domingo, 31 de agosto de 2014

FUTEBOL POBRE EM GRAMADO RUIM E EMPATE SEM GOLS ENTRE GALO E COXA EM CURITIBA

                        Foto César Machado-Gazeta do Povo

 O empate entre Coritiba e Atlético no Couto Pereira, em Curitiba, foi de uma pobreza de dar dó a pedinte de porta de igreja. Direis: foi corrido, bem disputado e teve umas três bolas na trave. Correto. Mas não dá brilho a um jogo esperado com enorme expectativa porque os dois times precisam mais das vitórias do que o tal pedinte lá de cima dum prato de comida, bem sortido. Além disso, o Galo não vence como visitante desde a sexta rodada e isso causa aflição na Massa.

Jogaram a culpa no gramado escorregadio e pesado do Estádio dos Coxas por causa das fortes chuvas que não dão sossego aos paranaenses. Por duas vezes, Diego Tardelli acertou a trave do Coritiba, mas o Galo, também, foi salvo por situação idêntica num contra-ataque com Zé Love. Na cara de Victor, ele chutou forte e o goleirão defendeu com o pé e a bola foi de encontro à trave. Grande susto no final da partida..
O empate foi danoso, ainda, pro Galo porque ele caiu duas posições, parando no oitavo lugar com 27 pontos e ficou mais longe do G-4. No meio desta semana, as duas equipes vão torrear adversários diferentes na Copa do Brasil. O Galo tem preocupação maior pois pega o Palmeiras, no Pacaembu, quinta-feira. No jogo de ida, o Atlético venceu por 1 a 0 no Estádio Independência.
CHANCES PERDIDAS - No primeiro tempo, a melhor chance atleticana foi aos 36m desperdiçada por Alex Silva. O lateral recebeu, livre na área, ótimo lançamento de Jemerson, mas demorou a concluir. Zé Love, ao lado de Alex, criou as melhores chances do Coritiba. Em dois lances Alex botou o goleiro Victor pra trabalhar pesado e  evitar o gol de falta dos paranaenses.
Na etapa final, o Atlético fez duas alterações com pouco mais de 10 minutos. Josué e Marion saíram reclamando dores. Leandro Donizete entrou no lugar do volante e sem mais opções  Levir Culpi colocou o novato Douglas Santos no lugar de Marion.
O Galo teve grande chance aos 28m. Leonardo Silva cruzou, Tardelli cabeceou na trave.
Aos 34, outra no Galo com dores, Maicosuel foi trocado por André. O O Galo ainda mandou outra bola na trave, aos 38m, novamente com Tardelli, desta vez chutando de fora da área. O Coritiba, aos 40` perdeu gol com Zé Love recebeu na área, chutou, a bola desviou em Victor e foi na trave.
Coritiba - Vanderlei; Norberto, Welinton, Luccas Claro e Carlinhos; Gil, Hélder, Robinho (Martinuccio) e Dudu (Elber); Alex (Keirrison) e Zé Love. Técnico: Marquinhos Santos

Atlético - Victor; Alex Silva, Leonardo Silva, Jemerson e Pedro Botelho; Josué (Leandro Donizete), Rafael Carioca, Diego Tardelli e Maicosuel (André); Jô e Marion (Douglas Santos). Técnico: Levir Culpi
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba-PR
Data: 31 de agosto
Motivo: 18ª rodada Campeonato Brasileiro
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ)
Assistentes: Gilberto Stina Pereira (RJ) e Herman Brumel Vani (SP)
Cartão amarelo: Alex Silva, Jemerson, Leandro Donizete, André (ATL); Dudu (COR)

JOINVILLE QUER 21 PONTOS DO AMERICA NO TAPETÃO

O que era pra ser um final de semana legal pro América, com o empate contra o Sampaio Correa, lá no Maranhão, em 0 a 0 e que o deixou em terceiro lugar no G-4 da Série B, apenas a dois pontos do líder Ceará - 35 a 33 - e a conquista da Taça BH Júnior com a virada por 3 a 2 sobre o Galo, (foto do Superesportes) no Independência, terminou com preocupação da denúncia do Joinville ao STJD. Os barrigas verdes acusam o Coelho de usar o lateral-esquerda Eduardo - já dispensado - em condições irregulares o que levaria à perda de 21 pontos, além de outras punições.

A diretoria do América descartou qualquer possibilidade de uso do atleta em condições irregulares principalmente em quatro partidas.Segundo o Joinville, Eduardo, que ficou no banco de reserva nas vitórias contra o Paraná ( 1 a 0), Oeste (3 a 0 ) e na derrota diante do América-RN (1 a 0), e atuou como titular contra o ABC, vencido pelo Coelho por 1 a 0. Ele não poderia ter sido relacionado, pois atuou em três equipes nesta temporada. O jogador esteve em campo pelo São Bernardo diante do Paraná, pela Copa do Brasil, e pela Portuguesa durante seis jogos da Série B..
DENÚNCIA VAZIA? - Para a diretoria americana, a denúncia do Joinville, adversário direto do Coelho pelo título, tem a intenção de tirar a tranquilidade da equipe, já que a perda de 21 pontos tiraria o América da vice-liderança do campeonato e levaria o time direto para a última colocação na tabela. "O América Futebol Clube possui a certeza de que o inverídico fato veiculado pela imprensa, originado pela falsa denúncia do Joinville F. C., tem por objetivo único desestabilizar e prejudicar a brilhante trajetória do América Futebol Clube no atual Campeonato Brasileiro da Série B”.
Para denunciar a escalação do atleta, que não faz mais parte do elenco do América – ele defendeu o clube entre 27 de junho e 28 de agosto -, o Joinville se baseou no artigo 49 do Regulamento Geral das Competições da CBF e no artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). De acordo com o regulamento da Fifa, seguido pela Confederação Brasileira, um jogador pode ser registrado por três clubes em uma temporada, e atuar apenas por dois. 

MINHA IGNORÂNCIA- Confesso minha total ignorância das normas legais deste caso e não vou dar chutes no escuro, seguindo a cabeça dos outros. Existe um órgão especializado - STJD - próprio pra dirimir tais dúvidas. O que lamento é que, se caso for verdade, o amadorismo do América atrapalharia todo planejamento e trabalho do treinador Moacir Júnior que tem dado certo. Vou guardar minha boca pra comer minha farinha. Que a coisa está estranha está. O jogador em pauta atuou aqui, com certeza tem súmula de jogos dele no São Bernardo onde teria atuado por uma partida contra o Paraná e depois seis jogos pela Lusa. Que há o impedimento legal, há. Como o América vai sair desta, não sei. Esta coisa de denúncia vazia pra desestabilizar o time no Brasileiro esbarra em fatos idênticos aos dos políticos pegos com a boca na botija. Dizem que é campanha difamatória, perseguição política, mas não apresentam provas desmentindo nada.

CRUZEIRO VIRA EM CIMA DA CHAPECOENSE E DISPARA NA LIDERANÇA DO BRASILEIRO

Coisa impressionante; bastou uma mexida no intervalo, a entrada de Alisson no lugar de William para o time do Cruzeiro reverter toda uma situação adversa neste sábado diante do Chapecoense, no Mineirão. No primeiro tempo, os azuis insistiram nas bolas áreas e a coisa não funcionou. Pelo contrário, o vento dos deuses soprou em favor do Chapecoense que abriu a contagem aos10m, num chute sem maiores pretensões de Dedé e a bola desviou no seu companheiro Zezinho e enganou Fábio que ia pro canto certo. A torcida ficou preocupada com a história de porco magro é que suja a água.
Com Alisson em campo, o time ganhou mais movimentação  e ficou mais solto com Maike pelo lado direito. As bolas áreas continuaram, só que agora acertando a cabeça dos goleadores. O gol de empate veio com Léo que escorou cruzamento de Alisson.
A vitória por 4 a 2 sobre o time catarinense,  no Mineirão, deixou o Cruzeiro com 42 pontos, dois a mais que o do turno de 2013, quando terminou com o título no fim do ano. A marca pode ser ampliada na 19ª rodada, contra o Fluminense, no Maracanã. A vantagem para o Internacional, atual segundo colocado, é de oito pontos. Se o São Paulo vencer o Figueirense, fora de casa, no domingo, a vantagem ficará em sete pontos.
O placar foi aberto no Gigante da Pampulha pelos catarinenses. Em chute de Dedé, a bola desviou em Zezinho e enganou Fábio. A virada celeste começou com Leo, que escorou cruzamento de Alisson. Leo e Moreno, duas vezes, também de cabeça, marcaram para o Cruzeiro. O jovem Alisson também deixou o seu, mas com o pé direito. Bruno Rangel ainda marcou para a Chapecoense.
No desempate, Maike acertou a cabeça de Moreno que botou a bola no canto esquerdo de Danilo: 2 a 1. Poucos minutos depois, veio o terceiro gol, com Alisson que recebeu um cruzamento de Maike, dominou e chutou forte: Cruzeiro 3 a 1.  
O Cruzeiro tirou o pé do acelerador e a Chapecoense marcou seu segundo gol com Bruno Rangel. Mas não teve nem tempo de comemorar: Maike foi no fundo e cruzou pra Marcelo Moreno, de cabeça, marcar outra vez - Cruzeiro 4 a 2. Com os dois gols, Moreno chegou a 37 na temporada pelo clube e ultrapassou Montillo, se tornando o segundo estrangeiro com mais tentos pelo clube. Ele também é artilheiro do Brasileiro de 2014, com nove gols, ao lado de Ricardo Goulart. 

