domingo, 13 de julho de 2014

VENCEU A MELHOR SELEÇÃO SEM GOLEAR. AFINAL, NÃO É TODO DIA QUE A ALEMANHA PEGA O BRASIL PELA FRENTE.

ARGENTINA TEVE ATÉ ALGUMAS CHANCES QUE PARARAM NO PAREDÃO NEUER.
  
Foi típica decisão de Copa do Mundo entre dois times iguais.  Alemanha e Argentina dividiram  cada espaço do gramado do Maracanã, fecharam suas defesas e usaram sem sucesso os contra-ataques, esperando o erro do outro.
  
No primeiro tempo, o volume de jogo era alemão, porém sujeito a chuva e trovoada, diante do clima altamente tenso da decisão. O italiano Nicola  Rizzoli tentava apaziguar os ânimos na base do papo e até conseguiu em parte. Os bichos bravos ensarilharam suas garras, após entradas pesadas dos dois lados. A melhor chance, aliás uma grande chance, foi da Argentina, aos 22m. O armador Kross, uma das feras alemãs, testou uma bola esquisita pra Neuer e Higuaín livre apareceu na frente do goleirão alemão. Bateu tremedeira e o ele chutou pra fora.
Aos 30m, vem uma bola da direita e Higuaín põe na rede e sai pra comemoração. O técnico Sabella impede que os outros do banco comemorem e indica o assistente pra Higuaín. Tava impedido. Por aí se vê que as melhores chances eram dos hermanos. Após este susto, e da contusão séria que Kramer, substituto de Khedira sofreu num choque com Zabaleta, e que obrigou o treinador Low trocá-lo, o alemão foi corajoso e colocou um atacante, Schurller. Este homem revolucionou o jogo.
Logo de imediato obrigou ao goleiro Romero fazer uma defesa difícil a corner. Infernizou o lado de Zabaleta, um dos melhores do time platino. Aos 46m, a melhor chance alemã: cobrança de escanteio com Kross e o beque Hummels, livre, manda na trave.

MESSI APARECE

O melhor do mundo apareceu quase nada no jogo, bem marcado pop Scheinsteiger. Lionel se desgarrou da marcação aos 4m, e quase marcou, chute cruzado, que Neuer vencido torceu pra bola sair. Aguerro, que entrou no lugar de Lavezzi, tentou se movimentar e tirar a marcação de Messi,. Foi anulado, também. Aos 10m, a Alemanha reclamou pênalti em Müller puxado pela camisa pelo goleiro Romero. O juiz não viu.

Então o jogo se arrastou, com o time priorizando o esquema defensivo e guardando forças pra uma possível prorrogação, que veio. A Argentina botou Palácios no lugar do apagado Klose e ele teve a bola da vez, ao aparecer livre, aos 7m, na cara de Neuer. Tentou encobrir o goleiro alemão e botou a bola pra fora.
  
Enquanto os alemães paravam na dupla de zagueiros argentinos  Demichele e Garay, além de Mascherano, um gigante no meio-campo, Zabaleta anulava o lado esquerdo e atacava bem. Na Alemanha, A linha de quatro Lahan, Boateng, Hummels, e Howedes, auxiliados por Schweinsteiger, anulava as descidas da Argentina. Messi continua sumido e passou a sentir alguma coisa na perna esquerda. Cansaço, talvez., Özil também sumiu e a Alemanha ficou sem armação.

GOL DO TETRA

   O garoto herói da Alemanha - Gotze fez gol de gente grande no tetra alemão

No segundo tempo, o panorama não mudava: um com medo do outro. Até que Schurrell escapou pela esquerda, venceu Zabaleta e cruzou na medida pro garoto Mário Goetzel. Como gente grande, projeto de craque, dominou no peio e encheu o pé canhoto na bola, pelo lado esquerdo de Romero, sem chances, Gol do título, gol do tetra campeonato. Alemanha 1 a 0. Bem que Argentina tentou, mas os alemães se superaram e fizeram a festa, recebendo das mãos da presidente Dilma Rousseff o troféu de ouro da Copa do Mundo.

ASSUNTO PRA MUITO TEMPO

Esta Copa do Mundo da Fifa, realizada no Brasil, ainda vai dar papo pra muito tempo., Primeiro porque foi sucesso total e o sucesso incomoda aos invejosos. Segundo, porque tentaram politizar a Copa e a Presidenta não deixou. Até os manifestantes desistiram. Os visitantes deixaram o País encantados com a recepção que tiveram e o tratamento das autoridades e população. Só faltou a participação da Seleção Brasileira, que decepcionou.

MESSI GROSSEIRO

Nosso futebol esteve vergonhoso e nem por isso os rapazes perderam a linha, Agradeceram aos torcedores, atenderam a todos, foram carinhosos com a imprensa em geral e ninguém foi grosseiro como Lionel Messi. O craque argentino fechou a cara após a derrota, subiu as escadas sem atender as mãos que lhe eram estendidas pelos torcedores. Pegou sua medalha, cumpriu o ritual ao lado de Neuer, luvas de ouro da Copa, enrolou a medalha e desceu da mesma forma que subiu. Sem cumprimentar ninguém.  Nem o presidente Blatter que lhe colocou a medalha de vice campeão no pescoço
Além da medalha de vice, Messi foi escolhido injustamente, Chuteira de Ouro da Copa, ou seja, o Craque da Copa. Pela fama, claro. Robben, da Holanda, foi muito mais, disparado, mais jogador que ele. Estou abismado com esses caras que escolhem o melhor jogador da Copa. Lembram-se que em 2002 escolheram o goleiro alemão Kahan e deixaram Ronaldo Fenômeno e Rivaldo de fora?
  
CORRIGINDO INFORMAÇÕES

Quando Galvão Bueno informou durante o  jogo Brasil  0 x 3 Holanda que a nossa Seleção jamais havia perdido dois jogos seguidos numa Copa do Mundo, além da de 1974, mostrei na Trincheira de ontem que perdeu sim: na Copa de 1966, em Londres, pra Hungria e Portugal.  Discuti outro dia com Orlando Augusto e Flavio Carvalho a presença de Di Stéfano na Seleção da Espanha. Errei ao afirmar que ele jogara contra o Brasil na vitória brasileira por 2 a 1, gols de Amarildo. Jogou não.

A Espanha, então comandada pelo grande Helenio Herrera teve contra o Brasil esta escalação, segundo o Google: Araquistan, Rodri, Garcia, Echeberria, Verges, Collar, Gento, Rodriguez, Peiro e Puskas.

 No entanto, eu não estava de todo errado.  Além da Argentina, seu país natal, Alfredo di Stéfano jogou, também, pela Espanha..Foi convocado pra Copa do Mundo no Chile e apenas não enfrentou o Brasil porque estava lesionado, como diz o Google:  "A passagem de Di Stéfano pela Seleção da Espanha, depois de se naturalizar, foi também sensacional: 23 gols em 31 jogos. Ele viajou com a fúria pra Copa do Mundo no Chile em 1962, mas não jogou porque estava machucado."


A Trincheira então manda recado aos companheiros Flávio Carvalho e Orlando Augusto: discutir futebol de antigamente com o filho de Dona Geralda é perda de tempo. Ele pesquisa e lê muito. 

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