segunda-feira, 16 de junho de 2014

ALEMANHA GOLEIA PORTUGAL COM TRÊS GOLS DE MÜELLER E ESTRELA DE CR-7 NÃO BRILHA NA FONTE NOVA

Thomas Müller foi a estrela do jogo em Salvador, no qual CR-7 não brilhou

No Real Madri, Cristiano Ronaldo tem luz própria e brilha na maioria dos jogos. Porque tem uma equipe estruturada e outros bons jogadores atuando por ele. Na Seleção, CR-7 é estrela isolada, num time apenas razoável, no qual é ele que tem de jogar pelos demais. Contra uma marcação forte, como a exercida pela Alemanha, a estrela solitária se apaga e leva junto a seleção portuguesa.
A Alemanha, ao contrário, tem excelentes valores individuais que não disputariam com CR-7 o título de Melhor do Mundo, porém formam um bloco único e este uma equipe forte. Não foi obra do acaso e nem causou surpresa a goleada de 4 a 0 que os alemães impuseram aos portugueses, na Arena Fonte Nova, em Salvador na estreia de ambos na Copa do Mundo Fifa, pelo Grupo G.
Se a estrela de CR-7 não brilhou, foi fulgurante a de Thomas Müller , nascido em 13 de setembro de 1989, jovem revelação de 23 anos, portanto. Joga no Bayern de Munique. Segundo a nova linguagem da Internet e do padrão Fifa, Müller fez um hat-trick de gols contra Portugal. Na linguagem global dos que rezam na cartilha da Poderosa, "poderia pedir música no Fantástico."
A Fonte Nova, igual ao que ocorre em todos os jogos, recebeu excelente público - 51.081 presentes. Brincou com Portugal como o gato brinca com o rato antes de comê-lo. Logo de início, Gotze quase marcou com a meta vazia: o goleiro Rui Patrício saiu mal. Porém, aos 10m, Muller sofreu pênalti de João Pereira e ele mesmo cobrou fazendo 1 a 0. O segundo gol veio aos 32m, num escanteio cobrado por Gotze e que beque Hummels, de 1,93, testou firme, sem chance pra Patrício.  2 a 0.
Cinco minutos depois, o zagueiro luso-brasileiro Pepe facilitou mais as coisas para os alemães: deu um tapa em Müeller; quando este caiu, fazendo cena, Pepe aplicou-lhe uma cabeçada. Tomou cartão vermelho direto. Aos 37m, Portugal dominado, ficou reduzido a 10 jogadores.
Antes de se encerrar o primeiro tempo, o goleador Müller voltou a marcar. Recebeu o passe de Gross e chutou forte: 3 a 0. O calor brabo ajudou Portugal, porque os alemães diminuíram o ritmo e passaram a tocar bola.
Cristiano Ronaldo mal pegava na bola e nem conseguia acertar passe ou chutar a gol. Nas três vezes que tentou o gol em cobranças de faltas acertou a barreira, nesse período.
A Alemanha, contra a vontade de sua torcida que queria bater o recorde da goleada que a Espanha tomou da Holanda, pedia mais um, mais um. O time apenas tocava na bola e não se desgastava. Veio o quarto gol somente aos 34m, novamente de Müller pegando o rebote do goleiro Rui Patrício - Placar final, Alemanha 4 x 0 Portugal.

O futebol coletivo, com força individual, apresentado pela Alemanha a credencia, sem dúvida, a principal favorita entre os favoritos. Não será fácil pra nenhuma outra seleção segurar aquela movimentação do meio-campo pra frente: Ôzil, Gotze, Mueller, Khedira, sem falar naquela fera de nome parecido com  sopa de letrinhas - Schweinteiger - estrela do time, mas que não enfrentou Portugal por causa de uma lesão. Mas virá mais essa fera por aí.

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