terça-feira, 19 de agosto de 2014

REDE GLOBO FAZ CAMPANHA CONTRA DILMA*





Descobri o Brasil 247, um site de jornalistas porretas e não poderia deixar de republicar o que li sobre a palhaçada que a Rede Globo fez com a presidente Dilma na entrevista do Jornal Nacional com os presidenciáveis. Segue abaixo:

"Dos 16 minutos cronometrados, Dilma falou 10 minutos e meio; Bonner, 4 e meio, e Patrícia quase 1 minuto. Dá 65% para ela e 35% para eles. Dilma pronunciou 1.383 palavras, contra 980 da dupla (766 só do Bonner), o que dá 60% x 40%. Isso é escore de debate, não de entrevista. A dupla encaixou 26 acusações ao governo e ao PT; algumas, com ponto de exclamação", diz o jornalista Ricardo Amaral, em sua análise sobre a agressão de William Bonner e Patrícia Poeta contra a presidente Dilma; "mesmo restrita a um cerimonial televisivo, foi uma sinalização relevante para uma imprensa cada vez mais assanhada no papel de oposição"

A ENTREVISTA

"Foi inacreditável a ação eleitoral do Jornal Nacional contra a presidente Dilma Rousseff; William Bonner fez perguntas quilométricas; Patrícia Poeta chegou a fazer cara de nojo e a colocar o dedo em riste diante de Dilma em razão do "nada" que teria sido feito na área da saúde em 12 anos, ditos com ênfase pela apresentadora; Dilma mal teve a oportunidade de responder perguntas que eram acusações, como sua suposta incapacidade de se cercar de pessoas honestas e os números da economia; quando teve oportunidade falar, Dilma disse que seu governo "estruturou o combate à corrupção" e que "nenhum procurador foi chamado de engavetador-geral da República"; ela lembrou ainda o baixo desemprego e a inflação que se aproxima de zero nos últimos meses; não foi entrevista, foi agressão, fora de qualquer padrão civilizado de jornalismo; presidente conseguiu falar sobre o programa  Mais Médicos e informar que a inflação está baixando, com zero de elevação em julho"
18 DE AGOSTO DE 2014 ÀS 20:45

