sexta-feira, 9 de maio de 2014

SONHO DE TER SEU ESTÁDIO NÃO É SONHO DO ATLÉTICO, GARANTE VICE DE KALIL I


Deixe-me ver se entendo o imbróglio: a diretoria do Atlético, segundo seu vice-presidente 
 Daniel Nepomuceno, o projeto de um estádio próprio nada tem do clube. Este sonho de 
uma arena multiuso não tem a chancela do presidente Kalil e de sua diretoria. A ideia é
 da Construtora MRV e do BMG, patrocinadores do time.
Pelo que leio e vejo e ouço, o novo provável estádio do Atlético será aquela colcha 
de retalhos. Terá vários donos e o nome do Clube Atlético Mineiro no
empreendimento. Nada diferente da Arena Independência, que é do América, da
BWA, do Atlético e do governo do estado. Estou errado?
São conclusões tiradas da entrevista do vice Daniel Nepomuceno, que afirmou ao 
Estado de Minas: "Conheço o projeto, mas não tem nada do Atlético. Não estamos 
 tocando nada disso".
A MRV é apontada como aliada no investimento e informou que teria uma área 
disponível de 110 mil metros quadrados, que seria destinada à construção de casa e 
teria outro destino.
Para Nepomuceno, "enquanto não tiver quem pague, não pode ser tratado oficialmente. 
E o fato é que não chegou nenhuma proposta financeira para a gente - reconhece -  que 
a dobradinha feita com a BWA no Independência, em março de 2012, tem sido menos l
lucrativa do que o esperado.

MINEIRÃO NÃO

Sobre o Mineirão, o discurso é o mesmo do presidente Kalil: "um acordo com a Minas 
Arena estaria longe das condições que o Galo consideraria favoráveis. O Mineirão daria
 prejuízo, como o Horto dá prejuízo". Tá danado, então! Estes são os presentes que os 
clubes daqui receberam do governo estadual do PSDB.
Quando surgiu a ideia do Cruzeiro de construir seu estádio no município de Nova Lima, 
lá pelos lados do Canadá, o Atlético, também, cogitou construir a sua arena multiuso.
 O então governador Aécio Never conversou com ambos,
E os desestimulou a encampar tal empreendimento sob alegação de que ficariam 
 responsáveis pelo Mineirão após a Copa do Mundo. Rasteira. Foi feita uma
 concorrência pública e ganhou a empresa paulista, que com dinheiro dos governos 
estadual e federal construíram outro estádio. Coisa que Atlético e Cruzeiro, também, fariam.

PROXIMO PRESIDENTE

Cotado como um dos prováveis candidatos à presidência na sucessão de Alexandre Kalil,
 no fim do ano, Nepomuceno atribui a revelação sobre o futuro estádio como “uma coisa
 que atenderia a determinados interesses e não ajuda em nada, só atrapalha. Cria
 expectativa e as críticas de que a diretoria estaria colocando isso para desfocar 
uma situação, já que o time não vence há seis partidas".
Da parte deste filho do Sodico, a obra seria bem vinda. Quase a maioria dos grandes 
clubes nacionais tem seu próprio estádio, alguns até melhorados e reformados. Desde 
o saudoso Elias Kalil, o sonho existe. O jovem Kalil no entanto falou, mas não levou adiante, 
a ideia de ampliação do Independência pra 35 mil lugares. Não sei se isso ali no Horto,
 apertado, misturado, daria certo. Não há espaço e sobram reclamações dos moradores.
 Lá dentro do  Atlético, também, existiriam conselheiros contrários a essa ideia, que 
precisa da aprovação do Conselho.
O jornal informa, também, e espero que não seja mais uma "bomba" do carioquinha, 
que o projeto da obra ficaria a cargo do escritório Farkasvölgyi Arquitetura de Belo Horizonte e que a associação do Bairro Califórnia, onde o estádio seria localizado, não foi consultada. A arena seria pra 48 mil pessoas, com estacionamento coberto pra 4,5 mil 
carros e espaço pra feiras e eventos. Ficaria pronta em 2017.