Cruzeiro 4 x 2 Chapecoense
Cruzeiro - Fábio, Mayke, Dedé, Leo e Samudio; Henrique, Lucas Silva (Nilton), Everton Ribeiro e Ricardo Goulart; Willian (Alisson) e Marcelo Moreno (Dagoberto)
Técnico: Marcelo Oliveira
Chapecoense - Danilo; Edinei, Rafael Lima, Jaílton e Neuton; Wanderson, Abuda (Jones), Dedé (Tiago Luís), Camilo (Ricardo Conceição) e Zezinho; Bruno Rangel
Técnico: Celso Rodrigues
Gols: Zezinho, aos 10 minutos (Primeiro tempo) – Leo, aos 4 minutos; Marcelo Moreno, aos 6 minutos; Alisson, aos 13 minutos; Bruno Rangel,aos 26 minutos e Marcelo Moreno, aos 28 minutos; (Segundo tempo)
Motivo: 18ª rodada do Campeonato Brasileiro
Estádio: Mineirão
Data: Sábado, 30 de agosto, às 18h30
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva- PA
Auxiliares: Marrubson Melo Freitas-DF e Heronildo Freitas da Silva-PA
Amarelos: Edinei, Abuda e Zezinho (Chapecoense); Henrique, Everton Ribeiro, Ricardo Goulart e Lucas Silva (Cruzeiro)
Vermelhos:
Pagantes: 26.682
Renda: R$ 1.203.320,00


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

GALINHO E COELHO DECIDEM A TAÇA BH E MOSTRAM A FORÇA DO FUTEBOL DE BASE MINEIRO

Enquanto o Galinho passeava no Independência goleando o Figueirense por 4 a 2, o Coelho - o pessoal da Mancha Verde não agrada que se fale em Coelhinho - passava lá seus apertos diante do Goiás, mas, também, garantiu sua vaga na final da Copa BH de Futebol Júnior com a vitória nos pênaltis por 7 a 6. E ainda falam que o futebol de base das Geraes não tem ninguém e que é bem fraco. Desconhecimento de causa. A Taça BH só perde em importância pra Taça Cidade de São Paulo, mais antiga e tradicional. A decisão será neste sábado, no Independência, às nove e meia da noite. por causa das novelas da Globo. O Sportv tem transmitido as partidas.
Superesportes
CRUZEIRO VOLTA TITULARES - Será uma boa dor de cabeça pra Marcelo Pacote Oliveira? Sei lá, penso que não. Essa história de entra e sai no time titular acabada desgastando o treinador junto a certo grupo. Isso não é coisa nova. Juliano Belletti, aquele volante revelado pelo Cruzeiro, mas torcedor do Atlético, manifestou esta opinião outro dia no Sportv. Na hora, até achei que ele queria fazer onda porque o assunto era outro. Ele emendou a história do entre e sai e do grupo cheio de bons jogadores. No entanto, elogiou o trabalho de Marcelo Pacote pra aparar as arestas.
Também já penso mais ou menos assim. Depois da goleada sobre o Santa Rita, quem Marcelo vai tirar da equipe pra volta dos titulares? William e Ricardo Goulart (foto), voltam ao time, isso é certo. Não jogaram Leo, Ricardo Goulart, Everton Ribeiro e Willian fizeram atividade leve com bola. Egídio tá entregue aos médicos.  Neste sábado contra o Chapecoense, no Mineirão, Pacote volta com Léo e tira Manoel que formou boa dupla com Dedé? Deixar Léo de fora, também, é sacanagem. Vem jogando muito bem. E Alisson ficará com a posição ou volta William? A dupla Júlio Baptista e Marcelo Moreno funcionou legal, mas a titular é Everton Ribeiro e Ricardo Goulart, que voltam.
Pior vem depois do jogo: esses dois aí, mais Lucas Silva e Alisson vão viajar e se apresentarem à Seleção Brasileira.  Os quatro desfalcam o Cruzeiro no jogo de volta contra o Santa Rita e nas partidas contra Fluminense e Bahia, pelo Nacional. Em tempo: o jogo deste sábado è às seis e meia da tarde. Bote na sua agenda.

VOLANTES VOLTAM - Sem Dátolo e Luan, suspensos pelo terceiro cartão, o Atlético terá o consolo da volta de Pierre - de contrato renovado até o final de 2015 - e Leandro Donizete pro jogo em Curitiba, contra o Coxa no domingo. Há um senão aí: eles não vão voltar como titulares, terão de brigar por uma vaga no meio-campo, porque Levir tem gostado de Josué e Rafael Carioca. Sem Dátolo, pode ser que Levir use um deles mais avançado pra liberar Diego Tardelli, livre e solto pelo gramado como tem atuado e bem. (Foto Superesportes)
Marcos Rocha segue em tratamento. Pode voltar na partida de volta contra o Palmeiras no Independência. É o titular, sem dúvida, mas confesso que me tem agradado bastante o menino Alex Silva. Parte da torcida, aquela mais exigente que vaia até Marcos Rocha, sente arrepios nas escalações de Alex. Pura discriminação com o futebol de base.
 MAIS UM - A diretoria do América não para de correr atrás de contratações, que nem sei se são reforços. Agora oficializou a contratação do lateral Raul, do Bahia, e dispensou o reserva Eduardo. Raul é o 31º contratado pelo clube na temporada. Recentemente chegaram o meia Renan Oliveira e o atacante Bruninho, ambos vindos do Sport e vinculados, respectivamente, a Atlético e Flamengo.

GALO AVACALHA FESTA DOS 100 ANOS DO VERDÃO


Luan comemora o gol do Galo sobre o Palmeiras; funcionou mais uma vez como pé de coelho -Superesportes

Duas superstições funcionaram em favor do Atlético na festa de 100 anos do Palmeiras, no Pacaembu, em jogo válido pela Copa do Brasil: a) pênalti roubado não entra: b) Luan é o amuleto do Galo. No primeiro tempo, o goleiro Fábio do Palmeiras fez três defesas milagrosas e outras comuns. As milagrosas foram em chutes de Tardelli. Jô e de Pedro Botelho.
O Galo era melhor em campo, no entanto quem esteve mais perto de abrir a contagem foi o Verdão graças a um pênalti mandrake dado pelo árbitro gaúcho, careca também, Jean Pierre Gonçalves que estava no meio campo e viu Jemerson derrubar faltosamente o atacante Mazinho. Disputa normal.Henrique cobrou e converteu, mas o pessoal do Palmeiras invadiu. Coisa rara: o árbitro mandou voltar e Henrique chutou pra fora.
Apesar da falta de inspiração, o Galo sobrou em transpiração. O time correu bastante, errou passes o suficiente pra ficar no 0 a 0 no primeiro tempo. Teve lá as melhores chances do jogo. Marcou aos 6m com Leonardo Silva, numa cobrança de falta, mas o zagueiro estava adiantado, impedido. Aos 11 minutos, o goleiro Fábio começou a virar o melhor homem em campo:  Jô fez boa jogada pela direita e cruzou e Diego Tardelli pegou de primeira, na cara de Fábio que salvou os paulistas.
Aos 29 minutos, foi a vez de Fábio evitar o gol de Pedro Botelho, em outra finalização dentro da área. A terceira grande oportunidade alvinegra foi aos 41 minutos. Em outra arrancada, Jô teve a chance de encerrar o jejum de gols que já passa de 1.300 minutos. Ele invadiu a área, chutou e Fábio defendeu.

