quinta-feira, 1 de maio de 2014

LIBERTADORES AGORA É SÓ CRUZEIRO: GALO LEVA GOL DE EMPATE NO FIM E DEIXA NACIONAL NA COMPETIÇÃO


   (Superesportes)
Na coletiva depois do jogo, o presidente Alexandre Kalil foi enfático: "O culpado é o presidente Alexandre Kalil”. O mandatário isentou os jogadores da saída do time nas oitavas de final e chegou a citar, também, o nome do treinador Paulo Autuori. "Eu sou o único responsável pelo que aconteceu no Atlético. Não vamos pegar o Ronaldo, o Tardelli, o Autuori. Ninguém. Quem manda sou eu, quem manda embora sou eu, quem contrata errado sou eu. Para uma parte que vai querer empurrar crise para dentro do Atlético, eu volto a dizer: não tem coração mais triste que o meu.”
Tá certo o Kalil, pegou logo na alça do caixão que lhe cabia. Também sem essa de tudo eu, tudo eu. É bom que olhe para os lados quando a cabeça esfriar.

Castigo puro o gol de empate de Duque aos 42m do segundo tempo, quando a partida encaminhava-se pra vitória do Galo por 1 a 0 e a decisão da vaga nas quartas-de-final para os pênaltis. Cardona recebeu uma bola livre pela esquerda, em posição duvidosa, e cruzou rasteiro. São Victor foi nela e apenas resvalou a mão esquerda na bola sem cortar sua direção. Duque vinha na corrida e de carinho selou a sorte do Galo na Libertadores: 1 a 1. O Nacional enfrentará o Defensor do Uruguai, uma das zebronas da competição.

NÃO FALTOU LUTA

Apesar da decepção pela desclassificação da equipe, a Massa apoiou até o fim e até cantou o Hino do Galo em agradecimento ao espírito de luta dos atletas. A impressão que ficou é de que um novo Atlético, realmente, surgiu nesta partida, o que deverá melhorar suas atuações no Brasileiro e nas competições que terá pela frente, inclusive a Copa do Brasil.

O time mostrou uma postura agressiva, com intensa marcação desde a saída de bola colombiana. Ronaldinho correu e deu até carrinho por trás em adversários. Todos lutaram pela posse de bola. A apatia deu lugar à vibração. Entendeu-se até as substituições de Levir Culpi colocando primeiro Rever e Guilherme nos lugares de Pierre e Tardelli.

Tardelli, aliás, saiu p. da vida e até nas entrevistas no final do jogo cobrava o motivo de sua saída: "Eu estava bem no jogo, não entendi porque o treinador me substituiu". Depois entrou Marion, mas sem tempo de aparecer.

TRANQUILIDADE

A explosão de entusiasmo era tamanha que a equipe entrou em campo mordendo os calcanhares dos adversários. O gol atleticano, no entanto, surgiu apenas aos 20m, pela falta de tranquilidade dos atacantes na posse de bola.

No gol, Jô fez boa jogada pela direita e cruzou pra Diego Tardelli mandar na trave. No rebote, a bola ficou com Emerson Conceição que a passou a Fernandinho. Bom drible no marcador e o chute de pé direito: 1 a 0, golaço.
Daí pra frente, as chances de gol foram poucas e o Nacional teve a melhor.

Aos 33 minutos, a bola sobrou para Valencia. De frente pro gol, ele pegou de primeira. A bola saiu à esquerda do gol de Victor. No segundo tempo, as chances continuaram raras, mesmo com o Atlético lutando e mandando na partida. O Nacional estava bem fechado e esperando um erro atleticano.

Neste ambiente de tensão, o craque deles, autor do gol em Medellín, Cárdenas entrou livre, com a defesa do Galo em linha e bateu forte: lá na meta estava São Victor pra evitar àquela altura o empate.

Na busca do gol salvador pra evitar os pênaltis, o Atlético foi pro tudo ou nada. Jô e Guilherme tiveram chance, mas finalizaram mal. Aos 39 minutos, Ronaldinho também teve sua oportunidade. Chutou da entrada da área. Armani defendeu. Fim do sonho aos 42 minutos. No contra-ataque, o Nacional chegou ao ataque. Após bola cruzada da esquerda por Cardona, Victor rebateu e Duque completou: 1 a 1.
Agora é pensar no Brasileiro. No domingo, pela terceira rodada, o Galo enfrenta o Goiás em Belo Horizonte.
  
