domingo, 22 de junho de 2014

BÉLGICA VENCE RÚSSIA NUM JOGO FRACO, FEIO, CALORENTO, DE MARACANÃ LOTADO E ENTRE OS SÚDITOS SUAS MAJESTADES O REI FILIPE E A RAINHA MATILDE

Tenho sempre dito nesta minha Trincheira, repositório da falsa humildade que sobressai em vários cronistas esportivos, que conseguem até mesmo adivinhar vencedores, campeões e placares, só não conseguem acertar na Loteria Esportiva, que no futebol a tática, a qualidade individual e a sorte tornam-se nulas sem a inteligência.

Óbvio, né seu bobão! Nem tanto, existiram e existem jogadores de grande capacidade técnica, mas de uma burrice inqualificável. Não vou citar nomes pra não ferir suscetibilidades, visto que este não é o propósito dessa formidável coluna.
Citarei apenas o que se consegue na base da inteligência de algum craque. No jogo Bélgica e Rússia aconteceu exatamente o que estou afirmando. Estas seleções europeias não estão acostumadas a enfrentar temperaturas tão alta como a do Rio de Janeiro, que estava a 29 graus, e com umidade alta, também, e uma desagradável sensação térmica no gramado. Quem já enfrentou tal situação pode confirmar de cadeira, como fez Juninho Pernambucano na transmissão da Globo.
Foi além, justificou o péssimo e lento futebol mostrado pelas duas seleções no primeiro tempo em razão do calor e antecipou que, talvez, os mais esclarecidos jogadores da Bélgica e da Rússia estivem guardando fôlego pro segundo tempo. No momento preferiam apenas se preservar e evitar gol dos inimigos. As torcidas faziam festa e aguentavam a ruindade do futebol sem se manifestar.
O Rei Filipe e a Rainha Matilde da Bélgica, apesar do calor abrasador, assistam do camarote especial, numa elegância própria das nobrezas, na desagradável companhia do presidente da Fifa, o mal arrumado Joseph Blatter, a desmistificação da seleção de seu país que chegou aqui cheia de cartaz. E se arrastava no gramado, sem qualquer destaque individual
Então houve o primeiro momento: a Bélgica acerta a trave direita da Rússia numa falta cobrada de fora da área. Juninho Pernambucano arriscou, aos 38m: "Hazard entrou no jogo e vai puxar a Bélgica". Pequenas manifestações de vaias começaram a surgir nas arquibancadas. Ninguém gostava do jogo.

Mas antes que as vaias se espalhassem pelo Maracanã, o craque Hazard, que inteligente como é, havia se poupado o máximo possível até aquele momento, tirou partido da situação. A partir dos 35m fez o lado esquerdo do ataque belga ficar mais quente ainda. Dribles e mais dribles até endoidar a defesa russa. Aos 42m, driblou à vontade e foi à linha de fundo. Rolou a bola pro meio, nos pés de Origi que bateu forte sem defesa pra Akineev, aquele do frangaço: Bélgica 1 a 0. A TV não mostrou a vibração do Rei nem da Rainha. Mas a imagem do herói Hazard, inteirinho, renovado, correu o mundo afora. Bélgica, seis pontos, classificada.

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