AMULETO EM CAMPO:
Aos 25m do segundo tempo Levir Culpi resolveu colocar seu amuleto em campo. Luan entrou e decidiu.Menino danado, esse campineiro, revelado pela Ponte Preta e que a repórter do Sportv informou ser revelação da base. Marcou o gol da vitória, de cabeça, um minuto após sua entrada. Contra-ataque espetacular que ele começou. Dátolo abriu na esquerda e cruzou na medida pra Luan de peixinho marcar Galo 1 x 0. A decisão da vaga será na quinta-feira da semana que vem no Independência, e o Galo joga pelo empate.
No final da semana os dois times voltam as atenções para o Brasileirão. O Galo enfrenta o Coritiba, domingo, em Curitiba. O Palmeiras, no sábado, recebe o Internacional.
Palmeiras - Fábio; Weldinho, Lúcio, Victorino e Victor Luis; Marcelo Oliveira, Renato (Felipe Menezes), Mendieta, Mazinho (Cristaldo); Diogo e Henrique (Mouche). Técnico: Ricardo Gareca
Atlético - Victor; Alex Silva, Leonardo Silva, Jemerson e Pedro Botelho; Josué, Rafael Carioca (Luan), Maicosuel (Marion), Dátolo e Diego Tardelli; Jô (André). Técnico: Levir Culpi
Gol: Luan, 25 minutos 2ºT
Motivo: Jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil
Estádio: Pacaembu, em São Paulo
Data: 27 de agosto
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)
Auxiliares: Rafael da Silva Alves (RS) e José Javel Silveira (RS)
Cartão amarelo: Rafael Carioca, Jemerson, Josué, Alex Silva, Pedro Botelho (ATL); Mendieta (PAL)


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

MOLEZA A MILÉSIMA VITÓRIA DO CRUZEIRO NO MINEIRÃO: 5 a 0 NO SANTA RITA PELA COPA DO BRASIL





Marcelo Moreno voltou a marcar e foi um dos melhores do Cruzeiro na goleada sobre o Santa Rita, na milésima vitória do Cruzeiro no Mineirão. (Foto Superesportes)



Público foi o esperado: pouco mais de 15 mil pessoas. O jogo foi de um time só, o Cruzeiro. O motivo extremamente importante: Copa do Brasil, cujo título leva o campeão à Copa Libertadores da América. O jogo foi do jeito que a torcida gosta: três bolas na trave, gol anulado e 5 a 0 no placar final para os azuis. Foi, então, moleza chegar ao milésima vitória no Mineirão e abrir a porta pra caminha em busca do pentacampeonato do torneio.
O time das Alagoas valorizou num aspecto: tentou evitar a goleada, reconhecendo a superioridade do Cruzeiro e jogou sem apelação. Marcelo Oliveira descansou alguns titulares, como Everton Ribeiro, Egídio,e Júlio Baptista e Marcelo Moreno como dupla de área.  No segundo tempo, colocou os meninos e estreou o atacante Neilton contratado junto ao Santos. Jogou pouco tempo, apenas 15 minutos e esteve meio inibido.
Praticamente, o Cruzeiro usou a cabeça pra encaminhar sua vaga às quartas de final da Copa do Brasil. Claro que haverá o segundo jogo, dia 03, em Arapiraca, mas duvido que o Santa Rita consiga tirar a diferença de 5 a 0. Os três primeiros gols foram marcados de cabeça:, marca da equipe de Marcelo Pacote: Marcelo Moreno, Dedé e Júlio Baptista, no primeiro tempo. O quarto gol foi de pé, um chutaço de Henrique da marca do pênalti.
Classificado o que vai acontecer, sem dúvida, o Cruzeiro pega o Vasco da Gama ou ABC. No primeiro jogo, em São Januário, houve empate em 1 a 1 e no segundo jogo o time de Natal joga pelo 0 a 0.
Aos 7m do primeiro tempo, Lucas Silva cruzou da direita e Marcelo Moreno desviou de cabeça pras redes. Pouco depois, Dagoberto quase fez o segundo, mas o goleiro Jefferson fez uma defesa milagrosa. Pouco adiantou: minutos depois, na cobrança do escanteio por Dagoberto, Dedé ampliou, de cabeça, pra 2 a 0.
Um gol anulado e outra bola na trave. Marcelo Moreno poderia ter feito mais dois gols na sequência da primeira etapa. A jogada pelo alto continuou eficiente na equipe celeste. Aos 34´, Júlio Baptista cabeceou no contrapé do goleiro para fazer o terceiro: 3 a 0.
Na fase final, em ritmo de treino, cadenciando o jogo o máximo possível o Cruzeiro teve outras oportunidades, mandou mais duas bolas na trave e marcou 4 a 0 com Marcelo Moreno, aproveitando-se de um rebote do goleiro Jefferson que não conseguiu segurar o petardo de Lucas Silva de fora da área.; - 4 a 0, Cruzeiro
Pouco depois de entrar, Marlone acertou um chute violento no poste superior do goleiro alagoano. Pra coroar sua atuação como o melhor jogador em campo, ao lado de Marcelo Moreno, o volante Henrique fechou o placa aos 42m, com outro petardo, de dentro da área, após bate-e-rebate na defesa.
Cruzeiro : - Fábio, Mayke, Manoel, Dedé e Samudio, Lucas Silva (Willian Farias), Henrique, Alisson (Neílton) e Júlio Baptista; Dagoberto e Marcelo Moreno (Marlone)
Técnico: Marcelo Oliveira;

Santa Rita - Jeferson; Edy, Selmo Lima, Junior Carvalho e Jeanderson; Adriano, Cristiano Fontes, Edson Magal (Guêba) e Lucas (Rafael Soares) ; Rafael Silva e Reinaldo Alagoano
Técnico:Eduardo Neto
Motivo: Oitavas de final da Copa do Brasil
Estádio: Mineirão, às 19h30
Data: 27 de agosto de 2014
Gols: Marcelo Moreno, aos sete minutos; Dedé, aos 17 minutos; Júlio Baptista, aos 34 minutos – Segundo tempo: Marcelo Moreno, aos nove minutos; Henrique, aos 42 minutos
Árbitro: Ranilton Oliveira de Souza (AM), boa atuação.
Auxiliares: Thiago Gomes Brigido (CE) e Márcio Gleidson Correia Dias (BA)
Pagantes: 15.048
Renda: R$ 501.895,00

terça-feira, 26 de agosto de 2014

CRUZEIRO COMEÇA SUA CORRIDA ATRÁS DO QUINTO TÍTULO NA COPA DO BRASIL

 Campeão Brasileiro de 2013 e líder disparado atualmente da competição deste ano, o Cruzeiro estreia nesta quarta-feira no torneio em que é o maior campeão: a Copa do Brasil. Ao  lado do Grêmio, o Cruzeiro o time azul ganhou quatro títulos. A busca do quinto título começa contra o desconhecido Santa Rita-AL, mas nem, por isso, menos perigoso. A Copa do Brasil é pródiga em oferecer zebras e o próprio Cruzeiro já sentiu tal situação na pele. Em 17 participações, o clube celeste foi campeão em duas oportunidades invicto. Em outras duas vezes, o artilheiro do torneio foi um cruzeirense. O retrospecto fornecido pelo Superesportes, mais números e curiosidades,está em seguida: 
Número de participações: 17
Títulos: 1993, 1996, 2000 e 2003
O retrospecto:
113 jogos
58 vitórias
32 vitórias
23 derrotas

230 gols marcados (média de 2,04 gol por jogo)
108 gols sofridos (média de 0,96 gol por jogo)
Campanhas dos títulos:
1993: 5 vitórias, 4 empates e uma derrota
1996: 4 vitórias, 5 empates e uma derrota
2000: 8 vitórias e 5 empates (campeão invicto)
2003: 8 vitórias e 3 empates (campeão invicto)
Maior vitória em casa: 
Cruzeiro 7 x 0 Corinthians-RN - 2003
Cruzeiro 7 x 0 Sergipe – 2005

Maiores vitórias fora de casa:
Amapá 1 x 7 Cruzeiro – 1998
Rio Branco 0 x 6 Cruzeiro – 2012

Maior derrota: 
Goiás 4 x 0 Cruzeiro – 1990

LOCAL DEFINIDO - Nem o Estádio Rei Pelé, em Maceió, nem a arapuca da cidade Boca da Mata, a 70 km da Capital, sede do Santa Rita. O Cruzeiro jogará a segunda partida da Copa do Brasil em Arapiraca, no Estádio Coacary Fonseca, a que fica 62 km mais à frente. É o estádio utilizado pelo ASA de Arapiraca cuja fama no cenário nacional é disparada maior que a do Santa Rita, até então um desconhecido.
No entanto, este jogo só acontecerá dia 3 de setembro. na volta. É que primeiro o Cruzeiro precisa se preocupar com o Santa Rita aqui no |Mineirão, nesta quarta-feira, às sete e meia da noite. O Santa Rita só não quer levar uma goleada aqui e atrapalhar a renda da segunda partida. No ataque, tem Reinaldo Alagoano que jogou no Cruzeiro em 2008 e na defesa o beque Adriano, ex-Atlético. Cheio de marra, informou que jogou pelo Atlético entre 2004 e 2005 e enfrentou o Cruzeiro cinco vezes.Ganhou mais que perdeu: 3 a 2.