PARAGUAIOS COSPEM NO PRATO

   Marcelo Oliveira segura uma garrafa que atiraram nele pra entregar ao árbitro

O curralzinho do Cerro Porteño em Assunção é barril de pólvora pronto pra explodir a qualquer momento se o rastilho for aceso. A situação estava mais pra jacaré do que pra colibri e não precisava de Júlio Baptista dar uma banana e responder os insultos dos torcedores atrás do banco do Cruzeiro. Quase fez tudo se transformar numa bagunça e enodoar a grande vitória por 2 a 0 dos azuis, o único time brasileiro que restou na Copa Libertadores.

O cruzeirense que foi ao estádio La Olla, em Assunção passou por uma situação que não é inédita na América do Sul. Principalmente em Assunção, aonde estive várias vezes e por todas elas tive que esperar bom tempo no estádio Defensores del Chaco pra ir embora. Nunca fui ao curralzinho de La Olla, e com certeza,nunca irei.  Encerrei a carreira de comentarista externo.

Em 2008, também contra o Cerro Porteño, no Defensores del Chaco,jogadores, comissão técnica, dirigentes e torcedores do Cruzeiro passaram por momentos difíceis, alvos de pedradas, garrafadas e pedaços de madeira. Em ambas ocasiões, os celestes eliminaram os paraguaios.

Neste jogo, o árbitro chileno Carlos Chandía teve o bom senso de encerrá-lo  aos 24 minutos do segundo tempo, tamanha a chuva de objetos no gramado. Agora, os maus exemplos ocorreram no fim do jogo,  quando o Cruzeiro marcou o segundo gol.

O torcedor Adyles Chaves Batista, engenheiro de 30 anos, narrou os acontecimentos ao Superesportes: "Depois do gol do Dagoberto, toda a torcida em La Olla começou a atirar pedaços de madeira e outros objetos na torcida do Cruzeiro. Abaixo da nossa arquibancada, havia pequena área, que era o acesso da rua para dentro do estádio. A gente tentou se esconder neste local, mas não adiantou, porque vinham mais pedras da rua. Foi uma verdadeira guerra”. E continuou:
”Na saída do estádio, cerca de uma hora e meia depois do jogo, torcedores do Cerro ainda estavam nas ruas preparados para um confronto. A Polícia paraguaia interveio com o batalhão de choque. Tive que me esconder atrás do "Caveirão’ deles”.
Outro torcedor, segundo conta o Superesportes, de nome Adriano Farias postou em uma rede social grande relato da situação de aperto vivida dentro do estádio. “Após o segundo gol do Cruzeiro, a guerra começou de verdade. Pedras, pedaços de pau e garrafas voavam em nossa direção, muitos se machucaram, inclusive idosos. Após duas horas conseguimos deixar o estádio. Fomos escoltados pela polícia até o ponto de táxi, quando fomos surpreendidos pela torcida paraguaia, que nos recebeu novamente com paus e pedras”.
No banco de reservas, Júlio Baptista se irritou com a torcida paraguaia quando viu objetos atirados no gramado, e respondeu com gestos. Aí os jogadores paraguaios tentaram tirar satisfação com o cruzeirense aumentando a confusão em campo. Mas entre mortos e feridos, salvaram-se todos e o Cerro, outra vez, apanhou do Cruzeiro em casa e foi eliminado da Copa Libertadores.

RESERVAS EM BRASILIA

Como único representante brasileiro na Copa Libertadores da América e atrás do tricampeonato, o Cruzeiro vai priorizar a competição. Seu “time B” estará em campo mais uma vez, agora neste sábado às seis e meia da noite, em Brasília contra o Atlético Furacão pelo Campeonato Brasileiro. O mando de campo é dos paranaenses, cujo estádio Arena da Baixada, foi entregue à dona Fifa.

Disse Marcelo Pacote: ”Nós projetamos descansar vários jogadores, pois um jogo muito corrido contra o Cerro, e contra o São Paulo. Samudio e Ceará estão exaustos. Quanto a Bruno como ele está fora das quartas da Libertadores deve jogar no sábado”.

O primeiro jogo das quartas de final da Copa Libertadores, contra o Time do Papa já é na semana que vem, em Buenos Aires. O dia e o horário ainda não estão definidos. A partida de volta será na semana seguinte, no Mineirão, também sem tempo de descanso.





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