quinta-feira, 17 de julho de 2014

ESTÃO CAÇANDO CHIFRES NA CABEÇA DE CAVALO


Se Ronaldinho Gaúcho não gostou de ser sacado no intervalo do jogo contra o Lanus, na Argentina, e pra mostrar seu desagrado nem assistiu à partida do banco de reservas, como é o costume e como fez André, outro que saiu junto, o problema é dele.
Levir Culpi (FOTO) fez o que achou que tinha de fazer. A equipe melhorou ofensivamente, marcou o gol da vitória por 1 a 0, e poderia, inclusive, ter feito mais. Guilherme e Jô entraram pra fazer o Atlético jogar e fizeram. No mais, é caçar chifres na cabeça de cavalo e inventar crise onde existe serenidade.

Autor do gol, concluindo uma bela jogada que começou com aquela famosa cobrança rápida de lateral feita por Marcos Rocha, e trabalhada por quase todo ataque, Diego Tardelli foi o melhor em campo.  Depois da saída de RG-10, assumiu as funções dele e de um atacante habilidoso, veloz que sabe se colocar bem pra estar sempre com a bola nos pés.
Na verdade, o Atlético foi um time no primeiro tempo e outro muito melhor no segundo.  Outros pontos bem positivos foram as atuações dos zagueiros Léo Silva e Jemerson e dos alas Marcos Rocha e Emerson Conceição. A briga do meio-campo foi vencida por Pierre e Donizete e se tornou mais desequilibrada em favor do Galo após a entrada de Guilherme e Jô.

EXPLICAÇÕES

Levir Culpi, como sempre muito tranquilo nas explicações, admitiu que RG-10 tenha ficado amolado: "Mas espero que tenha entendido sua saída; Ronaldo não se movimentou muito. A marcação estava forte e Guilherme quando entrou fez o que Ronaldo deveria ter feito no primeiro tempo. Se fosse eu, também teria ficado chateado, ninguém gosta de ficar fora de uma final. Mas somos um grupo e ele tem que entender. Se não entender, vai ter que sair do mesmo jeito".

Ronaldinho virou foco do jogo e Levir deu explicações desnecessárias. Fotos de AFP/Photo - Juan Mabromata

FALA DO PRESIDENTE

O presidente Alexandre Kalil foi político e baixou a poeira.-"Não consta no contrato de Ronaldo que ele tem de tomar banho e voltar ao gramado neste frio; nosso foco é o tesouro e o tesouro é a Taça. Eu  não obrigo jogador ir em lugar nenhum, ou dar entrevista, ou voltar para o banco. Ele faz o que quiser quando for substituído. E o treinador faz o que quiser, também, porque está autorizado. Isso é bobagem. Provavelmente Ronaldo ficou chateado. Em pelada, alguém sai e fica chateado. Então imagina numa decisão".
Da parte deste mastigador de goiabinhas vermelhas de Rio Casca, penso que o assunto tem de morrer aí. Afinal, a decisão tem a segunda parte, na próxima quarta-feira, no Mineirão.
 O mapa do tesouro a que Kalil se referiu - o homem tá de olho é nos dólares que a Recopa oferece -  passa pela união do grupo, pela força coletiva e pelo apoio da torcida, que, pelo que vejo, estará lotando o Mineirão. 




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