GALO FAZ ACORDO COM RECEITA.
Entre mortos e feridos salvaram-se todos. Depois de uma luta enorme contra a Fazenda Nacional, o Atlético conseguiu recuperar sua autonomia financeira e poderá ter dinheiro em caixa pra pagar os salários atrasados e outras dívidas. Alexandre Kalil , junto com Rodolfo Gropen, competente diretor de planejamento do clube, acertou, enfim, o acordo com o Leão. O Galo se comprometeu a deixar os R% 25 milhões da venda de Bernard presos pela Receita na conta do Governo, como entrada de um acordo da dívida total, cerca de R$ 270 milhões.
TOMBO NA DÍVIDA - Com o acordo, a dívida caiu pra R$ 190 milhões, no qual serão abatidos os R$ 25 milhões do Shakthar da Ucrânia.  e será dividida em 180 meses que representa 15 anos. Como estavam bloqueados, na realidade, R$ 36 milhões da venda de Bernard, sobram cerca de R$ 11 milhões que serão liberados pra diretoria atleticana cumprir seus compromissos e Alexandre Kalil respirar em paz. Os benefícios oferecidos pelo governo federal proporcionaram um abatimento de R$ 80 milhões. E mais, agora o Galo poderá negociar à vontade.
SUPER MARIO É INGLÊS - Mario Balotelli  quase escondido entre capotes, fugindo do frio de Londres, acompanhou a derrota do seu novo clube, Arsenal, diante do Manchester City nesta segunda-feira, pela liga inglesa.  A negociação vai render 16 milhões de libras (R$ 60,5 milhões) ao Milan. "Estou muito feliz. Nós conversamos muito sobre vir aqui, e agora estou feliz por estar aqui. O Liverpool é um dos melhores times aqui na Inglaterra, e o futebol é muito bom aqui. É um ótimo time com jovens jogadores, e é por isso que eu vim", falou o jogador que no Liverpool usará a camisa 45.
ENFIM UM CANTINHO - Após ser recusado por vários clubes brasileiros, Ronaldinho Gaúcho tá prestes a definir sua vida. O pé esquerdo tá fora e o direito tá dentro do Palmeiras, dependendo da palavra final do treinador Gareca. Pelo que consta, RG-10 não quer nenhum contrato longo, apenas até o final do ano pra aproveitar sua vida por aqui. Ano que vem, junto com uma turma de estrelas do passado irá jogar nos Estados Unidos, em uma nova tentativa de erguer o soccer na Terra de Tio Sam.
CRAQUE DE FORA - Na Copa do Mundo no Brasil o meia Di Maria teve atuação mais destacada que o seu compatriota Lionel Messi. Só que Messi fez gols e foi, equivocadamente, eleito o melhor jogador do torneio. No seu clube, Real Madrid,  Di Maria perdeu espaço e foi considerado dispensado. 0 Barça estava de olho nele, porém o argentino está optando pelo Manchester United. Está na Inglaterra acertando a transação.
OUTRO CRAQUE FORA - Outro craque que não pode brilhar na Copa do Mundo no Brasil por força de contusão foi o colombiano Falcão Garcia que joga no futebol francês. Seu clube, o Mônaco, cujo dono é um milionário árabe, no entanto que diminuir as despesas e anuncia que tem interesse em negociar o craque. Chelsea é o primeiro candidato.
ENQUANTO ISSO, NO BRASIL - A mais cara transação do Santos não tem dado certo e desceu da prateleira de cima pra de saída. É bem provável que Leandro Damião seja emprestado, visto que ninguém se interessa em comprá-lo pelo preço que o Santos pagou. O Milan, que se livrou de Balotelli, e o Benfica aparecem na relação dos interessados.
BOCA ABERTA NA BALADA - Pegou mal pacas a foto mostrada nas redes sociais do centroavante André dormindo, de boca aberta, na madrugada de domingo, numa boate de Beagá. Em condições normais, isso não seria nada de mais. Cada pessoa, no seu livre arbítrio faz o que bem entende de sua vida, como um jogador faz com a sua noite de folga. Sem dar satisfação a ninguém. No caso do referido atleta ele não tem justificado os R$ 350 mil mensais que ganha no Atlético e pelo que mostra em campo, sua má performance é fruto das baladas como esta flagrada no domingo de madrugada.
LONGE DAS REDES - Os donos das estatísticas calculam que a seca de Jô e de André já dura 1.500 minutos. Ou 25 horas. Então, a Massa ao ver a foto de André cai em desgosto profundo e cobra soluções urgentes. Por parte de Levir Culpi, a coisa se encaminha pra melhor solução: Diego Tardelli assume aquela função e dentro do futebol moderno tem condições de exercê-la melhor que os dois fracassados artilheiros.
Pelo que já foi mais do que dito a ideia não agrada ao craque que gosta mais de atuar pelos lados de campo, bem solto nas laterais. Levir terá de convencê-lo a mudar de atitude com o argumento de que ele ficará mais próximo da meta inimiga sem ser este tipo de "poste" que atrapalha mais que ajuda fixo no meio dos zagueiros adversários.





segunda-feira, 25 de agosto de 2014

GALO FAZ ACORDO COM RECEITA FEDERAL E BOTA A MÃO NO QUE SOBROU DA VENDA DE BERNARD.

Presidente Kalil mais calmo agora - Superesportes
Entre mortos e feridos salvaram-se todos. Depois de uma luta enorme contra a Fazenda Nacional, o Atlético conseguiu recuperar sua autonomia financeira e poderá ter dinheiro em caixa pra pagar os salários atrasados e outras dívidas. Alexandre Kalil , junto com Rodolfo Gropen, competente diretor de planejamento do clube, acertou, enfim, o acordo com o Leão. O Galo se comprometeu a deixar os R% 25 milhões da venda de Bernard presos pela Receita na conta do Governo, como entrada de um acordo da dívida total, cerca de R$ 270 milhõe.

Com o acordo, a dívida caiu pra R$ 190 milhões, no qual serão abatidos os R$ 25 milhões do Shakthar da Ucrânia.  e será dividida em 180 meses que representa 15 anos. Como estavam bloqueados, na realidade, R$ 36 milhões da venda de Bernard, sobram cerca de R$ 11 milhões que serão liberados pra diretoria atleticana cumprir seus compromissos e Alexandre Kalil respirar em paz. Os benefícios oferecidos pelo governo federal proporcionaram um abatimento de R$ 80 milhões. E mais, agora o Galo poderá negociar à vontade. 

. PACOTE ANUNCIA TIME FORTE PRA PEGAR SANTA RITA NO MINEIRÃO NESTA QUARTA-FEIRA.

LOCAL DEFINIDO - Nem o Estádio Rei Pelé, em Maceió, nem a arapuca da cidade Boca da Mata, a 70 km da Capital, sede do Santa Rita. O Cruzeiro jogará a segunda partida da Copa do Brasil em Arapiraca, no Estádio Coacary Fonseca, a que fica 62 km mais à frente. É o estádio utilizado pelo ASA de Arapiraca cuja fama no cenário nacional é disparada maior que a do Santa Rita, até então um desconhecido.
No entanto, este jogo só acontecerá dia 3 de setembro. na volta. É que primeiro o Cruzeiro precisa se preocupar com o Santa Rita aqui no |Mineirão, nesta quarta-feira, às sete e meia da noite. O Santa Rita só não quer levar uma goleada aqui e atrapalhar a renda da segunda partida. No ataque, tem Reinaldo Alagoano que jogou no Cruzeiro em 2008 e na defesa o beque Adriano, ex-Atlético. Cheio de marra, informou que jogou pelo Atlético entre 2004 e 2005 e enfrentou o Cruzeiro cinco vezes.Ganhou mais que perdeu: 3 a 2
SUPER MARIO É INGLÊS - Mario Balotelli  quase escondido entre capotes, fugindo do frio de Londres, acompanhou a derrota do seu novo clube, Arsenal, diante do Manchester City nesta segunda-feira, pela liga inglesa.  A negociação vai render 16 milhões de libras (R$ 60,5 milhões) ao Milan. "Estou muito feliz. Nós conversamos muito sobre vir aqui, e agora estou feliz por estar aqui. O Liverpool é um dos melhores times aqui na Inglaterra, e o futebol é muito bom aqui. É um ótimo time com jovens jogadores, e é por isso que eu vim", falou o jogador que no Liverpool usará a camisa 45.
ENFIM UM CANTINHO - Após ser recusado por vários clubes brasileiros, Ronaldinho Gaúcho tá prestes a definir sua vida. O pé esquerdo tá fora e o direito tá dentro do Palmeiras, dependendo da palavra final do treinador Gareca. Pelo que consta, RG-10 não quer nenhum contrato longo, apenas até o final do ano pra aproveitar sua vida por aqui. Ano que vem, junto com uma turma de estrelas do passado irá jogar nos Estados Unidos, em uma nova tentativa de erguer o soccer na Terra de Tio Sam.
CRAQUE DE FORA - Na Copa do Mundo no Brasil o meia Di Maria teve atuação mais destacada que o seu compatriota Lionel Messi. Só que Messi fez gols e foi, equivocadamente, eleito o melhor jogador do torneio. No seu clube, Real Madrid,  Di Maria perdeu espaço e foi considerado dispensado. 0 Barça estava de olho nele, porém o argentino está optando pelo Manchester United. Está na Inglaterra acertando a transação.
OUTRO CRAQUE FORA - Outro craque que não pode brilhar na Copa do Mundo no Brasil por força de contusão foi o colombiano Falcão Garcia que joga no futebol francês. Seu clube, o Mônaco, cujo dono é um milionário árabe, no entanto que diminuir as despesas e anuncia que tem interesse em negociar o craque. Chelsea é o primeiro candidato.
ENQUANTO ISSO, NO BRASIL - A mais cara transação do Santos não tem dado certo e desceu da prateleira de cima pra de saída. É bem provável que Leandro Damião seja emprestado, visto que ninguém se interessa em comprá-lo pelo preço que o Santos pagou. O Milan, que se livrou de Balotelli, e o Benfica aparecem na relação dos interessados.
BOCA ABERTA NA BALADA - Pegou mal pacas a foto mostrada nas redes sociais do centroavante André dormindo, de boca aberta, na madrugada de domingo, numa boate de Beagá. Em condições normais, isso não seria nada de mais. Cada pessoa, no seu livre arbítrio faz o que bem entende de sua vida, como um jogador faz com a sua noite de folga. Sem dar satisfação a ninguém. No caso do referido atleta ele não tem justificado os R$ 350 mil mensais que ganha no Atlético e pelo que mostra em campo, sua má performance é fruto das baladas como esta flagrada no domingo de madrugada.
LONGE DAS REDES - Os donos das estatísticas calculam que a seca de Jô e de André já dura 1.500 minutos. Ou 25 horas. Então, a Massa ao ver a foto de André cai em desgosto profundo e cobra soluções urgentes. Por parte de Levir Culpi, a coisa se encaminha pra melhor solução: Diego Tardelli assume aquela função e dentro do futebol moderno tem condições de exercê-la melhor que os dois fracassados artilheiros.
Pelo que já foi mais do que dito a ideia não agrada ao craque que gosta mais de atuar pelos lados de campo, bem solto nas laterais. Levir terá de convencê-lo a mudar de atitude com o argumento de que ele ficará mais próximo da meta inimiga sem ser este tipo de "poste" que atrapalha mais que ajuda fixo no meio dos zagueiros adversários.



