domingo, 22 de junho de 2014

PORTUGAL MARCA NO FINAL E TIRA A CHANCE DOS ESTADOS UNIDOS SE CLASSIFICAREM COM ANTECIPAÇÃO NO GRUPO G

Copa do Mundo, realmente, é um torneio de futebol sem nada igual no mundo. Ah, direis, e as Olimpíadas? Pra quem gosta é bom, também. Eu gosto de futebol, cresci e me tornei gente, profissional de futebol. Já realizei meu sonho e trabalhei em quatro Copas. Agora me dou o direito de trabalhar em casa, debaixo das cobertas por causa do frio, com uma televisãosona sei lá de quantas polegadas à minha frente. Ao lado o pratinho de goiabinhas vermelhas, já picadas, que comprei em Rio Casca. Entre o jogo da tarde e o da noite, degusto meia garrafa de Don Valentim, vinho tinto da minha alçada, produced in Mendoza, Argentina.  

Toda essa introdução pra falar do jogo Estados Unidos 2 x 2 Portugal disputado na Arena Amazônia, em Manaus, com uma intensidade maior que o calor vigente de 31 graus e 71% de umidade. A gringaiada lusa e norte-americana se divertiu à vontade apesar do sufoco da temperatura. A Fifa informou 40.123 presentes ao belo estádio. O jogo prometia porque os irmãos Além Mar perderam o primeiro jogo pra Alemanha de goleada. Os Estados Unidos venceram Gana por 2 a 1. E como Alemanha e Gana empataram em 2 a 2 o Grupo G não tinha, ainda, nenhum time classificado por antecipação.

 Cristiano Ronaldo, ao lado de Benzema no Real Madrid, na Seleção ficou longe de ser o mesmo craque.

Meu bom, a partida começou, deveras, esquentada: com 5m, Portugal saltou à frente: fez 1 a 0 com Nani, depois de uma furada em sequência da defesa americana. Até os 15m, Cristiano Ronaldo aguentou firme. Porém, demonstrava grande fragilidade. Nada daqueles piques, ou chutes a gol, dribles, etc. A contusão antiga amarrava o melhor do fundo. E pra pior, Portugal continuou na maldição das lesões musculares que o perseguem: pouco depois do gol, saiu o meia Helder Pociga. Cada vez, CR-7 fica mais isolado na equipe. Passa uma bola e recebe uma caixa de sapato de volta. Apenas João Moutinho consegue jogar com ele. Aos 34, senti que CR-7 mancava, arrastava-se, estava definitivamente baleado.
Portugal teve a chance de aumentar aos 45m, com o chute de Nani que vai à trave e no rebote, Eder, que entrara no lugar de Helder, manda ver e Howard faz uma grande defesa a corner. No meio-campo, o meia Dempsey, que quebrar o nariz e levara um chute no rosto no primeiro jogo, ia no sacrifício e era um dos melhores. Com ele, os Estados Unidos cresceram no segundo tempo.
Aos 10m da fase final quase os EU chegam lá: Johnson vai ao fundo e cruza pra Bradsley chutar forte. Com Neto vencido, o zagueiro Ricardo Costa salva em cima da linha. Todavia, era impossível Portugal aguentar a pressão americana, melhor em campo, bem preparada física e taticamente. Por isso empatou aos 19m, com Jones acertando uma bomba de fora da área: Neto apenas olhou a bola balançar as redes - 1 a 1.

Eu que torcia para os meus patrícios, afinal sou descendente de portugueses do Minho, vi com pesar os gringos do norte meterem mais um gol, aos 36m, com o nariz quebrado, rosto inchado, de Dempsey. Chute forte da esquerda e ele botou foi a barriga na bola e jogou pra dentro da meta de Neto. Que merda! Os norte-americanos chegavam a seis pontos e Portugal ficava no zero, eliminado precocemente. E o grande CR-7 não mostrara nem um naco de seu imenso futebol.

Bom, acabou mostrando sim. Aos 49m, quando o argentino Nestor Quintana preparava pra apitar o final do jogo, Cristiano Ronaldo recebeu uma bola na intermediária, pela ponta-direita e a colocou na área, na cabeça de Eder. Gol de Portugal, partida empatada de novo- 2 a 2. Nossos irmãos continuam com chances, pequenas é verdade, mas ainda estão dentro da Copa e com a ajuda dos deuses do futebol podem até passar pra outra fase. É importante que se diga que Portugal jogou sem cinco titulares, lesionados e ainda perdeu mais dois durante este jogo, além claro, de CR-7 à meia-bomba. 

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