundo, que começa dia 12 de junho, no Brasil. Dois goleiros já estariam escolhidos, Júlio César e Jefferson e o terceiro seria Victor. Apesar das expectativas de Rever e Dedé, com certeza seus nomes não estarão na lista.

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