domingo, 24 de agosto de 2014

FINAL DE SEMANA DEDICADO AOS SANTOS: SÃO VICTOR NO SÁBADO E SÃO FABIO NO DOMINGO

Marcelo Moreno comemora seu 7º gol no Brasileiro - Superesportes

Os dois santos defensores de Atlético e Cruzeiro estiveram em situações diferentes. Sábado, numa partida de pouca técnica e muita vontade, sobra de transpiração, o Galo derrotou o Internacional graças a três defesas espetaculares de São Victor. No domingo, num jogo morno, completamente dominado pelo Cruzeiro, o técnico Marcelo Pacote Oliveira fez besteira e encheu o time no segundo tempo de volantes. Desesperado e perdendo por 1 a 0, o Goiás botou atacantes.

 Enquanto Everton Ribeiro, feríssimo no primeiro tempo, cochilava como todo time no segundo, os goianos quase tomaram dois pontos importantes do Cruzeiro, arrancando o empate. São Fábio trabalhou demais numa falta cobrada da entrada da área, pelo meia Davi; defendeu uma porrada certeira de Eric, no canto esquerdo e, por fim, levou a maior dose de sorte aos 49m com o mesmo Davi chutando um pênalti mal marcado pra fora.
FALTA DE RESPEITO - O que o Cruzeiro fez no Serra Dourada foi falta de respeito com o torcedor que lá estava debaixo de 30 graus. Mandou no jogo, atuando com rapidez e toque de bola no primeiro tempo e marcando 1 a 0 com Marcelo Moreno, aos 25m. Bela enfiada de Everton Ribeiro que até ali estava disposto e mostrava o futebol que o levou à Seleção Brasileira. No segundo tempo, Everton apagou-se. Não correu, não combateu, não driblou e não acertou nenhum passe. Ficou completamente alheio ao jogo.
Pra pior, Pacote também não esteve inspirado nas mudanças. Tirou Alisson de excelente movimentação no primeiro tempo e não colocou outro com a mesma característica. Botou Dagoberto que só joga quando quer. Depois tirou William e colocou Henrique pra segurar o jogo. Morreu o Cruzeiro. Cresceu o Goiás. Apareceu São Fábio.  Outro detalhe: no apito estava o alagoano Francisco Carlos, um dos grandes fazedores de média da arbitragem tupiniquim. Aos 49m, inventou o pênalti de Dedé em Esquerdinha que Davi chutou pra fora.
MARCA IMPORTANTE - Na vitória sobre o Goiás e ao chegar à 17ª rodada com 39 pontos, o Cruzeiro estabelece nova marca. Ano passado, nesta fase estava com 31 pontos. O Fluminense era detentor da marca anterior com 33 pontos. Desta forma, o time azul conquista com duas rodadas de antecedência o título fantasia de Campeão do Primeiro Turno, que, no entanto, preserva uma história: os campeões da primeira fase normalmente ganham o título brasileiro do ano. Daí o técnico e alguns jogadores terem brincado com coisa séria no Serra Dourada. Se o Goiás tivesse empatado naquele pênalti roubado, quando a pressão dos locais era grande, a diferença não estaria em sete pontos sobre o São Paulo. Mas em cinco. O que, consequentemente, não permitiria que o time azul fosse campeão ( fantasia) do primeiro turno.
No meio da semana, o Cruzeiro volta-se à outra competição que tem costume de ganhar: a Copa do Brasil. Enfrenta no Mineirão o desconhecido Santa Rita. No sábado que vem, recebe o Chapecoense, pelo Brasileiro e encerra sua participação no primeiro turno no Maracanã, contra o Fluminense.
Goiás - Renan; Moisés (Murilo), Jackson, Felipe Macedo e Valmir Lucas; David, Thiago Mendes, Tiago Real e Leo Veloso; Samuel (Esquerdinha) e Bruno Mineiro (Erik)
Técnico: Ricardo Drubscky
Cruzeiro - Fábio; Ceará, Dedé, Leo e Egídio (Samudio); Nilton e Lucas Silva; Everton Ribeiro, Alisson (Dagoberto) e Willian (Henrique); Marcelo Moreno
Técnico: Marcelo Oliveira
Gol: Marcelo Moreno, aos 25 minutos do primeiro tempo
Motivo: 17ª rodada do Campeonato Brasileiro
Data: 24 de agosto (domingo)
Estádio: Serra Dourada, em Goiânia
Árbitro: Francisco Carlos do Nascimento (AL)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Nadine Camara Bastos (SC)
Cartão amarelo: Thiago Mendes, Bruno Mineiro, Jackson e (Goiás); Ceará, Samudio e Dedé (Cruzeiro)

sábado, 23 de agosto de 2014

BOA TARDELLI, OS AZUIS AGRADECEM - ATLÉTICO 1 X 0 INTERNACIONAL

 A mística do Independência - "caiu no Horto tá morto!" - funciona realmente. Lá as coisas dão certo para o Atlético. O Internacional teve no segundo tempo duas chances de matar a partida: na primeira , Rafael Moura, que não marca há 10 jogos, pegou rebote da defesa e ajeitou o corpo na frente de Victor. O chute saiu forte, mas apareceu a figura de São Victor e salvou. Na segunda chance, Victor disputou no chão com Valdívia e a bola sobrou pra He Man com o gol vazio. Incrível, mas Rafael Moura chutou na trave direita, com Victor deitado.
Não foi um belo jogo técnico, mas bem disputado. O Independência recebeu bom público estimulado pelo corte nos preços: apenas R$ 10,00. A torcida vibrou quando André botou uma bola na rede, no primeiro tempo, mas estava impedido. As duas equipes na base da vontade criaram bastante, deram muito trabalho aos goleiros Dida e Victor. Na fase final, com as entradas de Luan e Marion, depois de Jô, com André mantido, o Galo pressionou mais. Antes de marcar seu gol, aos 40m, Tardelli escapou sozinho no meio-campo, pelo lado esquerdo, e na frente de Dida chutou pra fora. Perdeu gol feito.
Mas foi perfeito na tabela com Luan. Recebeu a bola no meio-campo, tocou pra Luan e correu no momento exato do lançamento de seu companheiro. No tempo certo, que evitou o impedimento, porque o miolo da zaga lhe dava condições. Diego Tardelli dominou e fulminou Dida sem defesa. Galo 1 a 0, placar final.
O resultado foi ótimo pro líder Cruzeiro que joga neste domingo em Goiânia, contra o Goiás. Caso vença chega a 39 pontos e pode botar excelente frente sobre o segundo colocado, no momento o Corinthians, com 3i e enfrenta o Grêmio em Porto Alegre. Parada indigesta. O São Paulo com 29 pontos, mesmo que vença o Santos no Morumbi neste domingo chega a 32 pontos. Então a tendência do Cruzeiro é dar combustível pra Rede Globo, CBF, Galvão Bueno e outros interessados em acabar com o campeonato em pontos corridos. Céus!
ATLÉTICO - Victor; Alex Silva, Leonardo Silva, Jemerson e Pedro Botelho; Josué, Rafael Carioca (Jô, aos 30 do 2ºT), Dátolo e Maicosuel (Luan, aos 13 do 2ºT); Diego Tardelli e André (Marion, aos 22 do 2ºT)
Técnico: Levir Culpi
INTERNACIONAL - Dida; Wellington Silva (Cláudio Winck, aos 17 do 2ºT), Ernando, Juan e Fabrício; Ygor, Wellington, Aránguiz, D'Alessandro (Alex, no intervalo) e Valdívia (Otávio, aos 28 do 2ºT); Rafael Moura
Técnico: Abel Braga
Motivo: 17ª rodada do Campeonato Brasileiro
Data: 23/08/2014, sábado
Local: Independência, em Belo Horizonte (MG)
Gol: Diego Tardelli, aos 36 do 1ºT
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Rogério Pablos Zanardo (SP)
Cartões amarelos: D'Alessandro, aos 32, Wellington Silva, aos 34 do 1ºT; Luan, aos 30, Diego Tardelli, aos 35, Dátolo, aos 45 do 2ºT



