segunda-feira, 4 de agosto de 2014

GALO TEVE QUE ESPERAR BOM HUMOR DOS DEUSES DO FUTEBOL PRA VENCER FURACÃO COM DOIS GOLS CONTRA

   Jô quer explicar o inexplicável - acabou com a paz na Cidade do Galo.

Se de um lado da lagoa, os ventos com os humores dos deuses do futebol, nesta 14ª rodada, estiveram meia pedra meio tijolo, com o Cruzeiro jogando pra golear o Botafogo e não saindo do empate em 1 a 1, além de ver Fluminense e Internacional se aproximarem, do outro lado da lagoa, a coisa funcionou mais ou menos igual. Diante do Atlético Furacão, penou com o que me pareceu uma briga entre os deuses do Bem e do Mal lá no Olimpo do futebol. No primeiro tempo, o Mal torcia contra e o Galo mandou bola na trave, Jô perdeu gols incríveis, a torcida vaiou Emerson Conceição e o time levou pro vestiário apenas 1 a 0, gol de Léo Silva.
TIME BIPOLAR - No segundo tempo, a paz reinou no hemisfério superior e o Bem trocou de lado: o time bipolar de Levir Culpi viu terminar a partida com o placar favorável por 3 a 1; mas tal mudança não foi assim coisa imediata. Até porque o Furacão empatou aos 11m, com Marcos Guilherme, num lance que teve de tudo, até falha de Victor.Aí tome mais vaia em Emerson Conceição e contidos gritos de burro, burro pra Levir: ele tirou Jô e Guilherme colocando Luan e Dátolo,enquanto a Massa queria que Jô ficasse, apesar da secura de nove jogos do atacante.
TRÉGUA NO OLIMPO - A coisa ficava preta quando houve a trégua no Olimpo e o Bem voltou a soprar em favor do Galo. Aos 31m, Luan foi ao fundo e cruzou forte. O zagueiro Léo Pereira jogou contra o patrimônio e marcou contra - Galo, 2 a 1. Refrescou, também, e a conta foi fechada aos 43m, com outro gol contra. O volante Deivid botou uma bola por cobertura no goleiro Santos. Lance bizarro, mas que consolidou a vitória do time do sorridente Levir Culpi no final.
No meio da semana, quarta-feira, o Atlético estará em Santa Catarina pra cumprir seu jogo adiado, por causa da decisão da Recopa, contra a Chapecoense. Caso vença, o Galo chega perto do G-4, em quinto lugar.
POUCA GENTE E DINHEIRO - Público pequeno no Independência: apenas 8.663, pra uma arrecadação de R$ 237.630,00. A torcida precisa reagir, também, principalmente a que tem negado fogo e deixado de comparecer ao Horto. Tudo bem que excelente público compareceu na decisão da Recopa, e que o Brasileiro ainda não pegou o embalo, por causa da ressaca da Copa do Mundo, mas o momento é de ajudar.
ADEUS JÔ - Sem o companheiro que o colocava na cara do gol e numa seca de fazer dó, por auto-recreação Jô decidiu que chegara o momento de deixar o Atlético e desapareceu do clube após a vitória sobre o  Furacão, quando esteve mal e acabou sendo substituído. Segundo seus assessores Jô havia comunicado à direção do Atlético sobre sua ausência no treino de segunda-feira, porque teria de resolver problemas particulares e sua situação no Galo.
SEM RESPOSTA: Alexandre Kalil com certeza se perguntou ao ler as justificativas dos assessores. - "Jô tem problemas com o clube? Qual? Tem os pagamentos em dia, é bem tratado, chegou à Seleção por meio do Galo, enfim quais são os problemas." De minha parte, imagino que seja saudade de Ronaldinho Gaúcho e das belas noitadas em noites de lua cheia.
IRRESPONSABILIDADE - A falta de responsabilidade desses andarilhos do futebol é que incomoda a torcida. Jô sabia que o Atlético tem compromisso difícil nesta quarta-feira em Chapecó, contra o Chapecoense, jogo adiado da décima rodada do Brasileiro. Sabia de antemão que o time treinaria e viajaria; porque então deu bolo? Por irresponsabilidade e ânsia de ser negociado. Se é comigo, eu não o negociaria mesmo agora.
ANDRÉ NOVO TITULAR - Levir Culpi não esperou nem 10m pra nomear André novo dono da camisa 9 ou da posição de camisa 9 no Galo. Jô ficou em Beagá, ou em algum lugar por aqui enquanto o time tomou rumo de Chapecó. Informações outras dão conta de que o Urso Bravo cuspiu maribondos ao tomar conhecimento da fuga de Jô.  Mandou sua assessoria informar que "Jô não avisou, não foi liberado e não deu notícia ou justificativa".
