segunda-feira, 16 de junho de 2014

DEUSES DO FUTEBOL ATUARAM NA ARENA DAS DUNAS: CONTRA GANA E EM FAVOR DOS AMERICANOS


 Os nortes-americanos comemoraram bastante o gol de Brooks, que quebrou a escrita diante de Gana. Graças aos deuses do futebol. Cruzes!

O futebol é impiedoso demais. Como afirma Murici Ramalho numa propaganda que está no ar ( da qual participam, também, Osvaldo de Oliveira e Tite): "Se não fizerem a coisa direito, a bola pune". Vero! Gana participa pela terceira vez de uma Copa do Mundo, e nas duas primeiras - 2006 e 2010 - venceu os Estados Unidos pelo mesmo placar: 2 a 1. A primeira foi na fase de grupos e a outra nas oitavas de final; eliminou os norte-americanos e parou nas quartas-de-final no Uruguai.

A aposta para este terceiro encontro, pelo Grupo G, na Copa do Mundo no Brasil, foi em Natal, na Arena das Dunas, era de que os africanos repetiriam a dose. Só que os deuses do futebol estavam do lado dos gringos.

Já começou com os Estados Unidos marcando o gol mais rápido da Copa até agora: aos 28 segundos, com Dempsey, em jogada pessoal, após lance de lateral. O recorde, no entanto, continua com Sukur, atacante turco, aos 11 segundos, contra a Coréia do Sul, na disputa do terceiro lugar da Copa de 2002. Qualquer analista dos menos entendidos aos mais feras sabe que o gol marcado em tais circunstâncias desestabiliza o adversário. Só que ocorreu isso com os nigerianos.

Continuaram numa boa, cabeça fresca, e jogando como se estivessem colhendo goiabinhas vermelhas no quintal de suas casas. Os Estados Unidos recuaram e foram jogar pelo contra-ataque. A Nigéria avançou, mas só rodava em volta da defesa americana, que nem o galo quando pretende fofar sua amada. Dá 10 voltas em torno dela. A última bola da Nigéria era terrível, não chegava aos pés dos finalizadores.

Então os deuses resolveram agir. Já que a bola não chegava aos pés do principal atacante nigeriano, o que ele fazia em campo? Melhor ir para a concentração descansar. Altidore, 25 anos, aos 21m sofreu uma distensão e foi pro caixote (as macas da Copa não lembram mais aqueles caixotes usados no rabecão pra carregar defuntos?). E a coisa ficou nesse 1 a 0 para os americanos até o final do primeiro tempo.

Ah, quero informar aos meus caros e bondosos leitores que Dempsey é o maior goleador da história da Seleção Norte-Americana, com 38 gols já incluído o desta partida. Pra diminuir a arrogância norte-americana que ganhavam o jogo e se julgavam amigos dos deuses, estes resolveram puni-los com três lesões sérias que obrigaram o simpático Klinsmann, ex-goleador da Seleção Alemã, agora técnico do EUA, a mexer no time. Quebrou um pouco sua estrutura defensiva.

Já o nigeriano Appiah, técnico hoje, e ex-ídolo do país como jogador, decidiu botar as feras famosas que estavam no banco: Boateng e Essein. Melhorou bastante a ponto de dominar inteiramente a partida. No segundo tempo, os americanos não passaram do meio-campo até os 42m. Os nigerianos empataram aos 38m, com André Aew, num belo lance que teve até calcanhar de Gyuan. Partiram pra cima dos Estados Unidos a fim de virar o marcador e manter a escrita dos 2 a 1 em Copas do Mundo.


Só que um dos seus cobras, Asamoah, num excesso de vaidade, botou a bola pra escanteio. Na cobrança, aos 42m, os deuses do futebol atrapalharam a defesa da Nigéria e o becão Brooks, de 1,93 voou e mandou uma cabeçada indefensável. Placar injusto, mas vitória deles. O que se há de fazer. Como dizia meu saudoso pai, Sodico, nos seus jogos de buraco, quando as cartas não vinham: "Quando quero, querê-las. Quando não quero, nem vê-las". Nunca entendi bem esse ditado dele. Mas não o esqueço nunca.  

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