sexta-feira, 22 de agosto de 2014

COELHÃO EM NOITE ESPECIAL DERRUBA A PONTE E ASSUME LIDERANÇA TEMPORÁRIA DA SERIE B

Nem o gramado ruim e malcuidado da Arena Independência, arrebentado pelo show de axé no final da semana passada conseguiu impedir que o Coelho fizesse um bom jogo contra a indigesta Ponte Preta, Macaca de perigosas estripulias, e a derrotasse por 3 a 0. Renan Oliveira estreou bem, com participação em dois gols. No primeiro, cruzou da ponta-direita pra Diney marcar. No segundo, pegou o rebote de uma bola chutada por Obina na trave, cruzou da esquerda e o próprio Obina driblou um zagueiro e marcou de perna esquerda. O terceiro gol, também, foi fruto de uma jogada sensacional: o lateral Gilson tomou a bola no meio-campo, aplicou meia-lua no lateral direito da Macaca e cruzou na medida pra Doriva, que acabara de entrar, marcar de cabeça. - América 3 a 0, resultado que lhe deu a liderança provisória. Saiu do quarto lugar, passou pelo Avaí, Ceará e Vasco. Resta torcer pela combinação dos resultados finais da rodada.
GALO MUDA NA FRENTE - Atrás de gols que Jô não tem marcado, Levir Culpi, além da volta de Léo Silva , que cumpriu suspensão automática pelo terceiro cartão,  pretende mostrar novidade na escalação do Galo contra o Palmeiras neste sábado, no Horto. No ataque e no banco de reservas. No ataque, ele troca Jô por André, que não marca há 13 jogos. No banco, as novidades são o lateral esquerdo Douglas Santos e o zagueiro Tiago.  Estão na lista de Levir Culpi:  Victor, Giovanni,  Emerson Conceição, Alex Silva, Pedro Botelho, Douglas Santos; Edcarlos, Jemerson, Leonardo Silva, Tiago; Rafael Carioca, Claudinei, Fillipe Soutto, Josué;  Dátolo, Maicosuel; Luan, André, Diego Tardelli, Marion e Jô. Pierre, Rever e Donizete ainda continuam no departamento médico.
Foto Superesportes

TRISTEZA POR TINGA - A alegria pela liderança isolada do campeonato brasileiro foi quebrada na Toca da Raposa II pela séria contusão sofrida pelo veterano Tinga, num choque casual com o goleiro reserva Rafael. Fraturou a perna direita e foi levado para o Hospital Mater Dei. Como é um jogador de grupo, muito querido pelos companheiros, a contusão de Tinga causou um trauma no elenco. O Cruzeiro joga domingo no Serra Dourada contra o Goiás.

RUY CABEÇÃO ABRE A BOCA E ESCULHAMBA CARTOLAGEM BRASILEIRA

 Você precisa ler esta reportagem do repórter Alexandre Alliatti, do Globoesporte, sobre a pobreza do futebol brasileiro. Quem fala é um velho conhecido nosso, Ruy Cabeção, revelado pelo América e com passagem pelo Cruzeiro. É o líder dos pobres. Líder dos pobres, Ruy Cabeção detona cartolas brasileiros: “Ladrões”.
 
Ex-jogador de clubes grandes hoje está no Operário-MT, da Série D, e é o comandante da região. E de lá detona : Vagabundos. Estelionatários. Ladrões. Bundões. Malandros. Os adjetivos usados por Ruy Cabeção para se referir aos dirigentes brasileiros (não todos, ele ressalva) evidenciam um jogador que se desligou de todos aqueles freios tão exigidos na diplomacia do futebol. Justifica-se: ele tem quase nada a perder.
Aos 36 anos, jogando no Operário-MT, da Série D do Brasileirão, o atleta é uma espécie de representante dos pobres no Bom Senso FC. Dos líderes do movimento, é aquele que mais vivencia as dificuldades dos jogadores eclipsados pelos mais famosos: aqueles que por vezes não têm dinheiro sequer para comer.
Ruy Cabeção (foto) atira para todos os lados e pede que dirigentes sejam presos por calote.
É a Ruy, que chega a divulgar seu telefone em redes sociais, que esses atletas mais recorrem. E é ele, entre os líderes do Bom Senso, quem mais ataca a estrutura do futebol brasileiro. Se jogadores como Paulo André, Alex e D’Alessandro são sempre críticos em suas manifestações, Ruy é mais que isso: é ácido, é agressivo. Fala o que dá na telha, como na entrevista abaixo, em conversa de uma hora e meia por telefone.
Na semana passada, o Barueri, por atrasos de salário, se negou a atuar justamente contra o Operário, o time de Ruy, que liderou um gesto de apoio ao adversário: sugeriu que os atletas do clube do MT se deitassem no gramado. Para ele, a ação da equipe paulista pode abrir o caminho para movimentações iguais de outros times:
- Os verdadeiros ídolos do nosso futebol hoje são os jogadores do Barueri.
Jogadores do Operário, por iniciativa de Ruy, deitam no gramado em gesto de apoio ao Barueri, que não foi a campo por causa de atrasos de salários.

 (Foto: Marcos Bezerra / Futura Press)