PAI SOFRE GENTE - O irresponsável do atleta nem liga ao estrago com faz na torcida, na diretoria, na Comissão técnica, todos ansiosos e frustrados. Muito menos liga para os problemas da família. Seu pai, Dario Silva, não sabia de nada sobre o sumiço de Jô, nem de sua ausência no treinamento. Falou com ele por celular e depois passou a informação, constrangido:
“Conversei com ele e com o empresário dele. Está tudo bem. Como pai, fiquei até preocupado. Ele vai sentar com a diretoria e se explicar”, disse Dario, que adiantou não saber mais nada, porque Jô não quis entrar em detalhes com o pai.
"Perguntei se tinha acontecido alguma coisa, se estava doente, o motivo de ele não ter ido treinar. Ele disse que estava tudo bem, que eu não precisava preocupar. Vai sentar com o presidente e conversar. Ver se tem punição, multa, essas coisas. Não foi possível tirar muitas coisas dele. Pessoalmente seria mais fácil”.
BOA CASA PRA JÔ - Dario Silva informou que já houve uma proposta ao Jô de um clube europeu, mas desconhecia qual. Ressaltou que espera ver tudo seja resolvido da melhor maneira, e puxou a orelha do filho: “Realmente faltar ao treino não pode. O Atlético o acolheu tão bem. Ele sempre se empenhou muito e chegou até na Seleção Brasileira. Espero que tudo fique bem”.
É O QUE DISSERAM - O mano Fabio Paceli escreveu sobre a coluna que republiquei na Trincheira: "Flageraldo, duvido que o texto seja de seu amigo Juca Kfouri. O Bicca certamente comeu barriga e a passou para vc. O Kfouri não iria provocar a torcida do Galo como o texto faz. Isso é coisa de cruzerero para provocar atleticano."
TRINCHEIRA: Com o devido respeito ao meu irmão mais velho que eu, não creio que o amigo Bicca tenha comido barriga. E você que é assinante da Folha e piora seu castigado fígado lendo Kfouri não deve desconhecer de que ele é capaz sim e produzir tal texto. Esta coisa de que trata-se de cruzerero pra provocar atleticano é que não me merecesse status. Não brinco com coisa séria.
RENOVAÇÃ0 CERTA - Jogo minhas fichas nesse menino Eurico, 20 anos, que subiu ao profissional do Cruzeiro este ano. Joguei em outros, também, como Vinicius Araújo, Wallace, Dudu, o goleiro Gabriel, Thiaguinho, afora os que desanimaram e tomaram caminhos outros bem perigosos. Eurico já com bom sustento no elenco e só fez dois jogos até hoje, porque Marcelo Pacote Oliveira não perdeu a mania de não confiar em jovens antes de bom estágio no profissionalismo. O novo contrato de Eurico vai até 2017.
PRIMEIRO VOLANTE - Sem Henrique, covardemente atingido por Emerson Sheik, que nem cartão amarelo levou e devia ser expulso direto, gostaria de ver Eurico tendo chance como primeiro volante. É ali que sabe jogar e com qualidade, quando muito segundo volante. Chuta bem, sabe sair no toque, etc, etc. Digo isso, porque já o vi treinando na lateral direita, entre os reservas.
Segundo o menino, tem recebido os melhores apoios de Henrique, Tinga, Borges e dos ex-companheiros de base, Mayke e Lucas Silva. Quem lhe dá os melhores conselhos, no entanto, é Borges, que gosta muito do chinelinho, mas é um atleta comportado.
BOM TROPEÇO - Lá vou ladeira abaixo da rua Abre Campo, mordiscando minha goiabinha vermelha lá de Rio Casca quando tropeço numa figura impoluta que deu brilho ao futebol mineiro: o ex-presidente do América, Paulo Afonso Alves da Silva.Manobrava seu carro pra sair de uma vaga difícil no declive da rua. Não deu pra gente se falar, porque antes que eu me aproximasse, ele saiu da vaga e se mandou.

Aos mais jovens lembro que Paulinho Afonso, bem de vida na época, só foi útil ao América, como presidente e diretor de futebol. Sua época das Mercedes Benz acabou e Paulo Afonso deixou o América pra cuidar dos negócios que iam muito mal. Sua vida despencou e ele só encontrou apoio num velho amigo, Elmer Guilherme Ferreira, que o convidou pra ser fiscal nos jogos da FMF. Eu pra Paulinho sobreviver. Do América, que precisava e precisa de um superintendente ou supervisor ou diretor remunerado daquele porte, Paulinho, sei lá, talvez por ser bem esquentado, não teve nenhum convite. Uma pena! Desiludido, afastou-se por completo do futebol. A perda maior foi nossa.

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