domingo, 3 de agosto de 2014

VENTOS SOPRARAM CONTRA O LÍDER NO MARACANÃ

GRAMADO - RIO GRANDE DO SUL - VENTOS DOS DEUSES SOPRARAM CONTRA LÍDER E A FAVOR DO FOGÃO.  INGRATIDÃO DA BOLA ESTÁ SEMPRE NO PLACAR: CRUZEIRO FEZ ATÉ PRA CONSEGUIR SUA PRIMEIRA VITÓRIA NO NOVO MARACANÃ E DE GOLEADA.

Jefferson salvou os alvinegros cariocas em colaboração com as traves. Mas o pior mesmo foi aguentar Luiz Carlos Jr e Roger Flores secando o Cruzeiro.

BOLAS NAS TRAVES – Duas bolas do Cruzeiro venceram o goleiro Jefferson e não entraram. Um chutão de William acertou o poste superior e uma cabeçada de Dedé foi acertar no pé da trave direita. A coisa ficou esquisita quando o Botafogo fez o que tudo time que enfrenta o Cruzeiro agora faz. Abdica da posse da bola, se fecha na defesa e tenta jogar por uma bola, nas costas de Egídio. O Fogão fez exatamente o previsto na bula: Seu técnico Wagner Mancini, ex-treinador celeste, botou Edilson de volante mais pela direita e o veterano encrenquinha Emerson Sheik, também, por aquele lado.
Perdido feito cachorro que cai do caminhão de mudança, Egídio, fraqueza total naquele bom time de Marcelo Pacote Oliveira, foi sempre envolvido, obrigando Léo a correr feito maluco. E por ali, a história prevista foi paginada. O goleiro Fábio fez umas três defesas complicadas em jogadas que nasciam do lado esquerdo da defesa azul e saía feito torpedo através dos pés de Edilson pra meta do grande goleiro celeste. Então veio a grande surpresa por meio de um acidente envolvendo Fábio.
ESCORREGÃO FATAL - O que conta no lance do gol do Botafogo, em que pese a rapidez do contra-ataque pelo lado direito com Sheik e do chute de Edilson que a jogada tinha tudo pra morrer nos braços ou num toque de Fábio pra escanteio. Veio o acidente dos deuses do futebol quando estão de mau humor. Fábio se firmou na perna direita pra fazer a defesa, mas escorregou e chegou tarde à bola. Chegou a tocá-la, mas sem desviar sua trajetória e a danada foi morrer, mansamente, nas redes. Este gol abalou mais o Botafogo do que o Cruzeiro, que manteve o ritmo e a posse de bola. Pressionava, pressionava, e o empate não vinha. Jefferson com alguma mágoa reclusa dos tempos de Toca da Raposa quando foi trocado por Gomes pelo treinador Vanderlei Luxemburgo, pegava tudo. Com incrível sorte e ajuda dos deuses.
MUDANÇAS DE PACOTE – Marcelo Pacote aproveitou que Henrique levou amarelo e se lesionou pra fazer duas mudanças: botou William e Dagoberto. Aumentou a pressão e o gol de empate veio após William chutar na trave, Dagol chegar na cara de Jefferson e o botafoguense fazer grande defesa. Houve escanteio e a bola chegou à área carioca e foi jogada pra fora dela. Rebote de Dedé que virou pra William na ponta-esquerda e foi pra área. Veio o cruzamento e Dedé ganhou no alto e entregou pra seu companheiro de zaga, Léo encher o pé e empatar. Ainda faltavamuns 20m pro final, mas Pacote roeu a corda: tirou Marcelo Moreno pra colocar Nilton, em nome de segurar o resultado. Tudo bem que Nilton aumentou à altura do pessoal da frente e quase marcou, de cabeça, por duas vezes. Os deuses não queriam mesmo e o placar final ficou nisso aí: 1 a 1, pior pro Cruzeiro que somou apenas um ponto aos seus 28 da liderança.
GALO NO HORTO, RG-10 NO GRÊMIO - O lado azul de Porto Alegre respira trégua e alegria. De trégua, por causa do fim da animosidade contra Ronaldinho Gaúcho, existente desde quando ele optou pelo Flamengo em vez de retornar a Porto Alegre e ao Olímpico, conforme prometido, após encerrar sua legenda pelo futebol europeu. Por que trégua? Porque RG-10 negocia com o presidente gremista Fábio Koff sua volta ao clube tricolor e se isso acontecer, realmente, o que é o mais provável, será recebido de braços abertos. Como aconteceu no caso de Felipão, 18 anos depois, causando enorme frenesi de alegria no meio da imensa torcida gremista.