É interessante observar que a liderança do Bom Senso tem jogadores consagrados, que atuam em clubes da Série A, casos de Dida, D’Alessandro, Alex. Você acaba sendo o representante dos menos famosos? Eles procuram você, pedem sua ajuda?
É por ter jogado 11, 12 anos na Série A e depois passado pela B, pela C. Eu conheço todos os estágios do futebol brasileiro atualmente. Como hoje sou um atleta praticamente autônomo, meus contatos são abertos em redes sociais, por ter passado por aquilo que 90% dos jogadores enfrentam, virei porta-voz de todo mundo. Recebo mensagens, ligações de atletas de outros clubes que passam por situações delicadíssimas. Através dos contatos que tenho, tento ajudar naquilo que nos cabe. Minha identificação com esses atletas é importante. As pessoas me conhecem, sabem meu caráter.
E que impacto isso deixa em você? Que cenário você cria com as histórias que esses jogadores contam?
Os dirigentes, geralmente muito mais instruídos, de uma índole ruim, para não falar vagabundos, estelionatários, ladrões, que se utilizam dos clubes para fazer suas falcatruas, fazem com que os jogadores se sintam intimidados"
Ruy - Bicho, o cenário não é assustador pra mim, não. Deixa eu explicar. Tive uma passagem pelo Alecrim-RN, contratado pela patrocinadora do clube (a construtora Eco House), de um dirigente inglês (Anthony Armstrong-Emery), que foi muito bem por seis meses e aí começou com atrasos periódicos. Aí foram jogadores correndo risco de despejo... Vi jogador passando cartão no supermercado e não tendo dinheiro na conta. Não tinha o que comer em casa e me ligou desesperado. Vi jogador que tinha filho doente e não tinha dinheiro em casa. Ou seja, eles não precisam me contar nada. Eu mesmo presenciei tudo isso. Acontece que esses garotos se sentem intimidados. São chantageados por dirigentes. A maioria não tem noção de seus direitos. E os dirigentes, geralmente muito mais instruídos, de uma índole ruim, para não falar vagabundos, estelionatários, ladrões, que se utilizam dos clubes para fazer suas falcatruas, fazem com que os jogadores se sintam intimidados. Eles não sabem a quem recorrer. Nossa briga é para que o futebol se transforme numa empresa. 
Ruy Cabeção atualmente joga pelo Operário 
Isso resolve?
Eu tive uma empresa (de pão de queijo, junto com o pai). E tinha que pagar meus impostos, recolher fundo de garantia. Se eu não fizesse isso, minha empresa seria fechada. No futebol, não é assim. O cara entra pobre e sai rico. Já cansei de ver diretor entrar no clube com um carro e seis meses depois ter o melhor do ano. O problema no futebol é a falta de fiscalização. Mas isso não é culpa apenas do dirigente. A cabeça tem que mudar geral. A imprensa fala que jogador tem que honrar camisa mesmo com salário atrasado. Não tem que honrar nada. Eu penso em ser dirigente ou treinador um dia. Treinador fala que isso não pode influenciar quando o jogador entra em campo. Mentira! Não tem como exigir do atleta um alto rendimento se ele tem escola do filho atrasada, plano de saúde atraso, conta no banco no vermelho, luz atrasada. É impossível ter cabeça boa. O jogador virou escravo da lei, escravo dos clubes. Ele só pode se desvincular no terceiro mês. Quando está perto de fechar três meses, pagam um. No fim do ano, dispensam o elenco. Os que ficam vão receber em janeiro. Os outros vão para a Justiça.
Há clubes com salários atrasados nas Séries A, B, C e D. Um caso exemplar na A é o Botafogo. É verdade que você tem dinheiro a receber do Botafogo desde a década passada?
Entrei na Justiça contra o Botafogo em 2007. Já são sete anos. Tenho a ação ganha, mas não recebi ainda. O Botafogo tinha uma espécie de fila de credores. Meu advogado explicou que eu era o número 132. Havia 131 na minha frente. Vou receber daqui a dez anos, talvez nem isso. Com esse inglês do Alecrim, fiz um acordo judicial para me pagarem em nove meses. E o cara é milionário. Sabe quantos meses ele me pagou?
Não sei. Nenhum?
Nenhum! Esses empresários sabem que a Justiça é lenta, ainda mais no futebol, então querem mais é que entre na Justiça. A pior coisa é o fato de esses dirigentes não serem remunerados. Porque aí, se atrasa no clube, ele não sente. Na casa dele, não falta nada. Quando sair do clube, não perde nada. O futebol tem que ser profissional do dirigente ao funcionário que cuida do vestiário. A mentalidade do jogador está mudando, é igual à da população. A população está indo para a rua.
O que explica que mesmo clubes grandes, e é o caso que falávamos há pouco, do Botafogo, não consigam pagar em dia?
O futebol, para muitos dirigentes, é hobby. É status. Serve de trampolim para uma candidatura política. Estão pouco se lixando para a entidade"
Ruy - O que acontece é a impunidade. Esse querido aí, o Eike Batista, não teve problemas com as empresas dele e teve que sair vendendo tudo para quitar? No futebol, não acontece isso. Se a gente quiser, eu e você, montamos um clube ou viramos presidente do Botafogo. E aí saímos, e a próxima gestão que se vire. São poucos os dirigentes no Brasil que tentam zelar o nome que têm. Que se preocupam em colocar a cabeça no travesseiro e conseguir dormir. Outros, não. Não estão nem aí. O futebol, para muitos, é hobby. É status. Serve de trampolim para uma candidatura política. Estão pouco se lixando para a entidade. Se o Brasil não tiver hoje a pior estrutura do mundo para jogadores atuarem, estamos perto disso. É bacana termos um Cruzeiro, onde joguei em 2001 e já tinha dez anos sem atrasar salários. Hoje, continua da mesma forma, tem dois CTs, administração bacana. Colhe os frutos de 20 anos atrás. Se estivesse no eixo Rio-SP, teria a credibilidade do São Paulo. Mas é fácil falar desses clubes. Desafio qualquer um de vocês, da imprensa, a rodar os clubes do interior dos estados, chegar de repente e ver as condições de trabalho de meninos da base. A situação é miserável. A gente vê, e é muito triste, pessoas passando fome em comunidades. Pois tem muito disso nos clubes. Às vezes, nem água tem. Já tomei banho de caneca.
Onde? -
Ruy - No Alecrim mesmo. Cheguei a ser chantageado. Tinha acordo pela liberação, me fizeram gravar um vídeo dizendo que eu tinha acertado tudo com a construtora. O futebol é igual montanha-russa: um dia você está em cima; no outro, embaixo. Esses jogadores que estão na Série A, na elite, precisam saber que um dia a idade chega, os empresários viram a cara, e eles vão estar na situação de Série C, Série D, e vão sentir na pele. O Romário pegou nossa causa. Ele está ao lado do Bom Senso. Mas muitos outros poderiam estar contribuindo muito e não estão, porque só pensam no seu umbigo. Os verdadeiros ídolos do nosso futebol hoje são os jogadores do Barueri. 
É interessante observar que a liderança do Bom Senso tem jogadores consagrados, que atuam em clubes da Série A, casos de Dida, D’Alessandro, Alex. Você acaba sendo o representante dos menos famosos? Eles procuram você, pedem sua ajuda?
É por ter jogado 11, 12 anos na Série A e depois passado pela B, pela C. Eu conheço todos os estágios do futebol brasileiro atualmente. Como hoje sou um atleta praticamente autônomo, meus contatos são abertos em redes sociais, por ter passado por aquilo que 90% dos jogadores enfrentam, virei porta-voz de todo mundo. Recebo mensagens, ligações de atletas de outros clubes que passam por situações delicadíssimas. Através dos contatos que tenho, tento ajudar naquilo que nos cabe. Minha identificação com esses atletas é importante. As pessoas me conhecem, sabem meu caráter.
E que impacto isso deixa em você? Que cenário você cria com as histórias que esses jogadores contam?
Os dirigentes, geralmente muito mais instruídos, de uma índole ruim, para não falar vagabundos, estelionatários, ladrões, que se utilizam dos clubes para fazer suas falcatruas, fazem com que os jogadores se sintam intimidados"
Há clubes com salários atrasados nas Séries A, B, C e D. Um caso exemplar na A é o Botafogo. É verdade que você tem dinheiro a receber do Botafogo desde a década passada?
Entrei na Justiça contra o Botafogo em 2007. Já são sete anos. Tenho a ação ganha, mas não recebi ainda. O Botafogo tinha uma espécie de fila de credores. Meu advogado explicou que eu era o número 132. Havia 131 na minha frente. Vou receber daqui a dez anos, talvez nem isso. Com esse inglês do Alecrim, fiz um acordo judicial para me pagarem em nove meses. E o cara é milionário. Sabe quantos meses ele me pagou?
Não sei. Nenhum?
Nenhum! Esses empresários sabem que a Justiça é lenta, ainda mais no futebol, então querem mais é que entre na Justiça. A pior coisa é o fato de esses dirigentes não serem remunerados. Porque aí, se atrasa no clube, ele não sente. Na casa dele, não falta nada. Quando sair do clube, não perde nada. O futebol tem que ser profissional do dirigente ao funcionário que cuida do vestiário. A mentalidade do jogador está mudando, é igual à da população. A população está indo para a rua.
O que explica que mesmo clubes grandes, e é o caso que falávamos há pouco, do Botafogo, não consigam pagar em dia?
O futebol, para muitos dirigentes, é hobby. É status. Serve de trampolim para uma candidatura política. Estão pouco se lixando para a entidade"
Ruy - O que acontece é a impunidade. Esse querido aí, o Eike Batista, não teve problemas com as empresas dele e teve que sair vendendo tudo para quitar? No futebol, não acontece isso. Se a gente quiser, eu e você, montamos um clube ou viramos presidente do Botafogo. E aí saímos, e a próxima gestão que se vire. São poucos os dirigentes no Brasil que tentam zelar o nome que têm. Que se preocupam em colocar a cabeça no travesseiro e conseguir dormir. Outros, não. Não estão nem aí. O futebol, para muitos, é hobby. É status. Serve de trampolim para uma candidatura política. Estão pouco se lixando para a entidade. Se o Brasil não tiver hoje a pior estrutura do mundo para jogadores atuarem, estamos perto disso. É bacana termos um Cruzeiro, onde joguei em 2001 e já tinha dez anos sem atrasar salários. Hoje, continua da mesma forma, tem dois CTs, administração bacana. Colhe os frutos de 20 anos atrás. Se estivesse no eixo Rio-SP, teria a credibilidade do São Paulo. Mas é fácil falar desses clubes. Desafio qualquer um de vocês, da imprensa, a rodar os clubes do interior dos estados, chegar de repente e ver as condições de trabalho de meninos da base. A situação é miserável. A gente vê, e é muito triste, pessoas passando fome em comunidades. Pois tem muito disso nos clubes. Às vezes, nem água tem. Já tomei banho de caneca.
Onde? -