NÚMEROS ASSUSTAM

Que o Cruzeiro precisa vencer o San Lorenzo por dois ou mais gols, quem acompanha 
atentamente a competição e conhece um pouco do seu regulamento já sabe. Que uma
 vitória, também, por 1 a 0, como foi na Argentina, leva a decisão da vaga para os pênaltis. 
E que qualquer outro resultado, com gols marcados por eles aqui, também lhes dará a vaga.
 Então a coisa tá feia! Realmente, bem feia. Até porque o ataque do Cruzeiro no momento
 não tem feito gol nem nos coletivos.

Os otimistas afirmam que isso não mete medo, porque o time tem excelente retrospecto 
no Mineirão/Minas Arena. Desde a sua reinauguração, o Cruzeiro venceu os seus jogos 
por dois ou mais gols de diferença, segundo me mostra o Superesportes.
Em 38 partidas, 20 delas os azuis fizeram resultado que o classificariam diante do 
San Lorenzo. foram quatro vitórias por 2 a 0, duas por 3 a 1 e 14 goleadas por mais 
de três gols. E tem adversário respeitável no meio desta trilha.
O time de Marcelo Pacote perdeu duas vezes no Mineirão de agora, ambas ano passado: 
 diante do São Paulo e do Bahia, quando cumpria tabela no Brasileiro, já campeão nacional.
 Também sucederam seis vitórias por 2 a 1, resultado ruim no momento. Também conseguiu
 vitórias por 1 a 0 - seis vezes - o que levaria a disputa aos pênaltis.
Não pense, meu Bom, que isso seja barbada. A história mostra que poucas vezes o time da
Toca reverter resultado negativo na Libertadores. Nessas circunstâncias, o Cruzeiro saiu 
derrotado, nos mata-matas da Libertadores por sete vezes, nas 14 participações. E que 
o time se deu melhor no primeiro jogo ou deu empate.

A primeira vez que perdeu no jogo de ida no mata-mata foi na quarta participação, e justo 
na decisão contra o Boca Juniors. Eu estava lá, em La Bombonera. Nunca vi pressão igual.
 Perdeu por 1 a 0 e no jogo de volta, em Beagá, venceu pelo mesmo placar. Houve a
 negra em Montevidéu e o Cruzeiro perdeu nas penalidades máximas. Iustrich era o 
treinador e Vanderlei, lateral esquerdo, responsável pelo último pênalti, chutou pra fora.

A única vez que o Cruzeiro inverteu uma situação desfavorável na Libertadores foi em 1997, ano do bicampeonato. Nas oitavas de final, a equipe celeste perdeu por 1 a 0 para o El Nacional, do Equador, na altitude. No Mineirão, abriu 2 a 0 e deixou os equatorianos marcarem um tento no fim do jogo, que levou a decisão para os pênaltis. Nos penais, a Raposa se classificou.

  
CAMPANHA DESFALCADA

Homem forte na campanha de Castellar Neto à presidência da FMF, Lito Guilherme Filho caiu
de cama com hepatite brava há vários dias. A sua esposa Marly o blindou corretamente porque
caso contrário ele não pararia na cama em repouso absoluto, exigência médica. Dia 29 será a
eleição na entidade e terá chapa única, a presidida por Castellar Neto com apoio do presidente
 atleticano Alexandre Kalil.
A chapa concorrente, liderada por Paulo César Freitas, apoiada pelo Cruzeiro, não cumpriu
as exigências de conter ao menos cinco apoiamentos de agremiações amadoras sediadas
na capital.
Castellar Neto disse que não foi comunicado oficial, mas nós registramos 90% das assinaturas
do Colégio Eleitoral e já tínhamos expectativa de ser chapa única.".



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