- Com posturas até então desconhecidas do grande público, os apresentadores William Bonner e Patrícia Poeta deixaram a elegância de lado e partiram para o ataque sobre a presidente Dilma Rousseff, na entrevista ao Jornal Nacional concedida no Palácio da Alvorada, em Brasília, nesta segunda-feira 18. Ambos estavam vestidos de preto, indicando luto pela morte do ex-governador Eduardo Campos, cujo último compromisso eleitoral foi a entrevista da quarta-feira 13. Eles não dirigiram nenhuma pergunta sobre o fato à presidente.
Bonner parecia o mais irritado, mas Patrícia não quis ficar atrás. Ela chegou a apontar, em riste, o dedo para a face próxima da presidente, insistindo que o governo dela e do ex-presidente Lula não fizeram "nada" na área da saúde. A presidente conseguiu dizer, entre interrupções da entrevistadora, que hoje, ao contrário do passado, o atendimento de saúde pública atinge 50 milhões de brasileiros.
No início da entrevista, Bonner perguntou, por mais de um minuto, sobre "corrupção e malfeitos", citando uma série de ministérios e também a Petrobras.
- Qual a dificuldade de formar uma equipe de governo com gente honesta?, questionou ele, mais ao estilo botequim de esquina do que o que emprega normalmente, todos os dias, à exceção dos domingos, na bancada do JN. O jogo de apertar a presidente ficou claro desde o primeiro momento.
A própria Dilma percebeu e não se intimidou com a postura da dupla. Procurou responder a todas as perguntas e manter a calma, mas não dando as respostas que Bonner e Patrícia esperavam. Dilma tinha argumentos na ponta da língua.
- Fomos o governo que  mais estruturou o combate à corrupção e aos malfeitos, respondeu ela.
- Nenhum procurador geral da República foi chamado no meu governo de engavetador geral da República", acrescentou, numa referência nada sutil a Geraldo Brindeiro, dos tempos do governo Fernando Henrique.
BONNER NUNCA FIZERA PERGUNTAS TÃO LONGAS E EM TOM TÃO DURO
O âncora do Jornal Nacional insistiu no tema da corrupção, usando cada vez mais ênfase sobre a presidente:
- Um grupo de elite do seu partido foi condenado por corrupção, são corruptos, posso dizer por que a Justiça já julgou, mas o seu partido protegeu essas pessoas. O que a sra. acha dessa postura do seu partido?
Dilma não respondeu diretamente, optando por lembrar sua posição institucional:
- Enquanto eu for presidente da República, não externarei opinião pessoal sobre decisões do Supremo Tribunal Federal. Eu tenho a minha opinião, mas não vou externá-la.
- Mas o que a Sra. diz sobre a postura do seu partido? A Sra. não diz nada?
- Olha, Bonner, eu não vou entrar nisso de me manifestar contra a decisão de um poder constitucional. Isso é muito delicado, merece o meu maior respeito.
PATRÍCIA APONTOU O DEDO EM RISTE PARA A  PRESIDENTE
Patrícia, que até então estava calada, perguntou sobre saúde, afirmando que "nada fora feito" nos governo Dilma e Lula, e que "as filas se multiplicam nos hospitais e postos de saúde". Dilma, outra vez, procurou responder sem aceitar a indagação como provocação.
Patrícia não gostou do que ouviu, e lá veio Bonner atacar de novo:
- A sra. considera justo culpar ora a crise econômica internacional, ora os pessimistas pelo baixíssimo crescimento da economia brasileira, pela inflação alta?
- A inflação cai desde abril, Bonner, agora mesmo saiu um dado oficial mostrando que houve zero por cento de aumento de preços em julho. Por outro lado, todos os dados antecedentes ao segundo semestre, aqueles que anunciam o que vai acontecer na economia, mostram que haverá crescimento em relação ao primeiro semestre.
Bonner não pareceu satisfeito com a resposta, mas em razão do tamanho das perguntas que havia feito antes, percebeu que o tempo de 15 minutos estava estourando. Foram, de fato, questionamentos quilométricos os que ele fez.
- Eu vou garantir um minuto para a Sra. encerrar, disse ele, visivelmente insatisfeito.
- Obrigado, Bonner, eu quero dizer que acredito no Brasil, reiterou Dilma, que ainda foi mais duas vezes interrompida para que fosse cumprido o tempo estabelecido.
- Eu compreendo, vou suspender a minha fala, encerrou Dilma, com classe, diante dos entrevistadores que se mostraram em pleno ataque de nervos.

*BRASIL 247

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Um comentário:

  1. Flavio,
    Mesmo quando voce tece criticas ácidas ao Cruzeiro, quando chama o Marcelo Oliveira de "pacote" ( sei lá, isso me remete a um apelido nada gentil..... e só voce faz isso ) ou mesmo quando coloca que sofremos por "armações" do eixo ( que acho apenas meia verdade ), te considero como um dos melhores, mais sinceros e assertivos cronistas de MG - e um dos que não vejo nem vestígios de rabo preso tb....... Mas quando se põe a defender o PT.... hummmmm aí voce despenca do céu que nem pato abatido...... Não escolhi ainda em quem votar ( Eita páreo duro de se escolher.... ). Não sou assim fã do Aecio - que voce chama de "Never" e ainda vinha conhecendo o Eduardo Campos ( que Deus o tenha em bom lugar )..... Mas conheço de perto a turma que voce defende e sua defesa me assusta. Ali, do médio escalão pra cima, boa parte é composta por especialistas em maquiar a verdade e a esconder as reais intenções. Fosse só por discordância politica, tudo bem.... São necessárias várias matizes para a construção de um bom diálogo e de uma sociedade melhor, mas não é o caso.... Ali o interesse se volta apenas para os bolsos - deles. E isso eu não admito.
    Já fui muito favorável no passado, dei meu crédito, mas a fiquei com a impressão que o discurso de paladinos da ética, moralidade, preocupação com o povo e com a melhoria da sociedade havia sido comprado na praça 7......
    Não posso, nem tenho o direito de te pedir pra economizar nas linhas positivas que voce dedica a essa turma - só o que posso fazer é pular pro próximo tópico, onde, acho, voce ainda é imbatível.... Mas que dói ver um cara legal como voce, tecendo loas a quem faz escárnio conosco.... ahhhh isso dói.....
    Abs

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