Ruy - No Alecrim mesmo. Cheguei a ser chantageado. Tinha acordo pela liberação, me fizeram gravar um vídeo dizendo que eu tinha acertado tudo com a construtora. O futebol é igual montanha-russa: um dia você está em cima; no outro, embaixo. Esses jogadores que estão na Série A, na elite, precisam saber que um dia a idade chega, os empresários viram a cara, e eles vão estar na situação de Série C, Série D, e vão sentir na pele. O Romário pegou nossa causa. Ele está ao lado do Bom Senso. Mas muitos outros poderiam estar contribuindo muito e não estão, porque só pensam no seu umbigo. Os verdadeiros ídolos do nosso futebol hoje são os jogadores do Barueri.
Por não terem jogado?
Eles tiveram a coragem de não entrar em campo. 
Ruy: "Eu, hoje, pararia o Campeonato Brasileiro"
 Você sabia que eles fariam isso?
Eu sabia que havia esse movimento do Barueri. Alguns jogadores do Operário têm conhecidos lá. Antes do jogo, os meninos me passaram uma mensagem, os próprios jogadores, perguntando o que fazer. Disse que teriam que ver com o sindicato. Tenho o meu pensamento, mas não estou lá. É uma decisão de grupo. Mas eu, hoje, pararia o Campeonato Brasileiro. Só mudaria se tudo isso fosse para o papel, se todo mundo fosse punido se não cumprisse. Se atrasou, tem dez dias, ou o atleta está automaticamente liberado para trocar de clube. Isso força a trabalhar de forma correta. 
Você tem mais de uma década como profissional...
Sim, 15 anos.
Nesse tempo, a situação melhorou ou piorou?
Em 2001, quando teve a Lei Pelé, fui o primeiro a pegar o passe. Quando me profissionalizei, em 1999, eu já tinha dificuldades de salários. O Botafogo foi campeão brasileiro em 95 com salários atrasados. Acabei de ver que mais um torcedor morreu, do Palmeiras. Olha, Deus é brasileiro, porque fez com que a gente não ganhasse a Copa e despertasse. Se vencesse, essa baderna iria se perpetuar. Se não for feita alguma coisa agora, te digo o que vai acontecer em cinco anos: vai ter clube grande de portas fechadas. Muitos não fecham a porta porque têm muita torcida. Os salários vão continuar atrasados. Torcedor vai continuar matando torcedor. E presta atenção nisso: daqui a pouco, vai ter jogador sendo morto. E isso por impunidade. Todo mundo adora punir jogadores, e temos parcela de culpa, somos um exemplo, mas se somos punidos, as pessoas que estão no estádio precisam ser punidas também. O cara que dizem que matou o outro é vereador (Raimundo Faustino, do PT. Sua defesa nega as acusações). É inadmissível. O cara sai da cadeia, cumpriu parte da pena, e mata de novo. Tá tudo errado, cara. Tudo errado.
Você acha que a classe dos treinadores está do lado dos jogadores?
O Muricy viveu anos e anos no São Paulo. Eu estive no Fluminense. A distância é de 100 anos de diferença. Tem vários tipos de treinadores. Tem aquele que bate no peito e faz o que quer. E tem treinador que só quer segurar emprego, faz boa política, puxa o saco da direção para não perder o emprego dele. O treinador que pensa assim está dando um tiro no pé. Quem corre pelo treinador é o jogador. Sou fã do Muricy, bicho. Nunca trabalhei com ele, mas o que ele fala é verdade: é 70% jogador e 30% treinador. O Muricy viveu anos e anos no São Paulo. Eu estive no Fluminense. A distância é de 100 anos de diferença. Prometeram mundos e fundos ao Muricy. E ele ia ficar ali? Ficar cobrando os jogadores, enchendo o saco, sem ter nada na retaguarda? Os jogadores acabam baixando a cabeça e correndo porque têm que correr, porque são uma empresa privada. Ali, mostramos nosso produto. Corremos, lutamos. 
O Barueri, ao não ir a campo, abriu o caminho para gestos parecidos?
Acho que sim. O pessoal do Icasa já se manifestou, do Paraná também. O Ipatinga devia cinco meses na Série B. Agora, vários atletas disseram que estão sem receber desde março. Como que um clube desses está aberto? O mesmo diretor daquela época continua lá, cara. De onde esse diretor tira dinheiro para viver, se não tem para pagar os jogadores? Cadê a polícia que não bate lá?
Você sente falta de maior penalização aos dirigentes?
Se tiver uma lei que faça o cara responder, que faça com que ele responda com o patrimônio dele, 80% dos caras que pensam em ser dirigentes para fazer falcatrua vão sair do negócio.
Com certeza. Se houvesse condenação penal, de ele ser preso, melhoraria. Um dirigente diz que recolhe FGTS e não paga nada. É crime! Está na constituição! Se tiver uma lei que faça o cara responder, que faça com que ele responda com o patrimônio dele, 80% dos caras que pensam em ser dirigentes para fazer falcatrua vão sair do negócio. Por que grandes empresas têm fiscalização e o futebol não? Nunca vi alguém do Ministério do Trabalho ir a um clube. Aqui no Mato Grosso, nem sindicato tem. Nosso futebol é amador. Hoje, praticamente pago para jogar. E tem jogadores em situação pior que a minha. Daqui a pouco, vai ser esporte de elite.
Existe espaço para um gesto maior, coletivo, de paralisação? Ou é inviável?
Espaço existe. Quantos clubes estão pagando em dia? Não do jeito que falam que pagam... Vai contar três, cinco clubes na Série A, mais uns cinco na B. Se contar C e D, estamos perdidos.
Mas existe um movimento nesse sentido?
A vontade está em todos. A grande maioria dos jogadores está saturada. A questão é que é muito difícil. No meu elenco, são 25 jogadores. Imagina a dificuldade de mobilizar. Cada cabeça é uma sentença. E aí muito clube tem influência de algum dirigente, de chantagear atletas mais novos, que vai manchar carreira, ficar marcado. Eles usam essa artimanha. É difícil mobilizar.
Pelo que você fala, o momento é de ações mais pontuais, de elencos isolados.
Acho que a tendência é acontecer mais dessa forma. A não ser que aconteça com o apoio de um São Paulo, um Cruzeiro, um Internacional. Mas, se entrar em campo, tem que entrar e mostrar pra torcida: ó, tem seis meses de salário atrasado. Porque tem muito dirigente bundão que diz que tem salário rigorosamente em dia e depois diz que são só dois meses. Mas a classe acordou. Ninguém atura mais ser enganado.
O que me chama a atenção é que você resolveu falar o que dá na telha. Isso não pode prejudicar você no futuro? Ou vai sair do futebol?
Não é nem uma questão do que eu penso: é o que é certo. O que eu falo não pode ser polêmico. Foi como meu pai me educou. Ele me ensinou que é feio roubar, não fazer as coisas direito. Tenho 36 anos, treino todos os dias, cumpro meus horários, independentemente dos clubes onde passei. Sou profissional ao máximo. Mas a presidenta Dilma falou que estou no caderninho negro dos clubes grandes.
Ela falou isso, é?
Sim. Sou uma ameaça a eles. Não consigo ser enganado mais. Olha essa questão do Botafogo. Pagam uns e não pagam outros. Mas o que é isso? Isso não existe! A atitude do Lucas está certíssima. Ele está certíssimo. Graças a Deus, tive meu momento, conquistei meus títulos, e hoje faço curso na Universidade do Futebol. Penso em continuar. Não vou deixar que esses dirigentes malandros acabem com o que faço desde os seis anos de idade.
O Bom Senso é um movimento recente. Antes dele, você já tinha essas brigas dentro dos clubes?
Desde que subi, sempre participei dessas questões. Quando subi no América-MG, o pessoal mais velho já me levava junto para discutir premiação. Nunca aceitava o que os dirigentes ofereciam. Batia de frente. Sempre tive um pé atrás com os dirigentes daquela época, a respeito de salário atrasado. Quando joguei no Náutico, o clube tinha fama de não pagar os últimos três meses. Em junho, julho e agosto, recebi dois salários juntos. O que aconteceu? Não pagou outubro, novembro e dezembro. Avisei a todos que meu salário estava em dia. Falei pro presidente (Maurício Cardoso), com quem me dou bem até hoje: “Presidente, você me pagou, mas não jogo bola sozinho. Pague o resto da rapaziada”. Ainda tenho que escutar dirigente vagabundo falar que não sou de grupo. Não sou de grupo para direção. Sou para o jogador.
Existe algum clube que possa ser tomado como modelo hoje?
Se não for agora a paralisação geral, quem sabe daqui a cinco anos aconteça?
Você fala sobre futebol? Porque acho que esse movimento do Barueri, da Série B, deveria incomodar muito os jogadores que estão em cima. A coragem desses garotos foi impressionante. Eles deram uma mostra de que o futebol pede mudanças. Passou da hora. Se não for agora a paralisação geral, quem sabe daqui a cinco anos aconteça?
Qual sua opinião sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte?
Se ela fosse aprovada como eles (dirigentes) queriam, com apenas a certidão de débito, seria para tapar buraco. Mas agora, como está sendo feito o acordo, com as reivindicações do Bom Senso, é diferente. Claro, a lei não vai ter só o que o Bom Senso quer. Mas se tiver 90% do que a gente pensa, essa lei já consegue dignificar o nosso futebol. Se fizer uma pesquisa hoje de credibilidade, a Federação Alemã ganha até do Congresso deles. Se fizer aqui, com a CBF, o que você acha? Bicho, isso não entra na minha cabeça. A CBF é uma confederação de futebol. Deveria se preocupar com o futebol brasileiro. É com os jogadores formados que se abastece a Seleção. E ela não demonstra interesse no futebol brasileiro. As federações estão falidas. Treze mil atletas estão desempregados. Muitos clubes não conseguem manter salários em dias. Rapaz, se sou chefe da minha casa e tenho esse tanto de problema, como que não vou agir? A CBF ganha milhões por ano, e nosso futebol está do jeito que está. Não somos a melhor seleção, estamos em 31º em público (34º, na verdade), nossos estádios estão vazios. 
O encontro com a presidenta Dilma deixou uma boa sensação em você? Ou foi em vão?

Só vamos poder saber um ano depois das eleições. Mas o jogador no Brasil só era recebido quando era campeão mundial. Já demos um grande passo. Uma coisa é o dirigente conversar com a presidenta. Outra coisa é nós falarmos para ela que não recebemos salário, que não temos condições de trabalho, que tem jogador há dez anos na Justiça e não vê a cor do dinheiro. A presidenta tinha uma imagem de que o futebol brasileiro era tipo a NBA. A imagem dela era essa. Que o jogador é o cara da NBA. Hoje, a liga americana (de futebol) já passou atropelado por nós. Passou por cima. Lá, não aceitam o errado. Aqui, o errado é certo. O malandro é certo. Se a presidenta não puder ajudar, ao menos ela fez o movimento ser ouvido. Só faltou ela cair da cadeira... A segunda reunião com ela foi um espetáculo. Já estavam secretários, ministros, e a presidenta estudou tudo, falou que ia tentar resolver. No momento, vejo que a intervenção tem que partir do governo. A CBF se mostra muito pouco receptiva a novas ideias.