domingo, 29 de junho de 2014

DIA DE TRISTEZA FOI SALVO PELAS DEFESAS DE JÚLIO CÉSAR

Foi um sábado triste: antes do sofrimento pra se chegar à classificação do Brasil diante do Chile, vivi a dor de sepultar meu cunhado Sebastião Bonfim, amigo de longa data, desde 1960. Era meu companheiro de viagem, enquanto não precisou fazer hemodiálise e tinha, ainda, a mãe Almerinda viva. Alegria dos meus filhos e dos primos deles. O tiozão que segurava as barras, metia a mão no bolso a qualquer hora. Tatão, o irmão mais velho; Tião, pros amigos e sobrinhos; Sebastião pra saudosa mãe com quem foi se encontrar, e, também, com o pai João Jovem. Quando comecei a namorar a minha esposa Neusa, com 15 anos, Tião era o Tião Medonho pra nos. Bigodudo, cara fechada e dando galopes na gente. Quando fomos autorizados a namorar na sala de casa, ficamos amigos. Tremendo boêmio, era meu companheiro de noitadas. Depois, casado e ele solteirão, companheiros de viagens pra praia, levando aquele monte - mais de 20 - parentes; sempre uma enorme festa.
Por causa disso, o jogo ficou em segundo plano. Não sei se a minha tristeza prejudicou minha avaliação, porque achei o jogo fraco tecnicamente e que a maioria dos jogadores ficou devendo. Discuti isso com meu filho Flavinho,com meus sobrinhos Júnior, Marcelo, os cunhados Romeu, Edson e Plínio e apenas Edson tinha minha opinião. Hulk, Dany Alves, Fernandinho, Fred, e depois Ramirez, Jô e William não jogaram nada. Alguns elogiaram Hulk, como a Globo fez, por sua atuação tática. No entanto, considerei imperdoáveis sua participação no gol chileno e no pênalti mal cobrado que quase nos eliminou, não fosse a bola chutada na trave. Aliás, as duas: no finalzinho da prorrogação e na última cobrança das penalidades. Até nosso gol foi contra,apesar da participação de David Luiz um dos bons do jogo. Nosso goleiro Júlio César foi o herói, cantado antes pelo sobrinho flamenguista, Marcelo: "Nosso goleiro é muito bom e vai pegar os pênaltis. Pegou dois. Poderia ter sido mais fácil caso William, que chutou fora,e Hulk que bateu em cima do goleiro Bravo, tivessem cumprido direitinho seus serviços. 
O empate no tempo normal em 1 a 1 foi injusto. O nosso futebol foi abaixo da crítica, mas o do Chile foi pior. Ficamos com medo deles e eles com medo da gente. O árbitro Howard Webb, policial inglês, foi tendencioso e anulou o gol legítimo de Hulk, alegando uso do braço. Teve não. Só ele e o Carlos Simon, de triste memória como juiz, agora comentarista de arbitragem da Fox, viram. Vamos enfrentar na sexta-feira próxima a Colômbia que tem jogado demais. Derrotou o Uruguai por 2 a 0, gols de Jaime Rodrigues, fortissimo candidato a craque da Copa. Há tempos não vejo um meia canhota, camisa 10, com tanto talento quanto este rapaz. Fez um belo gol no Uruguai, de fora da área e no outro estava na área, como centroavante e apenas empurrou a bola pras redes. É uma partida de meter medo, porque, com certeza, Felipão está encrencado. Escalou mal e mexeu mal contra o Chile. Na próxima partida não terá Luiz Gustavo, suspenso pelo segundo cartão, e não tem outro jogador com a mesma característica. Colocar quem ali? Ramirez, Paulinho, Fernandinho, ou puxar David Luiz e entrar com Dante na defesa? Ainda existe a opção de Henrique, zagueiro que joga ali como médio. Não é só isso. Felipão terá que resolver o problema da lateral direita, porque Daniel Alves tem jogado mal. Do meiocampo sem criatividade. Talvez Hernanes realmente esteja merecendo nova chance.
        

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