ENQUANTO ISSO, NO HORTO – Levir Culpi pensa que Guilherme será capaz de remendar qualquer falta de criatividade que o time venha sofrer com a saída de Ronaldinho Gaúcho. E quer mostrar essa sua expectativa na partida contra o Furacão no Horto, neste domingo. Que assim seja: caiu no Horto, está morto, não?
É O QUE DISSERAM... Francis Bicca, leitor e colaborador de primeira linha, me mandou a mensagem abaixo, que republico em respeito ao leitor, visto que o autor do texto não me merece qualquer tipo de respeito. Vamos lá: "Assim recebi esse email e assim te repassou. Vale a pena a leitura...
Texto do Juca Kfouri:
"A partida é sempre uma dor, Ronaldinho Gaúcho trouxe o mínimo de respeito para o Clube Atlético Mineiro, queira ou não foi o tal bruxo que fez de um velhinho de 105 anos uma espécie de bebê internacional.
Na vida do Atlético tudo é inédito e só a imprensa local que não percebe isso. Certa vez li uma manchete: "Atlético conquista o inédito título da Recopa". Mas é óbvio não? O neném está criando dentes e tudo é novidade no fantástico mundo dos títulos.
Quando vejo o Atleticano falando de títulos com algum tom de provocação ao Cruzeiro costumo perguntar: – Agora vocês querem falar de títulos? Passei minha infância praticamente reprimida por não ter como discutir futebol já que em Minas Gerais é proibido falar de títulos, o que importa é a paixão.
Ronaldo vai embora pela mesma porta que entrou, a porta dos fundos. Sim, ele não foi recebido no Aeroporto que já acolheu Obina. Um certo dia apareceu treinando na cidade do GALO e esta torcida que hoje chora quase matou o Kalil, demonstrando toda sua falta de fé no camisa 10.
Logo Ronaldinho descobriu o lugar perfeito, o do ineditismo, percebeu que o fraco Tardelli era ídolo e que ali iria reinar, cegos para suas farras os torcedores exaltaram mais do que deviam o bom futebol apresentado em campo. De fato Ronaldinho é um dos grandes nomes do futebol mundial o problema está no Atlético.
Hoje o clube está descolocado geograficamente, se fechar os olhos podemos pensar que o Atlético é algum clube Asiático ou talvez do futebol dos Estados Unidos. Ronaldinho em fim de carreira foi lá alegrar um povo excêntrico se exibir para torcedores sem critérios sedentos por ídolos e carentes, muito carentes.
Times grandes possuem ídolos mundiais em seu nascedouro ou mesmo no ápice de sua performance. Tostão foi embora depois de crescer e se firmar aqui, Alex, antes de reinar na Turquia foi ídolo aqui e Sorín enquanto era capitão de sua seleção jogava também no Cruzeiro, este por acaso voltou para encerrar a carreira no clube que passou a amar.
Claro que você atleticano não entenderá isso mas posso ser mais literal, eu também tive um Ronaldo, muito maior do que este, um fenômeno. O Cruzeiro revelou Ronaldo para o mundo, Ronaldinho revelou o Atlético para a América.
Atlético, chore por Ronaldinho, ele te fez parecer grande e até na hora de ir embora mostrou o quanto és pequeno, meu curioso caso de Benjamin Button"

Um comentário:

  1. Caro Flávio Anselmo, este texto não é do Juca Kfouri, que não é anti-atleticano de forma alguma. Já contou sobre férias que passava em BH quando criança com primos e tios todos atleticanos e que o levavam aos jogos do Galo. Este texto é de um torcedor do Cruzeiro que usa humor muito ácido e satírico para explicar o Atlético para torcedores cruzeirenses. Explicar de forma muito irônica e com a visão, a intenção e o deboche de um rival, é claro. O autor do texto usa o pseudônimo de Kalil Indelicada (http://kalilindelicada.com.br/) e publica textos semanais. Os textos não devem ser levados a sério. Piada para torcedores rivais. Só isso. Por favor, corrija a informação sobre a autoria. Cristiano Abud.

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